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blog Jackie Inkspired Blogger Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

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Como criar e escrever história interativas no Inkspired

Como criar e escrever história interativas no Inkspired

Eu acredito que todos nós temos a habilidade de criar histórias inovadoras, e histórias interativas são ferramentas poderosas para explorarmos nossa criatividade. Estes são os passos mais úteis para seguir em frente e explorar esse novo formato de escrita:


Escolha um tema e pontos-chave para o fim do enredo: Antes de começar a escrever, é muito importante ter as suas ideias claras. Isso é essencial, porque é daqui que a sua história começa. Entretanto, como as histórias interativas são sobre dinâmicas com diferentes caminhos e plots, é crítico ser claro sobre como você espera que a sua história progrida, quanto quer aprofundá-la, onde e quando você quer disponibilizar opções aos seus leitores e sob quais circunstâncias eles podem interagir com os novos capítulos.


Estruturando ideias, dados e pontos-chave: Uma boa forma de visualizar como você deseja que a história se desenvolva a partir da interação do usuário é fazendo diagramas disso em papel. Se você começar no primeiro capítulo, pode escrever quais são as decisões que levarão ao capítulo dois, ou quais farão o leitor pular imediatamente para o capítulo três ou o capítulo quatro. Lembre-se de que histórias interativas são histórias não-lineares; isso significa que não existe uma sequência de capítulos 1, 2, 3 e 4. O capítulo 4 pode ser o seguinte ao capítulo 1.


Editando o fluxo da história e os furos de enredo: Elaborar uma história interativa não é fácil. Às vezes, nós podemos nos emaranhar em nossas próprias linhas narrativas. A edição é a sua melhor amiga nesse caso. Coloque-se no lugar dos leitores e releia sua história usando todas as decisões e caminhos possíveis para conferir se tudo faz sentido. Uma história narrativa pode ser uma ferramenta muito poderosa para manter seus leitores engajados se ela for bem desenvolvida, porém uma história incompleta ou desenvolvida sem cuidado pode ser como atirar no próprio pé.


Correção de estilo: Hoje é essencial manter a gramática e a ortografia de acordo com a norma padrão quando se escreve, já que os leitores vão julgar a história de imediato por causa disso. Sim, isso não se restringe apenas às histórias interativas, mas é sempre bom relembrar, já que podem ocorrer problemas de interpretação se as decisões que o leitor precisar fazer não forem bem escritas. Lembre-se de que histórias interativas são desenvolvidas para fornecer uma experiência ao leitor, e nós não queremos que eles fiquem se perguntando o que você quis realmente dizer.


Conheça seu público e publique tudo de uma vez: Ao escrever esse tipo de história, você precisa saber se o seu público está mesmo adaptado para experimentar novos formatos. Apesar de o Inkspired oferecer uma maneira clara e direta de introduzir os usuários a esse formato, é bom esclarecer tudo desde o princípio. Por outro lado, diferente dos outros formatos, em que podemos publicar capítulo a capítulo, em histórias interativas é recomendado que se publique todo o conteúdo para aumentar sua efetividade. Deixar linhas do tempo em branco ou decisões em pendência fará com que os leitores percam o interesse.


Propaganda e divulgação: Este é o passo que todo escritor esquece, ignora ou subestima. Por melhores escritores que sejamos, é obrigatório divulgar sua obra - é impensável esperar leitores, likes ou comentários sem que se esforce para isso: apenas escrever não é o suficiente. Olhe o caso da famosa artista Taylor Swift, uma mega cantora pop com milhões de seguidores ao redor do mundo; mesmo ela, com uma grande audiência e plataformas definidas para alcançá-la, promove suas novas músicas de novo e de novo, em tours e em shows, por anos. Nós não somos exceção à regra. Existem muitos livros no mercado, na Internet e mesmo no Inkspired; os leitores têm um oceano de opções. Se você quer ser lido, precisa ser encontrado. Como mencionamos em outro texto*, a regra de ouro das 10x diz que, para cada hora que levamos desenvolvendo, precisamos dedicar 10 vezes mais tempo promovendo nossas obras. Participe de grupos da internet, em redes sociais, e promova seus links, ou então frases ou imagens que incitem os leitores a saberem mais sobre você. Você não vai só perceber que atrai mais leitores e pessoas que interagem mais com o texto, mas você também aprenderá muito de seus leitores e da sua audiência.


