ageha_sakura Ageha Sakura

Após perder seus pais de uma maneira trágica em um ataque misterioso, TaeHyung aprende que não deve confiar em mais ninguém ao seu redor, a não ser sua jovem e bela irmã caçula, TaeHee. Ao assumir o trono, ocupando o lugar antes pertencido ao seu pai, TaeHyung promete que irá cuidar do seu povo e buscar a verdade por trás da tragédia que assolou sua família, contando com a ajuda de um jovem cozinheiro de ar petulante e grosseiro, mas com um grande coração.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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Como as flores na primavera

Bom dia / Boa tarde / Boa noite


Sejam todos bem vindos a "Scarlet Imperial"!


É com muito prazer que lhes apresento a minha primeira fanfic com o tema de Eras Antigas, espero que gostem e tenham uma boa leitura 💞


Usem as tags: #SITK #ScarletTK


(@Vluzz dedicado a vc bebê 🌸)


__________________


O som delicado das cordas de seda do Gayageum fazia uma bela harmonia com o das pétalas de cerejeira indo de encontro ao chão.


A jovem dama de pele clara como a neve e cabelos escuros como as penas de um corvo, dançava delicadamente no grande salão, seguindo o ritmo com delicadeza e perfeição.


As vestes em tom violeta realçaram a beleza de seus olhos, um castanho escuro que brilhava intensamente como se estrelas habitassem neles.


O leque em sua mão era balançado com delicadeza, indo de um lado para o outro seguindo a batida do instrumento. Faltava mais um pouco, apenas deveria fazer a última parte e finalmente estaria livre, isso se não tivesse tropeçado em seus próprios pés e caído no chão.


— Nem me surpreendo com o seu fracasso, moça insolente! – A voz rígida da mais velha serviu como um último aviso — Você não é digna de honrar a sua família. Vá embora!


Yeri engoliu em seco, os lábios vermelhos de tanto mordê-los e a expressão de tristeza dominava o seu belo rosto. Levantou-se, calçou os seus sapatos e correu para fora do grande salão, fugindo mais uma vez.


Ela não conseguia compreender, sempre se esforçava ao máximo, seus pés ficavam doloridos de tanto praticar e mesmo assim ali estava ela, sendo mais uma vez a desonra da família.


O fato era que estava farta de tudo aquilo, não conseguia e nem queria se encaixar em padrões que exigiam a pureza e a delicadeza de uma mulher.


Yeri sempre valorizou a sua diferença. Vivia a cavalgar e dançar por vontade própria e não para agradar uma família qualquer, um homem qualquer com quem deveria se casar.


Seus pais haviam desistido de si, pois infelizmente ela sempre acabava arruinando os encontros com os seus devidos pretendentes, tornando a fama da família Shin ainda pior. O olhar raivoso de seu pai e o de decepção de sua mãe, sempre deixaram claro o quão ruim era a decisão de Yeri.


Ela tentava, do fundo do seu coração, simpatizar com aqueles homens, se esforçava ao máximo para gostar de algum deles, mas não conseguia. O problema não era nela, nunca foi, porém, naquele tempo toda a culpa caía sobre os seus ombros e nada poderia fazer.


A sociedade era cruel, criavam a imagem de uma dama perfeita mas menosprezavam os verdadeiros dons das jovens, e Yeri ela uma delas.


Para o povo de Baekje, Shin Yeri era uma moça rebelde, sempre desajeitada e somente a sua beleza era o seu charme, todavia, nem mesmo isso ela valorizava.


Para os seus pais, Yeri não passava de uma garota desajeitada e muito a frente de seu tempo, querendo sempre quebrar regras e desonrar a sua família perfeita.


Entretanto, para ela, não passava de uma jovem sonhadora que amava se aventurar pelo mundo, descobrir coisas novas e buscar por uma liberdade que não era permitida às mulheres. Que culpa ela tinha de viver sendo limitada, de não conseguir ser quem era e casar-se apenas com quem realmente tocasse o seu coração?


Yeri não queria casar sem amor, não suportava fingir ser alguém que não era, estava farta de viver da forma que todos queriam e não da maneira que ela gostaria.


E pensando dessa forma, ao chegar na velha mansão de sua família, trancou-se mais uma vez em seu quarto, sendo consolada apenas pelas grandes paredes silenciosas. Seu coração estava exausto de tudo aquilo, a confusão em seu pensamento a fazia querer gritar, fugir para bem longe e se abrigar no único lugar que conseguia se sentir em paz de verdade.


Levantou-se, buscou pelo vestido vermelho de seda fina e detalhes na cor preta, em seguida o capuz grosso no tom vermelho escuro. Abriu o baú secreto onde guardava o seu velho arco e suas flechas, as escondeu debaixo da manta e soltou os fios escuros como a noite.


A noite estava chegando, a Dama de Vermelho iria dançar na floresta mais uma vez.


[.🌸.]


A luz do luar iluminava aquela noite escura, a floresta viva em cores por causa da primavera ganhava mais uma visita da bela Dama de Vermelho.


O capuz escondia o rosto da jovem Shin, o arco estava posicionado e a flecha mirava no tronco de uma árvore qualquer, permitindo que o som forte do vento servisse como seu acompanhante.


Esperou o momento certo, sentiu a energia do lugar dizer-lhe quando deveria soltar e assim o fez, liberando a flecha que chegou com precisão em seu alvo.


