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Mitologia Grega (1)

Estarei falando sobre matéria-prima. No caso, entendida como algo já existente que pode ser transformado. Mitologia é uma boa matéria-prima para se desenvolver histórias, pois já tem um universo sistematizado, com personagens bem consistentes e histórias bem sedimentadas. Pretendo conversar sobre algumas mitologias e vou começar por uma que gosto bastante: a mitologia grega.

Ela é sem dúvida uma das mais famosa do mundo. Temos uma infinidade de livros e filmes que mostram como heroínas e heróis, deuses e deusas, semideuses e mortais se comportam nesse universo. Filmes como Percy Jackson (2010), Fúria de Titãs (2010) e Hércules (2014) são exemplos da riqueza dessas histórias antigas que são lidas e relidas, redimensionando-se no tempo à medida que ganham novas perspectivas de abordagem. Hoje, a mitologia grega não está mais atrelada à religião, o que nos dá mais liberdade de trabalha-la. Explorar histórias dentro desse universo nos traz diversidade de conhecimento e nos faz pensar o ser humano. Algumas abordagens científicas dos mitos gregos estão na mesa de estudantes de Psicologia, de História e de Filosofia, por exemplos. A humanização que se dá aos mitos é tão consistente que um ou outro acaba sendo reconhecido e identificado em nós mesmos.

A história de Narciso, a história de Édipo, a história de Zeus e seus irmãos, são exemplos dos nossos conflitos interiores e com nossos pais ou os responsáveis que nos criam ou criaram. Refletindo no que foi exposto, nós podemos pensar que muitas das histórias que contamos, fanfictions que escrevemos, revelam um pouco dos nossos conflitos internos e externos. É claro que muitas outras construções textuais de nossas histórias originais ou fanfictions são apenas construções que fazemos para dar mais dimensão à nossa história, para chamar a atenção do leitor, mas é impossível não deixarmos registrados algum aspecto de nossa personalidade. Os conflitos fazem parte do nosso crescimento, amadurecimento, e da percepção que temos de nós mesmos diante do mundo.

Caso você desenvolva alguma história baseada na mitologia grega, não deixe de me avisar. Em outra oportunidade vou falar um pouco mais sobre a mitologia grega. Até lá.

12 de Junho de 2021 às 00:27 0 Denunciar Insira 0
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Síndrome do Impostor

Na conversa anterior, falamos sobre atitudes contra o bloqueio criativo, ações que podem significar o desbloqueio. Agora, vamos fazer uma breve troca de ideias sobre uma causa possível do bloqueio criativo. É a Síndrome do Impostor! Ela é objeto de estudo de educadores e psicólogos. Neste breve texto, o assunto é tratado como instigador e provocador de uma reflexão. Vamos aplicá-la na compreensão da causa do bloqueio criativo. Destacamos que tal síndrome também é chamada de Síndrome da Fraude e é algo que pode prejudicar sua vida escolar, acadêmica, profissional e até amorosa!

A síndrome do impostor é um fenômeno pelo qual pessoas capacitadas subestimam as próprias habilidades e, muitas vezes, acreditam que outros indivíduos menos capazes (ou menos capacitados) também são tão ou mais capazes do que elas próprias. De alguma forma, tais pessoas se convencem de que não merecem o sucesso alcançado ou que sequer merecem alcançar sucesso, acreditam que são uma fraude. Acham que se conseguiram algo foi por pura sorte. Algumas vezes isso pode ser a causa do seu bloqueio criativo, ou seja, você se sente incapaz de escrever histórias, acha que sua história está péssima e não se sente mais motivado a continuar escrevendo.

Não se desvalorize, acredite em si mesmo. Sinta-se capaz, lute e trabalhe para alcançar seus objetivos. Sonhe, planeje e execute. Reconheça suas falhas, perceba que pode e deve melhorar, mas não se sinta incapaz. Já teve essa sensação? Em certos casos, a desmotivação para escrever acontece e não podemos afirmar que seja essa síndrome, mas quando isso é recorrente em sua vida, desconfie, talvez seja necessário procurar ajuda técnica.

