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embaixadabr Inkspired Brasil Através deste blog, você poderá conhecer melhor os nossos autores vencedores dos desafios propostos pela Embaixada brasileira do Inkspired. Venha conhecer os escritores maravilhosos que o Inkspired Brasil tem!

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Entrevista com Clark Carbonera, escritor vencedor do desafio #cheirodelivro - História: Clow

Minibiografia: Sou só uma pessoa como outra qualquer, lidando aos trancos e barrancos com os perrengues da vida, e que de vez em quando escreve histórias para entender melhor as loucuras do mundo.


Embaixada Brasileira do Inkspired (EBI): Clark, antes de qualquer coisa, agradecemos pelo tempo que dispôs à nossa entrevista. E, para começar, queremos saber quando e como foi que você começou a escrever.

Clark Carbonera (CC): Lembro que comecei a compartilhar minha primeira história numa plataforma que não existe mais (acho), chamada Widbook; depois de alguns anos migrei para o famoso Wattpad, mas a forma como os escritores de lá faziam ‘marketing’ para suas histórias era bem irritante e desestimulante. Depois de um certo tempo, conheci o Ink, o melhor lugar que encontrei até agora para escrever, publicar e conhecer outros escritores (e os Desafios são a melhor maneira disso acontecer!). Eu sempre gostei de inventar histórias desde criança, mas só na fase adulta é que comecei de fato a escrever e colocar no papel as coisas inventadas.



EBI: Quando você começou a compartilhar suas histórias e como foi isso para você?

CC: Eu mudei bastante desde que comecei a escrever. Lembro que no começo eu era bem arrogante e queria só saber de ‘vender minhas próprias histórias e ponto’. Depois de anos, acho que amadureci e vi que eu estava bem longe de ser um contador de histórias digno de fazer dinheiro! Hoje em dia, penso que colocar um ‘pedágio’ para que outros possam ler uma história (mesmo que não muito bem escrita), para que possam sair um pouco da realidade/rotina e cair de cabeça num outro mundo/universo, é algo que eu não consigo fazer. Limitar a imaginação dos outros não me parece tão certo.

E isso não quer dizer que ‘condeno’ a profissão dos escritores (longe disso!). Nós somos seres humanos e precisamos comer, pagar contas etc., nada mais certo que eles vendam seus trabalhos de forma digna (e sim, aqui eu condeno bastante a pirataria que rola solta pelo Brasil). Todavia, infelizmente, os livros e a leitura se tornaram um hábito um pouco caro aqui no Brasil por vários fatores: sociais, crises econômicas, mercado editorial brasileiro (e olha que nem entrei na questão do tal imposto absurdo que querem colocar sobre os livros...se o negócio já está um pouco caro, imagine se isso acontecer realmente…). Por todos esses fatores, eu tomei a decisão de apenas escrever histórias para mim mesmo, sem cobrar pedágio, colocando algumas delas em sites de venda apenas com um valor simbólico mesmo, sem retirar a publicação gratuita pelo Ink. Mas isso é a minha maneira de ser, nem certa, nem errada. É apenas meu jeito.


EBI: Quando você viu que tínhamos aberto o #cheirodelivro, ficou empolgado para participar desde o início ou essa foi uma ideia que foi amadurecendo com o passar do desafio? Como sua participação impactou sua escrita?

CC: Eu acabei vendo o Desafio #cheirodelivro um pouco tarde demais hahaha. Tinha apenas alguns dias para escrever, mas assim que li o edital, imediatamente veio uma imagem de como seria meu “conto-fanfic”. Sobre o impacto da participação nesse desafio? Bom, eu sempre puxo sardinha pros Desafios da Embaixada Brasileira! O retorno dos responsáveis e os comentários dos demais participantes são de fato as coisas que mais impactam minha escrita, pois a partir deles eu posso ver onde eu ‘pequei’, onde acertei, onde eu poderia melhorar etc. Desde a primeira vez que participei de um Desafio no Ink, minha escrita melhorou muito.


EBI: Ficamos sabendo, através das notas iniciais da sua história, que Clow foi a primeira fanfic que você escreveu. Como foi essa experiência para você?

CC: Foi uma experiência maravilhosa. Lembro que há muitos anos eu tinha preconceitos em relação às fanfics (eu disse antes que era bem arrogante, não? Agora melhorei, juro, me reabilitei, palavra de escoteiro).

Escrever essa fanfic especificamente fez eu analisar melhor sobre esse tipo de narrativa. Ela precisa de cuidados, uma vez que é baseada num universo qualquer que já foi criado por outro escritor/artista. Sendo assim, nós não podemos fazer exatamente tudo o que quisermos nesse universo. Se criarmos coisas nele que não façam sentido dentro da realidade daquele universo (por mais fantástico e lunático que seja), nossa narrativa cai por terra. Então, mesmo que sua fanfic seja ao estilo Terry Pratchett de ser, você precisa se ater às maluquices desse universo, caso contrário, a história não é crível.


EBI: Existe um motivo especial para você ter escolhido escrever sobre o Mago Clow Reed? Conta pra gente como foi para você desenvolver esse personagem.

