kawa-chans2 Kawa

O rei demônio sofrera um golpe, quem diria que seus próprios irmãos o trairiam do jeito mais covarde possível? E ainda por cima havia Bokuto, que não parava de correr atrás de si, atazando sua vida. Oikawa só queria um pouquinho de férias do mundo sobrenatural, mas nem expulso do seu posto as confusões paravam de o perseguir. Fanfic iniciada em 2019


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

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Expulso

Oikawa sabia que hora ou outra aquilo aconteceria, bem no fundo do seu ser, mas ele sabia que aconteceria. Mesmo com a certeza, preferiu não ver os olhares debochados das diabretes quando iam solicitar algo na sala do trono, preferiu ignorar os cochichos de Kuroo e Tendou, a forma que seus comandos eram ignorados, ele quis só continuar governando com a paixão que tinha pelo Inferno, mesmo com uma pressão enorme de Lilith ele continuou fazendo melhorias que dariam um rendimento no futuro do Inferno. Infeliz decisão Oikawa.

- Então quem está conosco? – A voz de Kuroo ecoou pelas paredes do castelo infernal que estava lotado de bestas, almas pecadoras e demônios importantes. – Precisamos expulsar esse traidor logo. – Gritou.

Uma onda de vaias e urros se fez presente, sentado no trono Oikawa suspirou, seu interior queimava de ódio com tal afronta, mas ele sabia que não poderia cair na lábia dos, agora, ex-companheiros.

- O que te faz pensar que eu sou traidor Tetsurou? – Se pronunciou pela primeira vez desde que aquele showzinho de quinta categoria tinha começado, há duas horas infernais.

A voz de Oikawa se propagou como um trovão forte, calando a todos em questões de segundos, as bestas entraram em posição de defesa com um choramingo.

- Claramente seu relacionamento com os anjos. – Tendou conseguiu dizer após longos segundos engolindo em seco. – Todos nós podemos ver que as suas novas medidas estão com o intuito de enfraquecer nossas barreiras para que eles possam vir a dominar este lado também.

Uma sobrancelha de Oikawa se levantou dando mais intensidade ao olhar perigosamente frio e às suas feições calmas.

- Mesmo? Me diga Satori, o que você fez para melhorar as defesas do Inferno? – O ruivo apenas o olhou indignado. – Exatamente, nada! A única coisa que você sabe fazer com a sua parte do comando, é bagunçar e criar conflitos desnecessários.

- Mas pelo menos ele não fica se engraçando com o inimigo. – Lilitih soltou atrás do trono onde Oikawa repousava.

- Eles não são nossos inimigos. – Rebateu fechando os lábios numa linha fina que escondia todo o seu ódio só de ouvir o tom irônico da demônia.

- Ooo não? Desde quando deixou de acreditar nos meus ensinamentos, filho?

O rei fechou os olhos ao começar a ouvir os burburinhos surpresos que se espalharam pelo salão. Respirou fundo, o trabalho de tanto tempo escondendo a informação para que fosse destruído só com uma frase.

- Nunca me importei com eles, Lilith.

- Maldoso Oikawa, sempre soube que em algum momento você me desapontaria. – Contornou o trono até estar de frente para Oikawa, que com toda certeza queria voar no pescoço da ruiva com feições tão parecidas com as suas e de seus irmãos. – Fico feliz de ter gerado Kuroo e Tendou antes de você. – Soltou com o sorriso venenoso que dava nojo no rei, mesmo que fosse considerado uma arma sexual por muitos.

- Hn? Está feliz por ter gerado dois desmiolados inconsequentes? – Deu de ombros. – Sempre soube que era burra Lilith, mas não sabia que era tão burra a ponto de querer me vir até aqui me enfrentar.

- Eu te desafio Oikawa. – Tendou e Kuroo disseram ao mesmo tempo, interrompendo a discussão que possivelmente se arrastaria por longas horas.

- Me desafiam? A que? – Perguntou quase rindo debochado da situação.

- Nós queremos a coroa, então te desafiamos para uma luta. – Tendou disse.

- O perdedor deixa a coroa e o Inferno para sempre. – Kuroo completou.

Dessa vez, foi Oikawa que riu arrepiando todos os presentes, descruzou as pernas e se levantou jogando a capa para trás. Caminhou a passos suaves até o centro a roda que se formou ao redor de Kuroo e Tendou.