O sorriso doce escondido pelo capuz, o coração antes tristonho agora se encontrava mais feliz, a jovem Yeri sempre encontrava paz interior naquele lugar.


Não muito longe, um jovem rapaz andava pela escuridão em busca de desvendar a verdade sobre a lenda que tanto se espalhava e assombrava a população. Seus passos calmos seguiam o pequeno barulho que havia escutado, o som de uma flecha muito bem reconhecido por si.


TaeHyun andava devagar, o cavalo tinha sido deixado para trás enquanto continuava a buscar pelo lugar onde se originara o barulho, acabando por encontrar o motivo da famosa lenda.


Uma jovem estava de costas para si, debaixo de uma grande árvore de cerejeira que parecia ter um brilho diferente em meio aquela floresta escura, como se fosse o centro, a soberana daquele lugar.


Fitou com intensidade a jovem estranha, mas nem um pouco sombria, remover o capuz e libertar os seus fios escuros que brilhavam intensamente graças a luz do luar, causando um efeito inexplicável no coração do jovem rapaz, que encontrava-se perdido nos encantos daquela misteriosa Dama de Vermelho.


Não soube dizer quanto tempo havia permanecido ali, fitando a imagem da bela mulher que dançava junto as pétalas e o vento, o mesmo que a abraçava com delicadeza e aperfeiçoava ainda mais aquela inspiradora dança.


Em toda a sua vida, jamais poderia imaginar que de fato uma lenda poderia ser tão real como aquela, que a jovem dama que surgiu no inverno, continuasse a dançar belamente a luz do luar.


Estava encantado, apaixonado, maravilhado e não existia palavras que pudessem dizer com clareza o quão enfeitiçado havia ficado naquela noite, guardando a memória em um lugar especial do seu coração e jurando fugir mais noites, somente para encontrar aquela mesma dama que esbanjava beleza como as flores na primavera.

[.🐉.]


Todos estavam sentados para o desjejum, o clima encontrava-se tranquilo, nenhuma palavra havia sido pronunciada até aquele exato momento.


— Yeri, soubemos o ocorrido durante as aulas com a senhora Ahn. – Começou o seu pai, o homem de aparência rígida como uma rocha encarava a jovem, a carranca transmitindo todo o desgosto que sentia em seu amargurado coração.


— Peço perdão, papai. – Ela abaixou a cabeça, a vergonha e a tristeza pintando a sua face delicadamente.


— Não é a primeira vez, mas espero que seja a última. – Repreendeu o homem, seu olhar era a própria definição de castigo — Hoje você terá um encontro com o herdeiro do lorde Kang, ele é o seu último pretendente, se algo acontecer considere-se na rua! – Exclamou o mais velho por fim, batendo na mesa com força e levantando-se logo em seguida.


— Sim, papai. – O olhar tristonho de Yeri comovia o coração de sua amada mãe, entretanto, a mais velha sempre dava razão para seu marido como ordenava as leis da época.


— Minha filha, obedeça seu pai e não atrapalhe os planos para o seu casamento. – Disse sua mãe, a pose firme e ereta de uma perfeita dama, algo que sempre exigiu de sua desnaturada filha — Se tudo ocorrer bem você não terá mais a fama ruim, além de estar casada com um poderoso lorde, braço direito do nosso amado imperador.


— Como desejar, mamãe. – Curvou-se para a mulher, levantando-se e seguindo rumo do seus aposentos para aprontar-se para o encontro.


Seu olhar não possuía vida. Fitava sua imagem delicada e bela em frente ao metal brilhoso, observando as damas de companhia tirarem suas vestes para o banho em pétalas de Jasmim e Flores de Cerejeira. Já despida, colocou o pé dentro da pequena banheira, sentindo a água fria arrepiar todos os pelos do seu corpo em choque de temperaturas.


Os fios longos e escuros como o anoitecer, eram devidamente lavados, todos os devidos cuidados para aprontar a futura noiva do lorde Kang.


Era apenas uma entrevista, conheceria o pretendente e de acordo com os bons costumes, se ele simpatizasse com a moça, o casamento seria marcado e durante o período estariam noivos. Só a ideia de depender e ser apenas uma dama educada e fina como a sua mãe, a causava repulsa.


Yeri amava se aventurar, dançar livremente, lançar flechas enquanto cavalgava a toda velocidade. Seu espírito era livre, não conseguiria tornar-se prisioneira de um homem que não amava, muito menos agindo como uma nobre dama conceituada da corte.


Enquanto era arrumada contra a sua vontade, apenas seguindo ordens de seus progenitores por causa das ameaças, expressava em seu belo rosto o desgosto por tudo aquilo.


Seja feita a vontade dos deuses.


Estava finalmente pronta. Fitou seu reflexo no metal prateado, observando os brincos e o Hanbok em tom verde água, combinando com o acessório em seu cabelo. Seu rosto estava coberto por pó de arroz, como se já não possuísse uma pele alva o suficiente.


Sua dama entregou uma pequena bolsa onde levaria, apenas para complementar todo o visual. Por fim, despejaram água de cheiro em si e finalmente poderia descer e caminhar em corte para a casa de seu pretendente.


Todos estavam reunidos em frente a pequena mansão. Seus pais a sua frente de braços dados, ela no centro e ao seu lado uma das damas de companhia, que segurava um sombrinha para que sua pele não fosse maculada pelo sol. Atrás de si havia quase uma comitiva de damas, todas elas serventes da família.


