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embaixada-brasileira Inkspired Brasil Os autores estão indecisos, escondidos, com medo: a Gramática os ameaça de todas as formas. É neste cenário caótico que um esquadrão se formou: soldados competentes em busca de justiça, recrutando mercenários para lutarem ao seu lado e, juntos, combaterem o Obscurantismo. Assim, o Esquadrão da Revisão ergue-se contra a tirania da Gramatica para submetê-la aos autores. Entender como funciona a gramática normativa é a base de qualquer escritor. Passar a ideia da cabeça para o papel de forma harmônica é a maior dificuldade de muitos literatos. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês que a gramática não é uma tirana; ela não passa de uma ferramenta que serve para ajudá-los. Juntem-se ao nosso esquadrão para desvendar os mistérios da Gramática e de suas normas.

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Conjunções subordinativas



Conjunções subordinativas


Texto por Karimy


Olá, pessoas! Tudo certo?


Dando continuação à aula de conjunção, vale relembrar a introdução, que diz que a conjunção subordinativa une elementos, tornando-os dependentes dentro da oração, formando um enunciado complexo e tirando deles a possibilidade de estarem sozinhos.


Calma, não precisa começar a suar. Nem esquentou ainda! Relaxa que já entenderá tudo direitinho!


Dentro de uma oração que contenha uma conjunção subordinativa, a função da oração subordinada será semelhante à construção sintática de um substantivo, adjetivo ou advérbio. Se você não tem certeza sobre como os substantivos, adjetivos e advérbios se comportam dentro de uma oração ou se não sabe como reconhecê-los, aconselho que dê uma olhadinha nas aulas sobre eles!


As orações com conjunções subordinativas são complexas, isso porque, diferente das coordenativas, elas não terão sentido completo se ajustadas de forma separada. Observe bem:


Coordenativa: Queria estudar, mas estava com preguiça. Coordenativa separada: Queria estudar. / Estava com preguiça.


Viu só? Com as coordenativas, você pode separar os elementos sem problema algum. Com as subordinativas, não é bem assim. Observe:


Subordinativa: Ele disse que o cachorro o mordeu.


Vamos tentar separar?


Ele disse. / Que o cachorro o mordeu.


Se eu lhe disser “Ele disse” e não acrescentar mais nada, você vai ficar boiando! Se eu lhe disser do nada “Que o cachorro o mordeu”, você também não entenderá. Por esse motivo, dizemos que a conjunção subordinativa não só age como conector, como torna uma parte dependente de um todo. Está compreendendo?


As conjunções subordinativas classificam-se como causais, concessivas, condicionais, finais, temporais, comparativas, consecutivas, conformativas e integrantes, sendo que a última introduz orações substantivas enquanto as demais introduzem orações adverbiais.


As conjunções causais introduzem o motivo, a razão, a causa de algo. Podem ser: porque; pois; porquanto; como (= porque antes da oração principal); pois que; por isso que; já que; uma vez que; visto que; visto como; que; desde que etc.


Ex.: Como não se interessa por português, desistiu das aulas. (Nem em sonho, não é?!)

Foi à feira porque precisava comprar frutas.


Não é difícil observar essa relação de causa. Ela está explícita: Por que foi à feira? Porque precisava comprar frutas (por causa das frutas). Por que desistiu das aulas? Porque não se interessa por português (por causa da falta de interesse).


As conjunções concessivas dão, justamente, uma noção de que uma concessão está sendo feita: que alguém não concorda com algo, mas que está abrindo uma exceção por não ser capaz de impedir aquele acontecimento. Ou seja, você não quer uma coisa, mas não pode fazer nada para modificar a situação. Podem ser: embora; ainda que; mesmo que; posto que; bem que; se bem que; por mais que; por menos que; apesar de que; nem que; que etc.


Ex.: Por mais que tentasse, não conseguia entender a atividade. (Que mentira!)

Embora estivesse feliz, não pôde conter o aperto no peito.


Essa relação de querer, mas não poder fica muito, mas muito nítida. Veja o segundo exemplo mais de perto: A pessoa estava feliz por algum motivo, mas, mesmo assim, estava com um aperto no peito, provavelmente por conta de uma situação anterior à que a deixou feliz ou por causa de alguém.