- Aceito o desafio. – Disse mesmo sabendo que suas chances de ganhar eram nulas. – Asmodeus será o juiz. – Ditou sua última ordem e se posicionou esperando o demônio tomar seu lugar acima do círculo.

- O-Oikawa... Tem certeza disso? – Perguntou uma voz feminina tão conhecida por ele ao pé do seu ouvido.

- Ooo Abaddon. – Se virou e sorriu para a morena. – Sim, tenho. – A demônia o abraçou forte. – Me diz que tem um plano, esse lugar vai desmoronar sem você... – Suplicou baixo para que só ele pudesse ouvir.

Sem desmanchar o sorriso, Oikawa fez um carinho nas costas alheias e a afastou ao ouvir Asmodeus o chamar. Deu uma última olhada na direção da mesma e se virou para encontrar o homem-bode em cima da sua cadeira com mini asas dos lados, Asmodeus o olhava com tristeza, o velho sábio também já tinha uma vaga ideia do que se seguiria.

- Vamos começar o combate pelo trono. – Suspirou cansadamente. – O primeiro que sair do círculo perde, Kuroo e Tendou estão contando como um só desafiante. – O trio de irmãos de adotou suas poses de defesa características, Kuroo observava cada movimento de Oikawa com atenção, Tendou tinha seu corpo tencionado, mas o sorriso insano se desenhava nos lábios e Oikawa permanecia relaxado. – Comecem.

Kuroo e Tendou fizeram o ataque quase imediatamente, cada um segurou um braço de Oikawa e o puxou para trás, sorrindo debochado Oikawa se deixou ser arrastado, ele não gastaria sua energia sem motivo aparente, antes de sair do círculo sorriu para Abaddon e balbuciou “Corra”. A morena arregalou os olhos e sumiu do lugar onde estava deixando apenas o característico cheiro de enxofre no lugar, no momento seguinte Oikawa foi tirado do círculo.

Como o rei que era, Oikawa se soltou do aperto dos garotos e retirou a coroa, usou seus poderes para a dividir em duas, com um sorriso debochado no rosto coroou os dois, sabendo que todo o inferno prestava atenção nas suas ações lhes desejou boa sorte e saiu dali num simples movimento de capa sem completar o juramento de deixar o Inferno para sempre. No portão Oeste Abaddon o esperava com uma mala grande, preta e cheia de desenhos de Aliens.

- Precisa mesmo ir meu rei? – Perguntou a demônia fazendo uma reverência com a cabeça.

- Sim, preciso. – Tocou a cabeça da outra e desarrumou seus cabelos curtos num carinho. – Não sou seu rei Abaddon, esse papel agora é dos meus irmãos. – Ditou calmamente.

- Nunca! Eles nunca serão meus reis. Eu não aceito! – Com um suspiro cansado Oikawa olhou ao redor com receio de algum guarda estar por perto.

- Querida, não é questão de você aceitar ou não. – Começou com a voz terna. – Por enquanto só lhe resta conviver com isso.

- Como está tão calmo Oikawa ? Você queria isso não?

Diante de tal afirmação estúpida o rei liberou um riso frio e irônico da garganta.

- Pelo contrário, meus irmãos são idiotas demais, eles acham que o Inferno vai os aceitar, eles acham mesmo que eu era rei porque a vadia da Lilith me escolheu. – Sentiu uma veia pulsar na testa e fechou os pulsos com força. – Eles estão enganados. – Olhou novamente para a garota que tinha um olhar assustado e confuso no rosto, balançou a cabeça e tomou a mala de suas mãos. – Vou sentir sua falta Abaddon, se cuide, aqueles idiotas irão te prender por qualquer coisinha. – Lhe deu um último abraço e caminhou para fora do seu lar.


A notícia do evento no mundo de baixo chegou ao Céu em menos de vinte minutos depois, Bokuto estava tão focado nos seus afazeres como Deus que quase derrubou o café sobre as anotações quando um Hinata bateu a porta do seu escritório onde vários pergaminhos voavam de um lado a outro.

- O que foi Hinata? – Perguntou notando o garoto ofegante e com uma expressão assustada no rosto.

- O Grande Rei! – Deu uma longa respirada funda e se apoiou nos joelhos. – F-Foi expulso do Inferno.

Os pergaminhos caíram no chão e os olhos do Deus-coruja se arregalaram.

- Onde ele está? – Perguntou se levantando e vestindo sua capa.

- Acabou de sair pelo portão oeste do Inferno e pelo que eu soube no caminho ele está indo para uma vila ao norte da Inglaterra.

