kanaey kanaey

Em algum momento, que Iwaizumi não sabia qual, se viu preso naquele clichê que era estar apaixonado pelo seu melhor amigo. Não foi fácil assimilar e aceitar, mas quem era para negar o que o coração queria? O fato era que nada relacionado a sua paixão, nomeada Oikawa, era simples de lidar. Para declarar-se precisou de algumas noites em claro e no final, se tornou uma situação complicada, que jurava que no fim lhe daria uma baita dor de cabeça.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#clichê #haikyuu #iwaoi #melhores-amigos
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Aquele romance clichê em parques de diversões

Iwaizumi mastigou vagarosamente o restante de seu sanduíche, forçou a descer pela garganta, bebeu um generoso gole do seu suco de maçã. Dando o seu máximo para não fazer uma careta no processo. Se virou para o companheiro com quem dividia o lugar a sombra de uma árvore com o melhor sorriso que conseguiu, nem precisando abrir a boca para falar, pois seu amigo foi mais rápido:


— Tá horrível né?


— Bom, temos aqui um sanduíche de sabor bem peculiar, no caso.


Tentou soar ameno, não querendo magoar Oikawa ao dizer que sua tentativa de ser um masterchef — como o próprio nomeou — foi totalmente falha. Sem contar que, mais tarde, talvez tivesse problemas intestinais por ter ingerido aquele "sanduíche"; onde só conseguiu identificar mesmo algumas fatias de tomate.


— Pelo visto meu maior talento continua sendo o vôlei, tsc. — ele comentou por alto, fazendo um bico fofo com os lábios, típico de quando estava chateado.


— Podia ser pior... — resmungou, aproveitando para tomar mais um pouco do suco para tirar aquele gosto ruim da boca.


— Que seja! — Oikawa se colocou rapidamente de pé, com uma determinação admirável nos olhos, Iwaizumi devia admitir, porém, não fazia muita ideia do porque dela. — Eu ainda sou o levantador número um do Japão!


Dessa vez preferiu não dizer nada, resignando-se a observar o amigo e o crescente sorriso convencido em seu rosto. Em algum ponto dos seus pensamentos sobre o treino no final das aulas, saltou sem ao menos perceber, para o quanto aquele idiota a sua frente podia ficar ainda mais atraente naquele cenário; com o vento lhe bagunçando os cabelos castanhos e o sol da manhã lhe beijando a pele clara.


Sem poder deixar de anotar mentalmente o quanto aquela bundinha redonda ficava mais saliente na calça apertada de moletom que ele usava.


Iwaizumi se sentiu um total bobão apaixonado e depravado com aqueles pensamentos espontâneos, chamando a atenção de Oikawa ao dar um risada nervosa.


— Algum problema? — foi questionado com direito ao Tooru lhe olhando sugestivo, e para disfarçar o embaraço que aquilo lhe causou, deu como resposta a primeira coisa que se passou por sua cabeça.


— Você se diz o melhor levantador, mas se não tomar cuidado, seu calouro, Tobio, vai te superar.


— HA! Mais isso é nunquinha Iwa-chan. — ele fez questão de se curvar apenas para lhe apontar o dedo indicador na cara e dizer aquilo.


Tudo bem que Oikawa podia ser bem exagerado e infantil às vezes — ou quase sempre —, porém talvez, só talvez, ele fora muito exagerado ao aproximar tanto suas faces. Em outros tempos, Hajime não daria a mínima para aquilo e estenderia a provocação ao amigo, mas agora os tempos eram outros; e isso era bem demonstrado por seu coração que acelerou seus batimentos instantaneamente quando ficaram mais próximos.


O que faltava para fechar a cena clichê de filmes de romance era que ficasse com as bochechas coradas ou deixasse um suspiro apaixonado escapar, duas coisas que se recusava internamente a deixar acontecer!


— V-Vamos? O intervalo já está quase no fim. — quis dar em si mesmo um soco ao gaguejar.


— Certo.


Iwaizumi se pois de pé igual ou tão mais rápido que o Tooru, olhando para o refeitório um pouco mais ao longe para fugir do olhar analisador dele.


Neste momento tudo que menos preciso é que alguém note meu comportamento e meus olhares nada discretos para Oikawa, ainda mais o próprio!


Para não dar brechas e abrir um debate sobre isso, se adiantou em sua fala.


— Eu ainda quero passar nas máquinas de bebida para pegar mais um suco para aliviar o estrago que o seu lanche causou.


Bastou aquelas palavras para fazer o amigo voltar ao assunto de culinária de alguns minutos atrás, explicando que nem todos grandes chefes nasciam já acertando de primeira uma receita e várias outras coisas que Hajime não prestou a mínima atenção, pois durante todo o percurso da máquina de bebida e a sala de aula, sua atenção voltou-se apenas para as mais diversas expressões faciais que Oikawa fazia enquanto discursava a seu próprio favor.


