monalisaholmes Mona Lisa

Dean estava indo muito bem negando os próprios sentimentos. Convivia com todos no bunker e ninguém podia imaginar que o maior desejo do caçador era simplesmente dizer que Castiel era seu, seu tudo. Então Amy Novak surgiu. Quem aquela garota pensava que era para ser tão intima do anjo? Como ela conseguia cativar a todos tão facilmente? Como alguém podia ser assim e ainda estar sendo caçada por anjos e demônios ao mesmo tempo? Amy não tinha muitos filtros, carregava um único segredo e era o empurrão que os Winchester precisavam rumo à felicidade. E eles vão descobrir isso da melhor maneira.


Fanfiction Série/ Doramas/Opéras de savon Tout public.

#jack #310 #gay #castiel #sam #winchester #dean
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Prólogo

13 de Abril de 2019


Amelie fechou o notebook com força, logo apoiando a cabeça nas mãos, em um gesto cansado. Estava estressada, okay, era apenas mais um dia de estresse, não era o primeiro e nem seria o último, mas aquela dor de cabeça insistente não estava ajudando, com certeza.

― Sra. Novak ― seu chefe chamou da porta entreaberta. ― Os relatórios estão prontos?

Ela reprimiu a vontade de revirar os olhos e forçou um sorriso ao responder:

― Estou revisando, sr. Marshall, estarão prontos em uma hora.

― Deveriam estar prontos uma hora atrás.

― Me desculpe, senhor, os resultados demoraram a sair.

― Coloque na minha mesa assim que terminar, preciso ir em casa agora.

Quando a porta foi fechada e ela voltou a ficar sozinha na sala, respirou fundo. Sacudiu a cabeça, tentando dispersar o cansaço e voltou a abrir o notebook, obrigando-se a pensar no que escreveria nos relatórios que ele deveria escrever. Mas por que o chefe teria esse trabalho se poderia mandar tudo para as mãos da assistente, certo? Amy bufou, irritada, e recomeçou a comparar os resultados. Só precisava aguentar aquele maldito emprego por mais um ano e então teria dinheiro o suficiente para terminar de pagar sua faculdade de Design, quem sabe um dia até poderia se dar o luxo de trabalhar na área.

Mais do que uma hora depois ela finalmente terminou e imprimiu os relatórios, logo os colocando na mesa da sala ao lado, onde seu chefe sentaria em breve. Rezava para que ele não encontrasse nenhum erro e apenas assinasse, pois não queria ter que refazer tudo. Será se ele ao menos leria? Bom, não era problema dela.

Encarou o celular com certa expectativa, talvez pudesse pedir para Castiel encontra-la mais tarde em sua casa. Precisava relaxar e conversar com o anjo sempre a ajudava, adorava ouvir as histórias dele sobre monstros e caçadores. Pensando nisso, Amy sorriu e rapidamente pegou o celular, discando o número que aprendera a decorar.

Amy?

― Cass?

Amy, por onde você andou? ― o anjo perguntou em um tom preocupado que a fez sorrir.

― Por onde você andou? Eu continuo morando no mesmo lugar ― ela rebateu enquanto sentava em sua cadeira.

Ah, você sabe... com Dean e Sam.

― E isso é motivo para esquecer uma amiga? ― ela brincou sabendo que isso o deixaria nervoso.

Bem... me-me desculpe, Amy, eu... eu não tive a intenção. Estamos com problemas e eu acabei-

― Esquecendo de mim! E do meu aniversário!

Amy se segurou para não rir ainda mais quando o anjo começou a se atrapalhar nas palavras.

Ah-Ah droga! Esqueci completamente que era o seu aniversário, me perdoe. Droga. Desculpa. O que eu posso fazer para recompensar o meu erro?

― Você poderia tascar um beijão no Dean, transar enlouquecidamente com ele e aparecer lá em casa pra me contar os detalhes depois ― ela pediu fingindo indiferença.