- Hinata, chame Kageyama para tomar conta de tudo. Eu vou atrás de Tooru. – Ordenou já saindo do edifício.


Em menos de cinco segundos depois Bokuto aterrissou na frente de Oikawa que enfrentava uma ventania desgraçada no caminho para a tal vila. Bokuto quase não o reconheceu pelo estado deplorável que o demônio estava, Oikawa tinha as roupas rasgadas em vários pontos, a mala estava destruída nas suas mãos, os cabelos desgrenhados e a pele machucada e muito suja.

- Oikawa? – Chamou incerto olhando o rosto tampado pelo braço direito.

O braço foi abaixado o suficiente para que Bokuto visse os roxos enormes ao redor dos olhos castanhos surpresos pela aparição repentina do Deus em meio ao caos que estava aquele lugar. Com o coração apertado Koutaro puxou o corpo de Oikawa para um abraço e se teletransportou para uma caverna escura próxima dali.

- Oikawa o que aconteceu com você? – Perguntou ao deixar o garoto sentado com as costas na parede.

O trovão que cortou o céu do lado de fora da caverna fez Tooru se encolher com medo, percebendo isso Bokuto com um movimento de mão fechou a entrada da caverna e criou vários pontinhos de luz deixando o lugar com um clima mais agradável. Oikawa virou o rosto numa tentativa de não encarar o olhar horrorizado de Koutaro, já era demais ter que aguentar toda aquela maldita dor.

- T-Tooru, responde. Quem fez isso? – Perguntou de novo encarando os chifres quebrados.

Agora sem toda a ventania Koutaro via melhor como a pele levemente morena estava queimada em alguns pontos, arranhada em outros, sangrando em muitos. O rosto completamente machucado e não deixou de ter um arrepio de susto quando Oikawa abriu a boca pra lhe responder e ele ver poucos dentes para formar o sorriso que tanto gostava.

- O-Olá Kou-chan. – Falou fraco com a voz arranhando. – A minha saída do inferno não foi tão tranquila quanto eu imaginei... – Com as unhas quebradas coçou uma parte da cabeça que não tinha machucados. – Parece que a vadia da Lilith não queria que eu sobrevivesse à lu... – Foi interrompido pelo abraço quente de Koutaro. - Kou-chan, o que está fazendo?

- Não chore Oikawa, por favor...

Oikawa teve que tocar o próprio rosto para notar que realmente estava chorando, com a outra mão tocou a parte livre das costas de Koutaro dando um abraço desajeitado.

- Não se mexa, eu vou te curar... – Falou encostando as palmas na nuca alheia. – Se doer me avise.

Mal deu tempo de Oikawa reclamar, pois certamente ele o impediria de o curar, e começou o processo de cura, Tooru soltou um arquejo ao sentir o calorzinho característico do poder de Koutaro fluindo pelo seu corpo fechando os machucados um a um. Foi um processo demorado que ambos o fizeram em silêncio, Oikawa refletindo sobre o porquê de estar sendo curado e Koutaro se segurando para não arrancar a informação a força de Oikawa.

- Prontinho Tooru... – Se afastou para olhar o rosto imundo do outro e respirou aliviado por ver só sujeira e nada de roxos.

- Não tinha que me curar Kou-chan, na verdade não deveria estar aqui... – Cruzou os braços irritado. – Lilith vai te destruir.

- Essa piranha que chegue perto de mim... – Ameaçou com a voz fria.

- Kou-chan, você tem um universo para cuidar, só volte para ele... – Virou o rosto e suspirou. – Vou ficar bem.

Oikawa realmente não entendia o jeito do outro, já havia alguns meses que o platinado havia tomado o trono do Céu e desde o dia que Oikawa fora até o castelo dar as felicitações ao novo deus, Koutaro o seguia para cima e para baixo, não importava o que acontecia consigo poucos segundos depois lá estava Koutaro se metendo entre as suas brigas de bar ou o sequestrando do próprio trono para passar longos períodos de tempo preso numa dimensão consigo conversando sobre amenidades e sobre o relacionamento dele com o príncipe-corvo Kageyama.

- Tooru, nós dois sabemos que você não vai. Deixe de ser teimoso e me deixe cuidar de ti.

