SilvaVerso: Além dos Túmulos Seguir blog

north_king Silva Qualquer um pode escrever. Lembre disso sempre que duvidar da sua capacidade de juntar palavras. Olá! Sou o Silva e acredito que todos temos histórias para contar. Seja muito bem vindo(a) ao universo das minhas humildes ideias. Aqui pode encontrar curiosidades sobre meu processo criativo e comentários sobre os capítulos de O Silêncio dos Túmulos e minhas outras histórias.
História Não Verificada

#zumbis #nordeste #Brasil, #escrita,
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O conflito: Onde a ficção encontra a realidade?


O conflito é uma parte essencial de qualquer história, e de um jeito bem resumido é o que o protagonista precisa enfrentar. O que é preciso resolver naquele universo que você apresentou? O conflito se mantém até a resolução que gera consequências para os personagens e está intimamente conectado ao tema principal da trama.

Seja o romance proibido de Romeu e Julieta, a busca por vingança de Maximus em Gladiador, a luta pelas jóias do infinito em Vingadores Guerra Infinita, a aceitação e retorno de Simba para enfrentar Scar, a jornada de Frodo e Sam para destruir o Um Anel e por aí vai...

São inúmeros exemplos de histórias onde temos o famigerado conflito. No entanto, o que é preciso para que o mesmo envolva o leitor?

Este que vos fala não é nada além de um escritor amador, mas algo que sinto com relação aos livros e filmes que vejo é se consigo me relacionar com os problemas dos personagens, e se entendo as motivações por trás das ações até mesmo de alguns antagonistas que sejam moralmente erradas. Você não concorda com as atitudes tomadas, mas entende porque o personagem age daquela maneira.

Histórias e personagens relacionáveis nos cativam porque conseguimos nos ver naquela situação, sentimos empatia, torcemos a favor ou contra dependendo do quanto estamos investidos em determinada história.

Em O Silêncio dos Túmulos temos um apocalipse zumbi como pano de fundo e certamente hordas de mortos-vivos são uma constante ameaça ao longo do enredo, todavia, os vivos por vezes se apresentam como o principal problema. Facções de sobreviventes sem qualquer lastro com leis e moral levantam questões sociais como desigualdade, corrupção e preconceito ao mesmo tempo que os protagonistas também lutam para preservar a justiça mesmo num mundo tão brutal e revivendo costumes e tradições que fazem parte da cultura brasileira. Dilemas realistas somam ao enredo ao aproximar o leitor ao conflito daqueles personagens, ainda que universo seja ficcional, uma boa história tende a refletir a realidade à sua maneira única na visão do autor.

Muito obrigado pela leitura e até a próxima!

*Arte dos personagens Tiradentes e Zumbi dos Palmares (releituras) por Estella Monteiro.



6 de Junho de 2021 às 12:36 0 Denunciar Insira 0
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Começo do Fim: Capítulo 1???



Toda história seja simples ou complexa, segue uma receita de bolo básica: Início, meio e fim. A tão difundida estrutura dos três atos: Apresentação, Confronto e Resolução.


E bom, cada escritor tem o seu diferencial e escolhe os ingredientes com o qual vai fazer o seu bolo, no caso, o enredo. Gosto de pensar nas minhas aventuras literárias como filmes ou episódios de série na minha cabeça, digamos que me ajuda a visualizar melhor os elementos que eu quero contar.


O primeiro contato do leitor certamente é com a capa e a sinopse, mas as primeiras impressões surgem com o início da leitura de fato. Digamos que você tenha uma boa ideia, faça uma capa legal e uma sinopse bacana. Ótimo, o próximo passo é começar do começo (perdão pelo trodilho redundante) com o primeiro capítulo.


Ok Silva, mas o que colocar no primeiro capítulo???

O primeiro ato consiste na apresentação do universo que você deseja compartilhar na escrita. Ou seja, espaço, tempo, personagens e do que se trata a história. Vejam essa citação de Syd Field:

"O roteirista tem aproximadamente trinta páginas para apresentar a história, os personagens, a premissa dramática, a situação (as circunstâncias em torno da ação) e para estabelecer os relacionamentos entre o personagem principal e as outras pessoas que habitam os cenários de seu mundo. Quando vamos ao cinema, podemos geralmente determinar — consciente ou inconscientemente — se "gostamos" ou "não gostamos" do filme nos primeiros dez minutos. "

Com esse trecho vemos a importância do primeiro ato num enredo. Claro que este não se restringe exclusivamente a apenas um capítulo, mas creio que deu para compreender seu papel no todo. O início de uma história é tão importante quanto o final. O primeiro capítulo deve fisgar a atenção do leitor e instiga-lo querer saber o que vai acontecer em seguida.


Em O Silêncio dos Túmulos, temos Começo do Fim como um exemplo. É capítulo curto com pouco mais de 1000 palavras (Saudades de escrever nesse formato), mas vejamos seus elementos.

Começamos com uma narração em primeira pessoa sobre uma pandemia e as crises de saúde no Brasil que acabaram levando a um apocalipse zumbi. Somos apresentados ao lugar onde se passa a história (Recife) e ao tempo (2025) logo em seguida.

Com 5 anos de mortos-vivos andando em terras brasileiras, temos a ação do protagonista numa busca por suprimentos na Recife. Temos uma atmosfera de desolação, de cidade-fantasma enquanto acompanhamos os passos do personagem. Ao sair de uma loja de conveniências num antigo posto de gasolina, um dos mortos se aproxima para o ataque. O protagonista utiliza um chicote com um aguilhão para eliminar a ameaça, mostrando-se hábil em combate. Por fim, ele é abordado por uma mulher armada que o chama por um nome, um apelido com conotação histórica: Lampião.


Num capítulo curto somos apresentados ao mundo do enredo. O protagonista, os problemas que ele enfrenta e terminamos com um gancho para o próximo capítulo.

Bom, é isso. Até o próximo post! ;)



5 de Abril de 2021 às 22:16 2 Denunciar Insira 2
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O Silêncio dos Túmulos e a escrita durante a pandemia

Prólogo do Prólogo



Acredito que é redundante dizer que 2020 mudou tudo. A pandemia afetou a vida de todos nos mais variados níveis. Vimos, ouvimos e presenciamos tragédias dia após dia. Então diante de todo esse caos, poderia surgir algo de bom?


No meu caso sim, porque me fez retomar um hobbie antigo: escrever. Então da insegurança veio o tédio, e o tédio deu lugar à criatividade. Vírus, mortes, vacinas, Brasil... Juntando esses elementos dos noticiários com outras referências históricas, games e até mesmo alguns animes, surgiu O Silêncio dos Túmulos.


Nessa história, uma pandemia foi o catalisador para que o mundo entrasse em colapso. No Brasil, os governantes brigavam entre si num mar de corrupção e intrigas. No meio da crise política, uma vacina não regulamentada pela Anvisa entrou em circulação no país por medida emergencial. O resultado foi catastrófico: mutações genéticas no vírus o tornaram ainda mais mortal. Pessoas infectadas morriam e eram reanimadas pelo patógeno, mas não voltavam a ser o que eram. A pele tornava-se cinza e uma fome irracional tomava conta dos que saíram dos túmulos. Com a decadência da sociedade e a súbita mudança do status quo, acompanhamos a saga dum sobrevivente que busca uma cura para a Peste dos mortos-vivos enquanto facções rivais brigam pelo poder.

Com esse contexto, temos o primeiro capítulo: Começo do Fim.



Até o próximo post! ;)


1 de Abril de 2021 às 23:51 2 Denunciar Insira 4
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