litalea-draak Litalea Draak

Após perder tudo, Huang Zi Tao se vê salvo por um desconhecido. Todos os seus maiores traumas, suas feridas e toda seu passado pareciam começar a distanciar agora de sua vida, tudo estava se tornando calmo como antes nunca havia vivido. Entretanto, é como dizem: tudo que é bom dura pouco. E quanto a seu salvador, o que Kris poderá passar se insistir em lhe ajudar?!


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

#wu-yifan #kris-wu #zitao #huang-zi-tao #korean-pop #chinese-pop #cpop #teorias #sonhos #romance #kpop #exo #drama #fanfic #kristao #taoris
3
9.2k VUES
En cours - Nouveau chapitre Tous les 15 jours
temps de lecture
AA Partager

Simples início

Meu nome é Wu YiFan, tenho vinte e três anos e trabalho em uma pequena loja no centro da cidade. Minha vida é simples, estudo, trabalho e depois apenas fico em casa. Tenho poucos amigos, o suficiente em minha opinião. Está bom do jeito que está, não quero mudar minha “rotina”. Você não precisa saber mais que isso, não agora.


Vamos partir do início, quando tudo começou.


— YiFan! — Ouvi meu chefe chamar, me tirando de meus pensamentos.

— Sim? — Respondi rápido.

— Você pode fechar a loja para mim? É a formatura de minha filha hoje.

— Claro, sem problemas. — Sorri.

— Obrigado! Então eu já vou.

— Divirta-se! Pode ficar tranquilo, eu cuido de tudo aqui.

— Obrigado novamente, rapaz! Amanhã pode tirar o dia de folga, você trabalhou muito essa semana.

— Obrigado senhor! Tenha uma ótima noite. — Disse acenando.

Ainda faltam duas horas para loja fechar. Está tudo agitado hoje.


† † † † †

Depois de fechar tudo segui caminhando até minha casa. As ruas já estavam mais calmas e escuras, muitas poucas pessoas passavam por ali.

Faltando apenas duas quadras para chegar em casa, passei em frente a um beco ouvi uns garotos sussurrando algo como “vamos brincar um pouco com ele”, “isso não deve fazer diferença”. Não sei o porquê, mas entrei naquele beco irritado, queria matar aqueles moleques. Eram apenas três garotos, deviam ter de dezesseis a dezoito anos. Ao lado podia se ver uma pessoa encolhida perto das latas de lixo, não dava para ver seu rosto com a pouca iluminação que havia ali.

— O que pensam que estão fazendo? — Disse me aproximando assim que um dos garotos se aproximou do ser que estava encolhido no chão.

— Apenas curtindo um pouco. — Outro garoto se aproximou e chutou a barriga da pessoa, até então desconhecida.

Com a força do chute, a pessoa se deitou no chão. Agora podia ver seu rosto, era um rapaz. Não aguentei, corri até o garoto que chutou o rapaz, o peguei pelo colarinho da blusa, o levantando um pouco do chão.

— Acho melhor parar, você e seus amigos irão se arrepender muito se continuarem. — Olhei de relance para os outros dois.

Os vi assentindo e logo soltei o garoto, o derrubando no chão. Os três saíram correndo. Suspirei aliviado e me abaixei para ver o rapaz.

— Você está bem?

Ele me olhou assustado e se afastou, tentei me aproximar dele, mas o mesmo se afastava constantemente. Seus olhos transmitiam um medo que eu nunca havia visto antes. Ele começou a chorar, fiquei sem reação na hora.

— Calma, não vou te machucar, qual é o seu nome?

— Z-Zi... T-Tao... Huang... ZiTao.

— Vem, não vou te machucar. — Levantei e estendi minha mão para ajudá-lo a levantar.
Ele recuou um pouco, mas logo aceitou. Assim que o levantei ele quase caiu, por reflexo o segurei. Agora que pude analisa-lo melhor, estava sangrando, havia vários cortes pelo corpo, a roupa que usava estava completamente destruída e suja, seu rosto era delicado, os olhos pequenos e parecidos com olhos de um gato, ele estava muito pálido.

Antes que eu pudesse dizer algo, ele desmaiou.

Cheguei em casa, deixei o rapaz deitado em minha cama e fui diretamente ligar para um amigo, ele saberia o que fazer.


“— Kris! Tudo bem?

— Oi Lay, preciso que venha aqui em casa o mais rápido que conseguir — Disse rápido, não contendo o desespero.

— Daqui uns cinco minutos estou ai! — Em seguida desligou."


Minha preocupação já era maior que meu desespero.


Como aquele rapaz ficou naquele estado? Por que estava jogado em um beco no meio da noite? E aqueles ferimentos? O medo que seus olhos emitiam?