Agora, se você não tem noção sobre conjunção e sobre o sentido que ela pode causar em uma frase, você poderia muito bem fazer algo assim: Visto que estava feliz, não conseguia conter o aperto no peito. Pode parecer absurdo para você agora que já conhece a relação de “visto que”, que é de causa, e já sabe que, na verdade, queremos algo que expresse concessão. Não apenas uma conjunção errada foi usada, como também, por conta disso, foi modificado o significado da frase: em Embora estivesse feliz, não conseguia tirar o aperto do peito, você consegue entender que ele estava feliz, mas mesmo assim aquele aperto maldito o acompanhava. Agora, em Visto que estava feliz, não conseguia tirar o aperto do peito, dá a entender que sentir um aperto no peito, para essa pessoa, está sinalizando sua felicidade.


Loucura, não é?! Por isso é importante entender o conceito das conjunções, o que elas transmitem.


As conjunções condicionais impõem uma condição para que alguma coisa aconteça ou não aconteça. Podem ser: se; caso; contanto que; salvo se; sem que (= se não); desde que; a menos que; a não ser que etc. Você vai conseguir entender essa relação com muita facilidade com esses exemplos. Veja:


Ex.: Só vou beijar João se ele for muito gentil! (Imaginem minha cara!)

Não vou sair, a não ser que ele me convide com jeitinho!


As conjunções finais dão a finalidade de algo, elas assinalam o objetivo de algo ou alguém, a pretensão por detrás de algo. Podem ser: a fim de que; para que; porque (= para que); que (= para que).


Ex.: Dei um beijo nela para que soubesse que falava sério! (Temos um caso sério de finalidade de mostrar o sentimento aqui, consegue sentir?!)

Mandei um buquê de rosas a fim de que ela entendesse que estava mesmo arrependido.


Certo! Parei!


Parei com essas frases melosas, calma, ainda tem mais umas conjunções vindo por aí!


As conjunções subordinadas temporais dão uma noção de circunstância de tempo, apontam o quando. Podem ser: quando; antes que; depois que; até que; logo que; sempre que; assim que; desde que; todas as vezes que; cada vez que; mal; que (= desde que).


Ex.: Mal chegou e já queria ir embora. (Acho que sou eu!)

O barraco começou quando preparávamos o jantar.


As conjunções subordinadas consecutivas indicam a consequência de algo que foi dito antes. Lembre-se: algo acontece e, por causa disso, outra coisa acontece. A frase fica bem presa nessa noção. Podem ser: de forma que; de maneira que; de modo que; de sorte que; que (combinada com tal, tanto, tão ou tamanho).


Ex.: Ele é tão exigente que perde a cabeça consigo mesmo.

Estudou tanto para a prova que desmaiou ao ver como estava fácil.


As conjunções comparativas estabelecem a noção de comparação mesmo, seja de forma quantitativa ou assimilativa. São bem fáceis de serem identificadas. Podem ser: como; assim como; bem como; como se; que nem; que e do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor e pior); quanto (depois de tanto).


Ex.: Ela é tão inteligente quanto o pai.

Ele chorou como um bebê.


As conjunções conformativas introduzem a ideia de conformidade, um modelo que é adotado para fazer aquilo que se expressa antes (ou depois, se estiver deslocada). Elas podem ser: conforme; como; segundo; consoante (todas com o valor de conforme).


Ex.: Fiz o bolo conforme a receita ensina.

Segundo atesta minha mãe, dormir de barriga cheia faz mal.

Estudei como o professor orientou.


As conjunções proporcionais mencionam uma coisa que aconteceu ou que acontece junto de outra coisa, que aumenta ou diminui aquilo que é relatado. Podem ser: à medida que; à proporção que; ao passo que; enquanto; quanto mais... mais; quanto mais... tanto mais; quanto mais... menos; quanto mais... tanto menos; quanto menos... menos; quanto menos... tanto menos; quanto menos... mais; quanto menos... tanto mais.


Ex.: À medida que avançavam, a neblina ficava mais densa.

Quanto mais estudava, menos entendia. (Sai fora!)