*nota da tradutora: nós ainda não traduzimos o texto em que isso aparece.


Texto Original: Galo A. Vargas

Tradução: Camy

15 de Junho de 2020 às 00:42 0 Denunciar Insira 6
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Quem conta um conto cria um ponto

No texto de hoje, abordaremos os pontos-chave e a importância deles na construção de uma boa história.Também lhes daremos dicas de como organizá-los e mostraremos alguns exemplos de como outras pessoas trabalham com eles.


Um ponto-chave é um ponto fundamental na história, que desencadeia outros acontecimentos ou a sua compreensão, assim como o ritmo e os altos e baixos do enredo. Toda história tem pontos-chave, inclusive aquelas que contamos no dia-a-dia; a forma que levamos a nossa história até nossos leitores (ou interlocutores) faz com que eles fiquem cativados e envolvidos com o que leem (ou ouvem).


Muitos leitores não estão atentos a esses pontos e se levam pela leitura e pelas emoções que ela desperta, mas é importante que você, escritor, esteja bem atento na construção de seus pontos-chave! Como eles indicam o ritmo da história e impedem que você se desvie muito da sua ideia original, são essenciais para conduzir bem seu leitor pelo mundo da sua história, para que simpatizem ou não com seus personagens.


Para dar um exemplo do que seria um ponto-chave, vamos usar uma história muito conhecida, de fácil leitura, apesar de toda sua profundidade: O Pequeno Príncipe. Se você nunca leu a obra, pare esta leitura agora e vá ler antes de continuar este texto, pois ele contém spoilers que podem atrapalhar a sua experiência com essa obra maravilhosa! É um livro curtinho, de domínio público, que pode ser encontrado online e tem em torno de 70 páginas, vale a pena demais!


O Pequeno Príncipe é um serzinho que habita o asteróide B612, um asteróide tão pequeno que apenas tem espaço para ele, sua rosa e seus três vulcões. O autor vai desenvolvendo a relação do principezinho com a rosa, singular, vaidosa e exigente, até que ele decida, então, partir de seu asteróide e viajar para conhecer outros lugares no universo. Temos aí um ponto-chave importante para o que vai sendo desenvolvido nas outras partes da história.


O Pequeno Príncipe conhece vários personagens ao longo de sua viagem. Essa parte do livro é marcada pela singularidade e é contrastada com a imensidão da Terra, onde existem milhares, milhões de pessoas como as que conheceu em seus pequenos asteróides.


A apresentação da Terra como um lugar imenso e com inúmeras rosas idênticas à rosa do B612 é outro ponto-chave para entendermos a saga do príncipe e seu aprendizado sobre as relações interpessoais, que acontece no contato com a raposa, que o ensina sobre a importância daquela única rosa que ele deixou para trás. Esse é um dos motivos principais que o leva a voltar para casa.


Não vamos nos aprofundar em todos os pontos da história. Nossa intenção não é fazer uma análise crítica, mas apresentar um exemplo. O autor poderia ter escrito de várias formas diferentes essa pequena saga, desde que o destino fosse o mesmo; levando o príncipe a valorizar sua rosa, uma única e pequena rosa, mesmo quando as pessoas plantam centenas ou milhares de rosas iguais em um jardim, a maneira como se chega a ele varia de acordo com a vontade do escritor.


O interessante do ponto-chave é que ele pode acontecer de várias formas diferentes, desde que passe uma ideia sustentável o bastante para os eventos seguintes da história. Por exemplo: Dois personagens podem brigar por diversos motivos e você pode, independentemente do motivo escolhido, ter o resultado que queria para dar sequência àquele drama.


