saaimee Ana Carolina

Podia ver pela enorme janela fechada a luz esbranquiçada do sol e as nuvens cinzentas trazendo certa escuridão para o quarto. Se questionou que horas eram agora e considerou que a jovem já deveria estar se trocando na sala atrás da cama. Foi então que se deu conta de sua própria preguiça em um quarto que nem era seu. 「Inquisidora!Humana × Cullen」 ------------------------------------------------------------- → Capa com imagem do pixabay.com. ✼ Postar esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido.


Fanfiction Jeux Tout public. © Os personagens desta estória pertencem a Dragon Age: Inquisition. Todos os direitos sobre eles são reservados a © Bioware.

#fofos #romance #inquisidora #cullen-rutherford #cullen #dragon-age #inquisition #dai #chuva
Histoire courte
0
3.7k VUES
Terminé
temps de lecture
AA Partager

Capítulo Único

Suas pálpebras tremulas se forçaram a abrir quando ruídos incomodando seus ouvidos se tornaram altos demais. Apertando os olhos, ele moveu a cabeça no travesseiro macio antes de finalmente tomar coragem de ver o que acontecia ao redor.

Com um olho aberto, viu, em meio ao embaço, a luz branca invadindo o quarto e a almofada azul que apertava seu rosto gentilmente. Fechando os olhos mais uma vez, suspirou sentindo o cheiro do perfume conhecido preso nos panos e se dando conta que já era de manhã.

Seu corpo se encolheu embaixo do cobertor antes de conseguir se esticar longamente como um gato manhoso agarrando vagarosamente o travesseiro jogado ao seu lado em um abraço apertado.

O cheiro dela banhava cada pedaço daquela cama e invadia suas narinas aquecendo seu peito e trazendo um sorriso preguiço a sua face. Seus braços se apertaram ainda mais ao travesseiro e com os olhos fechados imaginou que a abraçava ali.

Em meio a sua felicidade, se lembrou da noite passada quando chegou no quarto dela e nervosamente bateu na porta. Naquele momento tinha em mente que iria conversar sobre assuntos da inquisição — não tão importantes — e logo iria partir desejando-lhe uma boa noite. Porém, acabou ficando para tirar uma dúvida sobre o avanço dos soldados, por seus planos para o resto da semana, aproveitou então para trocar alguns sonhos e compartilhar carinhos.

Dormiu ali, junto dela, mas acordou sem vê-la. A curiosidade o despertou mais uma vez, levando seus olhos a vasculhar o quarto sem sair do conforto da cama.

Podia ver pela enorme janela fechada a luz esbranquiçada do sol e as nuvens cinzentas trazendo certa escuridão para o quarto. Se questionou que horas eram agora e considerou que a jovem já deveria estar se trocando na sala atrás da cama. Foi então que se deu conta de sua própria preguiça em um quarto que nem era seu.

Em um pulo de culpa, se sentou na cama, jogando a coberta para o lado e tentando manter o equilíbrio de sua mente adormecida. Passando a mão pelos cabelos, ajeitou a franja do melhor jeito que pôde, esperando não estar tão ridículo quanto imaginava em sua mente. E, por fim, quando decidiu se levantar, ouviu os passos suaves e a porta de trás se abrindo.

Automaticamente se levantou, colocando-se em posto como se precisasse fazer uma reverencia completa ignorando o fato de que vestia somente as calças.

A jovem se assustou com o movimento repentino, parando de andar assim que atravessou a porta. O rosto dele marcado pelas linhas dos lençóis, o cabelo emaranhado e calça surrada faziam a cena parecer mais cômica do que deveria.

O sorriso em seu rosto se transformou em uma curta risada ajudando a relaxar os ombros culpados do homem.

— Inquisidora, eu lamento – Começou a se desculpar enquanto a assistir caminhar em direção a janela. — Eu não deveria ter ficado-

— Cullen – Interrompeu, calma como sempre. — O sol já saiu, mas ainda somos só nós dois aqui. Pode relaxar.

Sua voz doce e adequada para qualquer situação tirou um suspiro dos lábios nervosos dele. Nem ele entendia o porquê ficava inquieto depois de todas as coisas que já tinham passado juntos. Mas não era culpa dele se seu coração disparava toda vez que olhava nos olhos dela.

Reconfortado pelo carinho, Cullen resolveu se sentar novamente no colchão enquanto tentava acalmar as milhares de palavras piscando em sua mente de coisas que queria dizer.

A jovem o assistiu, vendo suas costas nuas de cicatrizes antigas se mover lentamente. Era impossível evitar que ele se sentisse culpado por tudo o que fazia, mas, por sorte, ela sabia lidar com ele o suficiente para conter suas preocupações sempre que saia do controle.

Se virando para frente, observou a vista carregada e logo notou marcas de gotas no parapeito da janela. Sem sair do quarto, seus olhos se desviaram para o céu procurando pela chuva. Era difícil saber se a chuva já caía forte no chão da fortaleza ou se mal tinha começado. Morar na parte mais alta a fazia ficar sobre as nuvens e ser isolada do clima na maior parte do tempo.

— Pensei que fosse demorar um pouco mais para chover – Cruzando os braços, falou distraída atraindo a atenção dele.

Cullen se levantou, curioso, seguindo em direção a ela. Observou a vidraça e as montanhas vendo somente nuvens para todos os lados.

— Vai ficar frio – Comentou passando seus braços ao redor da cintura dela, a puxando para perto.