As conjunções subordinadas integrantes são as que introduzem orações com função de sujeito, objeto direto ou indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de uma outra oração, funções que serão devidamente explicadas quando formos tratar sobre orações coordenadas e subordinadas, que depois farão parte das aulas de pontuação (um tema vai levando ao outro, percebe?). Mas é importante que você já faça essa ligação, lembrando-se sempre de diferenciar que (pronome relativo) de que (conjunção).


Quando o que tiver função de pronome relativo, ele fará referência a um nome, estará no lugar de um e você poderá trocar o que por o qual: Adorei o livro que me deu = Adorei o livro o qual me deu. Agora, quando o que tiver função de conjunção, ele fará a ligação de duas orações, onde a oração precedida por que completará o sentido da outra: Sei que adorou aquele livro; Sei — sei o quê? Que adorou aquele livro. As conjunções integrantes podem ser: que e se, sendo que, quando se quer exprimir certeza, usa-se que e, quando a ideia for de dúvida, usa-se se.


Ex.: Já sei que está magoado.

Não sabia se ele viria.


Já está tremendo? Que coisa, não? Fique tranquilo! Por hoje, é isso!


Espero que tenha conseguido compreender o conceito de cada uma das conjunções subordinadas. Sei que são muitas, mas a probabilidade de usar uma conjunção inapropriada será muito menor se você conseguir perceber o que elas expressam. Algumas conjunções, como você pode ver, possuem mais de uma classificação, pois são polissêmicas, o que as deixam à mercê do contexto inserido. Sabendo identificar a função de cada conjunção, você corre menos risco de produzir uma ambiguidade.


Caso ainda tenha alguma dúvida, deixe-a nos comentários. Faremos o possível para ajudá-lo!


Revisão por Anne Liberton


Referências

CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Breve gramática do português contemporâneo. João Sá da Costa, abril de 1998

27 de Novembro de 2019 às 00:02 0 Denunciar Insira 0
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Conjunções coordenativas



Conjunções coordenativas


Texto por Karimy


Olá, pessoas! Tudo certo?


Na aula passada, em que uma breve apresentação foi feita, você pôde se familiarizar um pouco com as conjunções. Agora entraremos mais a fundo no assunto, conhecendo mais sobre as conjunções coordenativas.


Se você ainda tiver alguma dúvida, volte e dê uma olhadinha na aula anterior, pois, se conseguir compreender o conceito, conseguirá também entender as especificações de forma simples, para assim empregá-lo com confiança. Já vi, em muitas histórias, conjunções sendo aplicadas de forma errada — o “mas”, por exemplo, como se fosse um aditivo, quando, na verdade, é uma coordenação que provoca divergência.


Dentro das coordenativas, temos a seguinte divisão: conjunções aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.


Calma! Sei que parece muito, mas você logo verá que é fácil, por isso, preste bastante atenção para não perder nadica de nada!


Comecemos com as conjunções aditivas. Elas são representadas pelas conjunções e e nem, este último com valor de e não.


Usamos a conjunção aditiva para adicionar uma informação a outra já dada. Por exemplo: Maria foi para a escola e estudou muito. Nesta frase, temos duas informações: Maria foi para a escola; Maria estudou muito. Para deixar tudo unido, usamos a conjunção aditiva e. Já no caso: Maria não acordou cedo nem foi para a escola, também temos duas informações: Maria não acordou cedo; Maria não foi para a escola. A conjunção aditiva, como pode perceber, não só liga os elementos, como evita uma repetição desnecessária. A relação aditiva de informação é muito nítida e pode ser facilmente identificada.


As conjunções adversativas, como o nome já indica, apresentam uma relação de contraposição.


Calma, vou explicar de uma forma fácil:


Quando queremos dar uma ideia de contraste, usamos as conjunções coordenativas adversativas, apontando uma oposição. Observe: Maria estudou muito, mas tirou nota baixa. Perceba a relação de ideias diferentes na frase: Maria estudou muito, logo, esperava-se que ela tirasse uma boa nota, só que não foi isso o que aconteceu. É aí que entra essa noção de contraste. As conjunções adversativas são: mas (“mas” só aparece em início de uma oração, enquanto as demais coordenativas adversativas podem ser deslocadas); porém, senão, todavia, no entanto, entretanto, entre outras.


