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Iwaizumi tinha planos perfeitos pra relaxar dos treino nos dias de descanso em casa, só não contando com um único ponto fraco: Oikawa tinha outra coisa em mente.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#game #ua #iwaoi
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Realidade

As mãos suavam, a respiração estava controlada e toda sua atenção focada no alvo. Oikawa sabia que qualquer erro comprometeria tudo e consequentemente, seria rebaixado e aquilo para quem deu tudo de si para chegar onde estava era uma das piores coisas que poderiam acontecer.

Aguardava o momento certo para atirar e saberia quando este chegasse. Seu alvo estava sentando em um banquinho na praça principal comendo seu cachorro-quente sem desconfiar que uma arma estivesse sendo apontada para sua cabeça. O Tooru via que o horário de almoço se aproximava e depois de estudar cada detalhe da área sabia que logo estaria lotada de pessoas.

Para alguns assassinos encurralar sua vítima sozinha e desprevenida, era o caminho mais fácil para completar a tarefa e receber logo o pagamento. Obviamente que sim, pois, as chances de ser visto ou pego era baixa, porém, Oikawa achava esse método muito sem graça. Ele era daquelas pessoas que gostavam de um pouco de adrenalina na veia, sentir a excitação que o medo de ser pego trazia. Muitos o criticavam por usar esse método, mas como até hoje nenhum de seus serviços realizado desta forma havia dado errado não tinham muito que usar contra ele.

Desviou sua atenção da mira por alguns instantes para conferir as horas, o relógio em seu pulso indicava 12h30min e ao voltar os olhos para seu alvo notou que várias pessoas já se aglomeravam na praça. Sorriu ladino, sentindo todos os sentidos de seu corpo aflorar ao colocar o dedo no gatilho, preparado para a qualquer momento encerrar mais um trabalho.

Porém, se conteve. Uma sensação estranha de estar sendo observado se instalou — incômoda demais para ser ignorada. Ainda tinha tempo para concluir o trabalho, pois, seu alvo parecia estar sem pressa alguma de terminar seu lanche, observando a paisagem ao redor distraído. Assim Oikawa pegou o binóculo e começou a procurar por qualquer coisa que pudesse estar o observando.

Primeiro procurou pela multidão, sem resultados. Depois ao seu redor, nos prédios vizinhos, tanto no térreo quanto em algumas das enormes janelas e dessa vez obteve sucesso. No térreo de um prédio ao lado do que estava alguém o olhava de volta também com um binóculo.

Ficou em alerta máximo, aquele alvo era valioso demais, tinha muitas pessoas e grupos poderosos atrás da morte dele. E em contrapartida, havia aqueles que o queriam vivo a qualquer custo, com certeza atrás de informações valiosíssimas que o mesmo possuía. Só que isso não era da conta do Tooru, fora contratado para matar sem fazer perguntas e manter sigilo para sempre.

A pessoa do outro lado lhe acenou como se já o conhecesse e apontou para baixo. Ficou em dúvida se olhava, ou se continuava a observar esse indivíduo. Porém, não teve muita escolha, pois, bastou um segundo, um piscar de olhos para vários gritos o fazerem olhar imediatamente para a multidão que estava abaixo de si.

Pessoas gritavam em pânico e corriam desesperadas no banco onde antes estava seu alvo e agora somente seu corpo morto, sem a cabeça e com uma grande quantidade de sangue que jorrava para todos os lados. O sentimento de raiva por ter sido enganado tomou por inteiro Oikawa, que sem pensar muito, puxou sua arma para o lado procurando pela mira aquela maldita pessoa que havia ferrado com seu plano.

E não somente conseguiu encontra-la no mesmo lugar, como encontrou também uma arma apontada em sua direção. Não teve tempo para reagir, o outro foi mais rápido, à bala o atingiu direto no peito, silenciosa e rápida, o atravessando sem nenhuma dificuldade, mesmo estando com um colete.

