magicsvante Ari Lima

Talvez, toda a sorte de Taehyung tivesse acabado no momento em que ele recebeu a gloriosa carta de admissão para a Kyung Hee University e agora sete anos de puro azar e pobreza o aguardassem. Muitos haviam lhe dito que ser um estudante bolsista de medicina não seria fácil, mas nenhum aviso fora suficiente para preparar o Kim para a coisa real. Em meio a desesperadas tentativas de resolver o impasse entre sua pobre conta bancária e suas numerosas despesas, Taehyung se vê seduzido por uma solução em particular: encontrar um Sugar Daddy generoso para financiá-lo.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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I'mma Care For U

Conseguir uma bolsa de estudos na Kyung Hee University era de longe o meu maior e mais inalcançável sonho que, com muito esforço, dedicação e empenho, tornou-se uma realidade alcançável. Estudar em uma das maiores e mais renomadas universidades de medicina do país sempre foi o meu objetivo e, dentre todas as opções disponíveis, aquela que mais despertou meu interesse foi a Kyung Hee por conta de seu currículo voltado aos estudos da prática médica tradicional oriental.


Entretanto, como um garoto pobre do interior, ingressar em uma instituição de ensino particular era impensável e, como me disseram alguns, um ato ambicioso e egoísta demais, principalmente, quando a possibilidade de estudar em uma instituição pública me fora oferecida. Mesmo com todos os avisos e sobreavisos, sequer pensei duas vezes antes de entrar dentro de um trem e mudar-me para Seul após a carta de admissão da Kyung Hee intrometer-se em meio a minha correspondência.


Tudo aconteceu de modo louco e rápido demais desde minha admissão: um dia estava discutindo com meus pais sobre esta nova oportunidade, ouvindo seus milhares de avisos sobre o quão arriscado era deixar Daegu para viver na capital quando sequer possuíamos condições financeiras para me manter e, mesmo sem terem dinheiro e sendo claramente contra a minha decisão, meus pais ofereceram-me o seu apoio e ajudaram-me como podiam; no dia seguinte já pesquisava na internet por uma moradia, ao que consegui alugar um pequeno quarto em uma república estudantil integrada somente por alunos do curso de medicina da Kyung, chamada White Tigers; e, ao final da semana, arrumava minhas malas afim de embarcar no trem que me levaria de encontro ao meu sonho.


Inicialmente, tudo me parecia exatamente como um sonho: a iluminada e agitada Seoul, o enorme campus da Kyung Hee repleto de novas possibilidades, conhecimentos e experiências; a animada rotina compartilhada de uma república; os rostos desconhecidos e personalidades inexploradas; uma nova vida pronta para ser vivida.


No entanto, foi necessário somente um mês para que minha euforia atingisse seu estado melancólico junto as contas e despesas com materiais para o curso. Assim como não foi preciso sequer colocar no papel os valores para que tivesse a certeza de que a modesta mesada prometida por meus pais não seria capaz de suprir todas as minhas necessidades e, ainda assim, arcar com as contas e despesas. Embora essa situação fosse presumível, de modo que, acabaria por acontecer mais cedo ou mais tarde, não esperava, entretanto, que fosse ocorrer tão cedo e tão abruptamente.


Após ponderar sobre todas as possibilidades de resolução para esse enorme impasse entre minha pobre conta bancária e numerosas despesas, acabei por escolher aquela que me pareceu mais óbvia: arrumar um emprego de meio-período. E, talvez, se eu fosse um estudante de qualquer outro curso que não medicina, isso tivesse funcionado. Mas como era de se esperar, meu extenso currículo disciplinar e minha rígida rotina de estudos não me permitiram arranjar um emprego, ao que, além do impasse latente anterior, vi-me diante de um outro e novo impasse: estudar ou trabalhar, eis a questão.


Eu estava em estado de completo desespero, andando de um lado para o outro em meu minúsculo quarto, enquanto corria os dedos por meus fios cor de mel e bufava a todo instante, murmurando xingamento e reclamações ao léu, quando o meu colega de quarto, Jimin, enfadou-se daquela situação e disse:


— Cara, dá para parar de tentar abrir um buraco no chão do quarto? — falou impaciente. — Ficar andando de um lado para o outro não resolverá nem terça parte dos seus problemas, mais vale fazer como o Yoon e arrumar um tiozão que te sustente.