Está entendendo direitinho? Não esqueça que o mais importante é que você compreenda a ideia que cada conjunção passa.


As coordenativas alternativas dão, como o nome já sugere, uma opção, uma alternância: se você faz uma coisa, não pode fazer outra. Ela também exprime uma incompatibilidade ou igualdade. Como exemplo, observe: Ou estuda, ou assiste à televisão. Observe que é uma escolha, você precisa escolher. As conjunções alternativas são: ou (estuda ou assiste); ou… ou; seja… seja; nem... nem (nem estuda, nem assiste à televisão), entre outras.


Já as coordenativas conclusivas servem para dar uma noção de que algo foi resolvido, concluído. É uma consequência. Como exemplo, tomemos esta frase: Maria estudou muito, por isso estava despreocupada. Veja só a noção de consequência exprimida: já que ela estudou muito, ficou confiante, sendo assim, não tinha motivo para se preocupar. As coordenativas conclusivas são: logo; pois (depois de verbo); portanto; por conseguinte; por isso; assim; etc.


As conjunções explicativas também são muito fáceis de se identificar: elas se ligarão à oração de forma a justificar a primeira afirmação feita. Observe: Não demore, que estamos saindo. É bem forte essa noção de explicação. Não demore, porque, se você demorar, pode não nos encontrar mais, pois já estamos de saída. As conjunções explicativas são: pois (antes do verbo); que; porque; porquanto.


Percebeu que algumas conjunções podem ter funções diferentes, como o “pois”? Por isso é muito importante que você saiba identificar qual o propósito da frase, o que ela quer exprimir, porque, usando a conjunção errada ou no lugar errado, você pode modificar uma ideia.


Veja só:


Ela estuda muito, pois deseja ser aprovada.


E este:


Ela estuda muito, deseja, pois, ser aprovada.


Perguntinha para você: que tipo de conjunção é o “pois” na primeira e na segunda oração?


Não sabe? Não tem certeza? Vou explicar:


Sempre que o “pois” estiver antes do verbo, ele será uma conjunção explicativa. Olhe mais de perto: Ela estuda muito, pois deseja ser aprovada: Por que ela estuda muito? = porque deseja ser aprovada. Estamos oferecendo uma explicação à uma perguntinha. Percebeu a noção de esclarecimento? Pois é!


Já no nosso segundo exemplo, Ela estuda muito, deseja, pois, ser aprovada, a conjunção pois possui outro sentido. Veja só: sempre que a conjunção pois estiver após o verbo, estaremos diante de uma conjunção conclusiva. É bem fácil perceber essa noção no sentido da frase em si. Ela estuda muito — logo se conclui que ela deseja ser aprovada. Viu só?! Fique de olho nessas questões, mas também não se preocupe muito, pois tudo isso será melhor explicado nas aulinhas sobre pontuações.


Na próxima aulinha veremos as conjunções subordinativas. Fique de olho e não se esqueça de deixar sua dúvida aqui nos comentários!


Revisão por Anne Liberton


Referências

CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Breve gramática do português contemporâneo. João Sá da Costa, abril de 1998

16 de Novembro de 2019 às 00:04 0 Denunciar Insira 0
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Introdução às conjunções


Introdução às conjunções


Texto por Karimy


Olá, pessoas! Tudo certo?


Estava com saudades de escrever para o Esquadrão da Revisão, e vocês fizeram uma longa jornada para chegar até aqui, hein? Parabéns a todos. Mas, devo dizer, se não viram todos os artigos do blog, aconselho que voltem um pouquinho e leiam o que perderam, pois o nosso grande objetivo não é apenas mostrar as unidades da língua, mas prepará-los e mostrar a vocês os aspectos gerais da pontuação, que costuma ser um tema monstro para quem ama a escrita. Hoje iniciaremos as conjunções, que é uma das classes mais importantes na hora de pontuar um texto, só que, se você não conhece as demais classes já apresentadas, dificilmente assimilará esta. Queremos fazer algo de qualidade para vocês, sanar todas as suas dúvidas para que saibam como manejar os sinais gráficos e as próprias palavras a seu favor, então, não percam nada!


Você já sabe o que é uma conjunção? Não?