Foi muito rápido, porém, o Tooru viu toda a sua vida passar diante de seus olhos em contagem regressiva sem poder fazer nada para evitar seu fim eminente. E quando a contagem chegou ao fim tudo escureceu.

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— Mas que droga! — Oikawa tirou os óculos de realidade virtual o jogando com força sobre o sofá. — Ah! Mas vou me vingar dessa pessoa, a se vou!

Logo o jogo voltou à tela Game Over, com a qual Oikawa não estava nem um pouco familiarizado, abaixo dessas palavras duas informações preciosas, porém, uma delas não era tanto assim. “Você foi rebaixado dois níveis” essa era a primeira informação, a qual deixou Oikawa puto da vida. A segunda era o user da pessoa que o abateu: HaJ09 — que lhe era familiar.

Mas antes mesmo de associar nomes, alguém entrou no quarto onde se encontrava, batendo na porta com força para se fazer notar imediatamente. Levou um pequeno susto, estava mega concentrado no jogo e por isso, às vezes, se desligava completamente do mundo real.

— Espero que esteja satisfeito com as medidas que tive de tomar para que você largasse esse jogo. — Um Iwaizumi impaciente e estressado disse, o olhando firme.

— Então HaJ09 é você, Iwaizumi? — Oikawa estava muito surpreso, o namorado nunca havia demonstrado interesse algum em jogos que não fossem relacionados a voleibol. — Como ficou tão bom no jogo? Aliás, havia várias outras formas de me fazer parar de jogar do que me matando, sabia?!

— Sim, mas elas não me pareciam tão criativas, Oikawa. — Iwaizumi caminhou até a tomada da televisão desconectando a mesma da eletricidade. — Você virou a noite jogando sem parar por um minuto, acho que já chega por hoje.

— Não seja tão maldoso, Iwa-chan. — Oikawa disse manhoso, em uma tentativa de fazer o namorado reconsiderar.

— Eu não vou mudar de ideia, pois, a energia que você está usando é minha e se não percebeu ainda depois quem terá de pagar essa conta sou eu. Maldito dia em que fui comprar esses óculos de realidade virtual e deixar você os usar!

Oikawa não disse nada, sabia que Iwaizumi tinha um pouco de razão no que falava. Porém, sabia ler o namorado como ninguém, o conhecia muito bem para saber que havia ali, nas entrelinhas, algo a mais. E não exigiu muito esforço para descobrir o que era.

— Você está assim todo estressadinho por que lhe falta uma boa transa, Iwaizumi? — levantou-se da cama sorrindo malicioso enquanto caminhava até o namorado. — Faz dias que não fazemos isso. Se masturbar não ajudou muito, certo?

Oikawa beijou o namorado antes que ele lhe respondesse alguma das respostas espertas que possuía, esfregando seu corpo no dele, sentindo um par de mãos descerem por suas costas e apertarem sua bunda. Naquele momento lembrou-se de como também estava necessitado, com aqueles dias cheios de treinamento que deixavam os dois no final do dia cansados demais para qualquer coisa, mal haviam se tocado. E na empolgação de ter um final de semana somente para descansar, junto da proposta de Iwaizumi de que ficassem aqueles dois dias em sua casa, somente uma coisa passou por sua cabeça: aquele jogo foda de realidade virtual.

— Eu ainda não acredito! — Oikawa quebrou o beijo rindo.

— No que? — Iwaizumi perguntou, sem entender aquele ataque de risos do nada.

— Que você me convidou para ficar aqui com você e eu nem ao menos interpretei suas segundas intenções.

— Às vezes Oikawa, você é um pouco lerdo mesmo.

— Tanto faz. Agora cala a boca e me beija que eu não aguento mais tanta enrolação!

A ordem de Oikawa foi acatada por Iwaizumi sem pestanejar. E no meio dos beijos e passadas de mãos até a cama, Iwaizumi sussurrou malicioso:

— Agora eu vou te foder bastante para compensar o que não fizemos a noite passada, Oikawa

24 de Maio de 2020 às 18:58 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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