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Sakura é gamada no Uchiha gostoso e bonitão desde o colegial, a formosura do rapaz só não ganha de sua frieza e ego gigantesco. Suas amigas até entendiam essa sua paixonite, mas agora, na faculdade, aquilo as estavam enchendo a paciência. Em situações escabrosas, medidas desesperadas devem ser tomadas; assim, os serviços do Amante Profissional se tornaram necessários. Aliás, nada além da superação da trouxisse aguda da Haruno iria acontecer, certo? E-R-R-A-D-O


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#romance #naruto #sasuke #sasusaku #sakura #comédia #sakusasu
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Alô?

Mais um dia se iniciava em Konoha, cidade antes pacata e tranqüila, agora era uma enorme metrópole japonesa, com empresas, lojas internacionais, abarrotada de shoppings, boates e com uma renomada Universidade. A Konoha University (KU) era enorme em todos os sentidos: extensão, quantidade de estudantes, cursos... Tudo.

E mesmo com tudo isso, uma faculdade grande e uma cidade maior ainda, Sakura Haruno continuava com sua paixão do primário: Sasuke Uchiha. Mas engana-se aquele que pensa que esse “continuava” refere-se à um relacionamento amoroso que esses têm. Nada disso. A Haruno nunca deu nem um beijinho nos lábios finos e delineados do Uchiha.

Triste? Talvez.

A moça em questão, no auge de seus 20 anos, não sente interesse por nenhum outro rapaz. Por todos esses anos nutriu uma paixão avassaladora por Sasuke que é até de conhecimento dele.

Aqui é que as coisas ficam complicadas de verdade: ele sabe dessa fixação dela por ele, mas não desilude a moça. Ela, sabendo da indiferença dele, não consegue se desvencilhar desse sentimento.

Complicado? Nem tanto.

Mas como poder entender as nuances do coração?

Sakura, ainda que possam supor diante dessa pseudo-relação, não é feia, burra ou pouco interessante. É totalmente o contrário disso. Lisos, curtos e cor-de-rosa são seus cabelos; branca e semelhante à porcelana é sua pele; verde-esmeralda são seus brilhantes e expressivos olhos. Estudante de Medicina, ela está longe de ser burra, mesmo que fazer uma graduação não seja, necessariamente, atestado contra a ignorância.

Agora a questão é como o Uchiha não se interessou por ela?

Isso nem a Haruno sabe responder.

Na realidade, ela não se importa muito com isso (essa é a resposta A). Querendo-lhe Sasuke ou não, ela não faz questão, pois o que realmente carece a ela é o seu bem-estar e a sua felicidade, seja com ela ou com outra.

Mas na realidade mesmo, ela se importa (alternativa B). Admite isso? Não mesmo, ainda mais com as amigas e a vergonha que tem. Apesar de isso a incomodar bastante — não a ponto de tirar-lhe o sono ou a tranqüilidade —, só quer o bem do Uchiha, mesmo que esse não pareça querer isso dela.

Devaneando sozinha, no escuro e coberta até a cabeça, Sakura pensa em toda a sua vida até aquele momento. Ela sabe que seu celular está prestes a tocar, terá que levantar-se, arrumar o que há para ser arrumado e partir rumo a mais um semestre letivo na faculdade.

Saboreando esses últimos instantes de paz antes da maratona estudantil começar, ela se deixa levar pela lembrança de algo doce que floresce em sua mente há anos: uma de suas atividades favoritas para conseguir dormir que é imaginar um certo alguém dando bola pra ela.

Isso pode parecer estranho, mas funciona.

Toda noite ela relembra a história inacabada em sua cabeça e tenta continuá-la até o sono alcançá-la. O que sempre acontece bem ligeiro.

Lollipop, lollipop

Oh lolli lolli lolli, lollipop, lollipop

Desperta da letargia que já se apoderava de seu corpo, a música de seu despertador a fazia encarar a realidade e deixar de imaginar coisas impossíveis, improváveis de acontecer e que só deixavam-na ainda mais presa a essa forma de amar totalmente platônica.