Sai de meus pensamentos ao ouvir a campainha tocar, corri até a porta e a abri. Isso foi mais rápido do que eu esperava.

— Finalmente Lay! — Dei espaço para ele entrar.

— O que é tão urgente, Kris? — Perguntou preocupado.

— Me siga.

O levei até o rapaz e lhe expliquei o que havia acontecido, ele apenas sussurrou “certo, entendi”. Minha sorte é que Lay é médico, logo foi cuidar do jovem.

Lay deu um banho nele e eu dei algumas roupas minhas para vestir o garoto, rapidamente o colocamos de volta na cama e passamos a cuidar de seus ferimentos. Terminado, Lay foi para casa.


† † † † †

Acordei cedo com uma dor imensa nas costas, afinal, quem mandou dormir no sofá? Levantei e fui direto para o quarto, o rapaz ainda dormia. Peguei uma troca de roupa e fui para um banho. Quando terminei, arrumei-me e preparei um café da manhã simples.


† PoV. Tao †

Acordei em um lugar estranho, minha vista estava embaçada, olhei ao redor e deduzi ser um quarto, era simples, havia uma escrivaninha com alguns livros e um notebook, um grande armário e duas portas, uma estava pouco aberta e a outra totalmente fechada. Tentei me levantar, mas ao pisar no chão cai, derrubando alguns objetos do criado-mudo e fazendo um pouco de barulho.


† PoV. Kris †

Ouvi algo caindo no quarto e fui correndo até lá. Ao abrir a porta vi o garoto caído no chão, não esperei e corri ajuda-lo. O levantei e o coloquei na cama novamente.

— Você está bem? — Perguntei preocupado.

Ele se afastou, tentei me aproximar, mas pude ver seus olhos transbordar de medo, já era possível ver algumas lágrimas caindo sobre seu rosto.

— Calma, eu não vou te machucar. Só quero te ajudar.

— O-onde... E-eu estou? O q-que...?

— Você está na minha casa, te encontrei ferido ontem, você desmaiou e te trouxe para cá. Seu nome é Huang ZiTao, certo?

— S-sim. Obrigado. — Disse baixo, quase em sussurro.

— Vem! Você precisa comer algo.

Assim que ele foi tentar levantar caiu, o segurei por reflexo.

— Deixa que eu te levo.

O peguei estilo noiva e o levei até a cozinha, coloquei-o sentado em uma das cadeiras e servi-lhe.

— Q-qual é o s-seu nome? — Perguntou-me.

— Wu YiFan, mas pode me chamar de Kris.

— C-certo.


† † † † †

Tao ainda não estava conseguindo andar, quando precisava eu o ajudava. Era tarde da noite já, eu estava deitado no sofá, tentando dormir e pensando em como foi meu dia.

— Kris! — Ouvi Tao me chamar do quarto.

— O que foi? Precisa de algo? — Perguntei entrando.

— D-desculpa, é que... E-eu não estou con-conseguindo dormir, você p-pode ficar aqui co-comigo?

Ele ainda tinha certa dificuldade para falar, isso me preocupava. O que aconteceu com ele?

— Claro. — Deitei ao seu lado na cama. — Pronto, pode dormir agora.

† PoV. Tao †

— Obrigado Kris.

Fui até ele e o abracei de lado, senti uma de suas mãos em meu cabelo e sorri, não me lembrava de receber um carinho tão bom assim. Eu sentia que podia confiar nele. Logo adormeci. Tive uma noite calma, sem pesadelos ou memórias ruins...


† † † † †

— Kris, acorda. — Chamei. Não obtive resposta. — Kris! Acorda!

Tentei empurrá-lo um pouco, nada mudou. Sua pele estava um pouco azulada, entrei em desespero. O chamava freneticamente e nada, tentei movê-lo, o chacoalhava e nada. A essa altura eu já chorava. Não sabia mais o que fazer. O desespero aumentou e com ele o medo. Não parava de chamá-lo, meu coração doía muito. Ele estava morto, eu não podia fazer nada. Minhas lagrimas não cessavam.

— Kris! — Gritei desesperadamente.

— Tao! — Ouvi chamar-me.

Agora que pude perceber, foi tudo um pesadelo. Ele me olhava preocupado, estava sentado ao meu lado na cama, uma de suas mãos estava em meu rosto e a outra em meu ombro. Eu dormi bem de início, porque agora tive este sonho?

— Tao você está bem? — Perguntou preocupado.

Por impulso o abracei, ele se assustou de início, mas logo retribuiu. Permaneci sem responder, apenas chorava.

— Calma, calma. — Disse massageando meu cabelo. — Está tudo bem, calma. — Me apertou mais em seus braços. — O que foi? Por que está chorando?