— Tiozão? — questionei incerto e ao mesmo tempo curioso.


— Você não sabia? — Neguei com um manear de cabeça. — Como assim, cara? Todo mundo sabe que ele faz a linha sugar boy desde que ele começou a aparecer com roupas de marca, celular novo, cheio da grana — inqueriu em tom surpreso.


— Sequer sei quem é Yoon, avalie a marca das roupas que ele veste — retruquei mal-humorado.


— Primeiro andar. Quarto 12. Min Yoongi. — Deu as coordenadas, recebendo um olhar ainda mais confuso, seguido de um franzir de cenho meu. — O carinha do cabelo azul, — tentou mais uma vez — lembra agora?


— Ahhh sim, sei quem é — disse, ao finalmente relacionar as informações a pessoa. — O menininho fofo e carrancudo.


— Esse mesmo — confirmou. — Ele vive mal-humorado mesmo cagando dinheiro, dá para entender? – inqueriu retoricamente. — Queria ter ao menos cinco por cento da sorte dele e conseguir um namorado rico e bonito daqueles.


— E você sabe como ele fez pra, tipo, conhecer esse homem? —perguntei ainda mais curioso, sentando-me na beirada de sua cama.


— Pelo que sei, as pessoas entram em um site próprio para isso, de relacionamentos sugar, sabe? — assenti, mesmo não sabendo de fato. — Daí criam um perfil com fotos e tudo mais, e então aguardam até que um Daddy rico se interesse por você e queira te tornar seu Baby.


— Isso não é muito arriscado? — quis saber desconfiado.


— É como toda rede social, na verdade. Você encontra a pessoa apenas se quiser e, também, o relacionamento funciona como um contrato, se você discorda de algo, então ou renegociam ou nada feito — explicou por fim, parecendo saber muito sobre o assunto.


— Oh... — balbuciei, enquanto afogava-me em pensamentos.


— Garotos bonitos como você fazem sucesso nesse tipo de site. Os Daddies se engalfinhariam para tê-lo como baby — disse sugestivamente, fazendo com que me submergisse ainda mais nas águas densas de meu consciente.


Gostaria de ter esquecido aquela conversa com Jimin e sua sugestão final, entretanto, sempre que meus problemas financeiros perturbavam minha mente, suas últimas palavras ressoavam em meu subconsciente, parecendo conterem em si a solução para todas as minhas preocupações.


Foi inevitável não acabar pesquisando sobre relacionamentos sugar e ter-me completamente seduzido por aquela solução tão fácil, rápida, prática e prazerosa. Os sites continham em si vários anúncios tentadores como: “Quer viajar pelo mundo? O seu Daddy paga! ”, ou ainda: “Se você é alguém inteligente e ambicioso a procura de uma pessoa capaz não só de lhe dar carinho como também de investir no seu futuro, então você veio ao lugar certo! O Be Sugar o ajuda a encontrar um Daddy maduro e generoso! ”, dentre outros textos que prometiam mundos e fundos a quem se desafiasse a embarcar em uma relação de benefícios mútuos.


Não pude deixar de reparar também no garoto de pele alva e fios azulados, que desfilava pelos corredores da universidade vestido em sua jaqueta Chanel e trazendo uma bolsa Louis Vuitton pendendo sobre seu ombro, um ar esnobe o cercava, enquanto esbanjava luxo. Entretanto, foi ao vê-lo deixar o campus em uma Ferrari vermelha, acompanhado por um rapaz jovem, de cabelos ruivos e pele acobreada, que a inveja me acometeu de fato.


Mais tarde, quando me vi livre de qualquer hesitação, entrei novamente no site Be Sugar e criei um perfil para mim, recheando-o com minhas melhores fotos e tomando o cuidado de preencher os campos de forma inteligente e criativa afim de atrair um bom Daddy.


Não havia porque ter medo, afinal, se havia dado tão certo para Min Yoongi porque comigo seria diferente?


