andhromeda Andhromeda

Nara Shikamaru tinha a vida perfeita que todo preguiçoso crônico sonhava: professor universitário aos 21 anos, divide apartamento com outros cinco amigos e mantém uma rotina banal e minimamente notória. Até que seu melhor amigo, Chouji Akimichi, foi morar com a namorada. Agora, o Nara tem sua vida virada de cabeça para baixo ao lidar com uma nova colega de quarto, Sabaku no Temari, uma mulher problemática, mandona e espaçosa, que invadiu sua vida com agressividade desmedida. Será que uma amizade pode dar frutos em um terreno tão instável? Pior, que uma convivência incomum pode se transformar em algo mais?


Romance Romance adulto jovem Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Shikamaru – Manhãs complicadas

O despertador tocou, mas Shikamaru o ignorou esperando que seu colega de quarto, Chouji, se arrastasse da própria cama para desligá-lo. Com desgosto, lembrou-se que o amigo havia se mudado para a casa da namorada, Karui, no dia anterior.

Complicado. Pensou, mas permaneceu na mesma posição.

Naruto e Kiba dividiam o quarto ao lado – ponderou – porém, os dois tinham sono pesado e não acordariam mesmo se uma bomba explodisse a casa. Apertou o travesseiro contra a cabeça na tentativa de abafar o barulho, fechou os olhos e aguardou.

O quarto de Neji ficava do outro lado do corredor, o Hyuga tinha sono leve e com toda a certeza viria desligar o aparelho – o som estridente lhe incomodaria o suficiente para isso. Satisfeito com a resolução que havia encontrado para o problema, Shikamaru começou uma contagem regressiva. Estava no três quando a porta foi abruptamente aberta por um Sasuke furioso – apenas de cueca – marchando em sua direção.

- Seu maldito preguiçoso – sob o olhar alarmado de Shikamaru, pegou o despertador sem cuidado, arrancando a tomada da parede, abriu a janela e jogou o aparelho com força – se não vai levantar quando essa merda tocar, não precisa de um – com as palavras rosnadas, virou-se e saiu do quarto pisando duro.

O desfecho não ocorrera exatamente como previra, afinal, o quarto do Uchiha ficava afastado e nem de longe seu sono poderia ser considerado leve, mas tinha conseguido alcançar seu objetivo e isso era tudo que importava.

Fazendo das cobertas um casulo, Shikamaru voltou a relaxar até que seu celular começou a vibrar na cabeceira. Se mexendo o mínimo possível, deu uma espiada no visor.

Chouji: Acorda Shikamaru!

Chouji: Ñ pode se atrasar p aula

Chouji: VC É O PROFESSOR

Com um “complicado” resmungando, levantou-se calmamente. Odiava sair da rotina, estava feliz pelo amigo ter encontrado o amor, mas agora teria que achar outro colega de quarto. Uma pessoa com as próprias manias e hábitos, que talvez não fossem compatíveis com as dele.

A mudança seria mais que complicada.

Não demorou muito no banho, escovou os dentes e amarrou o cabelo no costumeiro coque. Enfiou as chaves no bolso da calça jeans junto com a carteira e maço de cigarro, no bolso interno da jaqueta surrada colocou o isqueiro e dois pilotos para quadro negro.

- Vai trabalhar assim? – foi o “bom dia” de Neji, apesar de ser só um aluno de direito, o moreno trajava uma roupa social perfeitamente alinhada, um contraste bem estranho com o avental de cozinha e a frigideira que tinha na mão.

- É complicado – pegou uma panqueca da pilha já posta a mesa e enfiou na boca sem dar maiores explicações.

- Deveria levar isso mais a sério, Shikamaru – Neji usou o tom que Naruto nomeara de “mamãe galinha” – ser professor universitário com a idade que tem é uma oportunidade única.

Em sua opinião, o Hyuga se preocupava demais. A reitora da Universidade, Tsunade Senju, havia praticamente implorado – ou mais precisamente, usado de intimidação, chantagem e suborno – para que aceitasse a vaga na instituição quando concluiu o mestrado, precisaria de algo além de desrespeitar regras de vestimenta para ser chutado do cargo. Além do mais, usava uma blusa social branca abotoada até o colarinho, o que escondia perfeitamente todas as suas tatuagens.