A conjunção é um vocábulo gramatical que tem como função conectar termos semelhantes ou relacionar duas orações. O que são termos semelhantes? Bom, se você já conhece as demais classes gramaticais, encontrar termos semelhantes será moleza! Veja só:


Ana e Paulo — dois substantivos conectados pelo e.

Bonito e resmungão — dois adjetivos conectados pelo e.


Poderíamos seguir mostrando o e trabalhando como conector de outras classes de palavras também. Com isso, você, esperto como é, já percebeu que o e é uma conjunção!


Mas, agora, o que é uma oração?



Uma oração é uma frase com sentido completo e com um verbo em sua estrutura. Quando uma frase possui apenas um verbo, dizemos que ela é uma oração de período simples, mas, se ela possui mais de um verbo, falamos em período composto.


Agora que você já sabe o que é uma oração, vou mostrar uma com relação estabelecida através de uma conjunção. Veja:


Soubemos que fez sol — aqui o que estabelece uma relação de ligação muito forte na frase. Repare que poderíamos formar um enunciado independente como “Fez sol”, mas, em vez disso, mexemos na estrutura e colocamos o “soubemos” na jogada. O que entrou na brincadeira para mostrar que está ali para não deixar as coisas ficarem sem sentido, desequilibradas. Além do mais, se você olhar um pouquinho mais de perto, verá que o “que fez sol” é objeto direto de “soubemos”, ou seja, um está completamente ligado ao outro; se eu escrever apenas “soubemos”, você vai se perguntar “o quê?”, não é mesmo?


Lembrando que se você ainda não conhece os objetos diretos e indiretos, teremos aulinhas só para eles!


Retomando! Veja bem então:


Soubemos — quem sabe, sabe alguma coisa. Soubemos o quê? = que fez sol.


Com isso, você já viu um pouco sobre os dois tipos de conjunções que existem: a coordenativa e a subordinativa. Mas, Karimy, de onde surgiram esses nomes?


Calma! Tudo será explicado devagar para que você consiga absorver o máximo possível de toda essa matéria. A base de tudo está sendo apresentada agora, então passemos adiante:


Quando mostrei a você o e e o trabalhinho que ele faz de conexão entre termos semelhantes, você estava vendo, na verdade, uma conjunção coordenativa em ação!


As conjunções coordenadas vão sempre unir enunciados que podem ser separados sem problema algum, nem mesmo alteração de significado. Veja só:


Ana e Joaquim foram para a escola.

Ana foi para a escola.

Joaquim foi para a escola.


A conjunção coordenativa e, na primeira frase, está ali apenas para conectar as informações, mas ela não muda significado nem submete um acontecimento ao outro. É um puro e simples conector de elementos de mesmo valor e completamente independentes. Essa relação, no entanto, não existe apenas com esse sentido de adição que o e traz, mas também com o sentido de igualdade ou alternância.


Já as conjunções subordinadas realmente subordinam uma parte à outra, como no nosso exemplinho, em que o “soubemos” não é capaz de formar um enunciado sozinho e chama o que para fazer uma ligação de sentido. As conjunções subordinativas não só fazem uma ligação, como também completam o sentido da frase, mostrando que uma parte depende da outra. Elas se subdividem em integrantes e adverbiais.


É muito importante compreender que as conjunções são também conectores responsáveis pela coesão de um texto. Se você usa um conectivo errado ou no lugar errado, o sentido poderá ficar completamente diferente daquilo que você gostaria que fosse, o que é um grande problema, não é?!


Esta introdução foi feita para você se preparar e poder voltar às aulinha já dadas para tirar quaisquer dúvidas que ainda restem. Por isso, se estiver confuso, a hora de ir dar aquela pesquisada nas aulas anteriores é esta!


O melhor é que releia principalmente as aulas sobre substantivos, adjetivos, advérbios e preposições! Não que as outras não sejam importantes, porém essas classes de palavras são as que mais se relacionam às conjunções.


Não se esqueça: não se acanhe, não! Se tiver alguma pergunta, pode deixar aqui nos comentários que faremos nosso melhor para ajudá-lo, lembrando que a Internet também está cheia de material bacana que você pode utilizar. O negócio é nunca, de forma alguma, deixar a peteca cair! Você já está quase lá, domando a gramática. Não desista agora! Nas próximas duas postagens, falaremos mais sobre as conjunções subordinativas e as coordenativas. Não percam!


