kalastrias Kalastrias

Chise ajuda Elias no ritual de primavera e tem uma pequena surpresa alguns dias depois. Afinal, dia dos namorados é quase junto do equinócio de primavera.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#mahou-yome #the-ancient-magus-bride #mahoutsukai-no-yome #elias-ainsworth #Chise-Hatori #fluff #fluffy
0
640 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Spring Ritual

— Chise. — A garota levantou a cabeça do livro e seguiu os olhos em direção à voz pouco atrás de si. Esperou que ele verbalizasse o que queria. — O que está lendo? — Elias notou que ela não estava lendo um dos livros que ele havia passado.

— Oh, sim. — Se virou para o livro. — Rituais de primavera. Pensei em me adiantar nas explicações que você faria, então…

— Hm, isso é ótimo. — Elias passou os olhos no livro para saber onde exatamente ela estava. — Já que está adiantada, quero que compre algo para mim na vila aqui perto. O ritual de primavera vai ser feito amanhã, então ficarei aqui preparando algumas coisas.

— Imbolc ou Ostara? — Chise fechou o livro, indicando que se levantaria.

— O primeiro. — Elias virou as costas e Chise o acompanhou para fora do quarto.

— O que quer que eu compre? — Perguntou enquanto observava as costas dele descerem as escadas.

— Velas. Acabei de ver que as velas acabaram. — Se virou para ela do corredor. — Acredito que saiba quais cores comprar?

— Hm… ranco, azul, amarelo, laranja e vermelho. — Ditou enquanto pisava os últimos degraus.

— Exato. — Elias pousou uma mão nos cabelos da garota. — Silky vai lhe dar tudo o que precisa.

Chise o observou enquanto ele saía de sua frente e ia para os fundos da casa, era normal ele ficar inquieto quando se sentia atarefado demais, mas ele parecia mais pensativo que o normal.

Seguiu para a cozinha, encontrando Ruth tomando um copo grande de leite puro. Silky parecia muito ocupada também, não se dando ao trabalho de olhar para a garota e permanecendo concentrada na comida que preparava. Ruth terminou de tomar o leite, super satisfeito pela expressão que varia, seguiu para o lado de Chise se transformando de garoto para cão. Chise deixou uma risada escapar e se agachou para ficar no mesmo nível que ele.

— Você parece uma criança. — Disse enquanto passava a mão na boca do familiar, limpando o pelo dele molhado pelo leite. Recebeu um olhar teimoso dele em resposta.

— Onde estamos indo? — Perguntou ao ver ela vestir seu casaco.

— Elias pediu que eu comprasse algo para o ritual de amanhã. O que me lembra, Silky! — Chamou a fada. Silky virou o rosto para a garota e fez expressão de quem acaba de se lembrar de algo. Chise viu ela procurar algo em um dos armários e rodeou a mesa para chegar até si. Estendeu as mãos e recebeu a pequena carteira com dinheiro para as compras e um sorriso de Silky. — Obrigada. — Chise fez uma nota mental para comprar doces para Silky se sobrasse dinheiro.

Ainda tinha neve, mas não caía nenhuma havia alguns dias. Chise observou o céu e os arredores enquanto caminhava, parecia estranho. Sentia a estação mudar lentamente agora, talvez fosse por estar estudando magia? Podia quase que sentir onde as plantas estavam por baixo do branco da neve. Imaginava o quão verde e florido certas árvores ficariam. Será que Elias sentia isso?

— Eu acho que não. — Ruth respondeu seu pensamento. — Sou uma fada e não consigo sentir isso. Parece originar de você. Talvez seja algo seu? — Chise olhou confusa para o familiar. — Bem, você tem ligações com plantas afinal.

— Como assim?

— Lembra quando fez aquele material para a Lennan Sidhe? Quando falhava o pote se enchia e plantas, certo? — Chise se levou até a memória, realmente acontecia. — E eu não acho que você chegou a ver, mas quando você terminou seu corpo se envolveu em plantas também. — Ruth fez uma pausa, analisando os pensamentos da garota. — Sim, tem essa vez também. — Estava pensando sobre quando Oberon a acordou na floresta, mas na época imaginou que fosse parte da magia dele.

— Hm. — Chise não sabia exatamente o que pensar. O que isso significava? Já não tinha afinidade com sonhos?

Havia uma pequena movimentação de fiéis na igreja de Simon, Chise escutou por alto algumas pessoas conversando sobre “Santa Brígida” ou algo assim, mas não deu muita importância.

Acabou comprando alguns doces feitos de leite para Silky, que pareceu adorar quando viu a garota colocar na mesa.

Chise espalhou as velas pela casa, sentindo cheiro de incenso de cravo e mel. Havia um cesto de frutas no meio da mesa da cozinha que não estava ali antes. A casa estava decorada com flores brancas e amarelas que Silky ou Elias deve ter pegado de dentro da estufa. A casa estava com um cheiro doce adorável.