Você avalia se suas decisões como escritor estão coerentes com o futuro da sua história? Isso com certeza é algo que melhora com a prática. Alguns escritores usam fluxogramas para marcar pontos críticos que marcam os altos e baixos da história, e isso pode ser escrito em apenas algumas palavras para resumir o teor daquele momento do personagem ou do texto.


Por exemplo, se você quiser elevar o mistério dentro de uma trama, é importante que sua construção respeite os pontos-chave que levarão a história para esse ápice, para que o leitor não fique perdido. Coisas ditas pela metade, o desaparecimento de um personagem ou objeto, a forma de descrever os ambientes, tudo isso pode contar como um ponto-chave para elevar o clima de mistério.


Existem algumas estruturas marcadas pelos pontos-chave que são clássicas e encontradas em várias tipos de histórias. Por exemplo: A história pode apenas subir, aumentando o mistério ou o romance ou ela pode apenas descer, marcando a queda total do personagem ao fim de sua saga. Além disso temos outras histórias em que temos uma pequena ascensão antes de alcançar o pico a história e depois novamente uma queda.

Nesta imagem, retirada do site New Novel, é possível ver como os pontos-chave da história Cinderella criam os momentos de altos e baixos da história, e é um bom exemplo de como construir um fluxo de seus próprios pontos-chave.





Vale também lembrar que os pontos-chave podem ser algo muito particular do processo de criação do escritor. Por mais variado que seja esse processo criativo, normalmente pensamos em cenas que queremos inserir na história quando criamos um enredo (ou até criamos todo o enredo para conter aquela cena!).


Pode ser uma cena boba na visão dos leitores, mas a partir dela você começou a pensar nos principais eventos da história que a levaria até aquela cena. Isso é a sua construção dos Pontos-chaves! Claro que, no desenvolvimento da história, você pode chegar até um determinado ponto-chave que precisa ser reformulado, ou reformular capítulos anteriores, rever ideias, ou até o rumo final da história. Pensar nos pontos-chave não é o mesmo que engessar seu enredo e escrever em torno deles.


Lembre-se: a mesma trama pode ser desenvolvida de várias formas diferentes. Por exemplo: Um relacionamento pode terminar tanto devido a uma traição, quanto por faltas sucessivas de um dos envolvidos; porém, um leva mais tempo que o outro, mesmo que culminem no mesmo resultado. Pensar em formas diferentes de alcançar um objetivo na história é um grande desafio, entretanto é também um ótimo treino para a construção de cenários e narrativas diferentes, e podemos pensar em soluções ainda melhores para nosso enredo nesse processo.


Se você vê seu enredo se desenrolando de formas diferentes e gostaria de experimenter uma forma diferente de escrita que inclua mais possibilidades, teremos um texto específico sobre histórias interativas, uma das ferramentas do site. Fiquem ligados em nossos posts!


Texto: Donna Dan

Revisão: Camy

31 de Maio de 2020 às 18:56 0 Denunciar Insira 2
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Como mudo esse termo? - Um pouco sobre termos em outra língua e tradução

O assunto de hoje é especialmente interessante para mim: o contato que temos com outros idiomas no mundo literário. Este é um assunto que pode render muito, já que podemos falar sobre a leitura em língua estrangeira, sobre diferentes traduções, sobre expressões estrangeiras utilizadas no nosso dia a dia e ainda sobre adaptação desses termos para nossa língua materna.


Uma das características mais fascinantes da literatura é que ela é capaz de ultrapassar fronteiras. Embora exista certo fluxo mais usual por conta de contextos históricos que vão muito além da escrita e leitura (é muito mais comum que nós, brasileiros, leiamos obras estadunidenses ou inglesas etc., do que pessoas desses países leiam obras de escritores brasileiros, por exemplo), em todo lugar o trabalho de tradução é essencial e bastante diverso, pois permite o contato com obras de diversos lugares do mundo no conforto do nosso próprio idioma.