No final do dia — mais especificamente durante o treino na quadra — Iwaizumi perdeu as contas de quantas boladas levou pelo simples fato de não conseguir se concentrar ao menos um pouco que fosse no jogo com seu levantador número um rebolando de um lado para o outro.


X


Oikawa mantinha os olhos estreitos e seus lábios pressionados em uma linha reta concentrado em observar os mínimos detalhes em seu Ace que, sentado na maca da enfermaria da escola, parecia fazer mais do que questão de não o encarar diretamente; juntando com isso as atitudes estranhas dele de algumas semanas atrás, se perguntava o que diabos estava acontecendo.


Tudo aquilo não era em nada de acordo com a personalidade de seu amigo de infância.


— Os lugares onde você levou as pancadas vão ficar roxos mais tarde e até doloridos, mas não é nada grave garoto. — A enfermeira disse, mudando logo em seguida do seu tom calmo para um mais sério com direito a um olhar firme na direção de Hajime — Mas da próxima tome mais cuidado, você poderia ter quebrado uma perna ou braço, até mesmo fraturado a medula espinhal, e se for o último caso, adeus vôlei e olá cadeiras de rodas!


Se segurou para manter-se neutro e não deixar nenhuma piadinha ou comentário maldoso escapar, pois sabia que se fizesse uma dessas coisas, a enfermeira o expulsaria dali com direito a uma longa reclamação ao treinador pelo seu mau comportamento.


Com algumas recomendações a mais e sugestões de como diminuir os hematomas, que tomaram mais alguns minutos, logo estava saindo da pequena sala da enfermaria acompanhado de Iwaizumi que parecia bem distante em seus pensamentos; essa sendo outra coisa que Oikawa havia reparado nele há algumas semanas.


— Cara, eu não sou adivinho não, sabia? Se não me disser o que você tem, eu não vou poder te ajudar. — Soltou, torcendo para que o amigo se abrisse e sanasse aquela preocupação que o corroía.


— Hum...Digamos que são problemas de amor. — ele respondeu e por alguns meros instantes não soube o que dizer, apenas se forçou a dar um sorriso esperto para disfarçar o impacto que aquelas palavras lhe trouxeram.


Aquelas palavras eram quase que para parar o mundo, na humilde opinião de Tooru. Era totalmente surpreendente ver aquele vice-capitão do time de vôlei da Aoba Joshi com algum problema relacionado ao amor, eram vagas as suas lembranças de quando cresciam sobre ele envolvido em algum caso amoroso ou sofrendo por tal.


Porém, não seria tão mentiroso ao dizer que aquilo o atingiu somente como uma surpresa — e tanto —, pois também havia um leve incômodo de sua parte ao descobrir a causa das distrações do amigo.


— E quem seria a felizarda Iwa-chan? — perguntou aproveitando que Iwaizumi não o encarava para fazer uma careta de desgosto.


— Não é da sua conta. — foi curto e grosso em sua resposta, e quem de fora o ouvisse teria a certeza que era melhor não cutucar a fera.


Mas os anos ao lado daquele rapaz rabugento ensinaram que, em situações como aquela, ele apenas queria fugir do assunto porque escondia algo e digamos que Oikawa já havia aprendido a cutucar a fera de jeito, e também como se esquivar dos seus dentes.


— I-wai-zu-mi, não seja assim meu querido! — o abraçou pelos ombros cutucando uma de suas bochechas apenas para implicar. — Sabe que não pode esconder nada de mim por muito tempo.


— Me larga ou eu vou te prensar contra uma dessas paredes Oikawa. — ele ameaçou sério puxando a mão do seu rosto.


— Oya, oya, temos um apaixonado estressadinho aqui. — debochou rindo.


Mesmo para uma pessoa com o corpo dolorido Hajime foi rápido em lhe segurar os dois braços e lhe colocar com as costas coladas na parede lançando um olhar de chateação em sua direção. Muitas coisas se passaram pela cabeça do Tooru para responder a aquela atitude, mas nenhuma delas era muito viável, sem contar que estava de certa maneira chateado e a possibilidade daquele novíssimo amor roubar seu amigo de si não o agradava nem um pouco.


— Já entendi, sem brincadeiras ou piadinhas com o assunto. — disse e assim que teve seus braços libertos tratou de procurar na mochila a passagem para a grande ideia repentina que teve.


Comemorou internamente ao conseguir achar o folheto na bagunça que era com seus materiais estendendo-o, em seguida, para Iwaizumi que o pegou analisando atentamente.


— Que tal? É no sábado agora, a maior galera do colégio combinou de ir. — disse torcendo internamente para que o amigo aceitasse.


— Oikawa, você sabe que isso é um encontro de casais certo? Se sabe, o que diabos eu vou fazer nesse parque então?


Hajime mantinha uma de suas sobrancelhas arqueadas esperando por uma boa explicação para aquele convite, tentando falhamente decifrar as verdadeiras intenções por trás disso.


— Ora, você pode convidar a sua paixão para esse parque de diversões. — Tooru explicou como se fosse óbvio, e por alguns segundos, Iwaizumi quis não ter um amigo como aquele tão intrometido na vida alheia.