Mesmo ainda incerto sobre permitir ou não que o outro lhe tocasse mais do que já fazia, suspirou e assentiu olhando os próprios pés. Com um sorriso vitorioso, o garoto puxou Oikawa pelos cotovelos e o carregou até o fim da caverna onde um grande lago cristalino residia. Um som surpreso deixou a garganta de Oikawa ao ver o quão lindo ele era, seus olhos foram incapazes de não notar os cristais verdes presos nas paredes do lugar.

- Vamos Oikawa. – A voz grossa o tirou de seus devaneios e fez seus olhos notarem a falta de roupas do outro que tinha a mão estendida na sua direção e com um pé já na água, suas asas estavam preguiçosamente relaxadas às costas.

- K-Kou-chan! O-O que está fazendo? – Perguntou morrendo de vergonha, já que aquela era a primeira vez que via o outro sem os trajes usuais.

- Vamos Oikawa, venha logoooo. Eu quero te dar um banho decente... – Choramingou com um sorriso no rosto ao notar as bochechas rosa escuro do outro.

- Tsc, seu... Já vou...

Oikawa se virou de costas pela vergonha e devagar se livrou dos trapos que sobraram da sua tão amada roupa, quando se viu nu exposto a brisa gelada que vinha de algum lugar da caverna, tampou o rosto com as mãos sentindo uma vergonha surreal. Dentro do lago, Koutaro tentava controlar uma possível ereção ao encarar descaradamente a bunda redonda e farta de Oikawa.

- Venha Oikawa, ou quer que eu vá te buscar?

Riu da forma acanhada que o outro andava até a borda, não pode deixar de reclamar mentalmente da mão que não permitia ele contemplar o membro do outro. Suspirou e nadou até onde Oikawa entrara.

- Com medo de mim Oikawa? – Abriu um sorriso de lado. – Onde está toda aquela pose agora?

O rosto do outro atingiu tons escuros de rosa e os olhos externavam toda a indignação pela exposição toda.

- C-cale a boca K-Kou-chan.

Oikawa parou de frente para o outro que tinha um sorriso largo no rosto e mexia as pernas com calma na água.

- E-estou aqui, agora ande rápido com esse banho.... – Falou se sentindo como um adolescente que perderia a virgindade a qualquer momento.

- Preciso que me abrace Tooru.

Mesmo desconfiado com todo aquele contato, Oikawa o fez cansado de tanta resistência, passando os braços por cima dos ombros largos do Deus. As mãos grandes seguraram a parte de trás dos joelhos alheio e fizeram as pernas contornarem sua cintura.

- E-Eiii!!! -Arquejou ao sentir as asas cobrirem seu corpo impedindo dele ver o que acontecia do lado de fora.

- Tooru, calado ou não vou conseguir me concentrar. – Disse colocando charme na voz.

Em resposta ao poder Oikawa se calou e colocou o rosto na curva do lado direito do pescoço do outro que começou a falar em uma língua que ele sequer conhecia. Quando finalmente Koutaro se calou, Oikawa se sentia fraco e leve, tirou o rosto do corpo do outro só para olhar ao seu redor e notar a água turva com algo gosmento que estava por cima, sentiu nojo, porém decidiu confiar no Deus.

- Tooru... – Chamou Koutaro acariciando as costas do garoto adormecido no seu colo.

Oikawa se afastou piscando os olhos tentando entender onde estava e porque ele se sentia estranhamente mais... Leve, mais puro. Focou no rosto de Koutaro que sorria, ao fundo viu o teto coberto por cristais transparentes, franziu o cenho. “Mas não eram verdes?”.

- Ei... Tudo bem? – Perguntou ao notar a confusão no rosto alheio.

- O-Oo... S-sim eu acho... Minha cabeça dói... – Bokuto imediatamente beijou a testa alheia com carinho.

- Como se sente?

- Leve... Puro... Que estranho...

Koutaro nada respondeu, apenas abraçou o corpo magro do outro e respirou contra seu pescoço.

- Venha morar no céu comigo. – Pediu com os olhos fechados enquanto a boca deixava beijos na clavícula direita do outro que estava assustado.

- Kou-chan, eu sou um demônio primordial, não posso entrar no céu para ficar.

- Você era.... Não é mais.

- O que quer dizer com isso? – Perguntou paralisado no abraço.

Diante do longo silêncio que se fez, Oikawa afastou Koutaro e quando tentou descer do seu colo caiu de cara no chão ao sentir o peso das asas às suas costas. Se apoiou de quatro olhando a rocha que formava o chão. “Não, ele não fez isso....”