CC: O motivo especial talvez seja o próprio Mago que possui uma história muito interessante e labiríntica dentro do universo da Clamp! No entanto, disse anteriormente que quando li o edital do #cheirodelivro, uma imagem veio à mente, pois bem: a imagem foi na verdade uma memória minha. Há alguns anos, quando ainda estava na faculdade, certo dia entrei na sala de aula bem cedo, e vi num canto da sala um grupo de colegas (todos homens) com o notebook aberto, ouvindo e cantando a música de abertura da Sakura Card Captors; não via aquela alegria neles desde que os conheci e eu comecei a rir demais! Eram pessoas que nunca nem pensei que teriam visto, gostado e lembrado de um anime desses (um desenho considerado “para meninas”). O Mago Clow e a Sakura têm poderes que não imaginamos e eu agradeço por essa magia! O Mago, a Sakura e essa memória são o motivo especial para essa escolha.


EBI: Você se identifica com o personagem principal da sua história? Existe alguma ligação entre Danilo e você, autor?

CC: Uh, não necessariamente. Penso que Danilo é apenas um acúmulo de muitas pessoas que conheci (mas também, posso me incluir nisso de certa forma). Ele seria a manifestação da nossa “criança-interior” que achamos ser necessário perder para sermos adultos.


EBI: Do surgimento dos primeiros esboços à postagem da sua participação, qual foi o momento mais desafiante do #cheirodelivro para você?

CC: O momento mais desafiante não foi tanto o processo de escrita. Na verdade, o momento mais desafiante foi depois da publicação, quando os demais participantes começaram a escrever suas críticas. Apenas um deles se lembrava um pouco mais sobre esse universo que a Clamp criou e avaliou positivamente a fanfic, dizendo que era fiel à história original (o que me fez sentir bem melhor). Todos os demais, ninguém se lembrava (acho que esses eram ainda muito novos na época) e alguns não conheciam (pois eram já um pouco mais velhos na época do desenho animado). Então, eu fiquei numa espécie de “limbo-otaku” e pensei seriamente em excluir a publicação e desistir do Desafio, uma vez que os outros participantes estavam com histórias muito bem escritas e mais conhecidas do público de um modo geral. Mas achei que agir dessa maneira seria um tanto desrespeitoso para com a Embaixada e seus responsáveis.

(pensei em excluir a história só depois que os vencedores fossem avaliados).


EBI: Qual o motivo para ter escolhido Sakura Card Captors como o tema da sua história?

CC: Eu tinha que criar um personagem como Danilo: alguém que tinha perdido sua “criança-interior” para que ele fosse resgatado depois. No caso, Sakura Card Captors foi a história que tive contato quando criança que mais se aproximava do que seria (ou deveria ser) essa criança perdida: um ser que via alegria nas coisas mais rotineiras; que sentia e expressava o amor em seu sentido mais puro; que mostrava como podemos ultrapassar obstáculos difíceis sem perdermos a confiança em nós mesmos. Afinal, “nós vamos ficar bem, com certeza…” Sinto que Sakura Card Captors foi a escolha mais condizente nesse sentido.


EBI: Como foi seu processo de escrita para seu conto? Você gosta de ter tudo planejado ou prefere escrever conforme as ideias vão surgindo? Você prefere escutar música ou o silêncio enquanto escreve?

CC: Ultimamente, por conta da minha rotina, eu não tenho seguido um processo de escrita tão bom como antigamente. Nos últimos desafios eu tenho escrito as histórias quase “numa sentada” mesmo. E antes de publicar na plataforma eu faço a revisão final, estudando se a história segue os parâmetros do edital, se a narrativa tem um começo-meio-fim lógico.

Agora, de certa forma, quase todas as minhas histórias começam com algumas imagens. A partir delas eu vou montando um roteiro mental, e quando quase todas as cenas e falas já foram criadas é que sento na cadeira e escrevo. Independente de ter música ou silêncio, chuva ou sol, quando a história é criada, ela precisa vir ao mundo de alguma forma.


EBI: O que você diria para os escritores do Inks que gostariam de participar de um desafio, porém se sentem receosos quanto ao próprio trabalho?

CC: Nem pense duas vezes antes de participar. Apenas escreva e participe. Acredite: todos os participantes dão um apoio bem legal nos comentários (sem contar os embaixadores responsáveis), não é algo vazio, são críticas construtivas, que valem muito a pena e vão te ajudar na jornada como escritor(a).



EBI: Quem são seus maiores apoiadores? Como isso te impulsiona a continuar escrevendo?

CC: Poucas pessoas sabem que tenho o hábito de escrever e publicar histórias (aquelas que sabem não apoiam com pompons nem nada; é algo que não cheira nem fede). Então, creio que meu maior apoiador, aquele serzinho que me empurra pra escrever, seja meu eu-criança. O mundo tá muito cinza, então o eu-criança às vezes precisa de um tempo pra ligar a tv e ver um filme...e que filme melhor do que aquele que podemos contar e criar nós mesmos?


EBI: Você tem um gênero preferido ou um autor preferido? Como isso influencia sua escrita?