Talvez, minha sorte tivesse acabado no momento que recebi a gloriosa carta de admissão para a Kyung Hee e agora sete anos de puro azar e pobreza me aguardassem. Bom, não sei ao certo o motivo, mas as coisas simplesmente não saíram como o esperado. Todos os Daddies com quem conversei eram homens muito velhos em relação a minha idade, alguns eram casados e procuravam por um relacionamento extraconjugal discreto, enquanto outros viam os babies do site apenas como garotos de programa. O fato era que não estava disposto a submeter-me a qualquer um dos dois casos em troca de dinheiro e que aquela realidade pouco tinha a ver com a relação de respeito, honestidade e benefícios mútuos previamente prometida.


Estava frustrado e pronto a excluir meu perfil do site quando recebi uma mensagem do usuário JJK. Ponderei por alguns segundos se deveria apenas ignorá-lo e dar continuidade aos meus planos. Contudo, minha enorme curiosidade traiu-me e logo me vi abrindo suas mensagens e lendo-as.


JJK:

Olá [21:33]

Eu estava incerto se deveria chamá-lo ou não, porque estou desanimado com essa coisa sugar, mas por via das dúvidas achei melhor agir [21:33]

Espero não estar o incomodando, entretanto [21:34]


Um sorriso pequeno brincou em meu rosto ao ler suas mensagens, pois seja quem ele fosse, soou fofo e ao mesmo tempo educado, algo que a medida que conversei com outros Daddies, mostrou-se raro.


BabyBoySide:

Oii [21:40]

Então já temos algo em comum, pq tbm estou desanimado com essa coisa sugar rsrs [21:40]

Não sei se me mandar uma mensagem exatamente quando iria excluir o perfil possa ser considerado realmente um incomodo [21:40]


Enviei as mensagens rapidamente, colocando-me apreensivo e ansioso enquanto aguardava sua resposta, que chegou alguns segundos mais tarde.


JJK:

Parece q começamos bem, encontrar qualquer coisa em comum por aqui é quase um desafio [21:41]

E acho q isso pode sim ser considerado um incomodo [21:41]

Mas vejo q foi melhor agir e te incomodar rsrs [21:42]


Sorri ao ler sua última mensagem, considerando-o simpático e, pelo visto, fácil de se conversar. No entanto, só poderia julgar sua personalidade de fato quando este se provasse distinto dos homens repulsivos com quem havia trocado mensagens.


BabyBoySide:

Talvez tenha sido [21:42]

Mas só terei certeza depois q vc me disser q n é casado [21:43]

E, principalmente, q n quer um garoto de programa [21:43]


JJK:

Acho q alguém aqui está mais traumatizado do q eu rsrs [21:44]

E n, eu n sou casado e n quero um garoto de programa [21:44]

E sua resposta foi o suficiente para que respirasse aliviado e tomasse a decisão de manter uma conversa consigo.


BabyBoySide:

Uma semana foi o bastante para me traumatizar ;-; [21:45]

Li muitas coisas indesejadas e desagradáveis, acredite [21:45]

E UFA! Finalmente alguém descente! [21:45]


JJK:

Meus pêsames por vc :/ [21:46]

Deve ter sido tão frustrante quanto foi para mim [21:46]


BabyBoySide:

Sim, foi [21:47]

Mas e vc, quais são os seus “traumas” com babies? [21:47]


Me interessei em saber como funcionava verdadeiramente as coisas para um Daddy pois, no meu ponto de vista, eles detinham um status privilegiado em relação aos babies.


JJK:

Garotos de programa e muitos interesseiros mal-intencionados [21:48]

Não q todas as relações por aqui n sejam interesseiras [21:49]

Mas n quero alguém para me extorquir kkk [21:49]


Ponderei por alguns segundos sobre a resposta do outro, tentando imaginar-me em seu lugar ao que concluí que as coisas não eram um mar de rosas nem mesmo para Daddies.


BabyBoySide:

Deve ser complicado lidar com isso [21:50]

Digo, os interesseiros [21:50]

As pessoas são mais do q os bens materiais q possuem [21:51]

Enfim [21:51]

Não sei bem como é, já q n passo de um pobre estudante q n tem onde cair vivo kkkkrindodenervoso [21:51]


JJK:

Concordo com vc [21:52]

Mas algo me deixou preocupado aí e.e [21:52]

Por favor me diga q eu não estou conversando com um pirralho do ensino médio e q não corro o risco de ser tachado de pedófilo [21:52]


Sorri alto ao ler suas mensagens, divertindo-me com seu medo e colocando-me rapidamente a digitar uma resposta para si.