- Como pode? – Perguntou com raiva olhando o chão.

- É pro seu bem, assim eles não poderão te matar sem causar o apocalipse.

- KOUTARO, SEU IMBECIL! – Fechou os olhos e lágrimas começaram a deixar seus olhos.

Oikawa tinha medo da incerteza que se seguiria, ele nunca tinha visto isso, nunca. E desconfiava que nem no livro de Enoque tinha algo relacionado a isso.

- SEU IMBECIL, VOCÊ ME CONDENOU!

- Não use esse tom comigo Oikawa. – A voz irritada cortou qualquer reclamação que fosse.

- Por que continua com isso? Por que continua se intrometendo na minha vida? Já te passou na cabeça que eu simplesmente só quero morrer? – O anjo perguntou com a voz ferida.

- Porque eu não quero ver você sofrendo, nem machucado nem qualquer adjetivo para destruído. – O deus suspirou mais calmo. – Eu gosto de você Oikawa, eu quero te conhecer mais, ter você comigo, saber suas manias, seus defeitos, quero que meu menino Tobio te aceite, quero ver vocês juntos, brincando interagindo, essas coisas.

- Porque parece que você está se declarando para mim? – Perguntou ignorando a forma que seu interior se agitou com as palavras alheias.

- Porque eu estou.

Mesmo fraco Oikawa levantou o rosto para o olhar debaixo, encarou seus olhos dourados tão idênticos ao de uma coruja que lhe transmitiam segurança nas palavras ditas. Por um momento a mente de Oikawa parou de funcionar, ela trabalhava rapidamente ligando alguns pontos e esclarecendo várias e várias ações do Deus.

- Céus... – Soltou num arquejo surpreso.

Com certa dificuldade Oikawa se sentou na rocha enegrecida e olhou para seus pés, se perguntava como pode deixar algo desse tamanho passar desapercebido, agora ele entendia o porquê de tanto receio da parte dos demônios quanto a forma que ele via os anjos. Oikawa segurou os dois lados da cabeça e tentou não surtar com tantos pensamentos negativos puxando os cabelos, Koutaro ao notar o estado do outro se abaixou e selou as bocas calando mais uma vez a cabeça confusa de Oikawa.

- Por favor, venha comigo... – Chamou novamente num sussurro. – Eu tenho um lugar especial lá para você... Até se parece com o seu antigo quarto... – Usou novamente um pouco de charme para o convencer.

Oikawa, baixou o olhar para longe do corpo alheio, ele não podia aceitar nada daquilo, não podia ir para o céu sabendo o caos que causaria. Respirou fundo, se apoiou no ombro de Koutaro e levantou quase caindo pro lado por conta do peso das asas. “Pronto, mais uma coisa para me preocupar...”, ajeitou a postura em silêncio sobre o olhar atento de Koutaro.

- Não... Pelo menos não agora... Não posso trair meu lar tão descaradamente...

- Lá não é seu lar Oikawa. – Tentou novamente.

- É o que você acha. – Se virou e marchou por onde ela achava que tinha vindo.

O moreno percorreu túneis sinuosos no escuro dando um passo de cada vez, testando as novas habilidades no caminho, tentou não pensar em todo os problemas que se acarretariam do que acontecera ali até que estivesse de frente a pedra que tinha quase certeza que Koutaro colocara ali. Suspirou e empurrou ela usando todo o peso do corpo, viu a pedra cair de uma altura enorme, olhou pro céu e viu que a tempestade tinha parado e que várias estrelas formavam uma paisagem magnífica. A como Oikawa amava o céu...

- Okay... Vamos tentar... Que eu não morra...

Agitou as asas e levantou um pequeno voo desajeitado, voltou para a segurança da caverna e respirou fundo, olhou novamente para o céu estrelado e se preparou para ir de embora de vez. Foi o que vez minutos depois, voou em direção a um pequeno vilarejo onde sabia que seria bem recebido, mesmo que estivesse pelado e com asas.

Ao longe, Koutaro observava Oikawa se afastar decido a fazer ele ir para o céu consigo, nem que levasse uma vida inteira, ele faria dar certo.

- Bokuto-san! Cadê você? Eu preciso descontar minha raiva! – A voz de Kageyama ecoou na sua cabeça levando um sorriso malicioso se abrir no rosto. “Okay, Oikawa pode esperar...”

- Estou indo meu menino, me espere daquele jeito.

28 Avril 2020 00:00:46 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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