A caminhada fora longa, mas seus pés estavam acostumados àquele ritmo, todavia teria que fingir estar cansada, não poderia levantar as suspeitas de seus pais sobre as aventuras que praticava durante o tempo livre.


De frente a grande mansão foram devidamente recebidos, tendo uma breve oportunidade de Yeri desfrutar de alguns minutos a sós antes de conhecer o herdeiro da casa Kang.


Aqueles minutos pareciam a eternidade, o nervosismo e a raiva apossaram de seu corpo, as falas e as lembranças dos castigos que já recebera vindo a tona, acumulando em uma enorme bola de neve pronta para sufocá-la.


Sua mente praticava uma luta interna, seu lado aventureiro e destemido a obrigando a fugir imediatamente daquele lugar e nunca mais voltar. Enquanto o seu nobre lado consciente aconselhava a ficar, aceitando seu fatídico destino que era melhor do que viver na rua, desprotegida e sofrendo tenebrosas humilhações.


Respirou fundo, soltando lentamente o ar em seguida. Fitou a porta e escutou a leve batida, tão paciente e calma.


— Pode entrar, milorde.


O belo rapaz de pele amorenada e cabelos castanhos entrou no recinto, curvando-se para Yeri e sorrindo logo em seguida.


— É um prazer te conhecer, sempre ouvi falar muito bem de ti. – Comentou o rapaz, sentando-se de frente e entregando uma pequena caixa — Espero que goste do meu presente.


Os olhos pequenos arregalaram-se de imediato, um pouco indecisa em saber se deveria aceitar ou não. Abriu a caixa em silêncio, observando o colar na forma da Flor de Jasmim com uma pequena Esmeralda encrustada em seu meio.


— É lindo! – Seus olhos castanhos brilhavam intensamente, nunca havia visto joia mais linda em toda a sua vida.


— Permita-me colocá-la.


Yeri concedeu em silêncio, virando-se na direção do lorde e permitindo que ele colocasse o belo colar em volta de seu pescoço fino e pálido. O metal gelado entrou em choque com o seu corpo quente, todavia a sensação ruim estava se alastrando aos poucos em seu coração, temendo se aquela era mesma a decisão certa a tomar.


— Shin Yeri, última descendente da casa Shin, permita-me cortejá-la a partir de agora, possibilitando a mim, Kang HeoBin, um jovem herdeiro da casa Kang, a honra de casar contigo. – HeoBin ajoelhou-se diante da moça, segurando sua mão enquanto esperava a resposta de Yeri, mesmo que ela não fosse sincera.


Aceito.


A partir dali estava entregue as mãos de um homem que desconhecia, não sabia se este possuía um coração puro e digno ou apenas seria um monstro que estragaria seus dias até então felizes.

[.🌸.]


A família Shin festejava alegremente, pois a notícia de que Yeri havia aceitado o cortejo do herdeiro da família Kang, era mais do que maravilhosa.


Estavam animados e eufóricos, todos prevendo que logo o casamento seria realizado e que em breve viveriam próximos a família real. Entretanto, Yeri era a única que não celebrava de verdade.


Naquela noite havia ido cedo para a cama, retirando o Hanbok e guardando o delicado colar que ganhara de presente de HeoBin. Estava disposta a afogar sua raiva e mágoas em meio a escuridão da floresta, lançando flechas e dançando até o nascer do dia.


Vestiu seu vestido vermelho com tecidos leves e finos, colocando o velho capuz, não esquecendo do arco e das flechas, assim podendo fugir às escondidas pela janela de seu quarto.


Cavalgou com pressa, o arco preso em suas costas balançava de acordo com a movimentação do cavalo, as lágrimas rolavam por suas bochechas rosadas deixando sua vista embaçada. Parou o animal e decidiu ficar ali por enquanto, esperando que aquela dor diminuísse e pudesse voltar a correr livremente.


Quando as lágrimas haviam cessado, voltou a correr rapidamente, desviando dos galhos e cortando pelo caminho que somente ela tinha coragem de enfrentar. Ao longe vislumbrou belos fios tão escuros como os seus, balançando livremente debaixo da grande árvore de cerejeira.


Parou bruscamente, acalmando seu animal e o prendendo na árvore. Pegou o arco e o posicionou, mirando no estranho que havia descoberto o seu lugar secreto. Esperou pelo momento certo até soltar a flecha, observando-a cortar levemente a bochecha do rapaz que virou assustado para si.


Aproximou-se rapidamente do homem, o arco não deixando de mirar no estranho que havia descoberto e invadido o seu lugar. A menos de um metro de distância, a flecha apontada na testa do rapaz, Yeri o fitou seriamente.


— Quem é você e o que faz no meu território? – A voz suave atingiu o rapaz, como uma lâmina que perfurava a sua carne.


— Calma! Eu vim em paz. – Suas mãos tentaram apaziguar a situação, deixando a garota ainda mais irritada.


— Responda a minha pergunta!


— Só se você abaixar a arma. – Rebateu o rapaz, fascinado com a pose séria de sua musa.


Mesmo desconfiada, ela abaixou, guardando a flecha e o arco em suas costas, todavia ainda estaria prevenida caso ele ousasse fazer algo.


— Me chamo Kim TaeHyun. – disse o rapaz depois de um longo suspiro de alívio — E vim por sua causa, Dama de Vermelho.


A jovem Shin havia permanecido estática, sem ter uma reação exata sobre o que poderia dizer ou fazer naquela situação, o medo alastrando-se por todo o seu corpo.