BabyBoySide:

Respire aliviado [21:53]

Pq vc está conversando com um estudante universitário [21:53]


JJK:

~respirando aliviado [21:53]

Aliás, quantos anos vc tem? [21:54]


BabyBoySide:

19 [21:54]

E vc? [21:54]


JJK:

23 [21:55]

Então vc tem q me chamar de hyung [21:55]


BabyBoySide:

Uau, vc é o homem mais jovem com quem conversei, hyung [21:56]


O contentamento de descobrir que o outro era somente quatro anos mais velho que eu e que, por isso, podíamos possuir gostos e interesses em comum atingiu-me em cheio, alavancando minha disposição a conhecê-lo, ainda que isso pudesse não resultar em minha ambicionada relação sugar.


A notificação de uma nova mensagem alheia ressoou rapidamente, fazendo-me sair de meus pensamentos e ater-me a sua resposta.


JJK:

Eu nunca sou o hyung do grupo por isso, sempre era o mais novo, até mesmo agora na empresa [21:56]


BabyBoySide:

Me deixe adivinhar [21:57]

Vc é um executivo? [21:57]


JJK:

Não [21:57]

Empresário [21:58]

Quer dizer, se herdar as empresas dos seus pais, ter um diploma e ser impelido a administrar uma filial significar ser um empresário, então sim, eu sou [21:58]


BabyBoySide:

Isso pareceu aqueles dramas aonde o carinha rico é forçado pelos pais a ser algo q ele n quer, e ter o destino terrível de ficar ainda mais rico enquanto estaciona a bunda em uma cadeira confortável [21:59]


JJK:

Esse é basicamente o meu caso [22:00]

Felizmente estou ficando mais rico e n levando a família a falência kkk [22:00]

Agora q vc sabe minha história dramática, acho justo que eu tbm saiba a sua [22:01]


BabyBoySide:

Eu sou o menino do interior q conseguiu uma bolsa de estudos em uma universidade particular, se jogou de cabeça e agora mal consegue dinheiro para pagar xerox ;-; [22:02]

Eu sei, é muito triste, mas n chore [22:02]

Eu mesmo choro todo dia [22:03]

Mas nem é de tristeza, é de desespero mesmo [22:03]


Sorria com nossa conversa dotada de humor negro. Era bom poder falar de minha situação com leveza e Jeongguk parecia estar interessada em saber sobre meus dramas.


JJK:

E esse é o momento em q admito n fazer a mínima ideia de como é passar por isso [22:04]


BabyBoySide:

Esfrega na cara q vc é ryco e eu n sou </3 [22:04]


JJK:

Deve ter sido complicado conseguir uma bolsa de estudos [22:05]

Parabéns [22:05]

Imagino q vc deve ser mto esforçado e inteligente [22:06]

Se continuar assim, n é a falta de dinheiro q irá te atrapalhar [22:06]


As palavras alheias atingiram-me em cheio pois aquela era a primeira vez em que, ao invés de me desencorajarem a seguir com meu curso, parabenizavam-me e estimulavam-me a dar continuidade a ele.


BabyBoySide:

Obrigado ^^ [22:07]

Já me decidi: vc é um cara legal [22:08]


JJK:

Fico contente por isso :D [22:08]

Pq eu tbm já me decidi: irei fazer de vc meu baby e te ajudar com os seus estudos. [22:09]


A declaração do outro pegou-me completamente de surpresa pois não esperava que ele assumisse um posicionamento tão rapidamente quanto ao destino de nossa relação. Entretanto, por mais que quisesse e precisasse de um Daddy, um sinal vermelho de alerta reluzia em minha mente, preenchendo-a de mil e um argumentos pelos quais deveria desconfiar do outro.


