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Bem sabe que todo aspirante a escritor tem uma espécie de musa inspiradora. Sim, isso é uma confissão, minha musa é você, Seungwan. Devo-lhe alerta, porém, que meu ser devasso, minha natureza abjeta, faz meu corpo enfermo emana uma febre ardente por tua causa. Meus desejos lascivos, que só são amenizados quando exteriorizo na escrita, acaba trazendo à tona palavras sórdidas. Não quero que leia nada que tenha sido produzido por mim. Agora que já sabes, queime essa carta, essas palavras, pode me odiar, mas me esqueça! [ seuldy • longfic ]


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 21 ans.

#yuri #kpop #orange #wendy #redvelvet #seulgi #seungwan #seuldy #wenseul
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Carta

Seungwan fita o quadro feito a tinta óleo, exposto do corredor da faculdade, observou com cuidado as pinceladas descuidadas, a palheta de cores frias, a luz quase inexistente no quadro, de tão obscuro. Um pôr do sol, num dia nublado, visto de um rochedo, num principado a beira mar, as ondas parecem bater furiosamente com a costa.

— Um pouco melancólico – Seungwan externizou com a voz baixa, um murmúrio.

— Não é melancólico, foi feito apressadamente.

A frase foi dita tão subitamente que fez Seungwan se sobressair, ela encarou a dona da voz. Sem saber o que responder apenas aquiesceu com um aceno. Os olhos felinos da interlocutora continuam a lhe espiar.

— Seulgi – Apresentou-se de modo seco e envergonhado.

— Seungwan.

— O quadro, eu só tinha uma tarde para pintá-lo…

— Por que não tirou uma foto da paisagem?

— Queria fazê-lo à moda antiga.

— Ah, entendo – Seungwan riu. – Você cursa artes?

— Não, literatura – Seulgi a corrige. – Apenas penso que também sei pintar.

— Então, você escreve?

— Eu tento – Ela solta uma risada sem graça.

— Deixe-me ler qualquer dia desses, pode ser?

— Claro… E você o que faz? – Retribuiu a pergunta feita anteriormente.

— Psicologia.

E de repente Seungwan sorriu e tocou o ombro da outra, afagando ternamente com a mão o tecido felpudo das roupas de inverno. Ela encara os orbes negros, as pálpebras únicas se contraindo, as íris tremulando de inquietação. Ficaram ambas no mesmo tépido, até Seungwan gesticular e apertar novamente o ombro da psedo-pintora e escritora, deslizando os dedos e sentindo o osso da clavícula saliente, acariciando como se estivesse amenizando uma dor, uma massagem terapêutica.

— Gostei de conhecer você – Seungwan fala mansa, quase cantarolando.

— Digo o mesmo – A voz de Seulgi saiu um sussurro fraco.

[...]

Seungwan segurou a carta com cuidado, como se o papel fosse se dissolver a qualquer momento sob a pele fina dos dedos brancos. Suspirou, enxugou a gota de suor que teimava em escorrer pela pele de marfim, umedeceu os lábios e finalmente reuniu coragem o suficiente para abrir aquele envelope devidamente limpo e endereçado a ela. A caligrafia impecável e inconfundível a fez sentir uma friagem interna no mesmo instante.Seulgi.


Bem sabe que todo aspirante a escritor tem uma espécie de musa inspiradora.

Sim, isso é uma confissão, minha musa é você, Seungwan.

Devo-lhe alerta, porém, que meu ser devasso, minha natureza abjeta, faz meu corpo enfermo emana uma febre ardente por tua causa. Meus desejos lascivos, que só são amenizados quando exteriorizo na escrita, acaba trazendo à tona palavras sórdidas. Não quero que leia nada que tenha sido produzido por mim.

Agora que já sabes, queime essa carta, essas palavras, pode me odiar, mas me esqueça!

Só fiz isso para apaziguar o sopro de consciência que habita a minha mente.


Seungwan releu a carta, a curta mensagem repetidas vezes, tentando ao máximo absorver toda a informação. Ficou confusa, deveras confusa. Sentiu curiosidade, o rosto enrubesceu em um tom carmesim ao tentar imaginar o que de tão concupiscente Seulgi escreveu inspirado nela mesma. E de repente, o sentimento de curiosidade explode em uma risada de escárnio. Seungwan entendera tudo, a mensagem e principalmente o intuito, a intenção de Seulgi a lhe enviar subitamente a carta. Riu até o ar faltar-lhe os pulmões. Então pegou a carta, deu um beijinho e guardo-a novamente no bolso do casaco, iria partir a procura da aspirante a escritora.

[...]

— Seulgi – Chamou-a, e assim que os orbes negros lhe fitaram. Seungwan a leva para um canto mais isolado.

— O que você quer? – A pintora falou aparentemente confusa.

— Eu recebi.

— O que?

— A carta.

— E?

Seungwan fica uns instantes calada. O único som vinha das folhas caídas sendo pisoteadas pelos pés dos estranhos que passavam aleatoriamente perto delas. Ela continuou esperando a escritora se manifestar, mas ambas ficaram em estado de inércia, olhando uma para a outra. Seungwan repousou a mão sobre a perna da outra, sentiu-a estremecer.

— Eu quero ler – Declarou em voz alta.

— Não quero que leia – Seulgi falou secamente.

— Mentirosa – Seungwan riu com escárnio. – Você sabia muito bem que assim que eu pusesse meus olhos na carta, estaria mortamente curiosa, agiu deliberadamente.

— Caso realmente fosse, então você caiu em minha armadilha.

— Não tem importância agora! – Afirmou repentinamente, com a voz mais firme, carregada com tanta excitação que espantou Seulgi.

— Não acho que vá gostar...

— E por quê?

— Não são poemas românticos.

— Continuo querendo ler – Afirmou novamente.

— Eu tenho te observado.

— Eu sei – Seungwan soltou uma risadinha baixa.

Seulgi a encarou surpresa, por ter sido pega em seu ato falho quando jurava que tinha arquitetado todo sorrateiramente, como um gato que espreita um roedor desavisado. Retirou a mão de Seungwan de sua perna e acanhou-se, dessa vez como uma lagarta em seu casulo.

— Ora, vamos...

Seungwan suplicou novamente, baixinho, com a voz manhosa em um ronronar, quase roçando os lábios na orelha de Seulgi. Ela deposita novamente a mão na coxa da pintora e acaricia com a ponta dos dedos, fazendo círculos na pele fria. Seulgi segura à mão de Seungwan e a puxa para perto na boca, aspirando o cheiro da pele, desliza os lábios sentindo a textura. Seungwan se atenta ficar calada, não reagi, apenas observa como uma espectadora como se aquela não fosse sua mão ou sua pele.

— Sabe uma das coisas que eu gosto em você? – Seungwan não responde. – O fato de você ser tão sem vergonha. – Dito isso, ela desliza a língua tremula sobre a pele da mão, sentindo o gosto, percebendo a quão arrepiada Seungwan ficou.

2 Mai 2020 23:49:34 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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A propos de l’auteur

Hedonista Escrevo um pouco. Também posto minhas fics nesses sites: SPIRIT: @hedo-nista WATTPAD: @hedo-nista AO3: @hedonista NYAH!:Hedonista ou ID:619293 P.S: Tem certas estórias que só seram postadas no AO3... Qualquer assunto me manda uma DM ou pode me achar no: TWITTER: @wenseulslave

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