tayuri Tayuri Yoo

Após um dia horrível tudo que Nereu menos esperava quando decidiu se suicidar é que teria uma companheira de suicido, normalmente as pessoas tentam impedir a pessoa de cometer tal ato, dizem palavras para tentar fazer a pessoa reflectir e repensar sobre a decisão que tomou, tentam mostrar que a pessoa ainda pode recomeçar, mas aquela garota que veio até mim apenas disse. – Vamos morrer juntos – Falou como se aquilo não fosse nada.


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#conto #escolar #superação #familia #amizade #suicidio #romance #nereu #nara
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Alive

Após um dia horrível tudo que Nereu menos esperava quando decidiu se suicidar é que teria uma companheira de suicido, normalmente as pessoas tentam impedir a pessoa de cometer tal ato, dizem palavras para tentar fazer a pessoa reflectir e repensar sobre a decisão que tomou, tentam mostrar que a pessoa ainda pode recomeçar, mas aquela garota que veio até mim apenas disse.


– Vamos morrer juntos – Falou como se aquilo não fosse nada.


– Mo...rrer – Gaguejei.


– Não era isso que você pretende fazer? – Questionou e eu assenti lentamente e ela sorriu.


– Então vamos morrer junto – A mesma retirou seus sapatos os colocando ao lado dos meus passou pela grade de ferro ficando assim em pé ao meu lado – Saltamos no três? – Perguntou e eu arregalei os olhos e a olhei incrédula, pois não era possível que alguém estivesse pensando em pular daquele prédio enorme como se não fosse nada.


– Vô.... você vá...vai realmente pular? – Perguntei incrédulo.


– Sim – A garota de cabelos cacheados até aos ombros largou a grade de ferro, esticou os braços um pouco e fechou os olhos, e começou a inclinar seu corpo lentamente para frente.


Antes que ela, pudesse se inclinar mais, peguei em seu ombro pressionando o mesmo, a garota ficou parada, abriu os olhos e me encarou.


– Porque está me impedindo?


– Você por acaso não viu a altura desse prédio? Se você cair é morte certa – Avisei, a mesma olhou para baixo e depois olhou para mim indiferente.


– E daí? – Questionou me fazendo a olhar incrédulo – Afinal eu vim aqui para morrer não séria melhor eu pular de um lugar alto que nem esse para poder ter a certeza que irei realmente morrer – Falou calmamente.


– Você enlouqueceu completamente – Fechei os olhos com força, os abri e a encarei – I....isso não é brincadeira, isso é bem real se vo..você morrer aqui já não terá volta, você é tão jovem não deve morrer assim, você.... – A cada palavra me sentia sufocado meu corpo tremia e meu coração estava acelerado – Se você morrer aqui não poderá ver mais o amanhã, não irás se graduar, não vais realizar os teus sonhos, não poderás, mas comer, não vais mas..... poder rever tua família – A encarei intensamente – Não poderás mais recomeçar tudo irá acabar para você.


– E você? – Permanece em silêncio e a mesma prossegui – Você me diz para não morrer, mas você vai se jogar desse prédio, você está caminhando para morte certa, mas esta me impedindo de ir até ela – Se posicionou melhor, tirou minha mão de seu ombro e a entrelaçou com a minha – Antes de tentar aconselhar, avisar, ajudar ou dar sermão – Encarou-me e sorriu – Você deve e tem a obrigação de primeiro falar isso para si mesmo, você... – Apontou para mim – Devia usar isso primeiro na tua vida, não acha um pouco injusto me dizer para não morrer quando você vai morrer? Será que eu sou mais merecedora de recomeçar do que você? Será que minha vida é mais importante que a tua? Será que a tua vida é tão difícil que você acha que deve morrer? Será que você não pode viver mesmo que seja difícil? Será que você não pode ultrapassar isso? – Questionou-me e pela primeira vez desde que decidi me suicidar eu pensei.


– "Será que eu não posso ultrapassar?" – Pensei e lembranças dolorosas começaram a inundar a minha mente – Mas..... e que é tão difícil, todos os dias é tão difícil – Um nó se formou na minha garganta – Eu me sinto tão sufocado, eu não consigo nem dormir avontade, todos os dias é tão difícil suportar, cada dia é mais difícil ser o filho de um assassino – Lágrimas começaram a preencher meu rosto, aquelas que eu julgava não ter mais pois quando você chora todos os dias o que se espera é que elas já não saiam mais, pensei que tinha me tornado uma poço seco má afinal estava enganado.


Tomei um pouco de ar e respirei fundo.


– Eu estou apenas seguindo minha família – Olhei para cidade que era iluminada por várias luzes – Minha mãe, meu irmão mais velho e.... meu pai todos partiram porque não aguentavam mais os olhares, partiram porque não suportavam mas ser olhados como se fossem criminosos, porque já não aguentavam ouvir as palavras cruéis, porque estavam sufocados eles partiram então quem sou eu para permanecer aqui – Senti um aperto em minha mão – Eu estou apenas recebendo o castigo pelo que meu pai fez a família de outra pessoa.


– Que eu saiba o filho de um ladrão nunca foi ladrão – Após ouvir suas palavras a encarei – Não é porque teu pai cometeu um crime que você se torna um criminoso então não tome uma culpa que não é tua – Sorriu.


– Mas....