— Chise. — A voz veio do fundo do corredor.

Esperou ele chegar perto. Elias olhou para ela alguns segundos.

— Ah, você já colocou as velas. — Ele passou novamente a mão no cabelo dela. Chise fechou os olhos aceitando o carinho. Seu nariz sentiu um cheiro diferente vindo dele. Chise pegou a mão dele e a levou para perto de seu nariz, cheirando a pele entre a luva e manga da blusa.

— Você está cheirando diferente. — Disse, corando ao perceber o que havia falado e soltou a mão dele.

Elias ficou em silêncio alguns segundos antes de dizer:

— Banho com ervas para o ritual.

Ouviram a voz de Silky da cozinha. Ela indicou a mesa com chá servido e alguns pães ao lado. Chise sentou à mesa, observando Silky sair da cozinha e os deixar sozinhos. Observou Elias comer calado.

— Elias. — Chamou, percebeu que ele estava imerso em pensamentos. — Há algo de errado? Você parece… distraído.

— … Não há nada de errado.

Chise não comprou a resposta dele, mas se ele não queria falar não iria insistir.

Notou várias pétalas perfumadas no banho que Silky havia preparado, junto de lavanda e folhas de louro. Ficou cheirando o próprio braço após o banho, sentindo o cheiro diferente.

Quando acordou no outro dia, Elias já estava de pé. Comia seu café-da-manhã quando chegou na cozinha, leite puro e bolo. Ela estranhou, não era o usual.

— Faz parte do ritual. — Elias explicou, vendo o rosto confuso da garota ao se sentar à mesa. Chise esperou que ele explicasse mais. — É comum usar leite e comidas derivadas no dia a dia quando chega perto do tempo desse ritual. — Chise pensou que talvez não tivesse chegado nessa explicação ainda no livro, voltaria a ler mais tarde.

Elias ensinou o círculo mágico que fariam no ritual mais tarde quando Chise voltou a ler o livro após o almoço. Ele folheou o livro que ela estava lendo e entregou de volta na parte que mostrava o desenho. Disse que normalmente ele faria sozinho, mas queria que ela fizesse junto dele.

Quase anoitecendo eles foram para o jardim. Demarcaram um tamanho para o círculo mágico e desenharam na neve com o cajado, um em cada ponta até juntarem as pontas. Chise observou Elias recitar alguma coisa em uma língua que ela não reconheceu muito baixo. Chise colocou uma vela branca no centro do círculo e acendeu.

Elias instruiu mais cedo que Chise pensasse em algo enquanto estivesse no círculo, algo simples, que quisesse que acontecesse. A primavera representava o crescimento, então podia ser que acontecesse. Ela deu uma olhada pra cima, para o rosto dele, novamente ele parecia perdido em pensamento. Tentou pensar no que ele havia instruído. A única frase que passou por sua mente era:

Eu apenas quero ficar com ele.

Abaixou a cabeça, sentindo as bochechas esquentarem. A frase se repetiu na sua mente vezes o suficiente para ela tentar se calar, procurando com os olhos alguma coisa para se distrair. Bateu os olhos no rio que cortava o jardim e se lembrou dele verde e florido.

Quero ver as flores.

Pensou. Não sentiu seus olhos fecharem e nem soube por quanto tempo eles ficaram assim.

— Chise!

Se assustou com a voz de Elias no pé de seu ouvido segurando-a no colo. Abriu os olhos devagar.

— Você está bem? — Perguntou, puxando-a para mais perto de seu rosto.

— Estou b-

Chise se surpreendeu quando olhou para os lados. O jardim inteiro estava totalmente sem neve, a grama estava verde e alguns arbustos até floridos.

— O que aconteceu? — Se virou para Elias.

— Você derreteu a neve. — Disse, a colocando no chão e a observando para se certificar que ela estava bem.

— Eu…? — Observou de novo o jardim. Estava realmente bonito.

— Por curiosidade… — Elias chamou a atenção dela. — O que você estava pensando?

Chise lembrou do primeiro pensamento que teve e desviou o olhar.

— Q-que queria ver as flores. — Respondeu.

— Hm, acho que isso explica. — Elias observou o jardim. — De toda forma, isso é muito extenso.

Chise sentiu o tom de voz de sermão dele e encolheu os ombros.

— Você não deveria fazer isso.

— Me desculpe. — Abaixou a cabeça.

— Não é culpa sua, você fez inconscientemente. Se conseguir evitar será melhor para o seu corpo. — Se abaixou e fez carinho no cabelo dela. Sentiu ele afundar mais a cabeça em seu cabelo. — Você tem razão sobre o banho. — Afastou a cabeça e olhou confusa para os pontos vermelhos dos olhos dele. — Você também está cheirando diferente.

Chise corou e desviou o rosto.

Entraram para a casa após Elias se certificar que o círculo mágico havia sido desfeito.

2 de Junho de 2020 às 05:37 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Leia o próximo capítulo Valentyne's Day

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 1 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!