BabyBoySide:

Mas vc mal me conhece [22:10]

Nem sabe meu nome [22:10]


JJK:

Isso é fácil de resolver, é só nos conhecermos [22:11]

Meu nome é Jeon Jeongguk, qual é o seu? [22:12]


BabyBoySide:

Kim Taehyung [22:12]


Sempre me considerei uma pessoa deveras curiosa e, sendo assim, ao ter o nome do outro não pensei duas vezes antes de pesquisar por si no Naver. Os resultados de busca confirmaram as informações já ditas por Jeongguk anteriormente, acrescentando apenas que o outro não era um simples empresário como disse, mas sim o segundo herdeiro de um conglomerado empresarial atuante em diversos setores, denominado JJ Group. As poucas informações pessoais disponíveis sobre si revelavam o seu gosto por música clássica e a sua participação em recitais e competições de piano durante a sua infância e adolescência, além de detalhes quanto a sua formação acadêmica.


Entretanto, a confirmação das informações dadas a mim por Jeongguk não foram o suficiente para pôr um fim a minha desconfiança, que só pôde ser sanada à medida que conversávamos e nos conhecíamos melhor. Logo trocávamos mensagens diariamente e falávamos de tudo um pouco, desde banalidades até problemas do cotidiano. Aprendi que, apesar de ser jovem e de toda a sua leveza, Jeongguk possuía uma rotina corrida e regada por responsabilidades e que, portanto, não poderia dar-me toda a atenção que desejava ou responder minhas mensagens a qualquer momento, sendo a sua indisponibilidade de tempo uma das razões que o levaram a procurar por um relacionamento sugar, no qual não há espaço para cobranças e dramas.


Ao que o primeiro e principal motivo de sua busca, devia-se as suas penosas experiências amorosas. O Jeon contou-me que a riqueza e influência de sua família representou um grande empecilho para que ele construísse um relacionamento livre de interesses e segundas intenções. Todas as pessoas com as quais ele se envolveu eram oportunistas que o enxergavam, ou como um meio para atingir seus objetivos e obter vantagens, ou como uma forma de ganhar mimos e levar uma vida de requinte, o que não apenas o magoou, como também o fez se sentir enganado e subestimado. Então, Jeongguk viu-se cansado da ideia utópica de possuir um relacionamento desinteressado e concluiu que, se fosse para estar em uma relação de interesses, preferia que esta fosse franca e de benefícios mútuos.


O entendimento quanto as razões que levaram Jeongguk a buscar por um relacionamento sugar fizeram com que me sentisse culpado por ter entrado nessa (principalmente) por dinheiro. Não conseguia e não queria enxergar Jeongguk somente como uma oportunidade ou um meio para atingir meus objetivos, mantendo-me na universidade. Jeongguk era muito mais do que um degrau para o meu crescimento em minha opinião. As três semanas nas quais conversamos continuamente através de mensagens, telefonemas e até mesmo chamadas de vídeo, foram suficientes para que desenvolvesse carinho e apresso por si. Havia encontrado em Jeongguk alguém com quem podia conversar e esquecer-me completamente do estresse e pressão aos quais era submetido diariamente, alguém capaz de me fazer sorrir do fundo de minha alma e fazer com que me sentisse leve, ao mesmo tempo que era capaz de ouvir sobre meus problemas e me oferecer bons conselhos, retirando da cartola o homem adulto e maduro escondido por trás de suas brincadeiras.


A cada coisinha nova que descobria sobre Jeongguk, via-me mais preso e encantado por si. Era completamente incompreensível para mim como alguém poderia ser capaz de não se apaixonar pelos sorrisos de coelhinho e olhos brilhantes alheios e, que, ainda por cima, como conseguiam aproximar-se de si somente por interesse, quando Jeongguk possuía um jeitinho tão cativante de agir, ora sendo completamente maduro e sensato, ora um jovem descontraído e divertido, capaz de agir como um garotinho mimado e exigente quando desejava algo.


Jeongguk havia se tornado não só um amigo como também um grande interesse romântico para mim. Sentia-me atraído por seus sorrisos adoráveis e aparência jovial, pelo tom suave e sensual de sua voz ao telefone, por sua personalidade agradável e palavras inteligentes. Derretia-me completamente sempre que o moreno me concedia elogios e cantadas sutis, ou tratava-me com carinho e cuidado.