CC: Antigamente eu lembro que não tinha um gênero preferido, mas existia um que eu não considerava literatura (eita arrogância do *piiii): autoajuda. Hoje eu cresci (ainda bem), e vejo como cada livro (fantasia, policial, terror, sobrenatural, filosófico, histórico etc) é si mesmo um livro de autoajuda, pois a partir do enredo, da jornada dos heróis, do relacionamento dos personagens, do sentimentos envolvidos na problemática, nós nos espelhamos em todos eles. Não somos apenas leitores passivos de histórias. A partir do momento em que abrimos a primeira página do livro, nosso coração e mente já abertos para esses caminhos traçados, nossos pés andam pelas mesmas estradas que os personagens estão andando. E podemos pensar e sentir: “se eu estivesse nessa situação, como eu reagiria? O que eu falaria? O que sentiria?”

Histórias nos fazem refletir e a reflexão nos ajuda a sermos pessoas melhores.


EBI: Qual foi a sensação que você teve ao descobrir que Clow foi um dos vencedores do #cheirodelivro?

CC: Honestamente eu não acreditei, não. Eu disse lá em cima que quase pensei em desistir do Desafio (coisa que nunca me aconteceu desde que entrei no Ink), então, vocês já podem ter uma ideia da surpresa em ter conseguido descolar um lugar entre os vencedores! E apesar do público em geral não conhecer a fundo a história da Clamp, não vou excluir a fanfic (muito menos agora que foi um dos vencedores né). Quem sabe o pessoal não se interesse e vai atrás dessa joia da década de 90?


EBI: Por último, qual conselho você gostaria de deixar para os autores que querem continuar expandindo suas escritas?

CC: Apenas escrevam. Ou melhor, “transcrevam”. Porque suas histórias já estão aí, na cachola e no coração de vocês. Elas já têm começo, meio e fim, só precisam de alguém que dê voz a elas. Então, dê-lhes sua voz.


26 de Abril de 2021 às 21:25 1 Denunciar Insira 3
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Entrevista com Max Rocha, escritor vencedor do desafio #cheirodelivro - História: A Caverna (o caso da sessão de hipnose)

Minibiografia: Costumo me apresentar assim: “apenas alguém que gosta de escrever” e me identifico pela alcunha de um super-herói de infância: O Fantasma (Lee Falk - 1936). Na vida real sou médico e aspirante a escritor, já há algum tempo com publicações no site Recanto das Letras (RL) em vários gêneros. Participei como selecionado recente em algumas antologias editoriais, sou membro do blog de FC Base Lunar e recentemente obtive o primeiro lugar no CLTS 13 (Concurso Literário de Terror e Suspense, do Recanto das Letras) com o conto CAJUBI, também publicado aqui no Ink. Publiquei algumas obras no Wattpad e em fevereiro de 2021 descobri este espaço sensacional proporcionado pelo Ink e seus embaixadores.



Embaixada Brasileira do Inkspired (EBI): Max Rocha, antes de mais nada agradecemos pelo tempo que dispôs para nossa entrevista. E, para começar, queremos saber quando e como foi que você começou a escrever.

Max Rocha (MR): Sempre gostei muito de leitura, mas fui levado, pelos caminhos da vida e do trabalho a me distanciar da prática literária, até que descobri em 2010, o espaço do RL e percebi que a tecnologia poderia facilitar a incursão. Publicar ensaios, receber feedbacks e verificar que o conteúdo que construímos sensibiliza alguém não tem preço. À medida que as interações aumentavam, fui sendo estimulado. Mas comecei de forma mais intensa a diversificar meus textos em outras plataformas, como aqui mesmo no Ink, há menos de 1 ano, talvez procurando um remédio para a alma, diante deste momento de angústias pandêmicas. E aqui estou...


EBI: Quando você começou a compartilhar suas histórias e como foi isso para você?

MR: Na verdade, curiosamente, desde que comecei a escrever, em 2010. Não tenho histórias de gaveta. Tudo que produzi, ou publiquei ou descartei, por não gostar do resultado final. No início foi muito desestimulante, por receber poucas leituras e comentários. Mas quando comecei a publicar crônicas sobre humanidades e problemas do cotidiano, as interações aumentaram sobremaneira e me incentivaram à imersão em outros gêneros.


EBI: Quando você viu que tínhamos aberto o #cheirodelivro, ficou empolgado para participar desde o início ou essa foi uma ideia que foi amadurecendo com o passar do desafio? Como sua participação impactou sua escrita?

MR: Li o edital várias vezes. Não conseguia imaginar um processo criativo que pudesse ser inserido no contexto. Até que numa troca de ideias o Afonso (que nos trouxe um excelente conto no desafio) sugeriu que eu ressuscitasse o Ed Ronaldo, numa possível fanfic. Não tinha a menor familiaridade com este gênero literário. Passei então a pesquisar e aqui estamos. O desafio foi impactante para mim por me trazer algo novo, o que explicitei através da fala do Ed no final do texto.