Revisão por Anne Liberton


Referências

CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Breve gramática do português contemporâneo. Lisboa: João Sá da Costa, abril 1998.


30 de Outubro de 2019 às 22:43 0 Denunciar Insira 0
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Um pouco sobre preposições: O que são e como usá-las

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Um pouco sobre preposições: O que são e como usá-las

Texto por Megawinsone e Camy


Olá, caro leitor! Tudo bem?


Neste pequeno texto, falaremos sobre as preposições, os tipos que existem, o porquê de conhecermos essa classificação e as diferenças das preposições para os advérbios. Preparados? Então vamos!


A preposição é uma palavra invariável que une dois termos numa mesma oração, submetendo um termo ao outro e, com isso, formando relações que fazem sentido dentro de uma frase. Assim, nós temos um termo antecedente (vem antes da preposição) e um consequente (vem depois da preposição).


Dentro da escrita, é essencial sabermos quais são as preposições, como elas funcionam e qual verbo ou termo acompanham, porque elas fazem a união entre as frases. Quem tem dificuldade em utilizar preposições não consegue elaborar um texto coeso e suave de ler, porque preposições bem utilizadas impedem que o texto seja travado e cheio de termos soltos. Assim como as conjunções (que veremos em breve), elas são a cola que mantém as frases unidas e com sentido.


As preposições essenciais só funcionam como preposição. Isso significa que sempre, em qualquer contexto, elas têm função prepositiva. Você provavelmente as viu durante o Ensino Médio (é bem comum os professores pedirem para que as decoremos): a, antes, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.


As preposições acidentais, por outro lado, são palavras que funcionam como se fossem uma preposição, mas também podem ter outras classificações de acordo com o contexto. É o caso de: durante (pode ser advérbio temporal), como, menos, senão (pode ser substantivo), segundo (pode ser numeral), entre outras.


➔ André foi o segundo a cruzar a linha de chegada. (numeral)

➔ Mariana tomou uma decisão segundo sua consciência. (preposição)


Assim como os advérbios, as preposições expressam diversas circunstâncias. Celso Cunha as separa em preposições de movimento e preposições de situação. Dentro de cada grupo, ele ainda faz a separação entre noção, tempo e espaço. Não trabalharemos com classificações tão específicas porque isso foge um pouco do nosso objetivo, porém achamos importante que você saiba que existem divisões mais específicas dentro das preposições.


Nós trataremos apenas sobre circunstâncias, porque isso é o importante na hora da escrita.


Analisemos alguns exemplos de circunstâncias:


➔ Estivemos em Berlim. (lugar)

➔ O ônibus veio de Porto Alegre. (lugar)

➔ Na próxima assembleia, não votarei em branco. (modo)

➔ As idosas foram colocadas em fila. (modo)

➔ Infelizmente o destino de Laura será decidido por votação. (modo)

Por quase três anos, ele morou nessa casa. (tempo)

➔ Maria chegará em duas horas. (tempo)

➔ A casa já está desocupada por seis meses. (tempo)

A duzentos metros daqui, passa uma estrada de ferro. (distância)

➔ Maria morreu por atropelamento. (causa)

Com a enchente, os agricultores perderam toda sua produção agrícola. (causa)

➔ Chorou de alegria. (causa)

➔ Esse trigo veio do Uruguai. (origem)

➔ Joana apagou suas anotações à borracha. (instrumento)

➔ Minha mãe podou a roseira com uma tesoura de jardinagem. (instrumento)

➔ Marina veio para ficar em definitivo. (finalidade)

➔ Comprei estes docinhos para alegrar o aniversariante. (finalidade)

➔ Alex chegou de ônibus. (meio)

➔ O vizinho irá percorrer a América do Sul de ponta a ponta só de moto. (meio)

➔ Amélia gosta de conversar sobre culinária. (assunto)

➔ A reunião anual será sobre economia doméstica. (assunto)

➔ A casa de praia é de Eduardo. (posse)

➔ Comprei um vestido de seda. (matéria)

➔ A cama de Lucas é de madeira. (matéria)

➔ Hoje terá jogo do Vasco contra o Flamengo. (oposição)

➔ Luna é contra o consumo de carne. (oposição)

➔ Marcos saiu com os colegas da faculdade. (companhia)


Como deu para perceber, as preposições não têm sentido único. “De”, por exemplo, pode ser usado em diversas situações diferentes, porém não deixa de ser uma preposição. Pegamos pouquíssimos exemplos e não chegamos nem perto de abordar todas as situações possíveis, entretanto nosso objetivo aqui é passar para você uma ideia geral do que são as preposições e de como elas funcionam dentro da frase.