— E onde você entra nisso? — Questionou, já esperando pela complicação da vez.


— Eu vou levar alguem tambem e vamos fazer um encontro duplo, daqueles bem estilo de filme americano. — talvez ele tivesse percebido a sua incredulidade naquelas palavras pois continuou a falar, tentando o induzir a aceitar.


— Se não tiver coragem de falar com ela, pode contar com seu capitão aqui, vulgo seu melhor amigo. Vai ser legal cara! Daqui a alguns anos nós vamos estar sentados na praça de alimentação jogando xadrez e relembrando os bons momentos juntos, como esse que você quer deixar passar, e…


— Tá, eu entendi, não precisa de todo um discurso emotivo. — massageou a têmpora direita já pensando na futura dor de cabeça que aquilo o trairia no final, porque não havia uma garota em sua vida e muito menos uma garota para levar a um encontro.


— Isso significa um sim, certo? — a empolgação de Oikawa foi clara como água quando ele segurou em seus ombros os sacudindo de leve.


— Vou ver o que eu faço.


— É um começo afinal. — Ele lhe soltou, e mesmo que tivesse voltado a sua postura normal, seus olhos o entregavam; não podendo evitar cogitar que Oikawa iria aprontar algo.


— Se ela não aceitar não poderei fazer nada. — deu de ombros, já pensando em uma boa desculpa para cair fora no sábado.


— Não seja assim, quem não aceitaria sair com você? Olha só que rapaz bonito e atlético, de boa aparência, sem contar a sua personalidade que, quando você quer, é maravilhosa. — ele lhe deu alguns tapinhas nas costas enquanto falava.


— Quando eu quero?


— Ah, admite, você é bastante rabugento no dia-a-dia.


E foi ali que encontrou um bom gancho para fugir do assunto principal, em uma breve discussão com Oikawa sobre seu jeito de agir, que em algum momento saltou para os campeonatos de vôlei.


A caminho de suas casas os assuntos foram bem aleatórios, como games, as exigências curriculares que aumentavam para o pessoal que cursava seu último ano e até algumas fofocas.


Iwaizumi quase comemorou quando chegou em casa por naquele finalzinho de dia o assunto do encontro não fora colocado em debate, quase, pois foi só conectar seu celular ao wifi e as mensagens do seu Whatssap apitaram e no meio das várias notificações de grupos da escola e algumas mensagens de seus pais, havia aquelas que o fizeram querer não ter ligado a internet; as de um certo Tooru, que era direto ao dizer que não se esquecera do parque de diversões e mais, já tinha sua companhia para ir.


Aquela última "novidade" foi o que fez suas sobrancelhas se curvam em sua face, havia uma curiosidade — na opinião de Iwaizumi super chata — em saber quem era a dita cuja que acompanharia seu amigo. Soltou alguns resmungos de raiva de si mesmo por estar com ciúmes, clicando no bate papo e mandando um simples "ok" como resposta ao amigo, desligando o wifi logo em seguida para não ter que encarar mais mensagens, muito menos de uma pessoa em específico que nem era tão específico assim.


O fato que se mostrou inegável assim que descansou a cabeça no travesseiro foi que, mesmo que quisesse e tentasse, divagaria mais aquela noite sobre o que sentia, e como acréscimo, como se livraria de Oikawa do seu pé, se amaldiçoando mentalmente por ter abrido a boca e ainda mais por ter mentido; pois no fim, aquela situação viraria uma bola de neve que o atingiria em cheio.


X


Oikawa colocou o celular no bolso da calça assim que mandou uma última mensagem para Iwaizumi avisando que logo estaria no parque de diversões, se olhando novamente no espelho e gostando do que via, concluindo que estava uma delícia sim! Talvez houvesse se produzido demais para um simples encontro no parque com seu vice-capitão de time, porém, quando acordou naquela manhã de sábado uma vontade de estar atraente o tomou, e então simplesmente seguiu aquela vontade.


Estava empenhado em não deixar quem quer que fosse tomar seu melhor amigo de si. Aquele plano pensando às pressas não foi tão ruim: chamar/quase obrigar Hajime a ir ao parque com sua paquera para que pudesse conhecê-la.


Era óbvio que não levaria ninguém como acompanhante a não ser a sua própria determinação, daria a desculpa de que a garota que convidou acabou por ficar ocupada com problemas familiares. Era perfeito!


Se não se sentia como uma adolescente surtada por ciúmes do crush fazendo aquilo? Sim, se sentia. Mas era algo com que podia conviver bem.


Desde que eram crianças e amigos sempre foi meio ciumento em relação a quem se aproximava de Iwaizumi, mas via isso como algo natural, uma demonstração de afeto por outra pessoa que considerava muitíssimo. Mas agora, olhando em seus próprios olhos no espelho, se perguntava se ainda era normal — em padrões de amizade — sentir aquele ciúmes que chegava a beirar o ódio por seu Iwa-chan estar gostando de alguém amorosamente.