EBI: Qualquer leitor que se depare com Ed Ronaldo já sente uma energia cômica incrível vindo dele. É, sem dúvidas, um personagem especial. Como foi que ele surgiu?

MR: Sempre gostei de histórias de detetives e espiões: Sherlock, Poirot, Dupin, Marple, Bond, Scully, Mandrake e o divertido Ed Mort, do grande Luís Fernando Veríssimo. Resolvi fazer um misto das características mais marcantes destes grandes personagens e grandes autores, acentuando o lado humorístico do aspirante a investigador, como uma homenagem ao gênero. O tom arrogante e soberbo veio ao observar o comportamento de um escritor com o qual cruzei por estas estradas literárias. Este sempre gostava de corrigir os erros dos outros mas nunca percebia os próprios deslizes que cometia (rsrsrs). E para compor o estilo do personagem, pensei em proporcionar um pouco de leveza e diversão, dados os momentos terríveis que esta pandemia vem nos trazendo há mais de 1 ano. Penso que estamos precisando de um pouco mais de bom humor.


EBI: Ao ler A Caverna (o caso da sessão de hipnose) percebemos que você detalha muito bem as marcas que o Ed gosta de usar, os cursos que ele fez, as ferramentas que ele usa, etc. Você precisou pesquisar muito para criar uma base sólida sobre todas essas coisas? Como foi esse processo?

MR: Já sou um cinquentão (rsrsrs). Tenho plena consciência da necessidade de sempre tentar melhor nos adaptar às gerações mais novas. Observando a moçada teen, procurei lançar mão das novas perspectivas que a mídia e seu novo estilo de mercado consumidor criou. Ao elaborar o Ed, pensei em atrair um público alvo jovem, nomeando marcas de prestígio e recursos procurados pela moçadinha. As pesquisas são feitas da maneira habitual, via Google e através da busca de notícias interessantes e misteriosas que poderiam se transformar em bons enredos. Foi o que tentei fazer na coletânea As Aventuras de Ed Ronaldo (o detetive soberbo).


EBI: Do surgimento dos primeiros esboços à postagem da sua participação, qual foi o momento mais desafiante do #cheirodelivro para você?

MR: Escrever sobre o grande ícone Batman. Me senti muito pequeno ao retratar esse monstro dos quadrinhos. Muita pretensão de minha parte...


EBI: O que levou a juntar Ed Ronaldo e Batman em sua história? O morcego de Gotham foi sua primeira escolha para a narrativa?

MR: Queria unir o Ed a um de seus grandes ídolos na área investigativa. Havia um texto de ótima qualidade, escrito pelo Afonso para o desafio, o qual utilizou-se do universo de Conan Doyle. Tentei não ser repetitivo e encontrei no morcego uma dualidade interessante, já que poderia espelhar um pouco as dúvidas do próprio detetive soberbo. O Cavaleiro das Trevas foi sim minha primeira escolha.


EBI: O que te inspirou a escrever para o desafio #cheirodelivro? Você demorou a chegar na ideia final do seu texto?

MR: Frequentemente somos acometidos pelo tal do “bloqueio criativo”, tema que a colega Fabiana abordou no ótimo texto Azul Estígio, para este certame. Desafios como o #cheirodelivro servem como motivadores de nossas “inspirações perdidas” (rsrsrs). A ideia final surgiu então de forma mais ou menos rápida.

EBI: Como foi seu processo de escrita para seu conto? Você gosta de ter tudo planejado ou prefere escrever conforme as ideias vão surgindo? Você prefere escutar música ou o silêncio enquanto escreve?

MR: Meu processo criativo é um tanto anárquico. Nem eu me entendo (rsrsrs). Não planejo nada. Me vem uma ideia central, mas não tenho a menor noção inicial de como evoluir durante a construção do texto. Me sento em frente ao notebook e coloco uma playlist de música instrumental relacionada ao tema como companheira. Aí as situações vão se desenhando. Quando termino o esqueleto central, fecho o note e só retorno ao texto no dia seguinte, lendo, relendo, revisando, trocando vocábulos repetidos, procurando erros, etc. A primeira parte é criativa, já as muitas outras partes são puro trabalho braçal. Acredito que devemos nos esforçar para apresentar ao leitor o melhor que pudermos.


EBI: O que você diria para os escritores do Inks que gostariam de participar de um desafio, porém se sentem receosos quanto ao próprio trabalho?

MR: Quando se está na chuva, é para se molhar. Se desejamos escrever, temos que nos submeter às críticas do leitor, para sempre crescer enquanto escritores. Por outro lado, elogios, desde que sinceros, são sempre estimulantes. Só reforço a necessidade de sempre revisar e revisar...



EBI: Quem são seus maiores apoiadores? Como isso te impulsiona a continuar escrevendo?

MR: Minha esposa e filhas, minha irmã e os amigos virtuais, aspirantes a escritores como eu mesmo. Cito aqui o Wellington Pinheiro (Wilde Green) e o Afonso Luiz Pereira.


EBI: Você tem um gênero preferido ou um autor preferido? Como isso influencia sua escrita?

