Esquadrão da Revisão Seguir blog

embaixadabr Inkspired Brasil Os autores estão indecisos, escondidos, com medo: a Gramática os ameaça de todas as formas. É neste cenário caótico que um esquadrão se formou: soldados competentes em busca de justiça, recrutando mercenários para lutarem ao seu lado e, juntos, combaterem o Obscurantismo. Assim, o Esquadrão da Revisão ergue-se contra a tirania da Gramatica para submetê-la aos autores. Entender como funciona a gramática normativa é a base de qualquer escritor. Passar a ideia da cabeça para o papel de forma harmônica é a maior dificuldade de muitos literatos. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês que a gramática não é uma tirana; ela não passa de uma ferramenta que serve para ajudá-los. Juntem-se ao nosso esquadrão para desvendar os mistérios da Gramática e de suas normas.

#gramática #EmbaixadaBrasil #revisão #acentuacao
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Homônimos e Parônimos

Como estão, meus caros?

Não, não estou falando que o preço de vocês é elevado, apenas estou dizendo que são pessoas muito estimadas. Confundiu? Pois vamos conversar sobre isso hoje!

Existem palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, têm pronúncia ou leitura que podem causar confusões com outras palavras da nossa língua. Chamamos essas palavras de homônimos e parônimos, dependendo da situação.

Vamos começar pelo primeiro:

Homônimos são palavras que têm o som ou/e a grafia idêntica, mas que possuem significados diferentes. É o caso da palavra caro no começo deste texto: ela pode tanto significar algo caro (preço elevado) quanto alguém que lhe é caro (estimado).

Os homônimos podem ser divididos em três categorias: homógrafos, homófonos e perfeitos.

Homógrafos

No primeiro caso, trata-se de palavras que possuem escrita igual, embora possuam som e significado diferentes.

Por exemplo:

Eu gosto de romances policiais. / Este bolo está com um gosto estranho.

Repita essas frases e preste atenção no som da palavra gosto. Na primeira, temos o verbo gostar, relacionado ao sentimento de apreciar algo (vogal aberta). Na segunda, temos um substantivo relacionado ao sabor de alguma coisa (vogal fechada).

Entendeu?

Vamos colocar mais alguns exemplos de homônimos homógrafos.

Colher (De comer) / Colher (Coletar)

Jogo (Brincadeira) / Jogo (Verbo jogar)

Acordo (Concordância) / Acordo (Verbo acordar)

Sede (Vontade de beber algo) / Sede (Matriz de um lugar)

Apoio (Sustentação) / Apoio (Verbo apoiar)

Sábia (Erudita) / Sabia (Verbo saber) / Sabiá (Pássaro)

Como pôde ver acima, o acento não importa na hora de definir se palavras são homógrafas ou não. O que importa é a grafia necessária para formar as palavras.

Homófonos

No caso das homófonas, o papel se inverte: O som é igual, embora a grafia e o significado sejam diferentes.

Exemplos:

Levei o carro para o conserto. / O concerto de ontem foi incrível!

Se novamente repetir as frases acima, dessa vez perceberá que as palavras destacadas possuem o mesmo som, embora tenham escritas diferentes. Enquanto a primeira está relacionada ao ato de consertar algo, a segunda pode se referir a um espetáculo musical.

Vamos ver outras palavras que se encaixam no contexto de homônimos homófonos:

Mau (Malvado) / Mal (Incorretamente)

Sexta (Dia da semana) / Cesta (Recipiente)

Acento (Sinal gráfico) / Assento (Local para sentar)

Alto (Altura) / Auto (Cerimônia)

Acender (Ligar) / Ascender (Subir)

Perfeitos

No caso dos perfeitos, são palavras que têm tanto a grafia quanto os sons iguais, mas possuem significados diferentes, como no seguinte caso:

O verão deste ano está insuportável! / Se olharem para a esquerda, vocês verão a estátua do nosso fundador.

Dessa vez, vocês perceberão que não existe diferença entre o som ou a escrita entre as palavras. No entanto, a primeira fala sobre uma das estações do ano e a segunda está relacionada ao verbo ver.

Mais alguns:

Manga (Fruta) / Manga (Parte da roupa)

Leve (Peso) / Leve (Verbo levar)

Cedo (Advérbio de tempo) / Cedo (Verbo ceder)

Caminho (Passagem) / Caminho (Verbo caminhar)

Para (Verbor parar) / Para (preposição)

Pelo (de animais) / Pelo (preposição)

Parônimos

Parônimos, por sua vez, são palavras que possuem grafia e sons semelhantes, mas com significados diferentes. Veja o exemplo:

Depois de quinze minutos, o adversário apenas moveu o peão. / O pião girou, girou e girou sem cambalear.