30 de Maio de 2021 às 01:16 0 Denunciar Insira 0
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TUFF, o famigerado bloqueio criativo

Depois que descobrimos nosso jeito de criar histórias, percebemos que nossa história pode ser feita em três atos e, ainda, que podemos criar personagens interessantes, decidimos por um gênero narrativo. Aí... Mergulhamos profundo na nossa imaginação para criar, engajamos num ritmo acelerado. Queimamos toda a matéria-prima da nossa mente: imaginação fértil, pensamentos elevados, crenças arraigadas, conhecimentos científicos, conhecimentos de leituras, lembranças dos causos daquele tio-avô de oitenta e dois anos, nossas memórias antigas, imagens de filmes, cenas de novelas, episódios de animes, HQs e ... TUFF! Não há mais nada. Simplesmente, paramos de escrever por contrairmos um bloqueio criativo. Em alguns casos, a história flutua na mente, mas não conseguimos construir o texto; em outros casos, não sabemos mais o que escrever, é uma sensação de vazio. Então, neste capítulo vamos trocar uma ideia sobre esse famigerado fantasma que assola os escritores.

São apenas dicas de como superar o bloqueio criativo e não fórmulas prontas e infalíveis. Algumas dicas podem funcionar e outras não. Vai de cada um. Então vamos lá. Algo pode lhe ajudar. Não fique insistindo se você está diante da tela do computador ou da folha de papel e não vem nada à mente. Desligue seu aparelho ou deixe a caneta de lado e procure relaxar. Coma alguma coisa, delicie-se com sua bebida preferida, dê uma atenção especial ao seu bicho de estimação, assista alguma série do seu canal por assinatura, jogue conversa fora com os amigos, continue a leitura daquele livro esquecido na estante. O importante é se desligar do compromisso de “eu tenho que escrever alguma coisa, eu tenho que digitar algo”. Essa pausa é por tempo indeterminado, ou seja, dura alguns minutos e depois você tem um "insight" e logo recomeça a todo vapor no processo de criação de sua história. Contudo, outros escritores não vão conseguir tão rápido, talvez leve horas, dias ou até semanas. Alguns podem levar até meses! É desesperador, mas é verdade. De qualquer forma, é preciso sempre retornar ao texto e persistir na imaginação e na escrita, se não vier, repita o ciclo da pausa com uma atividade que te distraia.

Eu gosto de ouvir música, especificamente Epic Music. Aos poucos, minha imaginação retorna, “vejo” imagens e as reproduzo no Word. Enfim, crie sua válvula de escape do bloqueio. Trarei outras dicas num próximo capítulo. Agora, diz aí... Já passou por bloqueios criativos? Como foi? Como superou?

24 de Maio de 2021 às 15:18 0 Denunciar Insira 0
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Conto, Novela & Romance

Olá, pessoal! Neste capítulo, vamos compartilhar mais algumas ideias e alguns conhecimentos. Sempre numa conversa mais direta, objetiva. Vamos lá. Os gêneros literários são o narrativo, o lírico e o dramático. O que nos interessa é o narrativo. Alguns exemplos de textos narrativos são o conto, a novela, o romance, a crônica e a fábula. Vou comentar sobre os três primeiros que são os mais procurados por aqui.

O conto é uma narrativa curta, com um número pequeno de personagens comparado com a novela e com o romance. A ação ocorre num curto espaço de tempo, gravitando em torno de um único conflito. Existe uma concentração de lugar e de tempo. É conciso, indicando logo ao leitor qual a intenção básica do autor. É dispensável o aprofundamento psicológico dos personagens. Um exemplo de conto é “A cartomante” de Machado de Assis.

A novela é uma narrativa maior que o conto, com um nível de complexidade mais amplo. Geralmente, tem um único conflito, mas são admissíveis conflitos secundários. Possui um ritmo mais intenso dos personagens, podendo haver episódios que se entrelaçam. É interessante um aprofundamento psicológico, mas sem se deter muito nisso. A novela também é conhecida por novel. Um exemplo de novela é “A metamorfose”, de Franz Kafka.

O romance tem uma narrativa mais extensa, além de possuir uma quantidade maior de personagens. Os conflitos são múltiplos, assim possui uma complexidade maior que a novela. O psicológico dos personagens é aprofundado e importante na construção das intrigas. O ritmo costuma ser lento com muitas cenas e episódios. Exemplo de romance é “Os irmãos Karamazov” de Fiódor Dostoiévski.

Uma observação é que o romance pode ter várias vertentes e uma dessas é o romance romântico. Assim, o romance nem sempre será romântico.

Qual desses três escrever? Caso você seja iniciante, sugiro investir em contos. Eles vão te ajudar muito para se preparar em relação aos textos mais complexos. Além disso, as chances de um bloqueio criativo é menor. Eu gosto bastante de escrever contos e me arriscar em novelas. Uma delas é Deramir. E você? Diz aí os contos e novelas que você já escreveu.

15 de Maio de 2021 às 00:04 0 Denunciar Insira 0
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