MR: Aprecio todos os gêneros. Mas tenho especial interesse pelos textos de mistério e suspense, ficção histórica e científica e algum toque de humor. Costumo enveredar pelo tom motivacional do cotidiano, ocasionalmente. Admiro Conan Doyle, Agatha Christie, Luís Fernando Veríssimo, Fernando Sabino, entre tantos outros. Cito também o Laurentino Gomes. Lendo grandes autores aprendemos sempre mais...



EBI: Qual foi a sensação que você teve ao descobrir que A Caverna (o caso da sessão de hipnose) foi uma das vencedoras do #cheirodelivro?

MR: Muita alegria. Me senti vitorioso ao tentar me conectar com o público jovem e ávido pela leitura. Difícil entender a cultura de 140 caracteres, que incentiva a pouco escrever e menos ainda ler. Espaços como os proporcionados pelo Ink nos resgatam.


EBI: Por último, qual conselho você gostaria de deixar para os autores que querem continuar expandindo suas escritas?

MR: Ler, reler, escrever, revisar, ler, reler, escrever, revisar... Navegar por diferentes gêneros. Não se prender a bolhas apenas. Nada vem por acaso. Nada cai do céu...Participar de sites especializados como o Inkspired Brasil, com todas as suas ferramentas é uma maneira divertida e producente de ser mais lido e conhecido.

26 de Abril de 2021 às 21:24 6 Denunciar Insira 3
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Entrevista com Urutake-Hime, escritora vencedora do desafio #cheirodelivro - História: O Arauto Manchado

Minibiografia: Olá, eu sou a Mari, escrevo sob a alcunha de Urutake-Hime, tenho 28 anos, nasci e cresci em São Paulo – Capital e atualmente moro em Osasco.


Embaixada Brasileira do Inkspired (EBI): Urutake-Hime, agradecemos por ter aceitado participar da nossa entrevista. E, para começar, queremos saber quando e como foi que você começou a escrever.

Urutake-Hime (UH): Apesar de ter conhecido os sites de fanfics apenas em 2007, a minha primeira história cheguei a escrever ainda criança, inspirada nas novelas que assistia com as tias. Era um roteiro, praticamente. Ainda tenho o caderno onde escrevi, guardado em algum lugar...


EBI: Quando você começou a compartilhar suas histórias e como foi isso para você?

UH: Eu comecei a compartilhar quando uma amiga, que escrevia fanfics de bandas japonesas, me mostrou uma história dela e o site onde ela postava. Não demorou muito para que eu começasse a seguir os passos dela e postei minha primeira história em 2009, no Nyah. Eu estava muito animada por entrar em um mundo novo e acabei baseando a minha primeira história em um mangá que eu adorava, mas felizmente tive um bom retorno e as pessoas começaram a me acompanhar. Achei incrível ter pessoas interessadas no que eu escrevia, os comentários me alimentavam.


EBI: Quando você viu que tínhamos aberto o #cheirodelivro, ficou empolgada para participar desde o início ou essa foi uma ideia que foi amadurecendo com o passar do desafio? Como sua participação impactou sua escrita?

UH: Eu achei maravilhoso o desafio e, inicialmente, entrei em conflito sobre que livro eu poderia usar. Cheguei a pensar na série de livros de A Origem dos Guardiões, uma coleção de fantasia infanto-juvenil que sou apaixonada, mas quando eu comecei a desenvolver o inicio do texto, com toda aquela questão científica, pensei melhor e tomei o caminho de algo 100% original. Era um risco, sou acostumada a escrever dentro de fandoms que já sou familiarizada, então fazer tudo do zero me tirou da zona de conforto totalmente.


EBI: A sua história nos apresenta personagens complexos e bem-trabalhados, que são capazes de emocionar o leitor em um conto de apenas um capítulo. Como foi para você criar o Astato e o Gio e dar para eles todo um passado e situações a serem superadas? Ficamos sabendo sobre a possibilidade de uma história para o Gio, o que tem em mente?

UH: Eu agradeço os elogios aos meus bebês, fui me apaixonando por eles ao longo de todo o processo criativo. Astato foi o primeiro: queria criar um protagonista que, assim como nós que nos dedicamos a escrita, as vezes duvida da própria capacidade e fica perdido na hora de construir uma história. Inicialmente, pensei em fazer ele entrar num livro que ele mesmo havia escrito e eventualmente conseguir conclui a história depois da experiencia dentro dele. Mas achei que isso pudesse fugir do tema proposto pelo desafio, então segui a linha do livro favorito. Para o Gio, inicialmente eu imaginei algo como o Zorro. Depois, fui moldando melhor a história e aparência dele quando adicionei o elemento do Vitiligo, tão pouco explorado e que daria toda a carga dramática em seu passado, por conta da ignorância alheia. Ele, por ter essa bagagem, seria perfeito para ajudar Astato a superar as suas próprias angustias e assim os dois se complementaram no conto. Quanto a história para Gio, é uma possibilidade real já que tenho ideias que não puderam ser incluídas no conto, mas acredito que iriam ampliar ainda mais o personagem e tudo que o cerca, seja na ambientação quanto as relações com outros personagens.