— Não se preocupe, jovem dama, seu segredo está a salvo comigo! – Exclamou TaeHyun, preocupado com a musa que sempre admirou desde o primeiro dia de primavera.


— Como posso confiar em um estranho? – Sua voz doce soou ácida, o olhar triste carregado em raiva.


— Dou a minha palavra, não tenho motivos para te entregar.


— Tem certeza?


— Absoluta! – Sorriu largo para Yeri, um sorriso com uma forma retangular que nunca havia visto em alguém.


— Agradeço. – Disse por fim, encostando-se na árvore e deixando ir de encontro a grama verde.


— Pelo visto algo ruim aconteceu hoje, se quiser conversar, confesso ser um bom ouvinte. – Comentou TaeHyun, sentando-se ao lado da jovem, mantendo uma distância considerável.


— Acha mesmo que vou contar a minha vida para um homem que acabei de conhecer? – Fitou o rapaz com desdém, recebendo uma risada gostosa como resposta.


— Tenho plena certeza.


Convencido. – Yeri disse séria, a carranca se desfazendo logo em seguida.


Depois daquela noite, Yeri e TaeHyun voltaram a se encontrar mais vezes, ganhando aos poucos a confiança um do outro para enfim a Shin conseguir contar sobre o seu noivado.


Era estranha e inesperada a maneira como logo simpatizaram um pelo outro, sempre se divertindo e passando horas e horas sentados debaixo da árvore, muitas vezes assistindo o amanhecer.


Os meses foram passando, Yeri fora se aproximando cada vez mais e deixando se envolver naquela sensação boa que os rodeava. Todavia, a data do seu casamento com o lorde Kang estava chegando e nada poderia fazer para evitar aquele fatídico dia.


Como era tradição entre a nobreza, Yeri deveria ser devidamente apresentada ao imperador, somente com a benção do soberano poderiam prosseguir com as tradições cerimoniais.


A apresentação era no dia seguinte, o nervosismo dominava o seu corpo e por isso não conseguiu resistir, precisava voltar a floresta naquela noite.


Saiu de mansinho, escapando em meio às trevas do crepúsculo e perdendo o seu brilho carmesim nas árvores de folhas secas por causa do outono.


Cavalgava acelerado, o sorriso estampado em seu rosto carregando o desejo de encontrar o rapaz que descobriu amar após duas estações. Ao longe avistou o seu amado, os fios longos e escuros perdiam-se na beleza daquela árvore de cerejeira que nunca parava de florescer.


Parou o cavalo próximo do rapaz, assustando-o de leve e em seguida ganhando um sorriso doce e retangular em resposta. Nenhum sorriso era tão belo quanto o de TaeHyun.


— Pelo visto a minha linda Dama de Vermelho continua me surpreendendo, não existe momento em que não deixe meu coração acelerado e eufórico. – As belas palavras de TaeHyun soavam como uma doce melodia de Haegeum para a Shin.


TaeHyun esticou a mão em direção a Yeri, ajudando-a a descer do cavalo, sem ousar deixar de tocá-la delicadamente, apreciando as bochechas rosadas ganharem um tom mais avermelhado e gracioso, pois o vermelho era a cor que mais a representava.


Yeri, tentei impedir que meus sentimentos por você florescessem em meu peito, todavia não fui capaz e agora estou perdidamente apaixonado por teus encantos, por tua nobreza e o teu jeito livre de ser. – Os olhos âmbares de TaeHyun transmitiam com intensidade os seus sentimentos profundos e verdadeiros pela garota — Aceita-me como teu amante, teu amor e teu futuro marido. Fique comigo, por quem eu sou e não por títulos de nobreza ou a falta deles.


O sorriso agora radiante da Shin dizia com clareza que era capaz de retribuir, que sentia na pele o mesmo que o Kim a sua frente. Apesar de lembrar de seu noivo HeoBin, ainda sim preferia viver ao lado de quem amava do que sofrer por algo que não valia a pena viver.


Como TaeHyun havia dito, amar sem olhar títulos de nobreza, esquecer a riqueza que seus pais tanto almejavam e focar apenas no homem que estava a sua frente, no verdadeiro Kim TaeHyun que mostrara-se tão puro de alma e coração, capaz de encantar a determinada e aventureira Shin Yeri.


Aceito viver contigo por toda a eternidade, tendo como benção do nosso amor a deusa que mora dentro dessa vivente árvore de cerejeira. – Selando aquele amor, eles se entregaram pela primeira vez em um beijo doce e acalentador, tão forte e talvez inconfundível.


As pétalas de cerejeira os cercaram junto do vento, provando o quão abençoados era aquele jovem casal que se amava verdadeiramente, mesmo que de fato não soubessem um sobre o outro.


A chama viva corria em seus sangues, o sinal do dragão que abençoava os nobres corações apaixonados que ali juraram o seu amor diante de deuses, estes que prometeram apoiá-los apesar de tudo.


[.🐉.]


O dia havia passado em um piscar de olhos, deixando o coração de Yeri ainda mais amedrontado e inseguro do que antes.


Estava coberta de joias e usava um Hanbok de tecido caro, presente dado pelo seu futuro marido. As mãos suavam friamente, a garganta seca engolia saliva a força e o olhos cor de jabuticaba não tinham o mesmo brilho intenso de antes.


Em sua mente apenas surgia a bela feição com sorriso peculiar de TaeHyun. Em seu coração somente podia sentir os batimentos acelerados quando pensava no rapaz. Ela por inteira estava entregue ao seu amado, apesar de prometida a outro homem.