No caso acima, as duas palavras são tão parecidas que podem causar confusão se lidas rapidamente.

Assim como esse exemplo, temos:

Delatar (Dedurar) / Dilatar (Expandir)

Cavaleiro (Que anda a cavalo) / Cavalheiro (Muito gentil)

Estalagmite (Fica do chão) / Estalactite (Fica no teto)

Soar (Vem de som) / Suar (Vem de suor)

Comprimento (Tamanho) / Cumprimento (Gesto)

Descrito (Explicado ou detalhado) / Discreto (Sutil)

Ufa! Acho que deu para entender, né?

Vendo todas essas palavras, pode ser que você se pergunte como conseguimos entender qual dos homônimos é o correto no nosso dia a dia; a resposta está no contexto. Com ele, conseguimos rapidamente identificar qual o sentido desejado da palavra.

Por isso, é sempre importante analisar se o contexto da frase está claro o suficiente para que o leitor possa lê-la sem dificuldades. Vamos supor que seu personagem está saindo de casa apressado enquanto come uma manga, quando percebe que a manga da sua camisa está rasgada e precisa voltar para se trocar. Como você escreveria essa frase? A presença de duas palavras homônimas na mesma situação faz com que seja necessária uma escrita cuidadosa para que o contexto da frase deixe bem claro a qual manga está se referindo naquele momento.

Além disso, conhecer o significado de palavras homônimas ou parônimas permite evitar equívocos na sua escrita. Afinal, para o seu personagem que está se afogando, emergir e imergir fazem toda a diferença.

E aí? Ficou claro? É claro? Perfeito!

Espero realmente ter ajudado vocês com essa postagem! Caso possua alguma dúvida relacionada ao tema, deixe sua pergunta na sessão de comentários desta postagem. Caso queiram, podem tentar descrever também nos comentários a cena da pessoa comendo manga com a manga rasgada.

Abraços e parágrafos para todos vocês! :)


Texto: Leo Aquino

Revisão: Camy



Referências

NEVES, Flávia, Homônimos e parônimos. Norma culta. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/homonimos-e-paronimos/>. Acesso em: 04 de fev. de 2020

DUARTE, Vânia Maria do Nascimento. Parônimos e homônimos. Mundo educação. Disponível em: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/paronimos-homonimos.htm>. Acesso em: 04 de fev. de 2020.

16 de Junho de 2021 às 01:09 0 Denunciar Insira 0
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Orações reduzidas

Surpresa!

Estou aqui para falar do nosso querido português, quer dizer querido às vezes, não é? Ele nos faz passar por cada perrengue escrevendo... Bom, hoje vamos falar sobre Orações Reduzidas, é tranquilo, gente, vocês vão ver.

As Orações Reduzidas são orações que são introduzidas por formas nominais, sejam estas no formato infinitivo, gerúndio ou particípio e podem ser acompanhadas por conjunção ou pronome relativo.



Precisamos reconhecer os tipos de orações que estas fazem parte, e podem estar sob forma reduzida, mas como podemos desenvolvê-la?

Bom, vamos lá.

I.A primeira forma é substituir a forma nominal do verbo por um tempo do indicativo ou do subjuntivo.

II. A outra forma é iniciar a oração com um conectivo adequado (conjunção ou pronome relativo), de modo que a forma da frase seja alterada, mas não o seu sentido.

Agora observe como seriam estas orações:

Ao terminar o dia, todo trabalhador deve ir para casa.

Forma desenvolvida: Quando terminar o dia, todo trabalhador deve ir para casa.

Análise da oração: Oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo. Lembrem-se de como alteramos somente o “ao” pelo “quando”, o que determina uma oração subordinada adverbial temporal.

Mais exemplos:

Ouvimos um pássaro cantar na floresta.

Forma desenvolvida: Ouvimos um pássaro cantando na floresta.

Análise da Oração: Oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de gerúndio. Percebam que na forma desenvolvida temos “cantando”, o que caracteriza o gerúndio.

Outro exemplo:

Comprado o carro, a moça não ia andando para o trabalho.

Forma desenvolvida: Assim que comprou o carro, a moça não ia andando para o trabalho.

Análise da Oração: Oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio. Observem que temos uma imposição na forma desenvolvida, “assim que”, o que caracteriza uma condição característica da oração subordinada adverbial temporal.

Além disso, temos orações reduzidas fixas. Devemos estar atentos para estas orações reduzidas fixas, pois não são passíveis de desdobramentos como nos exemplos anteriores.

