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hdahmer H Dahmer O blog pessoal de uma escritora surtada que não consegue guardar tudo o que pensa. Também considero isso aqui o meu bloco de notas pessoal, então... sempre acaba tendo spoiler de histórias que escrevo ou trechos que tirei. Coisas que melhorei... etc.

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Capítulo sem inicio

Irritada não define o meu estado de espirito. Faz tempo que não escrevo aqui, não é? Ah... o cansaço do dia a dia anda me matando aos poucos. Alguém aceita uma dose de tequila pra choramingar pelos capítulos não escritos?

Pois é, ando estagnada no primeiro capítulo de Amor coringa, em uma bela cena de introdução da protagonista feminina, enquanto penso se deveria escrever ou não sobre dois núcleos principais.

É muito trabalho, um lado meu insiste em dizer.

Vale a pena, o outro grita, empolgado com as ideias e as milhares de possibilidades.

E no meio disso tudo, eu fico estagnada, sem conseguir prosseguir, sonhando acordada enquanto os dias se passam e a droga do meu prazo se vai como areia em uma ampulheta.

Por que ninguém te conta como a vida é complicada? Me sinto levemente enganada.


12 de Setembro de 2021 às 20:54 0 Denunciar Insira 0
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Mais um surto

Dos mesmos criadores de - surto com love story, vem ai: surto com come get her.

O que eu preciso fazer? Ser uma pessoa responsável e escrever capítulos de uma história com piratas e magia e.e o que eu estou fazendo as 2 da manhã? EXATAMENTE. Ouvindo come get her e escrevendo isso aqui:


— Onde você está indo?

Meus lábios se ergueram em um sorriso malicioso — Desculpe, docinho, mas eu não durmo de conchinha — digo deslizando os dedos por meus cabelos.

— M-mas...

Bufei uma risada enquanto me aproximava e segurei o queixo da garota loira que ainda estava enrolada aos lençóis — eu te prometi uma noite inesquecível, não foi?

— S-sim... — ela respondeu com os olhos azulados me fitando como se ainda estivesse tentando decidir se o que via era ou não real.

— E você se acha capaz de esquecer essa noite, docinho? — Ronronei mordendo o lábio, meu polegar acariciava a bochecha da garota, que parecia queimar enquanto ela abaixa o rosto, negando com a cabeça.

Contive a risada de satisfação e depositei um beijo no topo de sua cabeça, antes de puxar o blazer letuwj sobre o ombro. Com a mão segurando a maçaneta, virei o corpo apenas o suficiente para ver a garota me olhando, sorri de forma gentil para ela e sussurrei — ah! E essa noite é o nosso segredinho, certo, docinho?

Ela assentiu e como sempre, fechei a porta enquanto cantarolava - Somebody come tip her, she's dancin' like a stripper, Somebody come get her, she's feelin' all the liquor.


E a melhor parte, ainda nem decidi quem vai ser. O mafioso de Un soir profund ou o meu baby Ian? (que é um mafioso também, mas age como fotografo e modelo para o público).

Eu sei, eu tenho sérios problemas. Kkkk


16 de Junho de 2021 às 05:40 0 Denunciar Insira 0
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Olhando o céu

Não me lembro de ter olhado para o céu muitas vezes na minha vida.

Lembro de olhar pro céu noturno, com muitas estrelas cintilantes enquanto meu irmão nos balançava em uma rede e contava histórias de romances trágicos, mas bonitos.

Mas o céu diurno, com nuvens fofinhas e uma luz cegante? Não. Pra mim ele sempre foi sem graça e irritantemente claro. Até hoje. As 5:30...

Abri minha janela do quarto, pra continuar o capítulo 5 de Princesa do Mar - história que ando trabalhando no momento - e me deparo com um céu azulado, com nuvens rosadas e pássaros voando bem longe.