EBI: Percebemos vários elementos científicos em O Arauto Manchado. Como você decidiu incluí-los na história e como foi para você o processo de pesquisa? Além disso, percebemos vários elementos de fantasia quando o Astato entra no livro, houve uma pesquisa para essas partes também?

UH: A partir do momento em que decidi que seria uma máquina a levar o meu personagem para dentro do livro, eu sabia que teria que pesquisar esse tema. Mas o foco cientifico na família do protagonista começou de forma curiosa. Pensei em usar o conceito de um elemento da tabela periódica durante um programa que eu estava assistindo na tv, onde uma pergunta de química foi feita. Na verdade, o nome que me chamou atenção inicialmente foi Selênio, que era a resposta da pergunta. Mas ao ver as propriedades do elemento, decidi olhar para o resto da tabela e encontrar algo mais interessante, foi assim que esbarrei no Astato. Depois decidi usar o mesmo conceito nos irmãos, agora pesquisando termos de física e matemática. Abri tantas guias no meu computador que mais parecia um estudo para um provão de exatas! Íon quase recebeu o nome de Isósceles, um dos triângulos da matemática. Mas foi pesquisando os triângulos que encontrei o termo Bissetriz e foi perfeito para usar com a irmã do Astato.

Quanto as partes de fantasia, as pesquisas foram bem mais simples e objetivas, como o nome de uma arma e algumas palavras chaves para criar o nome dos reinos. Fantasia é algo que consumo com grande frequência, por isso criar as ambientações do livro e o conceito de magia foi bem mais fácil pra mim.


EBI: Do surgimento dos primeiros esboços à postagem da sua participação, qual foi o momento mais desafiante do #cheirodelivro para você?

UH: Acho que foi na introdução do Gio. Eu acabei reescrevendo aquela parte algumas vezes, até mesmo a aparência dele mudou por duas vezes. Por exemplo, inicialmente ele tinha um chapéu como o Zorro e cabelos brancos. Em outro momento ele teve heterocromia nos olhos... Mas eu não estava 100% satisfeita e, quando eu me decidi pelo Vitiligo, sabia que não precisava de mais nenhuma outra característica física além dessa, que já chamaria a atenção. Queria que ele tivesse uma “entrada triunfal” digna de protagonista, por isso a interação dele com os soldados Thriannos também levou um tempo para ser desenvolvida.


EBI: Você pensa em fazer de O Arauto Manchado uma obra à parte, expandindo o universo que nos apresentou na história?

UH: Eu tenho vontade de fazer isso sim, seria incrível. Como eu disse, tive mais ideias que não caberiam no conto... Por exemplo, a história entre Gio e o Príncipe Hector, herdeiro de Connabir. O citei brevemente no conto por ele ter importância na vida do Gio, mas seria muito divertido desenvolver tudo o que houve entre eles para construírem este elo de confiança. Além disso, o passado do Gio sendo pontuado com mais detalhes, principalmente o seu maior conflito com Axellor, o mestre da fortaleza de Thriann, seria um desafio. Enfim, ideias eu tenho... Espero poder colocá-las no papel.


EBI: Como foi seu processo de escrita para seu conto? Você gosta de ter tudo planejado ou prefere escrever conforme as ideias vão surgindo? Você prefere escutar música ou o silêncio enquanto escreve?

UH: Eu defini o começo primeiro, a ideia da família de Exatas e uma máquina para transportar para dentro do livro. Tendo esse ponto de partida, comecei a escrever. O resto veio literalmente com o tempo, durante a minha escrita. Eu geralmente escrevo no silêncio, mas no inicio da história eu acabei ouvindo um pouco de música sim, principalmente a DPR Ian que me foi apresentado justamente no inicio do desafio.


EBI: O que você diria para os escritores do Inks que gostariam de participar de um desafio, porém se sentem receosos quanto ao próprio trabalho?

UH: Escrevam! Não tenham medo... Eu mesma não participei de alguns desafios por receio de não fazer algo decente ou medo do próprio tema proposto. O Distopia BR foi um deles, sou tão afastada dessa temática que não me arrisquei a participar... Mas quem sabe eu teria conseguido, mesmo sem ter muito conhecimento da temática? Deixei a oportunidade passar, agora nunca saberei. Se não sabe, pesquise! Foi o que eu fiz neste desafio, com toda a parte cientifica que apliquei no começo. E quanto ao estilo de escrita, isso é muito particular e você só refina o seu texto se praticar. Eu estou 12 anos nesse caminho, sei que tenho um texto bem elaborado e fluido graças a constância, mas sempre tenho algo a aprender.



EBI: Quem são seus maiores apoiadores? Como isso te impulsiona a continuar escrevendo?

UH: Tenho amigos que me acompanham desde os primórdios do Nyah, eles viram de perto o meu crescimento e como a minha maneira de escrever foi mudando. Eu mesma quando leio um dos meus textos antigos fico arrepiada, com vontade de rescrever no mesmo instante. Mas foi nestes erros que encontrei os acertos e essas pessoas não deixaram de me apoiar, inclusive tive leitores que se tornaram meus grandes amigos. Tenho alguns de confiança a quem mostro meu texto antes de postar para darem um feedback, se eu sentir que preciso. Sei que é importante gostar do que estamos escrevendo e isso por si só já é um impulso, mas ter essas pessoas por perto definitivamente dá uma força ainda maior.