A sua frente estava o seu futuro noivo, Kang HeoBin, que andava gloriosamente pela viela, esbanjando toda a nobreza referente ao seu título de futuro lorde. O que antes enxergava apenas afeição pelo homem, agora sentia algo ainda mais estranho, como se estivesse traindo os seus sentimentos por TaeHyun.


Os portões do Palácio Imperial foram abertos de repente, a comitiva do lorde adentrava o recinto e ela apenas seguia os seus passos, totalmente perdida em meio aquele imenso jardim florido e a gloriosa arquitetura do ambiente.


De fato nunca havia estado naquele lugar, pois somente era permitida a entrada de nobres e funcionários que serviam com extrema lealdade ao imperador, Kim TaeYang.


Muitos murmuravam que em pouquíssimo tempo o jovem herdeiro ao trono assumiria o seu posto, recebendo as bênçãos do deus que significava a soberania, a prosperidade, a virtude e a sabedoria.


O grande Dragão Vermelho era o símbolo de um imperador, o deus que regia toda Baekje e a própria família imperial. Um Kim nascia com chama correndo em seu sangue, segundo as lendas do povo.


Os portões que protegiam a sala do trono estavam fechados, aguardando o momento certo para serem abertos e assim a família imperial mostraria sua face àqueles que necessitavam de sua benção.


— Está nervosa, minha noiva? – Perguntou HeoBin, voltando-se para Yeri que estava perdida em pensamentos até notar as orbes lhe fitando com intensidade.


— Um pouco, meu noivo. – Confessou em tom baixo, as últimas palavras saindo doloridas de sua garganta.


— Então entraremos juntos, de mãos dadas. Tudo bem para você? – O olhar de aparência gentil estava totalmente direcionado a si, um sorriso pequeno nos lábios cor de cereja.


— Como desejar, meu lorde. – Yeri respondeu em tom ainda baixo, mas audível o suficiente para o Kang. Sentiu o braço do homem rodear o seu, enlaçando ambos para prosseguirem com a entrada do cortejo.


O encontro das peles a torturava, pois o toque não era quente e delicado como o de TaeHyun, não possuíam o calor capaz de confortá-la que somente ele possuía. No fim, Kang HeoBin jamais seria Kim TaeHyun, seu amado misterioso.


Os portões da sala do trono foram abertos de uma vez, o arrastar da madeira causando um leve incômodo em seus ouvidos. Tudo parecia girar, sua visão estava ficando turva e o calor da roupa não estava fazendo bem a si, todavia ainda precisava se manter firme.


E como se os deuses tivessem ouvido o seu clamor, uma brisa suave os cercou, amenizando a sua temperatura corporal. Seus ouvidos antes incomodados com o barulho da madeira, agora estava concentrado na doce melodia de um Ajaeng, a vontade de dançar falando mais alto em seu âmago.


Em contraste, o Hyeongeum fora tocado em seguida, harmonizando a melodia em um convite para que adentrassem com estilo no grande salão. Os passos delicados que aprendera nas aulas estavam sendo usados ali, um sorriso verdadeiro pela primeira vez estampado em seus lábios e o seu doce olhar focava nas pessoas a sua frente, aguardando pelo momento em que se curvaria diante do rei.


Mais alguns passos e ali estava Shin Yeri, prestes a se curvar para o seu soberano, entretanto, por uma ironia dos deuses ou do próprio destino que parecia odiá-la, seu amado misterioso estava ao lado do imperador.


Seus olhos escuros como uma ônix se arregalaram, a respiração não estava mais regulada e o seu corpo não conseguia se mover. Todos os momentos em que viveu durante aquelas duas estações estavam se repetindo em sua mente, com toda certeza aquilo só poderia ser uma brincadeira de mal gosto do destino.


Então a sua visão fora escurecendo, algumas vozes estavam chamando por si, contudo, a única que conseguia identificar com clareza era a de TaeHyun, seu amado não tão mais misterioso.


E como um último pedido, apenas desejou que os deuses tivessem piedade de si, principalmente a sua velha protetora escondida na floresta proibida.


[.🌸.]


Os olhos tão escuros como a noite foram se abrindo aos poucos, a visão desfocada ganhando forma, conseguindo perceber aquele quarto que não era o seu e muito menos pertencia a sua moradia.


Levantou-se ainda sentindo um pouco de tontura, sendo aparada rapidamente por braços não muito fortes mas com um cheiro tão conhecido por si.


— Não deve se mexer dessa forma, ainda está fraca. – A voz suave e levemente grave serviram como o conforto que tanto buscou em seu noivo, mas acabou encontrando no homem que mentiu para si.


Tae... – Yeri chamou pelo homem, recebendo aquele mesmo sorriso retangular em um resposta muda — Por que mentiu para mim? Por qual motivo escolheu esconder algo de tamanha importância? Eu... não consigo entender.


Os olhos castanhos cor de mel a fitaram com certa tristeza, o medo e o desconforto apossando-se de seu corpo. Levou a destra em direção aos fios longos e escuros como os seus, ousando tocá-los com calma e delicadeza, expressando uma devoção inigualável pela sua amada.


— Em nenhum momento quis esconder sobre ser o herdeiro do império, todavia tinha medo de rejeitar-me justamente por causa disso. – Começou a explicar, a voz levemente rouca falhando em alguns momentos — Estou tão apaixonado por você, que não conseguiria lidar com a sua perda, com a perda dos seus sentimentos por causa do meu título de nobreza.