Imagem mais respeitável que aquela era impossível

- CHEIRO DE BACON – como uma criança hiperativa, Kiba invadiu a cozinha, logo meteu a mão na panela para roubar uma fatia da carne.

- Use um prato, Inuzuka – Neji vociferou – outras pessoas vão comer.

- Sim, mãeeeeee – não conseguiu desviar do tapa que recebeu na cabeça – ei, não me bate.

- Então não seja estúpido.

- Estou de saída – aproveitando a deixa, Shikamaru pegou outra panqueca e se dirigiu para a porta.

- A entrevista com seu novo colega de quarto é às 15h – Neji lembrou.

- Uhum – confirmou de boca cheia.

Não morava muito longe do trabalho, apenas alguns quarteirões, então preferia uma bicicleta a um carro. Por ser uma região universitária – sendo a Faculdade de Konoha a principal – a maior parte dos moradores eram estudantes, o grande centro composto por cafés, bares, repúblicas, bibliotecas, mercados modernos, restaurantes veganos e fast food.

A manhã estava agradável o bastante para a brisa gelada incomodá-lo, com uma habilidade adquirida pelos anos de prática, tirou ambas as mãos do guidom para fechar a jaqueta. Tudo aconteceu muito repentinamente, uma hora estava entrando no estacionamento e no segundo seguinte, no chão, caído de costas no asfalto. Não sentiu o impacto, mas ouviu o carro freando.

Mãos de dedos finos e ágeis começaram a apalpar e verificar seu corpo, Shikamaru encarou o rosto da bela loira a quem eles pertenciam.

- ... dói? – seu tom era autoritário, vincos de preocupação formaram-se em sua testa.

Estranhamente, o Nara quis que a expressão se desfizesse, pois não combinava com os olhos límpidos e verdes, ou com o nariz arrebitado, muito menos com a boca rosada e tentadora.

Tentadora? De onde tinha vindo aquilo?

- Sente dor em algum lugar? – ela repetiu a pergunta depois da sua óbvia confusão, aproximando ainda mais seus rostos.

- Não – sua voz saiu abóbada até mesmo para seus próprios ouvidos.

- Bateu a cabeça? – o encarou com certa desconfiança.

- Não – mentiu, não tinha certeza sobre isso.

- Como se chama?

- Shikamaru – por que estava agindo de forma tão idiota?

- Okay, meu seguro não cobre despesas médicas de terceiros – aliviada, o segurou pelo braço – consegue se levantar? Estamos criando um belo show.

Sem esperar por permissão, o ajudou – arrastou – até que ficasse de pé.

- A roda da sua bicicleta empenou, posso cuidar disse se quiser – passou as mãos por sua jaqueta e depois a calça, como se para limpar a sujeira do chão que adquiriu na queda – meu irmão tem uma oficina, não vai levar mais que um dia.

Foi até a bike, pegou cuidadosamente – irônico, já que havia passado com o carro por cima dela minutos antes – e a encarou de forma avaliativa.

- Não precisa – a parte sã do seu cérebro revirou-se com a recusa, por Kami, deixar que ela levasse a coisa seria menos complicado que procurar uma loja de consertos e pagar por isso, no entanto, por algum motivo desconhecido estava tendo dificuldades para colocar o raciocínio em palavras.

- Tem certeza?

Shikamaru assentiu.

- Tudo bem – parecia incerta com a decisão, mas com um suspiro, entregou a bicicleta em suas mãos e entrou no próprio carro, uma picape que já teve dias melhores – ah –parou novamente e meteu a cabeça para fora da janela – evite dormir por um tempo, caso tenha tido uma contusão – e partiu.

Shikamaru só fez encarar a traseira do veículo se afastando, perguntando-se que merda tinha acabado de acontecer.

4 de Junho de 2020 às 20:45 0 Denunciar Insira Seguir história
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