– Não importa o que os outros digam você não tem culpa, você não fez nada – Mais lágrimas começaram a cair dos meus olhos – Não se curve para ninguém, nem se sinta mal, pois você não fez nada de ruim – Fez carrinho na minha cabeça – Você é você e seu pai é seu pai, os erros do teu pai são dele e os teus erros são apenas teu ninguém deve levar culpa pelos erros dos outros, então viva de cabeça erguida e seja feliz porque você está vivo.


Tentei limpar as lágrimas, mas era em vão elas continuavam caindo.


– Que bebê chorão – Brincou me fazendo rir – Vá vamos sair daqui, eu morro de medo de alturas – Ri com aquilo já que a mesma parecia tão despreocupada quando parecia que iria cair.


A garota passou pelas grades e eu fiz o mesmo, mas antes de passar o pé direito pelas grades eu teimei em cair mas ela me segurou me fazendo assim me equilibrar, após isso rimos pois para quem queria morrer eu fiquei bem assustado em cair.


– Quer comer um gelado garoto suicida? – Deu ênfase na última parte me fazendo rir.


Caminhávamos um ao lado do outro pela rua coberta de neve.


– Você vai pagar? – Perguntei e ela abanou a cabeça negativamente.


– O cavalheirismo já não existe mas mesmo – Falou desapontada – Mas tudo bem eu pago, esse será meu pedido de obrigada para você – Arqueei um sobrancelha confuso.


– Me agradecer pelo que?


– Por ter me ouvido e por estar aqui agora, vivo e bem – Sorriu e eu não pode evitar sorrir também.


– Sabe as pessoas que eu conheço algumas delas disseram que eu deveria morrer – Coloquei a mão na parte de trás da cabeça – Então obrigado por estar feliz que estou vivo – Agradeci e sorriu radiante.


– Não tem o que agradecer afinal você é a pessoa que eu amo – Sorriu para mim e eu arregalei os olhos porque tal como nunca esperei por uma companheira de suicídio também neste dia não estava a espera de uma declaração – Vamos – Como se não tivesse jogado uma bomba em cima de mim a mesma saiu andando a minha frente e eu apenas fiquei imóvel tentando processar aquela informação.


– Você gosta de mim? – Questionei como se não acredita-se naquilo. A garota parou de andar e se virou para mim e assim ficamos nos encarando e após um tempo olhando seu atentamente para seu rosto que era iluminado pela luz de um poste de luz que estava na rua e a reconheci.


– A libero – Sussurrei quando lembre-me da garota que tinha a posição de libero na equipe feminina de violei da escola.


A garota de cabelo cacheado começou a caminhar em minha direcção.


– A lutadora – Sussurrei para mim mesmo ao recordar da vez que vi a mesma viu defendo um dos meus colegas de classe que estava sendo intimidado.


A garota parou de frente para ele.


– A garota simpática – Recordei-me da vez que a mesma me ajudou a caminhar até a minha casa por conta de ter machucado o tornozelo nos treinos – Nara – Sussurrei ao lembrar de seu nome.


As vezes no afogamos tanto em nossos problemas e martírios que esquecemos de coisas importantes ou melhor pessoas importantes.


– Sim, eu gosto de você – Falou e esboçou um pequeno sorriso. Entrelaçou suas mãos nas minhas – Por isso não tente morrer de novo, pois mesmo que um milhão de pessoas não sintam a tua falta eu irei sentir – Apertou a minha mão, virou-se de costas para mim e começou a puxa-me e eu apenas acompanhei os seus passos, nossos passos eram marcados na neve de forma sincronizada e mesmo perante aquele frio eu poderia ousar dizer que o toque de nossas mãos entrelaçadas uma na outra me fazia sentir-me aquecido de tal forma que o frio não incomodava e desejei que tal como me sentia aquecido ela também se senti-se assim.


Por longos meses desde que perdi minha família eu pensei que minha vida havia terminado, que todos que um dia me amaram já partiram, mas após receber aquela declaração nada prevista eu percebi que afinal estava enganado.


– "Ainda tem alguém que me ama" – Pensei e um sorriso se formou em meus lábios, baixei a cabeça afim de esconder minhas bochechas coradas, respirei fundo e tentei tirar o sorriso bobo do rosto e quando garanti que não ficaria corado ou sorrindo bobo levantei a cabeça, sai de trás dela ficando assim ao seu lado, e como se combinássemos nos olhamos ao mesmo tempo e o sorriso que tentei esconder surgiu novamente em meus lábios e tal foi perfeitamente retribuído por um sorriso radiante de Nara.


Ambos olhamos para frente ao mesmo tempo e cada um manteu um sorriso nos lábios enquanto caminhávamos rumo ao um novo futuro que começava a se formar.


Fim....


Espero que tenham gostado.


Desculpem qualquer erro.

23 de Maio de 2020 às 22:14 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Tayuri Yoo Olá eu sou a Tayuri muito prazer e bem vindos ao meu perfil. Sou uma grande fã de animes e doramas, gosto de video games, escrever, ler e de desenhar mesmo ainda me falte um pouco de prática. Sou meio introvertida e meio extrovertida, gosto de coisas relacionadas a informatica e futuramente espero escrever historias em que possa também representa-las em desenhos e animações. Obrigado por visitarem o meu perfil.

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