O sorriso acalentador da Shin serviu como o apoio que o Kim buscava naquele momento, as testas se tocaram gentilmente e ambos sorriram um para o outro, a confiança que tinham não havia se abalado em nenhum momento.


Jamais deixaria de te amar por algo bobo, apenas espero que daqui em diante não mintas mais para mim. – Respondeu Yeri, a destra acariciando o maxilar afilado do homem a sua frente, os rostos ainda encontravam-se próximas.


Prometo. – E sem conseguir resistir, tocou os lábios cor de cereja da garota com os seus, em um beijo casto e secreto.


— O que será de nós a partir desse momento? – Questiona Yeri, a sua voz soando falha e o coração apertado — Estou noiva e provavelmente seu pai irá aceitar o nosso casamento.


Ele não vai! – Exclama TaeHyun de repente, observando a expressão confusa da garota ao se afastar do gesto íntimo que trocavam.


— Como podes ter tanta certeza disso?


— Porque pedi sua mão enquanto ainda estava adormecida, enfrentando o conselho e o seu noivo, recebendo até bronca de seus pais que jamais esperaram por isso. – Explicou o Kim, a seriedade em sua voz pareciam convencer a jovem Shin, todavia ela não estava satisfeita com a resposta.


— Kang HeoBin está apaixonado por mim, como concederia minha mão a ti, sem mais nem menos? – Perguntou em seguida, o olhar afiado em busca da verdade — E meus pais? Se eles te deram bronca como iriam prosseguir com isso? De fato deveriam ter me jogado na rua, pois traí meu futuro noivo!


A risada gostosa de TaeHyun preencheu todo aquele imenso quarto, as sobrancelhas arqueadas de Yeri expressavam a sua clara indignação com o ato repentino do Kim.


Saranah, em todos os meus anos como príncipe vivi em meio ao luxo e os mimos da nobreza, nunca ousei pedir algo de meu pai, todavia, quando implorei de joelhos a todos naquele salão, meu desejo foi acatado de imediato. – A expressão claramente irritada de Yeri fora suavizando aos poucos, o sorriso largo de TaeHyun a convencendo por fim.


Príncipe mimado. – Murmurou baixo, o tom divertido presente em seus lábios rosados.


— Recusaria qualquer mimo, qualquer dinheiro apenas para estar ao seu lado. – Disse o Kim de repente, recebendo o olhar surpreso da Shin, encantada com as palavras enquanto via a sinceridade jorrar de seus olhos.


Acredito em você, honi – disse em um sussurro, os rostos aproximando-se novamente um do outro.


E eu estou com você, saranah – respondeu em um mesmo tom, compartilhando ali de um doce e irresistível beijo, carregado de sentimentos e sensações que ambos correspondiam com tamanha intensidade, capaz de preencher até os mais vazios corações do mundo.

[.🐉.]


E mais uma estação havia chegado.


O inverno fora congelante naquele ano, os corpos não conseguiam se aquecer de forma suficiente, todavia, o imperador havia ordenado que os camponeses passassem os dias mais frios no palácio.

Naquela mesma época do ano, o jovem TaeHyun havia tomado a decisão de pe

dir Yeri oficialmente em casamento, cumprindo as regras de cortejo até a data oficial.


Os amantes da primavera tinham criado um vínculo cada vez mais forte, o amor de ambos contagiou toda a vila que antes olhava de maneira torta para a Shin, mas agora a tratavam como uma verdadeira rainha.


Os encontros na velha árvore de cerejeira permaneceram, a lenda da Dama de Vermelho nunca fora apagada. Segundo alguns boatos, ela era o próprio Dragão Vermelho que vinha cuidar e abençoar o povo de Baekje.


Em meio as lendas, as estações foram mudando novamente e os amantes da primavera finalmente puderam se unir, as almas tornando-se ligadas pela unção dos deuses.


Aqueles que se conheceram na primavera, agora iriam casar no mesmo período, a pedido do próprio herdeiro do império Kim.


A bela Yeri era devidamente arrumada para o evento, usava um Hanbok feito em tecido grosso na cor branca com detalhes dourados na bainha. Os cabelos escuros como a noite presos em um coque baixo, o adorno de ouro com rubis no topo da sua cabeça.


Trouxeram um colar de ouro também com rubis encravados, dando um realce ao símbolo do Império e a beleza da jovem Shin. A maquiagem era leve, a pedido seu, que deixava sua pele clara tão límpida e viva, suas bochechas rosadas davam um toque especial ao visual.


De frente ao metal espelhado, Yeri igualava-se a uma verdadeira Imperatriz, sua beleza digna de alcançar as deusas mais poderosas, pois não existia mulher mais bela e perfeita em todo o reino.


A batida em sua porta foi o sinal para o momento em que tanto esperava, todavia, a sensação de insegurança estava instalada em seu peito e o medo de casar e perder a sua liberdade falava mais alto, mesmo que amasse TaeHyun verdadeiramente.


— Poderiam conceder-me um momento a sós no jardim? – Pergunta Yeri, sua voz baixa soava como súplica as damas de companhia.


As mulheres ao seu redor ficaram temerosas em aceitar a proposta, todavia era pedido da futura rainha e, por esse motivo, resolveram conceder.


— Estaremos ao seu aguardo na entrada principal. – Uma das damas informa, saindo logo após a confirmação da Shin.