Não era como se atormentava-se por isso somente neste momento, não mesmo; fazia um bom tempo que dúvidas como aquela ocorriam em seus pensamento, mas preferia não dar muitas atenções a elas, sempre às deixando de escanteio. Porém a situação atual exigia que elas fossem postas à mesa e pensadas e repensadas diversas vezes até uma boa conclusão.


Tirou novamente o celular do bolso, dessa vez não para mandar mensagens e sim, para algo mais sério. Acessou o google e digitou na barra de pesquisa seus "sintomas" como coração acelerado, nervosismo, vontade de estar sempre perto, querer proteger e ciúmes de determinada pessoa; tudo aquilo que sentia quando Iwaizumi estava ao seu lado, tendo como resultado imediato vários sites que tinham como título: "Sabe como identificar a ansiedade? Clique e descubra.", "Como lidar com os sintomas da ansiedade" e "Descubra como saber se é correspondido em sua paixão" e muitos outros, rindo desacreditado e balançando a cabeça em negativa com aquele último título.


Até parece né! Puff, google é muito maluco, isso sim!


Pensou, cogitando que era possível que se jogasse no google que estava com uma simples dor no pé resultados como "Você está com um tumor maligno" aparecesse — ou seja, não era nada confiável.


Não teve mais tempo para pensar sobre o assunto, pois alguém batia na porta com pressa e pela voz abafada do lado de fora que pedia para que saísse, já que estava a quase uma hora ali dentro, teve certeza ser seu irmão e não querendo encrencas com os pais depois, tratou de dar uma última olhada no espelho e sair rumo ao seu destino se negando a acreditar que suas mãos e pescoço suavam frio e que o embrulho em seu estômago era realmente real.


X


Iwaizumi sentia cada parte de seu corpo tenso e nem mesmo algumas conversas que trocou com alguns colegas com que esbarrou ali no parque durante a sua espera não o fizeram se desviar do problema que tinha em mãos. Olhava a cada segundo as horas no celular para ver quanto tempo faltava para a chegada de Oikawa, o que não era pouco e, com aquela agonia que o engolia inteiro, os minutos pareciam correr ainda mais devagar.


Também, quem mandou eu chegar trinta minutos antes do horário marcado?!


Pensou, sabendo que — já conhecendo o Tooru a anos — ou ele chegava na hora ou atrasado. Então só lhe restava esperar, vendo aquele encontro como uma das coisas mais difíceis que estava encarando no colegial, sendo que nem mesmo os campeonatos o deixavam tão ansioso e com um friozinho chato na barriga.


Virou a noite divagando sobre o amor, Oikawa e o futuro, todas essas três coisas seguidas. Tentando achar uma boa maneira de encaixá-las de uma forma não desastrosa — ou não muito.


Se chegasse a se declarar temia mais do que uma rejeição, talvez, o fim da amizade entre os dois.


Na verdade, o amigo não lhe diria na cara que a amizade acabara, se afastaria aos poucos, tanto si próprio quanto ele, incômodos com o peso de uma paixão sem correspondência.


Era tanta coisa para se pensar que levava a um ponto e depois ia para outro, formando uma teia de confusão em sua mente; o que não ajudava-o a saber como seria a maneira certa de se proceder dali para frente.


Porém, não precisou — ou teve tempo — de chegar a uma conclusão amena, pois o causador de seus receios e paixão, vulgo Oikawa, se aproximava e a primeira coisa que se passou pela mente de Iwaizumi era o quanto estava fudido; porque aquele rapaz estava muito sexy em sua calça jeans que lhe acentua as curvas, a jaqueta de mangas compridas e a blusa de cor preta com alguns detalhes de caveira por baixo e para fechar o pacote, o sorrisinho de canto sedutor.


Chegou até mesmo a vê-lo se aproximar em câmera lenta, como naqueles filmes de romance, e se perguntou se estava pirando por causa do estresse.


— Pelo visto alguém se produziu bastante pra hoje. — ele comentou e só depois de alguns instantes a ficha de que se referia a si caiu.


Não era como se estivesse tão produzido assim; sua blusa de moletom cinza e calça jeans escura o faziam discordar. Quase soltou um "foi a primeira roupa que peguei pela frente" mas preferiu não zoar, guardando aquela cena na mente.


— Você tá me esperando há muito tempo? — foi questionado e teve a maior vontade de dizer que sim, quase uma vida inteira esperando, mas seria muito exagero e o amigo não precisava saber que havia chegado mais cedo porque não se aguentava de nervoso.


— Não, acabei de chegar na verdade.


— Isso me lembra, cadê a garota? — pronto, a sorte realmente não estava a seu favor, o que custava que ele esquecesse de uma garota que nem existia por sei lá, uns três anos?


— Bem, eu a convidei, mas foi só eu chegar no parque para ela me ligar dizendo que não poderia vir, foi tão repentino que eu até me esqueci de te ligar para cancelar o encontro de casais. — que lhe dessem o oscar de melhor ator! — E a garota que você ia trazer?


