anjosetsuna Anjo Setsuna

Após o fatídico dia que os sêxtuplos resolveram sair de casa, Ichimatsu encara no calendário uma data que não gostaria. Talvez o resto dos irmãos tivessem feito o mesmo, ou talvez a folha do calendário de alguns deles apenas precisava ser trocada. Contém spoilers do epi 24.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#aniversário #epi-24 #osomatsu-san
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Capítulo 1

Essa fanfic é de 2017 e seria uma continuação da https://getinkspired.com/pt/story/84243/nijuushi-gogatsu/ o título é parecido gente, mas não é mesmo. Boa leitura!

Osomatsu cantarolava despreocupado pelas ruas de Akatsuka, mesmo o céu que parecia querer chover daqui algumas horas não parecia lhe incomodar.

— Hoje os deuses da sorte sorriram pra mim hehe – coçou o nariz com indicador – uma bela vitória no pachinko yay! Acho que posso até ser generoso com o Chibita hoje e dar gorjeta.

O irmão mais velho dos sêxtuplos contava o dinheiro ganho despreocupado, amassou algumas notas na carteira e pegou seu velho celular de flip dentro do bolso do moletom cinza para checar a hora. Ao olhar no visor viu também a data e a notificação de uma mensagem nova.

— Haha mensagem do Punhematsu, o que será que ele quer? Vadiando no trabalho a essa hora? – clicou no pequeno ícone - Ah é de ontem.

O celular vibrou em suas mãos, lhe dando um pequeno susto, quase deixou o aparelho cair.

— Merda. Oh, é do Totty – musicou o nome, rindo sozinho ao lembrar de quando o apelido surgiu.- Ah arquivo corrompido, a foto do smartphone dele deve ter ficado grande – estalou a língua – bom não, importa, deve ser mais alguma selfie.

Novamente o aparelho vibrou, dessa vez de forma mais longa, sinalizando várias mensagens seguidas chegando. Em todas elas a data aparecia de novo e de novo, os números lhe chamavam a atenção de forma que não entendia.

— Hehe Jushimatsu certamente ganharia do Todomatsu numa competição de digitação. Eh? Um emoji de bolo?

Ao ver o ícone colorido Osomatsu finalmente entendeu porque os números no visor pareciam tão familiar. Vinte e quatro de maio. Era seu aniversário e de seus irmãos. Alguns pingos finalmente começaram a cair, fazendo-o correr para debaixo de uma marquise.

— Mas nem é época de chuva, bom fazer o que.

Encostou na parede do estabelecimento no qual se refugiara, não queria correr o risco de molhar o dinheiro ganho. Observou a rua que logo se enchia de guarda-chuva coloridos, no outro lado da rua uma confeitaria exibia uma vitrine cheia de pães e doces que lhe davam fome. Viu alguns imagawayaki* e magicamente sua fome passou.

Osomatsu não era alguém que pensava muito na vida, fato. Só queria viver como um NEET, aproveitando a jogatina no pachinko, ou apostando na corrida de cavalo. Ainda lhe faltava mais sorte com garotas, mas nada que uma imaginação fértil como a sua não ajudasse. Então quando seus irmãos finalmente começaram a mudar do mesmo estilo de vida que a dele se sentiu frustrado. Não sabia bem de onde aquele sentimento nascia, ou até onde ele se estendia, precisou de uns socos de Karamatsu para começar a despertar, mas talvez o que tenha mesmo feito sua birra passar tenha sido sua positividade infantil, ao simplesmente decidir reunir seus irmãos novamente, como se nada tivesse acontecido. Claro que a desculpa de um jogo de beisebol caiu como uma luva, uma luva tão desajeitada quanto a do esporte, mas que encaixava nos dedos do mesmo jeito.

Mas ainda faltava um dedo para ser resgatado, ao ver os pequenos bolinhos recheados lembrou de Ichimatsu. Passara-se meses desde que ele havia deixado a residência dos Matsuno. Sua garganta apertou, lembrando como agiu com o quarto irmão da mesma forma que os demais, ignorando sua partida e não se dignando ao menos responde-lo quando ele disse que também ia embora. O doce mordido apenas em sua parte, deixado a quantidade certa para os outros irmãos ficou marcado em sua memória de forma amarga.

Osomatsu sempre se preocupou em como o Ichimatsu conseguiria viver sendo tão antissocial e negativo, não imaginava que o irmão faria questão de desaparecer daquele jeito, o medo dele nunca mais lhe dirigir a palavra só o angustiava mais. E daquela vez, por mais que perambulasse pela cidade, não tinha conseguido achar rastro do irmão. Chegou a ouvir de um casal que passava na rua que um homem estava vivendo nos becos, resolveu checar mais pela curiosidade, mas ao ir no local não encontrou ninguém.

"Eu também vou sair de casa. É assim que deve ser. Eu acho."

As palavras de seu irmãozinho lhe soavam tão erradas sempre que lembrava, queria ter se virado e dito para que ele parasse de dizer asneiras, mas sua irritação era maior com toda aquela mudança, não foi capaz de se mover do lugar. Temia agredi-lo como havia feito com os caçulas.

A chuva começava a ralear, pensou se ele se molharia muito ao atravessar a rua até a confeitaria, afinal a fome voltara, até que ouviu sirenes do carro do corpo de bombeiro.

— Uau, incêndio em dia de chuva?

Se assustou com o veículo parando tão perto de si. Assim como alguns curiosos com o barulho, ficou observando os bombeiros entrarem no Cat Café onde se abrigara da chuva.

— Churrasquinho de gato? Nah, não é um café chinês.

Riu maldosamente da própria piada, mas engasgou ao ver um rosto familiar deitado na maca que saía apressada.

— Ichimatsu?!

Continua...

______________________________________

*Imagawayaki – é nome daquele bolinho que o Ichi come no episódio 24 antes de ir embora. Pra quem não lembra, ele aparece anteriormente no episódio 7, quando eles brigam para dividir alguns.

24 de Maio de 2020 às 19:01 0 Denunciar Insira Seguir história
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