— Não ficaria tão frio se a gente ficasse assim o resto do dia – Brincou, apoiando a cabeça para trás no peitoral dele.

— Você é a Inquisidora – Riu, a vendo levantar o rosto para encara-lo. — Eu posso ficar se me ordenar.

— Oh? – Se afastando, se virou para ele sem desfazer o abraço. — E você faria isso?

— Se for uma ordem.

— É sério? – Questionou mais uma vez desconfiada o vendo assentir com um sorriso charmoso no canto. — Mas e as tarefas de hoje? Você parecia preocupado com isso ontem à noite.

— Ah... – claro que parecia, mas não estava nervoso por causa disso e sim, porque ia entrar no quarto dela em uma noite solitária. As lembranças de seus desejos vergonhosos fez suas bochechas queimarem denunciando a verdade para ela. — Eu estava... Mas... Mas isso é algo que posso resolver mais tarde.

Entre tossidas e desvio de olhares o loiro respondeu tentando fazer sua voz parecer a mais natural dentro do possível. A jovem sorriu, segurando o riso. Ela sabia das intenções dele quando viu seu olhar pidonho ao tentar se despedir dela naquela noite. Sabia que queria um abraço, um beijo e um momento sozinhos para compartilhar amor. Sabia disso tudo, mas ainda assim queria provoca-lo fingindo não saber.

— Então se eu disser para ficar comigo, você fica?

— Claro.

— Se eu disser para deitar naquela cama comigo agora e não sair até a Josephine entrar pela porta gritando meu nome, você fica?

A suposição tão especifica a fez sorrir se lembrando de outras vezes que isso poderia ter acontecido. Cullen não respondeu. Ao invés disso, a puxou para perto e com firmeza a levantou em seu braços. A jovem se assustou dando um grito que acabou em risos altos quando o viu caminhar até sua cama onde se jogou junto com ela.

Abraçados nos lençóis bagunçados eles ficaram se olhando com sorrisos bobos nos rostos.

— Claro que eu fico – Passando sua mão pela bochecha dela, sussurrou.

Sua mão quente e calejada trazia tanta segurança para o coração da mulher. O carinho que carregava afastava todo o frio de seu corpo e fazia sua alma saber que estava em casa.

Entretanto, o momento de paz durou pouco quando batidas rápidas na porta fez os dois se olharem em silêncio pensando a mesma coisa.

— Ah... Acho que Corypheus não se importa com as minhas ordens – Se sentando, ela se arrastou para fora do colchão relutantemente o vendo se ajeitar, apoiando-se nos cotovelos. — Me dá um minuto.

— Claro.

Ajeitando o cabelo, desceu devagar os degraus se perguntando quem poderia ser. Logo chegou a porta e se surpreendeu quando puxou a maçaneta e viu um dos soldados parado a sua frente com uma expressão assustada e gotas de água escorrendo pela armadura.

— Inquisidora. Lamento incomodar sua manhã, mas a senhora não saberia onde o comandante Cullen está?

— Ah... – Ela nem pôde perguntar qual era o problema quando o rapaz começou a falar rápido. Seu olhos se desviaram para o topo da escada se perguntando se deveria dizer a verdade. — Por que?

— Bem... Tem um problema na sala dele... – relutantemente respondeu coçando a nuca inquieto — e não conseguimos encontrar o comandante.

— Que tipo de problema?

— Ah... Está chove-

— A chuva!

A voz alta do homem no quarto acima interrompeu os dois desviando seus olhares para o som. A jovem pensou em perguntar se estava tudo bem, mas se impediu quando o viu descendo as escadas com a camisa pendurada no pescoço enquanto tentava colocar as botas pulando pelos degraus.

— Comandante!

— O que está acontecendo? – Ela perguntou vendo o loiro passar o braço por uma das mangas com os olhos arregalados.

— Inquisidora, eu- – parou de falar quando viu o rapaz ainda parado na porta. — O que está fazendo aí? Vai logo! Eu já chego lá!

— Sim, senhor!

A mulher assistiu a correria acontecendo sem ter ideia do que se tratava. Ouviu o suspiro pesado dele e novamente se virou procurando respostas.

— Eu te explico depois.

— Tá... – antes que terminasse de falar, ele já havia cruzado a porta, correndo pelo corredor a deixando confusa para trás — bem.

— Comandante!

Cullen mal tinha aberto a porta de madeira quando um dos soldados gritou estendendo os braços com uma caixa de livros mal guardados para outro soldado.

— Pega esse outro, rápido!

— Salva os papéis!

Seus olhos que antes brilhavam apaixonados, agora estavam pálidos observando a pequena cachoeira que descia do teto em seu quarto inundando a sala embaixo. Seus lábios abertos não diziam nada enquanto ouvia seus soldados gritando uns com os outros para trabalharem rápido.

Com os ombros caídos, caminhou por entre as poças d’água encharcando sua roupa parando próximo a escada, tendo certeza que sua cama nunca mais seria a mesma.

Olhou para os lados vendo o trabalho dos soldados lutando para salvar suas coisas e, apesar de querer sentar e gritar, ele resolveu tomar um longo suspiro e arregaçar as mangas.

Quem sabe, no final desse dia, quando tudo se resolvesse ele poderia voltar para o quarto dela e buscar consolo em seus braços.

3 Mars 2020 19:48:58 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
0
La fin

A propos de l’auteur

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

Commentez quelque chose

Publier!
Il n’y a aucun commentaire pour le moment. Soyez le premier à donner votre avis!
~