— Acredita que rolou a mesma coisa comigo? Ela me ligou agora e cancelou tudo. — Oikawa fez um bico com os lábios seguido do estalar de sua língua que denunciava que acabara de ter uma ideia — É aquele ditado "azar no amor sorte no jogo" .


— Pois é. Vamos embora então?


— Calma Iwa-chan, já que estamos aqui vamos curtir um pouco, seremos a companhia um do outro, que tal?


Aquela só podia ter sido uma pergunta retórica porque o Tooru nem esperou que respondesse e o segurou em um dos braços, contente demais na humilde opinião de Hajime, que mal teve tempo para respirar, sendo puxado em direção aos brinquedos e as barracas do parque.


Uma parte quis se soltar e ir embora e a outra quis ficar e desfrutar da companhia, era contraditório e sua cabeça já dava sinais de que iria doer a qualquer momento se continuasse a pensar tanto como vinha fazendo nesses últimos dias.


— Primeiro a montanha russa normal e depois a inversa, pode ser?


Nem teve como negar, os olhos castanhos pidões de Oikawa foram o golpe fatal para destruir qualquer barreira — e tinha certeza que o desgraçado tinha consciência disso muito bem.


Respirou fundo, concordando com um menear de cabeça, esperando não se arrepender depois.


Pagaram os ingressos para as duas montanhas russas, e nunca Iwaizumi agradeceu tanto por não ter comido antes de sair de casa como nos momentos em que o embalo do brinquedo ia a toda velocidade, pois bastou algumas subidas e descida para seu estômago parecer subir e descer junto.


E do seu lado Oikawa gritava e berrava divertido, fazendo até com que um pouco da baba dele molhasse seu rosto, animando ainda mais o pessoal que adorava uma adrenalina como ele próprio.


No final dos dois brinquedos estava todo babado, o que era muito ironia, pois de certa forma sempre quis trocar baba com o amigo, mas não daquela forma obviamente, e sim de uma maneira mais casual que envolvia suas duas bocas se tocando.


— Uh, isso foi revigorante! — ele tinha a voz rouca de tanto que havia gritado, e agora estavam numa barraquinha para comprar água. — Hum, que tal irmos no carrinho bate-bate?


O olhou de uma forma que dizia o que pensava limpando a baba do rosto com o lado avesso de seu moletom. Se não bastasse isso, ainda era do seu bolso que estava saindo o dinheiro para tanto a água que Oikawa bebia agora quanto para os dois brinquedos que foram; e apostava que o carrinho bate-bate seria ele quem teria de pagar também.


— Por favor! não tem graça ir sem você Iwa-chan.


— Só se você pagar dessa vez… — resmungou impaciente.


— Eu pago sem nem questionar o preço, se for para ter você de acompanhante. — o Tooru lhe direcionou uma piscadela sexy voltando a beber sua água sem gás como se aquele flerte não tivesse acontecido.


Iwaizumi demorou um tempinho para processar aquilo, podia até dizer que havia até um simbolo de carregando em sua testa. Quando processou quis questionar a veracidade daquela fala em sua memória, para ver se não estava alucinando e quando se deu conta de que não estava sobre efeitos de nenhuma droga — a paixão não contava — já estava na fila para o próximo brinquedo.


E foi lá mesmo que quis desfalecer de uma vez, ao ver que os dois — ele e o amigo — eram quase os adultos no meio de tanta criança.


— Ei, não acha melhor voltarmos numa próxima? Só tem criança aqui e é meio constrangedor, sem contar que os pais delas estão olhando feio pra gente, talvez achem que somos sequestradores. — Sussurrou para Oikawa a fim de não chamar muita atenção e o que recebeu como resposta não o deixou surpreso, quer dizer, não o deixava mais, já que se acostumou ao jeito de ser do outro.


— Não, EU paguei e EU vou andar em um carrinho e nem pense você em me deixar sozinho nessa, tá ouvindo?


Sem saídas, teve de se submeter aos desejos peculiares do seu melhor amigo. Percebeu que, a parte constrangedora não foi ficar na fila no meio de toda aquela criançada, e sim competir com elas nos carrinhos.


Bastou que algumas o acertassem para que fingisse desistir, pois sabia muito bem que seres daquela idade podiam ser cruéis e competitivos ao extremo, e quando perdiam, abriam um berreiro! Isso tudo geraria uma enorme confusão que preferia evitar.


Mas não eram todos que tinham um bom senso, ah, como o mundo seria um lugar muito melhor se fosse assim, pensava ao ver que Oikawa estava levando a sério a "competição", tirando um a um dos seus "adversários" do jogo e a única coisa que Iwaizumi conseguiu fazer foi sentir vergonha alheia e rezar para que nenhum pai raivoso por seu filho ter sido vencido por um marmanjo aparecesse.