EBI: Você tem um gênero preferido ou um autor preferido? Como isso influencia sua escrita?

UH: Eu amo fantasia, sempre gostei desde criança. Criar mundos na minha cabeça é um passatempo corriqueiro, quase como um escape da realidade. Também gosto muito de romance, acaba sendo uma das minhas maiores bases de escrita em fandoms que me envolvo. Amo a Jane Austin e o Neil Gaiman, pra mim são gênios que posso consumir sem pensar duas vezes. Acho que minha escrita pode ser mais afetada se eu tiver lido algum livro recentemente, principalmente os da Jane... O tipo de escrita e termos usados por ela são mais específicos e, quando dou por mim, já estou usando um caminho semelhante ao dela. Mas se eu me afasto da leitura por um tempo, acaba voltando a ser o “meu” texto, desenvolvido pelos anos a fio.


EBI: Qual foi a sensação que você teve ao descobrir que O Arauto Manchado foi um dos vencedoras do #cheirodelivro?

UH: Eu fiquei em choque, totalmente eufórica. Nunca ganhei nenhum desafio literário e eu não esperava ganhar este. Não que eu estivesse duvidando do potencial de O Arauto Manchado, mas por ser o conto mais longo do desafio, pensei que pudesse ser maçante. Além disso, por ser algo totalmente original, me preocupei que os leitores pudessem ficar perdidos na temática. A riqueza nos detalhes foi justamente para evitar essa perda no ambiente do livro, ocasionando o tamanho do conto. Uma coisa levou a outra e essas preocupações só amenizaram quando recebi os primeiros comentários, elogiando o texto pela fluidez e ambientação. Me enchi de esperança, pensei: talvez eu entre no pódio dessa vez. Mas nunca sonhei com o primeiro lugar... Agora que cheguei nele, a felicidade é tanta que não me cabe. Parece que os 12 anos nessa estrada, mesmo que tenha sido percorrida por puro prazer em escrever e sem qualquer pretensão de se tornar algo sério, finalmente foram recompensados. Eu agradeço muito a todos que leram O Arauto Manchado, apreciando o meu trabalho e me deram este prêmio, é algo que jamais vou esquecer.


EBI: Por último, qual conselho você gostaria de deixar para os autores que querem continuar expandindo suas escritas?

UH: Você pode expandir de muitas maneiras, o que se adequar melhor a você... Tem pessoas que tem uma ideia e já escrevem em algum lugar para não esquecer, eu já sou o oposto: penso, crio com detalhes na minha cabeça e fica ali marinando até que eu me decida escrever. Qualquer ideia que você tenha é válida, não importa se veio de um livro, um filme ou uma ida no mercado, não tenha receio de explorar essa ideia. Participe dos desafios, eles realmente ajudam... Eu tenho uma amiga querida com quem troco alguns mini desafios de vez em quando, totalmente despretensiosos e sem focar em um texto super elaborado. Eu sempre guardo esses mini desafios e depois leio de novo, tento extrair algo dali. Já cheguei a postar algumas histórias que vieram desses mini desafios aliás, acho que é uma das coisas que mais me ajudou. Leia tudo o que puder, não precisa ser um livro, e tente expandir seu vocabulário, algo que faço desde criança com a minha mãe. Escrever é como lapidar uma joia: você precisa ser paciente e cuidadoso, polir até que fique satisfeito com o resultado. Eu nunca estou totalmente satisfeita, então... Ainda vou polir ainda mais a minha escrita de agora em diante. Mais uma vez, obrigada a todos!


26 de Abril de 2021 às 21:24 2 Denunciar Insira 4
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Entrevista com Izzy Hagamenon, escritora vencedora do desafio #DistopiaBr - História: A Resistência



Minibiografia: Apenas uma jovem mulher que gosta de colocar seus sentimento no papel, uma que tenta transmitir seu ponto de vista sobre o acontece no mundo.


Embaixada Brasileira do Inkspired (EBI): Izzy, agradecemos por ter aceitado participar da entrevista. E, para começar, queremos saber quando e como foi que você começou a escrever.

Izzy Hagamenon (IH): Ano passado eu estava passando por um momento muito difícil na minha vida e comecei a fazer terapia, não sabia como explicar os meus sentimentos e como tudo ao meu redor me afetava, então comecei a escrever alguns textos para mostrar a psicóloga.


EBI: Quando você começou a compartilhar suas histórias e como foi isso para você?

IH: Eu mostrei os meus textos para a minha melhor amiga, que já escrevia, e ela me incentivou a postá-los. Ela descobriu o Inkspired e disse que seria o lugar perfeito para eu escrever, então tudo aconteceu no mesmo ano. Foi libertador e desafiante ao mesmo tempo, fiz poemas e contos, tudo que eu acharia impossível de ser feito há mais de um ano.