Era o primeiro dia de um semestre qualquer que seria longo, difícil, complicado, interminável, desafiador, desgastante... Aqui cabem vários adjetivos e advérbios, menos o “tedioso”. Pois se havia uma coisa que não tinha na faculdade era tédio. Não para ela que tentava se manter o máximo possível por dentro de todos os projetos em andamento, festas e atividades universitárias.

Sua humilde residência era do outro lado da cidade, no rumo oposto da faculdade, o que tornava sua ida e volta muito mais penosa e demorada. Se as aulas começavam cedo, ela madrugava, se terminavam tarde, ela chegava em casa com somente a escuridão de companhia.

Era cansativo? Muitíssimo.

Entretanto, ela não pensava em desistir. Isso era algo fora de questão.

Mesmo que pegasse o metrô cheio, ônibus cheios (se fosse necessário), andasse bastante, tivesse que acordar horas antes de ir estudar (2,3 e até 4), ela não iria desistir.

Esse tipo de pensamento normalmente a tomava enquanto estava no banho, não no metrô, como ocorria agora.

Minha mente deve estar meio lesada hoje, pensou.

Lá fora, os primeiros raios de sol saiam, iluminavam pelas janelas transparentes do vagão caras cansadas já àquela hora do dia. De fones, Sakura ignorava resmungos crescentes causados pelo simples amanhecer do dia.

Nascer do sol bonito e límpido.

Algum tempo depois, já chegava ela à faculdade.

E lá estava como em todos os dias do semestre passado, a rodinha de amigas sentadas à grama conversando. Suas vozes podiam ser ouvidas à metros dali. Ino, Tenten, Temari, Hinata e Karin. Algumas, amigas desde o colegial, outras integradas ao grupinho por outros locais e meios.

— Bom dia — saudou-as Sakura, sentando-se junto a elas — Perdi algo interessante?

— Não... — iniciou Hinata.

— Sim. — interrompeu-a Karin — Estamos fazendo nossa lista de metas a serem cumpridas nesse semestre.

— Mas isso não é feito somente no início do ano? Já estamos no meio...

Colocando o dedo indicador sobre a boca da Haruno, Ino fê-la calar a boca.

— Onde está escrita essa regra que eu não sei? — disse, rindo.

Sakura somente deu-lhe a língua.

Temari, encostada na árvore ao lado do grupo, estava alheia ao que falavam, ouvia música alta em seus headphones e mantinha seus olhos cerrados. Participavam ativamente da produção da lista somente Karin, Ino e Tenten, programando metas individuais e grupais.

Logo, deu o horário de irem.


...


Dado o intervalo que correspondia ao almoço, lá estavam elas animadas como nunca.

Comendo vagarosamente em uma das mesas do restaurante universitário, Sakura tentava manter a sanidade diante da algazarra que suas amigas faziam quando viu um ser esculpido pelos anjos sentado a algumas mesas dali.

Seus cabelos haviam crescido um pouco desde a última vez em que ela o tinha visto. Continuava charmoso com seu sutil ar de soberba, a cara fechada do rapaz só atiçava nela o desejo de vê-lo sorrir abertamente. A atração que ela sentia por ele era paupável.

Tão visível era que os suspiros leves que Sakura soltava não passaram despercebidos pelos olhos ferinos e altamente atentos da Srta. Yamanaka.

— ... a próxima meta é curar a trouxisse da Sakura!

A Haruno só conseguiu ouvir essa última parte porque seu nome estava nela.

Com um olhar de indagação, ela olhou a amiga.

As outras, com exceção de Hinata, concordaram com o que tinha dito Ino e dispararam a falar ainda mais. Aos risos, elas logo começaram a levar a sério a meta em discussão.

— Já deu, né? — disse Karin, olhando para Sakura — Ele não quer você.

— Olha lá que ela não precisa dele também não! — rebateu Tenten — É uma mulher inteligente, dona de si e maravilhosa...

— E por isso mesmo precisa desencanar do moreno gostoso — disse Ino.