Porém, se desafiar a ler em outro idioma pode ser muito enriquecedor! Pessoas que têm interesse em aprender/aperfeiçoar uma nova língua e têm o hábito de leitura podem encontrar nela uma ótima ferramenta. Por exemplo: eu li os primeiros livros da saga Harry Potter traduzidos para o português ainda na infância e, mais tarde, já na adolescência, quando estava aprendendo inglês, resolvi lê-los em suas versões originais. A familiaridade com a história ajudou a tornar a leitura em outra língua mais clara — mesmo em obras com tantas palavras que só existem dentro daquele universo.


Quando estamos lendo em outra língua, importa mais entender os contextos gerais das frases e parágrafos do que cada palavra, principalmente porque certas expressões não são traduzidas literalmente. É justamente por isso que em muitos casos existem diversas traduções de uma mesma obra, já que a abordagem de certas expressões pode ser diferente; também por isso é tão interessante ler os textos na língua em que foram escritos, pois, por mais bem-feita e dedicada que seja uma tradução, a perda de alguns detalhes é inevitável. Quando nos damos conta disso, a leitura no idioma original da obra pode ser um caminho sem volta. Eu mesma, apesar de admirar e valorizar profundamente o trabalho dos tradutores, hoje em dia dou prioridade a ler os livros escritos em inglês — que é a língua que domino além do português — no seu idioma original.


O inglês, aliás, é considerado um idioma universal não só porque muitos países o incluem em sua grade educacional, mas também pelo fato de que muitas palavras e expressões originalmente de língua inglesa passaram a ser incorporadas no dia a dia e até mesmo nos dicionários de vários outros idiomas. Na gramática da língua portuguesa nós chamamos isto de “estrangeirismo”, e ele é cada vez mais comum em nossa era hiper conectada à internet. Vai me dizer que você nunca disse ou ouviu alguém dizer que “está com um crush” ao falar sobre uma paquera? Ou talvez seu chefe já tenha convocado uma reunião para que a equipe fizesse um brainstorm e depois o resumo dela foi enviado por e-mail. Aposto que as pessoas vão demorar a entender se você pedir por “dispositivo portátil de armazenamento” emprestado ao invés de dizer simplesmente que precisa de um pen-drive.


Vários desses termos já estão de tal forma normalizados na nossa língua que não é estranho utilizá-los quando estamos escrevendo nossas histórias. Quanto mais lemos em outra língua, mais temos tendência a acabar tomando emprestadas expressões comuns e acabar incorporando-as na nossa maneira de nos expressar, principalmente na escrita. Porém, é preciso tomar alguns cuidados.


Certos estrangeirismos são mais naturais e, como já disse, na verdade já estão até incorporados na nossa linguagem e no nosso dicionário. Na maioria das vezes, eles não têm traduções diretas na nossa língua que façam sentido, e por isso são comumente utilizados em sua forma original — seria muito estranho dizer que precisa comprar um outro “rato” para o seu computador, né? Outros, porém, podem parecer um tanto forçados. De um modo geral, se existe um bom equivalente na nossa língua para a palavra ou expressão, é melhor colocar em português do que em inglês. Por exemplo: ainda que seja compreensível, não há necessidade de dizer que “a deadline é em três meses” se podemos simplesmente dizer que “o prazo é em três meses”.


Mas, algumas vezes, nós achamos que estamos evitando estrangeirismos e na verdade… nem tanto. Isso é mais passível de acontecer quando se tratam de expressões e figuras de linguagem, não apenas palavras soltas. Como eu disse anteriormente, nesse tipo de situação é muito mais apropriado utilizar o contexto do que uma tradução literal. Se para uma situação de surpresa você pensa em escrever “O que diabos está acontecendo?”, por estar acostumado a ler a expressão “What the hell is going on?”, pare e pense: nós falamos assim no dia a dia? A expressão não está exatamente errada, mas eu aposto que você pensar em alguma que soe mais natural no nosso contexto — por exemplo, “Mas que merda é essa?”. Outro exemplo: para dizer algo semelhante à expressão “Take your time” não seria exatamente errado dizer “Tome seu tempo”, mas não soa natural; “Leve o tempo que precisar” funciona muito melhor, nesse caso.