— U-um... S-sonho.

— Quer me contar? — Assenti.


† PoV. Kris †

Tao me contou o pesadelo que teve. Confesso que fiquei um pouco assustado, depois de uns minutos finalmente consegui acalma-lo.

— Consegue andar sozinho? — perguntei soltando-o.

— A-acho q-que sim.

Entreguei-lhe uma troca de roupa e disse para tomar um banho, assim que ele entrou no banheiro fui preparar o café da manhã. Durante o café da manhã Tao me perguntou o porquê de eu ajuda-lo, simplesmente não sabia. Algo nele me chamava muita atenção, desde que acordei o olhei mais do que eu consideraria normal olhar uma pessoa, hoje seus olhos não emitiram aquele medo diretamente a mim, confesso que fiquei feliz com isso. Ele estava um pouco mais à vontade, não se encolhia quando eu chegava perto, poucas vezes se assustou com minha presença repentina. Ouvi meu celular tocando no quarto e corri para atendê-lo, no visor estava escrito “mãe”, sentei na cama e a atendi.


“— Oi mãe. — Disse animado.

— Olá querido. A mamãe vai passar um tempo aí com você, tudo bem com isso?

— Sim, mãe. Quando a senhora chega?

— Já disse para parar de me chamar de senhora, ainda sou nova para isso! Amanhã de manhã já estou aí. — Riu. — Seu pai vai ficar cuidando da empresa, ele acha que preciso te mimar um pouco.

— Acho que vai ter mais uma pessoa para mimar. — Disse para mim mesmo.

— Filho! Está de namorico com alguém e nem me avisa? — Grita.

— Calma! Não estou namorando. Assim que você chegar te explico, certo?

— Certo! Mal posso esperar para te ver querido, agora tenho que ir, até amanhã filho.

— Até amanhã mãe. — Desliguei.”


Perfeito, minha mãe vai passar um tempo aqui! Estou muito feliz com isso, mas como vou explicar para ela sobre Tao? Tenho receio de como ele vai reagir.

— Kris, posso ver algum filme? — Disse Tao entrando no quarto.

— Pode, claro. Deve ter alguns na prateleira, ao lado da TV. — Assentiu — Vou fazer pipoca, vai querer também?

— Sim! — Seus olhos brilharam.

Segui para cozinha e comecei a preparar a pipoca. Tao parecia uma criança escolhendo um de seus brinquedos favoritos, ele realmente é muito adorável. Terminado, despejei tudo em uma grande tigela e peguei algumas latinhas de refrigerante, segui para a sala em seguida, deixei tudo na mezinha de centro e me acomodei no sofá. Tao nem esperou e já deu play. Quase na metade do filme eu já nem prestava atenção, pois um belo ser sentado ao meu lado, comendo pipoca e vendo o filme atentamente, havia a tomado por completo. Algum tempo depois senti meus olhos pesarem, depositei minha cabeça em seu ombro direito e em seguida adormeci.


† † † † †

Acordei com um som alto vindo da cozinha, ainda estava escuro, Tao estava dormindo tranquilamente em cima de mim, não liguei e voltei a dormir, agora abraçado a Tao.


† PoV. Tao †

Acabei dormindo no final do filme, Kris já havia adormecido há algum tempo. Tive um sonho calmo, apenas relembrando o filme. Ele contava a história de dois garotos, um deles se transformava em lobo, um belo lobo de pelos cinza escuro e olhos amarelos, este fazia de tudo para proteger o garoto que era totalmente humano. O primeiro encontro dos dois foi em uma floresta, o humano estava cercado por outros lobos, ômegas, antes que um deles pudesse atacar o garoto, o outro chega defendendo-o. É uma bela história de amor, algo nela me lembra o Kris, é como se esta fosse uma versão “cinema” dos últimos acontecimentos de nossas vidas, Kris literalmente salvou minha vida e está me ajudando, qualquer susto que levo por não perceber que ele está perto já pergunta: “tudo bem?” ou “aconteceu algo?”. Seu abraço me passa uma sensação gigante de proteção, como se nada pudesse me ferir, um conforto, um tipo de... paixão? Isso! Paixão, um tipo de amor a ele. Assim como o humano descrevia no filme...

16 Janvier 2021 20:08:54 4 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
1
Lire le chapitre suivant Pretérito

Commentez quelque chose

Publier!
Il n’y a aucun commentaire pour le moment. Soyez le premier à donner votre avis!
~

Comment se passe votre lecture?

Il reste encore 15 chapitres restants de cette histoire.
Pour continuer votre lecture, veuillez vous connecter ou créer un compte. Gratuit!