kalastrias Kalastrias

— Para alguém que já declarou que não tinha sentimentos, você sente demais. — Chise declarou, se divertindo com a afirmação, sabendo o quão perdido Elias se sentia em seu próprio mundinho.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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First Kiss

Chise foi a última a sair da sala, demorando para organizar seus cadernos. Achava estranhos vários dos alunos a cumprimentarem, nunca teve uma experiência amigável em escolas. Estava receosa quanto a fazer amizade naquele lugar.

Caminhou para o lado de fora do refeitório, ninguém se sentava ali fora na grama durante aquele resto de inverno e o começo do outono, mas o frio não a estava incomodando. Silky às vezes mandava comida para ela, talvez se sentisse sozinha agora que Chise havia se mudado para o Colégio temporariamente.

Não sentia que estava sendo observada por nenhum aluno, então pôs-se a comer o almoço delicioso que Silky havia mandado Ruth entregar. Ruth havia ficado em casa, fazendo companhia para a Silver Lady já que tanto ela quanto Elias estavam fora.

— O que faz aqui?

Chise sentiu a presença de Elias antes de escutar sua voz. Graças ao anel ela não tomava mais sustos quando ele saía de sua sombra.

— Não me sinto totalmente confortável comendo com todo mundo. — Chise observou ele sentar ao seu lado. Não cansava de se perguntar qual a história por trás daquela aparência feminina dele.

Sentiu que ele não estava ali atoa. Além dele se preocupar por ela estar sozinha e no frio, havia algo a mais ali. Agradeceu mentalmente por ter tido a ideia das alianças. Elias não podia mais esconder o que estava sentindo.

— Sabe que não precisa ter ciúmes disso, né?

Não viu olhar algum de surpresa na face de Elias. Sabia que ela podia sentir.

— Eu não gosto desses olhos em você o tempo todo.

Chise não sabia explicar o motivo, mas a face feminina a deixava mais confortável que a face de Simon. Era uma faceta amigável, agradável, apesar de ser deturpada pela expressão fechada e mal-humorada de Elias. Ele suspirou, entendia um pouco melhor agora como o tal ciúmes funcionava, e sentia de verdade que não devia se preocupar. Mas a sensação não saía de seu peito. A vontade de esconder Chise de todos os olhares eram quase incontrolável, mas sabia que não deveria fazê-lo.

— Para alguém que já declarou que não tinha sentimentos, você sente demais. — Chise declarou, se divertindo com a afirmação, sabendo o quão perdido Elias se sentia em seu próprio mundinho.

Parte de si não havia gostado que Chise estava fazendo piada do que sentia.

— Chise! — A voz de uma das estudantes gritou da porta do refeitório. — A próxima aula já vai começar! — Não havia percebido que estava tão tarde.

A garota correu, aparentemente estava atrasada. Chise colocou as mãos no chão para se levantar, mas sentiu a mão de Elias em seu pulso.

— Elias? Vou me atrasar.

Elias colocou as mãos na cintura de Chise e a puxou para seu colo. A garota não teve tempo para reclamar, pensando sobre a sensação do colo menor dele. Os olhos dele na altura dos seus, era um tanto estranho… Mas agradável.

— Arrumo uma desculpa por você faltar depois. — Elias disse, olhando sério a garota. — Eu preciso de você um pouco.

Chise abaixou o rosto, apesar de não conseguir esconder as bochechas rosadas por causa da pouca altura dessa forma do Elias. Sentiu a mão enluvada dele tocar seu rosto enquanto o nariz dele encostava em sua bochecha.

Observou os olhos dele fechados enquanto ele passava o nariz em seu rosto. Lentamente, mas sem que seu cérebro se desse conta do que estava fazendo – como se fosse algo natural que fazia há muito tempo -, Chise virou o rosto e fechou os olhos, encostando os lábios na boca feminina da forma de Elias. Sentiu a surpresa dele sendo passada para si pelo anel e abriu os olhos, encarando o olhar surpreso dele, sua boca ainda na dele.

Afastou o rosto, sentindo o peso da vergonha em forma de arrepio. Abaixou a cabeça até encostar no ombro dele, escondendo o rosto vermelho. Enquanto sua mente fervia, descobriu que não conseguiria fazer isso com o glamour normal dele, era a face de Simon não tinha como ela...

— Chise? — Sentiu a mão dele em seu cabelo.

Não conseguia se fazer olhar para ele, então manteve a cabeça ali, apertando os dedos na roupa dele. Rapidamente, mas sem que Chise se machucasse, Elias a colocou deitada na grama fazendo-a olhar para si.

Estando acostumada demais a se apoiar nele para equilíbrio, assim que Elias terminou de se colocar acima dela – os braços ao lado de cabeça da garota na grama e uma de suas pernas no meio das dela –, Chise se descobriu em uma posição um pouco... Constrangedora. Apesar de Elias não estar ligando para isso ou ter noção nenhuma do que significava.

Chise acabou descobrindo que não era apenas seu rosto que era feminino, mas todo seu corpo. Suas mãos estavam, por reflexo ou por costume, no peito dele – bem, nesse caso, nos seios dele –, a falta de altura das pernas dele nessa forma fez com que o joelho dobrado de Chise tocasse por um curto período – antes que ela abaixasse o joelho por puro constrangimento – o meio das pernas dele. E... Bem... Acho que não se precisa explicar o que não havia ali.

Não teve escolha a não ser encarar o olhar de Elias, os cabelos longos brancos dessa forma caindo ao lado de seu rosto, formando um corredor para seu olhar avermelhado. Ele abaixou o rosto até que seu nariz estivesse encostado no dela, olhando fixamente nos verdes dos olhos de Chise.

— Sr. Ainsworth!

A voz de Adolf soou alta da entrada do refeitório. Chise sentiu o suspiro de Elias em seu rosto, o viu preparar a careta para Adolf enquanto ele saía de cima de si e sentava-se no chão.

— Sr. Ainsworth! — Adolf se aproximou, colocando as mãos na cintura. Em uma de suas mãos havia alguns papéis. — Você não pode simplesmente deixar sua turma sozinha.

— Deixei uma nota para estudo livre na lousa. — Elias disse, com cara de poucos amigos.

— Eles não vão estudar sozinhos em sala... E você está fazendo Chise perder aula! — Apontou a mão com os papéis para Chise.

Elias não estava com humor ou paciência para se explicar, ou discutir com Adolf. Se levantou, dando a mão para que Chise se levantasse.

— Que seja. — Se virou para Chise e fez um último carinho no rosto da garota. — Até mais tarde, Chise.

Ele passou por Adolf e entrou do prédio sem a menor pressa.

Chise recebeu um sermão explicativo dele, mas quando Adolf se retirou ela não partiu para a sala. Resolveu passar o resto do tempo na biblioteca, não tinha coragem de aparecer na sala atrasada. Não estava lendo nada. Apenas fingiu ler algo enquanto tentava fazer seu rosto baixar a temperatura.

Aquilo havia sido seu primeiro beijo.

Chise puxou as mãos e as colou no chão de grama. Sentia seu rosto vermelho, mas não tinha como esconder.

2 de Junho de 2020 às 02:38 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Kalastrias Bem-vindo ao meu cantinho. Eu nunca sei o que falar em apresentações. Sempre entro em panico quando me pedem para falar sobre mim. Não vou entrar em detalhes sobre as minhas inseguranças, não é importante. Então, vou simplificar de uma forma que importa para a internet: Ela/Dela; Sagitariana; INTP; Café; Gatos e noites sem dormir. Sim, eu sei que é clichê, mas lide com isso.

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