Ouviu Castiel se engasgar com algo e tossir, soando completamente embaraçado.

Amy!

― Você tá vermelho, né? Adoro deixar você com vergonha.

É... você tem esse poder sobre mim, mas... hum... acho que não é a melhor hora para isso.

― Ah meu Deus! ― Amy arfou, arregalando os olhos. ― Eles estão aí, não é? Ouvindo tudo o que você tá falando?

Sim ― ele concordou com um suspiro.

― Diz que eu sou sua namorada e depois me conta como o Dean reagiu.

Nem pensar!

― Ah, qual é! Cass, por favor, me dê isso de presente de aniversário.

Não, pense em outra coisa. Por favor.

― Poxa, você é um péssimo amigo, Cass ― ela lamentou enquanto desligava o notebook.

Eu sou?

Amy franziu o cenho ao ouvir o tom mais entristecido do anjo e rapidamente consertou seu erro:

― Não! Não, Castiel, você é o melhor.

Obrigado ― ele agradeceu e pelo tom Amy sabia que ele estava sorrindo.

Um barulho tirou sua atenção do seu celular, parecia uma porta se fechando, mas ela deveria estar sozinha no escritório naquele horário.

Amy?

Ela se levantou, sentindo-se um pouco tensa e foi até o corredor. Olhou ao redor, procurando por alguma porta entreaberta ou por alguém que estivesse andando por ali. Seus olhos se prenderam no início do corredor que dava acesso ao salão e seu coração começou a bater mais rápido com a sensação que a inundou. Parecia que havia algo ali, encarando-a ou à espreita, algo forte que ela deveria temer. A sensação era tão intensa que quase a sufocava.

Amy!

― O-oi? O quê? ― ela respondeu assustada, voltando sua atenção para o anjo.

Você parou de responder de repente, chamei e você não me respondeu. Está tudo bem?

― Hum, sim, sim ― Amy concordou ainda incerta, voltando para a sua sala.

Amy... ― Castiel a repreendeu. ― Me conta o que aconteceu. Foi o seu chefe? Não gosto do jeito que ele olha pra você.

― Não, não, fica calmo ― ela pediu enquanto trancava a porta. ― Só escutei um barulho e fui ver o que era, já que estou sozinha no escritório, mas não era nada.

Tem certeza? Posso ir até aí e-

― Não precisa, Cass. De verdade. Já estou arrumando minhas coisas e logo estarei em casa.

Okay...

― Mas olha, eu sei que você está resolvendo problemas com monstros e essas coisas com os Winchester, mas vocês sempre estão fazendo isso, certo? ― Amy comentou tentando mudar de assunto. ― Mas eu sinto sua falta, okay? Aparece lá em casa mais tarde, você sabe que adoro ouvir suas aventuras.

Também sinto sua falta, Amy. É claro que estarei lá.

― Leve as cervejas.

Você é muito nova pra beber ― ele negou sério.

― O quê? ― Amy protestou imediatamente. ― Você sabe que estou completando 24 anos hoje, não sabe?

Claro, mas isso não muda nada.

― Okay então, papai, eu levo as cervejas. Vejo você lá. Dê um beijo no Dean por mim.

Desligou antes que ele pudesse responder e sorriu. Castiel era a melhor pessoa que poderia ter como amigo, mesmo que a amizade deles não tivesse começado em circunstâncias normais. Para começar ele era um Anjo, literalmente, e ambos se conheceram quando ele achou que sua casca tinha algum parentesco com ela. Aparentemente Jimmy Novak estava dando problemas ou criando muita interferência e Castiel queria um corpo tão forte quanto para libertá-lo. Naquele momento, quase sete anos atrás, Amy aceitou, mas Castiel não. Não posso fazer isso com outra pessoa, ele disse. Ela estava tentando escolher um curso para a faculdade, podia ter um belo futuro pela frente.