Olhando-as com incredulidade, a rosada não acreditava que estavam expondo sua vida amorosa assim — mesmo que ela nem seja tão amorosa. Sua crescente irritação com a história explodiu quando buscou em Hinata apoio e esta somente demonstrou que estava de acordo com o que estava sendo discutido.

— Chega, vocês estão doidas.

— Você é que está, meu amor — falou Karin, gesticulando de forma debochada.

— Chega — disse Sakura, fulminando a amiga com um olhar assassino

Apoiando o cotovelo à mesa, ela segurou o queixo com a mão.

— Não sei de onde tiraram essa ideia, eu não estou mais caída pelo Sasuke.

— Então porque fica com cara de boba quando o vê por ai? — questionou-a Ino.

— Ele é bonito.

Um muxoxo de concordância foi ouvido pela mesa.

— Não adianta, Sakura — continuou a loira — Já deu, não dá mais, supera.

— Não tem nada pra superar, porquinha — respondeu-a rindo com um pouco de nervosismo.

A Yamanaka respirou fundo.

Sakura nunca iria admitir seu abismo pelo Uchiha. Era fato.

— Então se não há nada para superar, como você diz, podemos mudar a meta para “tirar a Saky da seca de 100 anos”...

— Eu não preciso disso — falou, franzindo o cenho.

Levantando-se de seu lugar, Karin rodeou a mesa até parar ao lado da rosada, segurou-a pelos ombros e olhando-a nos olhos começou a falar.

— Alô? — empurrou-a um pouco para trás e sentou-se no banco — Sakura, nós sabemos, não precisa nem falar, mas supera amiga. Ele não te quer, ele não se importa com você.

Surpresa com o ato repentino da ruiva, a Haruno permaneceu calada.

— Desencana desse cara lindo, gostoso, sexy...

— Foco, Karin. — repreendeu-a Temari, que observava com impaciência o desenrolar da conversa e que, sem dúvida, concordava com os adjetivos sobre a aparência do Uchiha, mas isso não era pauta da conversa naquele momento.

— ... superficial, malandro, sem-vergonha. — continuou, enumerando nos dedos as qualidades ruins do rapaz — Você merece muito mais que isso, mona! Bora arrumar um boy melhor pra ti.

Colocando os docinhos que estava comendo na mesa, Tenten se intrometeu.

— Epa, epa, epa — chamou a atenção — Por que ela precisa de um outro cara? Ela precisa é de paz e tranqüilidade, nada de macho enchendo a paciência.

— Ela mesma sabe do que precisa... — de forma contida, Hinata declarou.

Olhando à sua volta, Sakura percebeu que esperavam uma resposta. Os olhos lacrimosos de Ino e os ácidos de Karin denotavam o que elas queriam que ela fizesse. Tenten era a única que não parecia pensar que ela precisasse conhecer outro homem para esquecer sua paixão avassaladora por Sasuke.

— Você não precisa namorar ninguém — interveio Temari — Só permita-se conhecer outras pessoas, isso não lhe fará mal algum.

— Isso não exclui dar uns pegas intensos por aí... — disse Ino, com um misto de malícia e brincadeira em sua expressão que fez todas rirem.

— Tá, ta — começou Sakura, balançando levemente a cabeça com um sorriso no rosto — Se eu disser que sim, vocês me deixam em paz?

— Talvez... — falou Karin.

— Sabe — fez uma pausa — Acho que todas nós precisamos disso — continuou Ino, mesmo tendo percebido a cara de interrogação estampada no rosto de Tenten — Principalmente a Hina e você, Sakura.

É aquele ditado: pior do que ta pode ficar, pensou a rosada logo após dar uma olhada naquela que antes estava apoiando as idéias malucas de Karin e Ino e que agora as olhava assustada.

— M-mas Ino...

— Nada disso — sorrindo com volúpia, a Yamanaka mostrou a elas um site em seu celular — Nós precisamos é de um Amante Profissional.

24 de Maio de 2020 às 20:52 0 Denunciar Insira Seguir história
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