No finalzinho, faltando apenas alguns poucos minutos para o tempo no brinquedo acabar, só restava no círculo seu amigo e mais um moleque de uns onze anos, ambos se entreolhando com ambição de vencer.


Seria cômico se não fosse trágico quando o moleque, em uma curva perfeita e bem pensada fez o Tooru bater na parede bem no instante que a buzina soou indicando que acabara o tempo. Ao ver a expressão de desconsolo e incredulidade de quem ainda não acreditava ter sido vencido por uma criança, Iwaizumi não conseguiu evitar de dar boas gargalhadas com direito até a lágrimas e uma dor fina na barriga de tanto rir.


— Tsc, não vejo graça alguma nisso. — Oikawa disse emburrado, cruzando os braços na altura do tórax.


Vendo que não seria levado a sério por Hajime que se acabava de rir da sua derrota humilhante para uma criança, mandou que ele fosse pra casa do caralho e tratou de ir para a área onde ficavam as barracas de comidas e doces, deixando o amigo para trás.


E que se engasgue com a própria saliva!


Desejou mentalmente, chateado. Porém, não havia doce no mundo que não fizesse Oikawa se sentir melhor, e foi guiado por seu apetite que comprou um algodão doce junto de uma maçã do amor e balas carameladas; deixando a pipoca e outras comidas não doces para depois.


Foi meio solitário se sentar naquele banco no meio do parque de diversões sozinho com aqueles doces, pois tinha certeza que parecia um desesperado apaixonado que estava completamente abandonado aos olhos dos transeuntes. Mas isso foi logo resolvido quando Iwaizumi reapareceu se sentando ao seu lado.


— Aposto que se fosse a sua paixãozinha que tivesse sido derrotada humilhantemente você não teria rido tanto assim, me arrisco a dizer que você, Hajime Iwaizumi, estaria a consolando agora com beijinhos e palavras toscas. — despejou de uma vez mordendo com brutalidade a maçã do amor em mãos.


— Você tá chateado por isso?


Ok, a forma debochada como aquele que, vulgo considerava seu melhor amigo entre todos, falou não lhe agradou nem um pouquinho. Bufou com raiva dando mais uma mordida violenta no doce.


— Sim, algum problema com isso?


— Na verdade, sim.


Já ia rebater com um "e daí, o que você tem a ver com minha vida mesmo?" quando o pegando desprevenido Iwaizumi envolveu seus ombros com o braço e o puxou para perto mais perto, até seus corpos estarem colados. Aquilo foi uma total surpresa, já que aquele rapaz não era de demonstrar afeto por si tão explicitamente, mas não reclamou.


E para não perder a pose, deu mais uma mordida violenta na maçã para mostrar que aquele simples abraço não era o suficiente para aplacar sua ira, tirando uma risada gostosa de Iwaizumi que, mostrando-se uma caixinha de surpresas naquele momento, o beijo nas bochechas, testa e como quem se arrisca a dar um chute no escuro um beijo molhado no pescoço, que fez Oikawa se arrepiar.


— Esse seu lado atrevido não deixa de me surpreender Iwa-chan. — Pontuou. — Onde mais você é capaz de me beijar, hum?


Esperou que ele percebesse as segundas intenções em suas palavras, o que não ocorreu, pelos menos não naquela realidade; Hajime parecia processar suas palavras mais devagar que uma tartaruga fora da água.


Talvez em uma realidade paralela os papéis tivessem sido invertidos, com Iwaizumi tomando a iniciativa ao ler as entrelinhas, pois naquela realidade, foi Oikawa quem o beijou, dando o melhor de si naquele ato e ficando um pouco chateado por ter um doce em mãos, pois se não fosse por ele, poderia tirar uma casquinha do corpo alheio.


E deus, que beijo foi aquele? Muito mais gostoso do que Oikawa arriscou sonhar, sendo finalizado por Iwaizumi que fez questão de puxar seu lábio inferior. Estavam um pouco ofegantes, e quando sentiu o oxigênio circulando normalmente em seus pulmões, se antecipou para ser o primeiro a dizer algo depois daquele ósculo maravilhoso.


— Se você disser qualquer coisa que corte o clima, eu enfio esse resto de maçã do amor na sua goela! — disse em tom de ameaça apontando o doce na direção do amigo.


— Eu só ia dizer que você beija bem, agora se isso for acabar com o clima, eu me calo sem problemas. — Iwaizumi se fez de vítima, levantando os braços para o alto; e quis reclamar disso, pois ele deixou de o abraçar e estava sendo confortável sentir o calor dele.


— Pode dizer, não vai acabar com o clima.


— Você beija bem, Oikawa.


— Obrigado, e deixaremos claro que eu sempre soube.


Trocaram breves sorrisos antes de se entreterem comendo o algodão doce, e em algum momento em que terminavam o doce que começava a se desfazer, Tooru sentiu o companheiro incomodado e inquieto, olhando com fixação demais para sua face, e isso o deixou muito curioso para ouvir o que ele tanto queria dizer que precisava fechar os olhos e contar até dez.