Eles não deixaram de se falar depois disso. Castiel aparecia alguns dias e ela simplesmente o ouvia, viu que ele precisava disso. Então o anjo acompanhou a precocidade da vida de Amelie.

Ela encarou o anelar esquerdo, onde ainda usava os anéis dourados. Um de noivado e outro de casamento, que a lembravam de um passado não muito distante. Casou-se com Dylan Novak consideravelmente cedo, tinha 20 anos e ele 25, mas também teve que enterrá-lo cedo, apenas dois anos depois do casamento. Um lobisomem havia atacado Dylan durante uma viagem e ela só percebeu o perigo quando era tarde demais. Seu marido não só se transformou como também a atacou. Amy escapou, por pouco, sem nenhum arranhão graças a Castiel que atendera ao seu chamado desesperado e apareceu no momento certo.

Demorou muito tempo até que Amy lembrasse da situação sem que chorasse descontroladamente e mais algum tempo até que conseguisse convencer Castiel de que, sério, estava tudo bem ser o assassino do seu marido. Castiel só fez o que precisava ser feito, caso contrário, ela também estaria morta.

Amy sacudiu a cabeça, livrando-se daquelas lembranças. Era passado e Dylan não gostaria que ela ficasse presa a isso. Ele diria para ela seguir em frente e era o que estava tentando fazer.

Terminou de guardar suas coisas, colocando a bolsa sobre os ombros, e se preparou para sair do escritório, desligando tudo o que tinha pelo caminho e ignorando o medo irracional que ainda sentia enquanto passava pelo salão. Deu um leve aceno de despedida para o guarda que ficava no local e se preparou para caminhar. Além de não ter um carro ou não poder gastar com um táxi, não morava muito longe do trabalho, então aproveitava os últimos momentos claros do dia para caminhar. Não corria o mesmo risco quando anoitecia, podia não ter dinheiro, mas se vestia como se tivesse, como o trabalho exigia. Sempre uma roupa social, dessa vez a blusa era bege e sua calça era preta... ou azul escuro – ela nunca conseguia definir, mas nunca uma saia, isso evitava olhares indesejados. Já seus cabelos escuros estavam sempre amarrados em um coque apertado, de modo que a correria do dia-a-dia não deixasse seus fios em pé.

Entrou rapidamente no mercado e comprou as cervejas que forçaria Castiel a beber, deixando o troco nas mãos do homem de roupas sujas que estava sentado no chão, quase ao lado da entrada. O homem murmurou um alegre agradecimento e ela apenas sorriu antes de apressar o passo. Começava a anoitecer.

― Onde estão as malditas chaves... ― murmurou irritada, vasculhando a bolsa enquanto tentava não derrubar as cervejas.

Já estava quase na porta de casa quando as encontrou, abrindo a porta com a bolsa quase caindo do ombro e trancando logo em seguida. Mas quando se virou para a sala, abruptamente recuou, batendo as costas na porta e deixando a chave cair com o susto.

Não estava sozinha.

― Quem... quem são vocês? ― perguntou ofegante, não ousando se mexer.

O homem, que usava uma jaqueta verde e calça jeans, sorriu com tranquilidade. A mulher ao seu lado, que usava apenas um vestido preto, sequer se moveu. Amy os encarou com atenção, engolindo em seco com o pensamento que surgiu em sua cabeça. Olhou para o homem mais uma vez, observando seus cabelos castanhos e barba de mesma cor, os olhos azuis a observando com a mesma atenção.

Não. Seu pensamento tinha que estar errado. Era loucura demais.

― Quem são vocês? Não vou perguntar de novo ― insistiu sem se afastar da porta.

― Eu acho que sabe quem somos, Amelie ― o homem respondeu sorrindo. ― Sei que Castiel a mantem bem atualizada.