Vamos para mais exemplos:

Tenho muita vontade de comprar esses pastéis.

Lembrem-se, nessa frase temos o quê? O infinitivo... isso mesmo.

Outra frase para frisar.

A mulher enriqueceu alugando imóveis.

Nesta frase o que temos? Gerúndio, isso aí.

Por hoje, encerramos mais uma aula de português, estou aprendendo bastante junto a vocês, não se esqueçam, somos recíprocos no conhecimento.

Texto por: Ruana Aretha Beckman

8 de Junho de 2021 às 20:05 0 Denunciar Insira 0
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Oração substantiva adverbial

Fala pessoal, tudo bem?

Cheguei com novas notícias da nossa amiga Língua Portuguesa! Hoje vamos entender sobre oração substantiva adverbial, estas orações são aquelas que possuem a função do adjunto adverbial na frase.

É, me relembra o que é adjunto adverbial? Bom, em poucas palavras, o adjunto adverbial é o termo que se refere ao verbo, ao adjetivo e ao advérbio. Mas não se desespere caso ainda não se lembre, basta dar um pulinho na aula em que tratamos sobre isso, que tá tudo certo!

Retornando: as orações subordinadas adverbiais podem ser classificadas em 9 tipos: causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, temporais, proporcionais.

Então, vamos começar?

Oração subordinada adverbial causal:

Exprimem causa ou motivo através de conjunções integrantes adverbiais, estas: porque, que, como, pois, porquanto, visto que, uma vez que, já que, desde que, etc.

Exemplos:

Não fui à escola, pois estava doente.

Ele não foi jogar bola porque tinha prova.

Oração subordinada adverbial comparativa:

Como o nome refere, são orações comparativas. As conjunções integrantes são: como, assim como, tal como, tanto como, tanto quanto, como se, do que se, quanto, tal qual, que nem.

Exemplos:

Roberto joga Pokémon tanto quanto Paulo.

Rafael estava aplicando soro assim como Isabel ao lado.

Oração adverbial concessiva:

Estas orações concedem algo, dão permissão. As conjunções integrantes são: embora, conquanto, por mais que, posto que, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que.

Arthur pode jogar free fire conquanto que estude.

Por mais que o Vitor não queira ir, ele irá ao futebol.

Oração subordinada adverbial condicional:

Como o nome diz, refere-se a condições, estas são caracterizadas por conjunções integrantes: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que, dentre outros.

Exemplos:

Iremos ao show desde que não chova.

Caso Helena apareça, falaremos sobre nossa reunião.

Oração subordinada adverbial conformativa:

Orações que promovem conformidade. As conjunções integrantes são: conforme, segundo, como, consoante, de acordo, dentre outras.

Exemplos:

Faremos um bolo conforme as dicas da Maria Braga.

De acordo com o poeta Fernando Pessoa, para viajar basta existir.

Oração subordinada adverbial consecutiva:

Orações que exprimem consequência. As conjunções integrantes são: de modo que, de sorte que, sem que, de forma que, de jeito que, dentre outras.

Exemplos:

A onça não conseguiu ver as presas de modo que se camuflavam.

O pássaro cantou tão forte, de forma que se ouvia do outro lado da floresta.

Oração subordinada adverbial final

Estas orações exprimem finalidade. As conjunções integrantes são: a fim de que, para que, que, porque, dentre outras.

Exemplos:

Estamos aqui para estudar.

Fizemos esse texto para que ajudasse nossos escritores e leitores.

Oração subordinada adverbial temporal:

Como o nome diz, exprime circunstâncias temporais. As conjunções integrantes são: enquanto, quando, desde que, sempre que, agora que, antes que, depois que, logo que, dentre outros.

Enquanto houver sol podemos continuar construindo a casa.

Antes que chova vamos tirar as roupas do varal.

Oração subordinada adverbial proporcional

Estas orações exprimem proporção. As conjunções integrantes são: à proporção que, à medida que, ao passo que, tanto mais, tanto menos, quanto mais, quanto menos, dentre outros.

Exemplos:

Quanto mais escrevo, menos tem papel para escrever.

À medida que o tempo passa, amadureço mais.

Bom, terminamos por hoje! Bem simples, não é mesmo? Em principal porque o que queremos aqui é que você consiga diferenciar o que cada oração subordinada adverbial pretende passar, a sensação que elas evocam. Não se esqueça de pesquisar mais para incluir mais coisas ainda sobre esse tema na sua grade de conhecimentos.

Mais um dia da língua que ergue nossos livros. Que a força esteja com você, pois nos veremos em breve.