Yeri saiu do quarto e começou a caminhar lentamente, o vestido pesado atrapalhando um pouco na hora de se movimentar. Os passos calmos e a mente cheia entravam em conflito, todavia, a árvore de cerejeira naquele jardim seria o seu apoio naquele momento.


Aproximou-se da árvore, o sorriso estampado em seus lábios ao sentir uma energia semelhante a da velha árvore da floresta proibida. Sua destra tocou a árvore ao mesmo tempo em que seus olhos se fecharam, uma oração silenciosa que pedia por seu casamento e o reinado de seu amado.


Ao longe TaeHyun avistou sua amada, o olhar preocupado se contrastando com o de apaixonado, pois não existia nenhum momento em que não suspirasse de amores pela aquela doce e destemida mulher.


Aproximou-se da árvore, recebendo um pequeno sorriso em resposta da moça que havia escutado os seus passos, sempre atenta a qualquer movimentação.


— Está com medo, saranah? – Pergunta TaeHyun em um fiapo de voz.


— Um pouco, mas confio em você. Confio o meu amor em você, TaeHyun. – A voz doce foi o conforto que o Kim buscou em meio aquele vento calmo a confusão de seu casamento.


E eu confio o meu a você, Yeri. – Buscou pela mão de sua futura esposa, depositando um breve selar de forma casta.


Os olhares sorriram mais que seus lábios, o amor verdadeiro estampado em seus rostos e de mãos dadas seguiram em direção ao portão principal.


Naquele belo dia de primavera, os amantes foram unidos e tornaram-se um só diante do Dragão Vermelho.


Algum tempo depois, a tristeza abateu o Império Kim, a morte do imperador TaeYang trouxe muita dor aos seus filhos, TaeHyun e NamGil. Com a morte do antigo imperador, TaeHyun assumiu o trono por ser descendente direto do rei.


Durante o governo de TaeHyun o reino viveu em abundância, não houve um dia em que sofressem com fome ou sede, a pobreza não existia e os povos vizinhos se uniam cada vez mais com Baekje por sua causa.


Em pouco tempo Yeri engravidou, seu primeiro filho era a bênção do reino antes de seu nascimento, pois todos acreditavam que a partir dele viria um bom presságio.


Meses depois a criança nasceu, o primogênito de TaeHyun veio ao mundo surpreendendo a todos os habitantes do reino e a própria família imperial. Um belo meninos de cabelos vermelhos como as chamas em brasa, os olhos castanhos e a pele morena beijada pelo sol como a de seu pai, carregando em seus pequenos lábios um sorriso banguela encantador.


TaeHyung, o filho que nasceu do amor verdadeiro de dois amantes de uma era primaveril. O belo menino de cabelos carmesins era a prova viva de que os deuses amavam seus pais, pois os presentearam com o descendente do Dragão Vermelho.


No mesmo dia, ao anoitecer, uma luz dourada cercou o filho do casal Kim, as chamas queimaram suas costas mas não havia sinal algum, nem mesmo um choro do bebê. Ao olharem melhor, havia uma marca estranha que começava em seu braço e terminava em suas costas, uma tatuagem de dragão.


A cauda do dragão subia e arrodeava o bracinho, terminando com a cabeça nas costas frágeis e pequenas.


Com o passar dos anos, TaeHyung foi tratado como a verdadeira reencarnação do deus dragão, tornando-se uma divindade em meio ao povo de Baekje. Todavia, Yeri era totalmente contra e sempre deixava claro, usando o seu título de rainha que o seu filho não era um deus.


Meses depois, uma grande guerra assolou o reino, as chamas vivas queimavam todo o território e os guerreiros lutavam para proteger Baekje com suas vidas, felizmente conquistando a vitória após uma batalha árdua e sofrida.


Anos se passaram, TaeHyung aos dois anos ganhou uma pequena e preciosa irmã, seu nome era TaeHee. Yeri e TaeHyun estavam felizes, os frutos de seu amor estavam ali em seus braços, sorrindo de forma inocente em meio aquele tempo caótico que viviam.


Os quatro puderam desfrutar de gloriosos momentos ao lado um do outro, agindo como uma verdadeira família. Por eles, viveriam ainda mais anos juntos, vendo seus filhos crescerem e tornarem-se pessoas de caráter, sendo bem instruídas para viverem e desvendarem o mundo a fora.


Entretanto, nenhum deles imaginou que naquele ano sombrio, um dia após o aniversário de quatro anos do pequeno TaeHyung, a morte viria para assombrar aquela bela família.


Aquela noite parecia ser mais uma tranquila como as outras, TaeHyun estava resolvendo assuntos políticos na sala ônix, enquanto Yeri brincava com as crianças de arco e flecha.


Mamãe! Mamãe! – A voz animada de TaeHyung chamava pela Kim, o sorriso radiante da mulher não resistia ao ouvir aquele rapazinho que era a verdadeira cópia de seu marido, mudando apenas o intenso vermelho de seus cabelos.


— O que o meu pequeno deseja? – Abaixou-se na altura do garotinho, acariciando o rosto amorenado com afeição.


— Brincar! – O sorriso retangular estava ainda mais radiante, Yeri não conseguia resistir ao encanto de seu pequeno dragãozinho.


— Mas já estamos brincando, meu amor. – Respondeu o garoto, seu sorriso largo se divertindo com a inocência da criança — Depois quero todos na cama.