EBI: Quando você viu que tínhamos aberto o #DistopiaBr, ficou empolgada para participar desde o início ou essa foi uma ideia que foi amadurecendo com o passar do desafio? Como sua participação com A Resistência impactou sua escrita?

IH: Fiquei muito empolgada com a ideia de fazer uma distopia, só que eu não leio livros ou vejo filmes com esse tema, então não tinha base nenhuma. Porém, eu coloquei na minha cabeça que eu iria participar de qualquer jeito, e depois de uma semana sem pensar em nada acabei tendo essa ideia. Quando terminei, fiquei chocada por ter conseguido, eu saí totalmente da minha zona de conforto e adorei isso. Foi muito bom saber que realmente a imaginação não tem limites.


EBI: Acredito que todos tenhamos ficado emocionados com o protagonista da sua história, você se inspirou em alguém em especial ao criá-lo?

IH: Não pensei em uma pessoa específica, mas sim, no conceito de um psicólogo que faria de tudo para ajudar os seus pacientes. Recebi muita ajuda da minha e queria passar essa imagem dele.


EBI: Para escrever sobre o protagonista e seus demais colegas de profissão, você precisou realizar alguma pesquisa no ramo de psicologia?

IH: Tive que fazer algumas pesquisas para explicar a situação da filha da Marcela, foi uma das únicas doenças que eu deixei em evidência então não queria falar algo errado sobre o tratamento.


EBI: Do surgimento dos primeiros esboços à postagem da sua participação, qual foi o momento mais desafiante do #DistopiaBR para você?

IH: Fazer a cena de luta e o final. São cenas onde precisei escrever vários detalhes que geralmente eu não presto atenção para colocar, e eu estava sem saber o que colocar para finalizar o conto. Passei quase um dia inteiro sem escrever, só pensando no que fazer, por fim acabei decidindo fazer o mais realista possível. Nada de escapadas no último segundo, ou fugas de prisão, apenas uma pessoa comum se tornando um herói para os outros da causa.


EBI: Em A Resistência, ficamos impactados com a ideia principal trazida por você na história. De onde essa ideia surgiu?

IH: Eu liguei para a minha amiga querendo alguma inspiração, mas não veio nada. Só depois de um tempo que eu pensei em minha própria situação, no quanto eu estaria mal se não pudesse fazer a terapia e em como tem pessoas que precisam mais do que eu de ajuda. Ainda não sabia como desenrolar a história, mas me apeguei a essa ideia.


EBI: Como foi seu processo de escrita para seu conto? Você gosta de ter tudo planejado ou prefere escrever conforme as ideias vão surgindo? Você prefere escutar música ou o silêncio?

IH: Eu não planejo nada do que escrevo, no máximo, desenvolvo melhor uma ideia que acabei de ter e já começo. Para escrever contos, eu gosto de ouvir músicas. Coloco uma playlist de vilã no YouTube para tocar e começo a escrever.


EBI: O que você diria para os escritores do Inks que gostariam de participar de um desafio, porém se sentem receosos quanto ao próprio trabalho?

IH: Não precisam se sentir assim, sempre podemos nos surpreender. Antes de participar dos desafios, sempre acho que não vou conseguir sequer ter uma ideia boa, mas depois de me focar no desafio acaba fluindo. Temos que acreditar em nós mesmos.


EBI: Quem são seus maiores apoiadores? Como isso te impulsiona a continuar escrevendo?

IH: Minha irmã e minha melhor amiga são as pessoas que, no meu dia a dia, mais me apoiam. Minha irmã sempre levanta o meu astral e minha amiga sempre me ajuda quando estou sentindo que não vou conseguir escrever, me dá ideias e as discute comigo para eu sair do bloqueio criativo. Saber que eu tenho essas pessoas me apoiando me dá ânimo para continuar essa caminhada, já que sei que não estarei sozinha, não importa o que aconteça.


EBI: Você tem um gênero preferido ou um autor preferido? Como isso influencia sua escrita?

IH: Meu gênero preferido é fantasia e devo dizer que a minha autora favorita é a Sarah J. Maas. Porém tem vários outros livros de outros autores que eu amo e que influenciam a minha escrita. Mas a Sarah me faz sempre pensar em fazer personagens fortes, seja em questão de admitir sentimentos ou de começar uma resistência.


EBI: Qual foi a sensação que você teve ao descobrir que A Resistência foi uma das vencedoras do #DistopiaBr?

IH: Me senti nas nuvens, não esperava por isso. Eu pensava que demoraria muito e que eu tinha muita coisa para melhorar na minha escrita antes de ganhar alguma posição de destaque em um desafio. Mas o universo me surpreendeu fazendo o meu terceiro conto ganhar o terceiro lugar. Dei até gritos e pulos de alegria quando vi a notícia no Facebook.


EBI: Por último, qual conselho você gostaria de deixar para os autores que querem continuar expandindo suas escritas?

IH: Sigam o coração vocês, se tiverem novas ideias e acham que ficariam boas, tentem. Nunca devemos nos limitar.

13 de Março de 2021 às 00:15 1 Denunciar Insira 3
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