Há ainda os casos em que uma tradução literal sequer faria sentido e por isso é necessário adaptar de qualquer maneira. Quando algo é muito fácil, em inglês diz-se “it’s a piece of cake”, certo? Dizer “é um pedaço de bolo” não faria sentido nenhum na nossa língua, pois essa expressão não carrega significado semelhante aqui; portanto, seria preciso escolher algo com o mesmo significado, embora totalmente diferente. Você consegue pensar em uma opção para usar essa expressão em português? Eu penso logo em “melzinho na chupeta”.


Em suma, a leitura em outra língua e a utilização de termos estrangeiros na nossa escrita é cada vez mais comum, e isso não é necessariamente um problema, desde que estejamos atentos mais aos significados do que às palavras em si, para que tenhamos o cuidado de não acabar por fazer uma espécie de tradução literal sem intenção quando já existir uma expressão ou palavra que encaixe de maneira compreensível no seu contexto dentro da nossa própria língua.


A não ser, é claro, que o grande uso de estrangeirismos seja um recurso proposital da sua história ou uma característica do seu personagem. Por exemplo, se seu personagem for estrangeiro ou até mesmo se ele quiser/precisar usar termos na outra língua por conta do trabalho dele. Nesse caso, a situação com certeza vai ficar bem clara com o contexto do seu enredo, mas, caso seja em grande número, talvez seja interessante incluir um glossário com as expressões que você vai utilizar. Nos demais casos, provavelmente é melhor se ater apenas aos termos em outros idiomas que já foram de fato adotados na nossa língua e, na hora de utilizar expressões idiomáticas, dar prioridade às da nossa língua materna — que, venhamos e convenhamos, são maravilhosas.


Ah, aproveitando o assunto! Perceberam que agora este é um blog oficial do Inkspired? Nós da embaixada estamos animados com essa novidade, e ela traz uma pequena mudança: além dos nossos textos originais, agora o nosso Blog do Escritor também vai trazer a tradução de alguns textos do blog principal da plataforma, que é gerenciado pela Jackie. A ideia é que possamos tornar o conteúdo oficial da plataforma acessível pra todo mundo que fala português, além de continuar produzindo textos originais que possam interessar à nossa comunidade. E podem ficar tranquilos, nossa equipe vai se esforçar pra traduzir da maneira mais natural possível, sem expressões esquisitas ou fora de lugar ;)


Também temos novidade: dentro da aba de serviços de autopublicação, agora existe a possibilidade de traduzir o seu texto para outras línguas. Desde que você pague uma taxa (que não pode ser substituída por créditos de recompensa, precisa ser dinheiro mesmo), um profissional faz esse serviço para você. É preciso ficar de olho em quais os idiomas disponíveis!


Texto por: Isis

Revisão: Leo Aquino

30 de Abril de 2020 às 00:03 0 Denunciar Insira 6
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Netqueta

Olá, como vão vcs? Espero que bem! :D


Hoje vamos falar sobre as formas de linguagem mais usadas em espaços online: os emoticons e o internetês. Como em qualquer situação, é preciso conhecermos a etiqueta da linguagem online; o que é e como utilizar esses recursos.


Vamos começar explicando o que é internetês: O termo é um neologismo para a linguagem utilizada na internet. Graças à popularidade dos aplicativos de conversação, ao desejo de uma mensagem enviada com maior velocidade e à dificuldade em digitar pelo celular, tornou-se comum nas redes encontrar abreviações para alguns termos utilizados no nosso dia a dia.


Dessa forma, temos exemplos clássicos de palavras que foram sintetizadas em pouquíssimas letras:


Vc (Você), tbm (também), gnt (gente), hj (hoje), obg (obrigado).


Essas abreviações podem ser também de expressões completas, como:

Omg (Oh my god), sqn (Só que não), fds (fim de semana), vdc (vai dar certo).


A lista continua longamente. De tempos em tempos, novas expressões surgem e antigas caem em desuso, pois o que chamamos de internetês é uma linguagem dinâmica e viva. Além disso, existem os emoticons, que funcionam tanto como substituição de uma mensagem escrita, como têm a função de dar o tom da frase.