E assim eles continuaram a brincar, os sorrisos animados, os abraços e beijos carinhosos, todos compartilhados com muito amor, pois aquela seria a última vez.


De repente gritos audíveis se espalharam pelo palácio, sons de pisadas fortes e o barulho das armas disputando uma batalha por dominância. Yeri conhecia bem aquele som, a guerra ensinou tudo o que ela sabia sobre outras armas.


— Crianças, vamos brincar de esconder. – Segurou TaeHee em seus braços e os colocou nos de TaeHyung, o indicando a entrar em uma das passagens secretas do palácio.


— Mamãe, está escuro! – Exclama TaeHyung, o biquinho fofo se formando em seus lábios cor de pêssego — TaeHee tem medo do escuro.


TaeTae, seja o escudo e a chama que protege a sua irmã. Nunca a deixe temer as trevas e a escuridão. – O olhar sério estava pintando nos olhos cor de ônix de Yeri, o medo por seus filhos falando ainda mais alto — A proteja e confie nela, somente nela. Eu te amo, meu pequeno dragãozinho. – Abraçou ambos os filhos com força, sussurrando no ouvidinho de TaeHee suas últimas palavras — Eu te amo, minha pequena flor de cerejeira.


O abraço fora cortado, um último sorriso se perdeu em meio à porta fechada dentro da sala escura e pequena. TaeHyung estava com medo, as palavras de sua mãe soaram tão dolorosas e por isso apenas se agarrava com força a TaeHee.


Do lado de fora Yeri carregava em suas mãos duas espadas, posicionada dentro do quarto para evitar qualquer ataque que ameaçasse a segurança de seus amados filhos. Em sua mente apenas orava pelo bem deles, que acontecesse o que for, eles ficariam a salvo.


As portas foram arrombadas, os homens estranhos e mascarados a atacaram de repente, todavia a mesma se defendia com tamanha eficácia e perfeição. O som ensurdecedor das espadas assombravam os ouvidos das crianças, o coração preocupado de Yeri falava mais alto em meio a batalha, conseguindo vencer seus inimigos aos poucos.


O sorriso largo de um dos mascarados causava uma leve impressão de déjà vu, em um momento de deslize perdeu o controle das espadas e acabou caindo de costas no chão. O olhar raivoso expresso em seu belo e delicado rosto, a lança de um dos homens pressionada em seu peito, sentindo apenas as lágrimas de dor escaparem de seus olhos.


Os passos do lado de fora chamaram a atenção dos homens, todos surpresos com a bela imagem de TaeHyun, que havia surgido das chamas totalmente ileso. O Kim lutou bravamente com os homens, com a ajuda de Yeri conseguiram matar dois deles, restando apenas mais um, o mesmo com a lança em mãos.


— Deixe nosso reino em paz! – Exclama Yeri, o tom de irritação claro em sua voz.


Não. – Ao avançar, o homem conseguiu desarmá-la novamente, a lança pronta para atravessá-la, entretanto, TaeHyun se colocou à frente de sua esposa, entregando a sua vida no lugar da sua amada, mas morrendo junto a ela.


A lança atravessou a carne de ambos com força, a sensação dolorosa e sofrida derramada em lágrimas, o sangue jorrando e manchando o tapete marrom do quarto.


Dentro da pequena passagem havia uma brecha, a mesma que permitiu a pior visão de perda que uma criança de quatro anos poderia ter. Naquela noite, chorando lágrimas silenciosas enquanto apertava sua irmã em seus braços, TaeHyung jurou buscar a verdade escondida naquele ataque repentino e misterioso.


Os olhos castanhos ganharam uma coloração intensa de vermelho, o brilho incandescente carregava ódio no pequeno coraçãozinho, a chama do dragão corria no sangue dos descendentes Kim.


O desejo pela vingança havia sido plantado na alma pura e inocente de uma criança, carregando consigo a saudade e a tristeza em meio a turbulência de uma palácio em chamas.



*Notas Finais*


Primeiramente agradeço a minha amiga Maria Clara por essa fanart / capa belíssima, eu realmente tô apaixonada por ela meu amor 💞 obrigada por todo trabalho duro, te amo foradearia


Enfim, espero de verdade que tenham gostado e a partir de agora viagem comigo nessa nova aventura 🐉


A fanfic tem uma fanart em forma de capa no Wattpad, mas o link ta aqui pra quem quiser conhecer o trabalho da minha amiga Maria Clara ❤:
https://www.instagram.com/p/B-C8Dwzlbsb/?igshid=39g6t21sbhqq


Dicionário:

Gayageum, Haegeum, Hyeongeum e Ajaeng são insteumentos coreanos que utilizam cordas de seda, o som que eles produzem é belíssimo! Um dorama que amo usa o primeiro citado, Heartstrings!

Honi é "honey" em coreano, possuindo o mesmo significado. Apelido carinhoso assim como Saranah, que quer dizer "meu amor".

Hanbok é uma roupa típica da época coreana, mulheres usam vestidos hanbok e homens usam uma bata e uma calça frouxa.


Twitter: @stephy_lilian

CuriousCat:
https://curiouscat.me/stephy_lilian


Nos vemos no próximo capítulo 💕

13 Avril 2020 13:16:59 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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À suivre… Nouveau chapitre Tous les 30 jours.

A propos de l’auteur

Ageha Sakura >> why do you still wishing to fly? >> taekook is a cute world sope ; bwoo ; kaisoo ; markson ; hyudawn twitter: @stephy_lilian [Ficwriter]

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