Além das preposições simples, também temos as locuções prepositivas, que são duas palavras ou mais que exercem a função da preposição. Elas normalmente são formadas por advérbio + preposição.


Apesar de já ser tarde, eu não quero ir embora. (oposição)

De acordo com a professora, precisamos estudar mais. (concordância)

➔ Minha ideia foi de encontro à dele. (oposição)

➔ Minha ideia foi ao encontro da dele. (concordância)


Parece familiar? Ah, sim, as locuções prepositivas são MUITO parecidas com as locuções adverbiais. A melhor forma de diferenciá-las é a seguinte: locuções prepositivas terminam sempre com uma preposição.


Antes de sair, trocamos mais um beijo. (locução prepositiva)

Em breve, iremos à praia. (locução adverbial)

De perto, ele parece menor. (locução adverbial)

➔ Estacione perto do carro vermelho, por favor. (locução prepositiva)


Para finalizar, falaremos sobre as contrações e as combinações. O fenômeno de contração é próprio das preposições. Ele ocorre quando uma preposição se junta a um artigo ou a um pronome, eliminando alguma letra. A crase e os pronomes possessivos da terceira pessoa (dele, dela, deles, delas) são contrações, por exemplo. A combinação ocorre quando nenhuma letra é eliminada.


Importante: o sujeito da oração não pode ser contraído. Vejamos alguns exemplos:


➔ Fui ao (a + o) parque da (de + a) cidade. (combinação, contração)

➔ A amiga dela (de + ela) não é minha amiga. (contração)

Nesta (em + esta) casa, eu não entro! (contração)

➔ Juro pela (por + ela) minha mãe mortinha que não fui eu! (contração)

Aonde (a + onde) você pensa que vai? (combinação)

➔ Ela caiu num (em + um) poço. (contração)

➔ Está na hora de a gente conversar sobre isso. (aqui não podemos unir para “da gente conversar”, porque “a gente” é sujeito do verbo conversar)

➔ Vamos à (a + a) praia? (contração, porque une a preposição exigida pelo verbo “ir” ao artigo do substantivo “praia”)


Não entraremos na questão da crase em específico agora porque, para que você realmente a compreenda, é preciso que falemos sobre transitividade verbal, que ainda não chegou ao Esquadrão (será abordado assim que terminarmos as classes de palavras). Além disso, ela tem uma e outra regra que são específicas. Teremos um post inteirinho dedicado apenas e unicamente à crase quando for o momento certo, combinado?


É isso o que temos para falar a respeito das preposições. Esperamos que você tenha compreendido como elas funcionam e aprendido a reconhecê-las em algumas frases.


Quaisquer dúvidas, pode perguntar que estamos à sua disposição.


Beijos!


Revisão por Anne Liberton


Referências:

CUNHA, Celso. Gramática do português contemporâneo. Belo Horizonte: Editora Bernardo Álvares S/A, 1971.

DIANA, Daniela. Preposição. Toda matéria: conteúdos escolares, Rede 7Graus, 2018. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/preposicao/>. Acesso em: 28 out. 2018.

GUIA completo sobre preposições. Colégio Web, [S.l.], jan. 2014. Disponível em: <https://www.colegioweb.com.br/portugues/guia-completo-sobre-preposicoes.html>. Acesso em: 28 out. 2018.

PREPOSIÇÃO: Tipos, Quais são, Definição, Conjunção e Exemplos Práticos. Figuras de Linguagem, [S.l.], abril 2018. Disponíviel em: <https://www.figuradelinguagem.com/gramatica/preposicao/>. Acesso em: 28 out. 2018.

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21 de Maio de 2019 às 00:00 0 Denunciar Insira 1
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