— Eu menti pra você, é isso. — ele soltou de uma vez e foi impossível não notar que ficará até mais leve com isso.


— Eu não beijo bem?


— Ah não, não é a isso que me refiro e sim a minha paixão secreta por uma garota que não existe.


Iwaizumi parecia realmente desconcertado ao admitir aquilo, envergonhado também; já que suas bochechas tomaram um leve tom rubro, que Oikawa sabia não ser fruto daquele friozinho de fim de tarde.


— Ué, então porque mentiu pra mim?


Urgh, não estava entendo o ponto da questão ali, mentir sobre estar apaixonado para que? Não era do feitio de seu amigo contar mentiras ao vento.


— É difícil colocar isso para fora, e essa nem é a situação que imaginei para dizer isso, mas foda-se. Eu estou apaixonado por você Oikawa, sim, eu sei, o clichê de se apaixonar pelo seu melhor amigo e olha que eu nunca cheguei a…


— Ah não Iwa-chan, me poupe de palavras desnecessárias para tentar se explicar, isso é chato demais! — o cortou na hora, não querendo ouvir um discurso sobre o tema, pois somente quatro palavras ali que importavam:


— Eu estou apaixonado por você. — as repetiu com gosto. — Agora você pode comemorar me abraçando e me beijando, já que são somente essas coisas que podemos fazer em público, pois estamos gostando um do outro e admitindo isso depois de muito cu doce.


— Você não existe! — Iwaizumi comentou brincalhão.


— Me diga, se eu não existisse eu poderia fazer essas coisas?


Deu graças por já ter terminado seu algodão doce e assim pode se agarrar a Hajime, lhe roubando outro beijo de tirar o fôlego e fazer o clima esquentar. Como se soubesse que um incêndio estava a caminho os céus enviaram sua contribuição, uma torrente de chuva fria o suficiente para fazer os dois se separarem.


— Mais que droga! Chuva logo agora, é sério mesmo? — perguntou incrédulo já sentindo seu cabelo se encharcar.


— Parece que sim, eu vi na previsão do tempo da manhã que tinha riscos de chuva à noitinha, como pensei que esse encontro não iria se estender por muito tempo nem me animei a trazer um guarda chuva.


Os dois se levantaram sem nem sentirem necessidade de se esconder da chuva, já que estavam encharcados mesmo e de qualquer maneira ficariam doentes depois.


— Acho que por hoje foi isso, vamos embora? — Hajime propôs e sem muitas escolhas aceitou.


— É o jeito, mas vamos dar a volta pode ser? Tem uma outra saída no lado oposto do parque.


— Porque? — as sobrancelhas franzidas dele indicavam que não fazia ideia do porque dessa exigência.


— Ah, sabe como é, né? Não quero me arriscar a encontrar as crianças ou os pais delas, la do carrinho bate-bate lembra? — admitiu encabulado.


— Acho que tem razão, fechar o dia com uma briga não seria muito romântico ou digno de um fim de dia de declarações.


— Ah é? Então me diga Iwa-chan, o que seria digno para fechar esse dia?


— Nos dois andando de mãos dadas na chuva, eu te acompanhando até a sua casa e aí nós nos beijamos, fim.


— É super clichê, mas quem sou eu pra dizer que não gosto? — confidenciou divertido, entrelaçando sua mão a de Iwaizumi para fechar a cena.


Foram assim o restante do caminho, com as mãos dadas sobre a chuva — que Oikawa agradecia por não ser uma tempestade de água — e carícias com beijos roubados. Era apaziguador entender, enfim, o que sentia e excitante saber que era recíproco pela outra parte, está sendo Iwaizumi que, mesmo já sentindo alguns calafrios por causa da baixa temperatura, não podia evitar de sorrir abobado ao ver que tudo era real.


Se dissessem para ele que ficaria todo meloso e eufórico por uma paixão até mesmo debaixo de chuva não acreditaria em outros tempos, mas agora, vivendo na pele isso, não achava ruim, muito pelo contrário.


As pessoas os olhavam torto na rua, fato que Hajime percebeu durante todo o trajeto até a casa de Oikawa, mas não deu a mínima importância para tal, estavam felizes e não faziam nada de errado, apenas demonstravam o amor um ao outro, só. E quem os julgasse culpados que mordesse a própria língua.


— Está entregue. — disse ao pararem de frente ao portão da casa da família Tooru.


— Agora, para fechar a lista de hoje, falta você me beijar.


E quem era ele, Iwaizumi, também chamado de Iwa-chan, para negar aquilo a sua — não vamos usar amigo pois seria um ultraje — paixão?


Roçou seus narizes com calma abrindo a boca logo em seguida para abocanhar a de Oikawa em um beijo calmo sobre a chuva de congelar ossos, mas que naqueles instantes pareceu um mero detalhe da paisagem. Encerrado o ósculo colaram suas testa para uma despedida.


— E nem pense em fugir de mim depois de hoje, hein!


— Não se preocupe, eu não vou a lugar algum. — Falou e aproveitou para roubar um último selinho.