Alguns exemplos:


:D (sorridente), :( (triste), D: (desespero), >:( (irritado), xD (rindo)


A sua utilização é tão forte dentro do internetês que a simples troca dos emoticons pode alterar por completo o sentido de uma frase. Vamos olhar o exemplo a seguir, em que utilizamos a mesma frase com três emoticons diferentes:


É amanhã! :D

É amanhã! :(

É amanhã! >:(


Consegue perceber? Quando estamos conversando pessoalmente, muitas vezes captamos o sentido da frase por causa da entonação de voz que a pessoa utilizou ao falar. No texto escrito isso se perde e, em uma mensagem curta, o emoticon tem a função de suprir a ausência da entonação para entregar a mensagem no tom correto.

Pois bem… Com todas essas vantagens, você pode querer escrever todos os seus textos utilizando essas ferramentas que irão te permitir criar várias histórias em muito menos tempo e com o contexto desejado, correto? Calma!


Quando estamos escrevendo uma narrativa longa, devemos evitar escrever com o internetês, pois ela é, como dito anteriormente, dinâmica e variada. MUITO dinâmica e variada. Então, pense na história que você está criando, nos personagens que você já criou simpatia e cuja jornada está incrível. Seria uma pena se alguém ficasse sem entender a história por não conhecer os termos utilizados por você na escrita, né?

Como dito, os termos entram em uso e desuso numa alta velocidade e, por isso, termos que são populares agora podem causar confusão para quem encontrar sua história daqui a algum tempo.


Essa é a vantagem da norma culta. Ela não precisa ser rebuscada, pelo contrário: a sua boa utilização (seguindo algumas dicas que demos em outras postagens neste blog) permite que sua história seja compreensível para um número maior de pessoas sem que exista uma quebra de leitura ou uma má interpretação ou compreensão do texto.

Isso não significa que o internetês esteja banido, mas é muito mais interessante quando ele está aplicado dentro do contexto correto. Ou seja: quando os personagens estão trocando mensagens online, por exemplo. Dessa forma, o internetês se transforma em uma ferramenta capaz de fazer o leitor realmente imergir no seu texto. Ainda assim, caso acredite que os termos utilizados podem não ser de conhecimento do público, você pode fazer um glossário, ou encontrar alguma maneira de explicar o significado do termo que você está utilizando.


Por último, mas não menos importante: usar o internetês no meio do texto corrido (como num parágrafo descritivo) é muito prejudicial à leitura. Diferente do que muitos acreditam, nós não lemos as palavras sílaba por sílaba. Quem aí já recebeu aquele e-mail em que todas as letras estão bagunçadas, mas você ainda consegue entender a mensagem? Isso é porque nós aprendemos a ler as palavras inteiras. Depois de muita leitura, nosso cérebro guarda o formato da palavra inteira, por isso conseguimos ler rápido em vez de ter que passar os olhos por todas as letras a fim de juntá-las em sílabas. O seu cérebro (e o cérebro do seu leitor) está com as palavras gravadas na íntegra. Ele leva uns milissegundos a mais para entender as abreviaturas. Olha só:


O fds chegou + rpd q eles pensavam. A glr q ia ao park combinou d sair + cdo pq ainda tinham q ir p ksa da Nessa.


O final de semana chegou mais rápido do que eles pensavam. A galera que ia ao parque combinou de sair mais cedo porque ainda tinham que ir para a casa da Nessa.

Você leu o segundo exemplo com mais tranquilidade, né? Isso porque o internetês é um código novo com o qual estamos acostumados, mas não tão acostumados a ponto de não nos incomodarmos se tivermos que ler frases inteiras ou parágrafos com essa linguagem. Ela também é muito mais utilizada em diálogos, então ler descrições até parece um pouco estranho.


O melhor é deixá-la para quando seus personagens estiverem trocando mensagens. Lembre-sem: contexto é tudo!

Dessa forma, todos conseguem se entender sem problema, certo? ;) (carinha piscando)


Texto: Leo Aquino

Revisão: Camy

17 de Abril de 2020 às 01:50 0 Denunciar Insira 1
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