A mulher ao lado dele revirou os olhos e pediu:

― Facilite as coisas, irmão. Ela é apenas uma humana ― então se voltou para Amy e completou ― Eu sou Amara e esse é meu irmão, Chuck, mas você deve conhece-lo como Deus.

― Mas prefiro que me chame de Chuck, por favor ― o homem rapidamente disse.

Amy abriu a boca, mas não conseguiu dizer nada. Intercalou o olhar entre os dois e se forçou a respirar fundo, esforçando-se para aparentar normalidade diante deles. Já conhecia um anjo e o anjo havia falando tudo o que sabia sobre aquelas pessoas. O que ela achava? Que eram apenas histórias? Não. Mas, okay, não esperava tê-los em sua sala tão cedo.

― Certo ― disse ao seu afastar da porta, forçando um sorriso. ― Sim, sim, Castiel me falou sobre vocês. Por favor, sentem... sintam-se em casa... hum... querem beber alguma coisa?

― Não precisa, queremos apenas conversar com você, Amy. Posso chama-la assim? ― Chuck perguntou se sentando no sofá com a mulher.

― Pode me chamar do que quiser ― ela soltou caminhando até o balcão da cozinha, colocando sua bolsa e as cervejas ali, logo voltando e sentando na poltrona que ficava de frente para eles.

Olhou ao redor, pensando se deveria se sentir ao menos um pouco constrangida pela bagunça e simplicidade da sua casa.

― Você se parece com ele ― Amara disse de repente.

Amy piscou, confusa.

― Desculpe? Pareço com quem?

― Castiel.

― Ah sim ― Amy sorriu com sinceridade pela primeira vez. ― Ele me disse isso quando nos conhecemos, disse que isso aumentou as suspeitas sobre eu ser parente de sangue do... da casca dele. Ele veio com vocês?

― Não, precisávamos fazer isso sozinhos ― Chuck respondeu parecendo hesitante.

Amy estreitou os olhos, limpando as mãos na calça com nervosismo. Por que sentia que escutaria problemas?

― E... o que traz vocês aqui?

Chuck e Amara se entreolharam e Amy sentiu a delicadeza da situação nas entrelinhas daquele momento.

― Precisamos da sua ajuda ― Chuck disse num folego só, como precisasse de coragem para tanto. Então começou a tagarelar sem parar ― Queremos que você vá conosco até o Céu, onde vamos transformá-la em metade anjo e metade demônio, mas só se você quiser. Isso vai ajudar na sua proteção e na proteção da criança até o nascimento, sem esquecer que vai ajudar você a gerar a criança sem as dificuldades normais da situação, mas lembre-se que isso é escolha sua, não estamos obrigando você a nada, mas como até Lúcifer aceitou ajudar, não é uma oportunidade que podemos perder. Não vamos ter outra chance assim para colocar a paz entre o Céu e o Inferno tão cedo e-

― Irmão! ― Amara o interrompeu. ― Você está falando sem parar. Ela não vai entender nada dessa forma.

― Desculpe, estou um pouco estressado. Tem grandes chances de ela não aceitar e Lúcifer está atrasado.

― Hey, hey, hey! ― Amy se pronunciou se levantando, os olhos arregalados e a face pálida pelo medo de ter ouvido corretamente. ― De que merda vocês tão falando?!

Chuck respirou fundo e falou com mais calma:

― Viemos pedir, só pedir, não se sinta obrigada-

― Pelo amor de Deus, apenas fale ― Amy apressou sem se importar se estava ou não sendo rude com o próprio Deus.

― Queremos que gere uma criança que não será sua... totalmente, como é que chamam mesmo?

― Barriga de aluguel ― Amara sussurrou de imediato.

― Isso, barriga de aluguel. Mas sem, necessariamente, o aluguel.

― Barriga de aluguel? ― Amy franziu o cenho, não sabendo ao certo como reagir ao que escutava. ― De quem?

― De Castiel e Dean Winchester.

― O quê?!


29 Avril 2020 22:06:39 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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