Para quem eu sempre fui, isso era insignificante, mas por algum motivo, me peguei sorrindo para os pássaros que voavam e caiam e alçavam voo de novo. Eles apreciam se divertir batendo as asas e cortando as nuvens. Me vi pensando em como devia ser... como me sentiria no lugar deles.

Por um momento, senti que tinha asas nas minhas costas, e que a única coisa que me impedia de voar, eram as grades na minha janela - relaxa, é meios de proteção, meu bairro é meio perigoso.

Eu nunca havia pensando nisso antes e fiquei feliz quando soltei as grades e voltei pra cama - onde agora estou escrevendo isso.

Os pássaros ainda estão voando, mas agora não os posso ver. Mesmo assim, eles me inspiraram a escrever mais.

Me sinto feliz, por tê-los visto voar.

12 de Junho de 2021 às 08:42 0 Denunciar Insira 0
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Não é o melhor, mas é o que eu tenho

Eu estou cansada de continuar tentando e tentando e para variar, falhando.

A verdade é que nunca consegui finalizar uma história. Nunca fui até o fim, porque me magoei na primeira vez que dei tudo de mim e tenho medo que isso se repita caso eu tente pra valer.

O problema? O problema é que eu não quero notar que isso é um erro aos 70 anos, depois de uma vida medíocre. Eu já notei. Notei a anos e estou tentando, juro que estou. Estou tentando acordar e fazer o que eu preciso. Estou tentando ser uma filha descente e até ser uma pessoa melhor..., mas eu não sou. E acho que está tudo bem em não ser. Eu não preciso ser algo que não me faz feliz.

Eu sou feliz sendo uma filha da puta com quem não me importa. Estou feliz não sentindo empatia pela filha da vizinha que ta fudida no hospital. Estou feliz em não acordar cedo e perder os dias barulhentos e problemáticos e acima de tudo, estou feliz em ficar sozinha e escrever fantasias que podem inspirar pessoas como eu ou pessoas tão perdidas quanto um dia eu já fui.

E acho que depois de todo esse tempo, eu finalmente entendi o que eu preciso fazer. Como eu preciso fazer.

Sempre que eu tento escrever e viver, sempre que tento conciliar..., eu me sinto perdida e sufocada. Me sinto presa pelas pessoas. Como se me apegar a elas fosse uma corrente que me prende e me puxa pra longe das minhas histórias e do meu mundo de fantasia.

A verdade, é que nenhum deles consegue entrar no mundo dahmer e por mais que eu deseje muito isso - e vá continuar desejando -, isso nunca vai mudar. Mas se eu preciso sair desse mundo pra estar com eles... talvez eu não queira. Eu amo meu próprio mundinho. Amo meu universo problemático e complexo, com milhares de universos paralelos e personagens que nunca serão reais.

E eu quero escrever sobre esse mundo. Quero mostra-lo pro nosso mundo real. E sei que nunca vou conseguir isso enquanto me prender do lado de pessoas que são incapazes de ver o meu mundinho. Pessoas que acham que sabem o melhor pra mim. Pessoas que me pedem pra sair desse mundo e viver na realidade turva e tosca em que nos encontramos.

Eu sei que essa não é a melhor escolha. Eu sei que não é a coisa certa a se fazer..., mas é o melhor que eu tenho no momento. É a minha solução. É a minha única opção se desejo viver dessa forma.

E acho que no fim, eu sempre soube que a vida de um escritor (que funciona como eu) era solitária. Por isso... eu passei tanto tempo perdida, tentando arrumar uma outra saída, mas sabe... não tem outra saída pra mim. Só essa e... eu aceito ela.

Obrigada se você gasta seu tempo lendo esse blog. Se você se interessa pelo meu trabalho.

Está difícil agora. Quase sufocante, mas... eu prometo, vai melhorar. Vai ficar mais fácil.

Daqui 10 anos... tudo vai ser apenas uma lembrança engraçada. Porque no fim, bem no fim, rir é a melhor opção para tudo.


3 de Junho de 2021 às 00:51 0 Denunciar Insira 0
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