— Bom mesmo. — Oikawa resmungou lhe dando um soco de leve no ombro. — Até amanhã então? Te mando mensagem para marcarmos algo.


— Tá bom, até amanhã.


Despedida feita, observou-o entrar em casa para só depois ir embora para sua própria. Já imaginando que não dormiria mais uma noite por causa de um resfriado somado com a sua felicidade, ou seja, a situação mudava de contexto, mas ainda assim continuava a passar as noites em claro por um único motivo: Oikawa.


X


Iwaizumi tentava manter o foco em suas anotações de biologia já com a mente na próxima prova do semestre, porém, estava sendo difícil; não só porque estava um pouco perdido na matéria, como também havia sua garganta que, apesar de ter tomado alguns antibióticos antes de sair de casa, ainda doía; pelo menos ainda não tinha tido febre. Aquele encontro no parque custou mais do que sua mesada e coragem pelo visto!


Desistiu de tentar estudar por hora fechando o caderno e correndo os olhos pela sala, a procura do dono da casa que deveria de estar ao seu lado estudando também. Estava bem na cara que Oikawa esperou um descuido da sua parte para escapar de fininho e fazer qualquer outra coisa que não fosse estudar. Ficou um pouco chateado com isso, ele não havia o chamado ali com a desculpa de que precisava estudar e não conseguia entender bulhufas da matéria?


Suspirou estalando o pescoço e se pondo de pé indo para a cozinha beber uma água e não foi uma grande surpresa encontrar um certo membro da família Tooru lá com os olhos fixos na tela do celular. Deu um sorrisinho maldoso evitando fazer muito barulho enquanto se aproximava, dando uma bela cutucada no rapaz que até se levantou de onde estava com o susto.


— Iwaizumi seu filho de uma… — Oikawa ia dar início a uma série de xingamentos, então resolveu cortá-lo sem muita paciência para uma discussão em potencial:


— Da próxima vez que me chamar para estudar na sua casa e cair fora, eu vou embora e não volto mais.


— Não exagera, eu apenas vim na cozinha pegar um suco para nós dois a...— ele checou as horas no celular rindo sem graça em seguida. — Mais ou menos uma hora. Em minha defesa, me distraí mexendo nas redes sociais, e não me julgue, porque a maior parte do tempo foi gasto com eu te marcando em memes!


— Nossa, que legal, tenho certeza que são esses memes mesmo que vão nos ajudar a passar no semestre escolar. — disse deixando claro a ironia em suas palavras.


— Porque não dá uma olhadinha nas marcações no facebook? — Oikawa se aproximou manhoso lhe envolvendo em um meio abraço desajeitado. — Tem uns memes muito engraçados que você vai adorar.


Meio que a contragosto cedeu, pegando o aparelho e já abrindo o aplicativo vendo as mais de vinte notificações que não duvidava nada serem todas marcações. Clicou em uma aleatoriamente e caiu em um post que dizia "tem a pessoa que você quer deitar na sua cama e a que você quer deitar na porrada, no meu caso, é a mesma pessoa" e logo abaixo um comentário com o seu nome.


— Devo de admitir que isso aqui realmente é a nossa cara. — comentou já compartilhando a publicação no seu feed.


Como o namoro dos dois ainda era muito recente, publicações como aquelas onde um marcava o outro e tinha um teor sexual ou romântico, eram sempre recheadas de reações de uau em massa e até alguns grr, mas isso comparado a contar a sua família que era gay — no caso de Iwaizumi, já que Oikawa se encontrou na biseualidade — e estava começando a namorar seu melhor amigo, não era nada.


O relacionamento oficial a público só tinha uma semana, mas o envolvimento deles um mês e pouco. Decidiram depois daquele encontro no parque explorarem e verem se queriam mesmo tornar as coisas mais concretas, e no final, a resposta foi positiva dos dois lados.


— Iwa-chan. — Foi desperto das suas divagações com o Tooru arrastando a ponta de seu nariz por seu pescoço, dando algumas leves mordidas também. — Que tal fazermos algo mais prazeroso do que estudar? — Propôs malicioso.


Não era de ferro e nem tão indiferente para negar a tentação que era aquele homem lhe agarrando em plena luz do dia, por isso Iwaizumi tratou de beijá-lo com vontade apalpando aquela bunda gostosa que só ele tinha. O fez se sentar sobre o balcão sentido seus cabelos serem agarrados com brutalidade tendo a camisa invadida logo sem seguida pela mão atrevida de Oikawa.


A partir daí as coisas esquentaram bastante, mas não foram muito para frente ou até os finalmentes, por causa de um garoto que chegara das aulas, vulgo irmão de Oikawa, que se os pegasse aos amassos na cozinha com certeza contaria tudo aos pais e era aí que seriam proibidos de ficarem sozinhos na casa.


A parte mais difícil não foi se separarem, mas sim, terem que lidar com suas excitações separadamente.






27 de Maio de 2020 às 18:50 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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