Resposta: Pois é uma oração subordinada adverbial causal, ‘tia ruh’.

Isso aí, estava de olho em vocês!


Texto: Ruana Aretha Beckman

Revisão: Karimy

8 de Junho de 2021 às 18:36 0 Denunciar Insira 0
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Orações subordinadas adjetivas

Olá, gente! Retornando com um pouco mais sobre a nossa língua portuguesa, bom, vamos continuar com as orações subordinadas, mas hoje vamos para as adjetivas.

As orações subordinadas adjetivas são aquelas que exercem funções sintáticas de adjetivo. Como assim? Elas são introduzidas por pronomes relativos, estes; que, quem, qual, quanto, onde, cujo, dentre outros. Os pronomes relativos também exercem a função de adjunto adnominal do termo antecedente.

Alguns exemplos:

Admiro alunos esforçados.

Esforçados (Adjetivo).

Admiro alunos que se esforçam.

que se esforçam = oração subordinada adjetiva, porque atribui qualidade ao nome alunos, ou seja, cumpre função de adjetivo.

Mas estas orações subordinadas adjetivas possuem classificações, vamos conhecê-las?

Oração subordinada adjetiva explicativa

São orações separadas por vírgulas ou, como o nome sugere, explicam e esclarecem o termo ao qual se referem.

Exemplos:

A onça, que é um animal selvagem, atacou o domador.

Oração principal: A onça atacou o domador.

Oração subordinada adjetiva explicativa: que é um animal selvagem.

A professora Laura, que é a professora mais nova da escola, não veio trabalhar hoje.

Oração principal: A professora Laura não veio trabalhar hoje.

Oração subordinada adjetiva: que é a professora mais nova.

Vê como é fácil perceber que a informação que está entre vírgulas é apenas uma explicação? São informações adicionais apenas, e somos completamente capazes de compreender o que a frase nos quer passar mesmo se não tivéssemos essa explicação lá.

Agora vamos entender outra classificação da oração subordinada adjetiva.

Oração subordinada adjetiva restritiva

Como o nome diz, são orações que restringem ou limitam o significado do seu antecedente, e não são separadas por vírgulas.

Exemplos:

As pessoas que são preconceituosas merecem ser punidas .

Oração principal: As pessoas merecem ser punidas.

Oração subordinada adjetiva restritiva: que são preconceituosas.

As pessoas que não praticam esportes costumam ser propensas ao covid.

Oração principal: As pessoas costumam ser propensas ao covid.

Oração subordinada adjetiva restritiva: que não praticam esportes.

Consegue perceber aqui a diferença entre a oração subordinada adjetiva restritiva para a o.s.a. explicativa? Na explicativa a informação que vem entre vírgulas serve como uma informação adicional, mas, sem ela, conseguimos entender normalmente o que a frase quer dizer. Já na restritiva a coisa é bem diferente: a informação que está na frase serve como um tipo de limite: não são todas as pessoas que merecem ser punidas, mas as pessoas preconceituosas.

Se colocássemos a frase dessa forma: “As pessoas, que são preconceituosas, merecem ser punidas” então estaríamos dizendo que todas as pessoas são preconceituosas e portanto elas merecem ser punidas o “que são preconceituosas” vira uma explicação. Agora, quando tiramos a vírgula, isso deixa de ser uma explicação para ser uma restrição; ou seja: agora apenas as pessoas que são preconceituosas que merecem ser punidas.

Para finalizarmos por hoje, vamos para as orações subordinadas desenvolvidas e reduzidas.

Orações subordinadas adjetivas desenvolvidas

Dicas: 1) Iniciam com pronome relativo.

2) Possuem verbos no modo indicativo ou subjuntivo.

Orações subordinadas adjetivas reduzidas

Dicas: 1) Não se inicia com pronome relativo.

2) Possuem verbos no infinitivo, gerúndio ou particípio.

3) De acordo com as formas nominais usadas, as orações podem ser: reduzidas no infinitivo, reduzida de gerúndio ou reduzida de particípio.

E vamos às comparações:



Pequena revisão dos modos verbais subjuntivo ou indicativo:



Vamos relembrar também sobre as formas nominais dos verbos?


Queridos escritores e leitores, foi isso por hoje, mas ainda temos mais por ver dentro destas orações da língua portuguesa. Como nossa língua é tão complexa, não é mesmo?!. Mas somos insistentes no conhecimento.


Texto: Ruana Aretha Beckman

Revisão: Karimy

8 de Junho de 2021 às 18:36 0 Denunciar Insira 0
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