E quando finalmente marcamos de nos encontrarmos em um restaurante no shopping — com o qual Jeongguk só concordou após muita insistência de minha parte ao argumentar que não me sentiria confortável em um local chique demais —, não o fiz somente porque queria tornar-me seu baby e ter meus estudos financiados por si, mas sim porque desejava ouvir sua voz ao vivo, descobrir que tipo de expressões contornavam seu rosto enquanto ele fala, tocar em si e ter a certeza de que Jeongguk era real e não apenas a projeção de um homem perfeito criado por minha mente, conversar consigo e descobrir se seriamos capazes de aprofundarmos nossa relação.


No entanto, dentre todas as confirmações que buscava naquele jantar, uma certeza ainda me restava: não importava se seriamos capazes de nos relacionarmos amorosa e sexualmente, pois a amizade que havíamos construído permaneceria.


Enquanto procurava por Jeongguk dentre os homens e mulheres acomodados no salão daquele restaurante, sentia o nervosismo e ansiedade apossarem-se de mim, fazendo minhas mãos suarem e meu coração disparar no peito. Quando finalmente pousei meus olhos sobre si, senti-me inseguro ao constatar o quão elegante o Jeon parecia em seu terno e calça social pretos, camisa vinho que deixava parte de seu peito exposto e sapatos lustrosos, enquanto eu vestia uma simples camiseta social branca e uma calça skinny de lavagem clara.


Respirei fundo, buscando controlar as borboletas que insistiam em fazer uma festa em meu estômago e coloquei-me a caminhar até si, assistindo um sorriso adorável contornar os lábios alheios ao me ver, o qual foi seguido de um quase ataque cardíaco meu.


Sequer tive tempo de me recompor quando Jeongguk levantou-se de sua cadeira e fez o curto caminho até o outro lado da mesa, puxando a cadeira e oferecendo-a para mim. E bom, talvez ele realmente fosse o homem perfeito não projetado pela minha mente.


— Estou feliz em vê-lo — ele disse, com um sorriso pequeno no rosto. — Pensei que talvez você fosse desistir e me deixar aqui plantado — dizia enquanto voltava a sentar-se na cadeira a minha frente.


— E eu pensei que viria até aqui só para descobrir que levei um bolo — retruquei em tom brincalhão, tentando controlar os pequenos surtos internos que ainda me acometiam.


— Eu jamais faria isso com você — assegurou, fazendo-me sorrir bobamente para si. — Aliás, estou surpreso em como você consegue parecer ainda mais lindo pessoalmente — disse galanteador, fitando-me com cuidado e fazendo minhas bochechas esquentarem com seu elogio.


— Obrigada — agradeci sem conseguir encará-lo. — Você também não é nada mal pessoalmente... — devolvi seu elogio de forma tímida.


— Eu sei, eu sei, pareço um príncipe encantado, não é mesmo? — questionou presunçoso e em um tom brincalhão.


— Aish, como você é convencido! — repliquei, ouvindo uma risadinha melodiosa em resposta.


— Apenas um pouquinho — concordou em um tom arteiro.


Estava aliviado por Jeongguk estar agindo normalmente, mantendo os mesmos assuntos e clima leve das mensagens que trocávamos, pois silenciosamente temia que o outro pudesse ser completamente distinto pessoalmente.


Peguei-me completamente preso a meus próprios pensamentos à medida que Jeongguk falava sobre os pratos disponíveis no menu do restaurante. Não conseguia de fato ater-me as suas palavras e ao novo assunto em pauta, pois minha atenção estava voltada única e exclusivamente para as singelas ações alheias, as expressões que seu rosto desenhava enquanto ele falava, os seus lindos olhos escuros e brilhantes, ao modo como seus lábios avermelhados pareciam deveras atraentes, principalmente quando — o que parecia ser uma mania sua — o moreno mordiscava o cantinho de seu lábio inferior enquanto sorria lindamente.


Prendi minha respiração e mordi meus lábios quando o outro, distraidamente, apoiou seus cotovelos sobre a mesa e inclinou-se em minha direção, fazendo seus bíceps ficarem marcados sob o terno escuro e pensamentos nada castos passarem por minha mente.


— Tae? — Jeongguk chamou-me, balançando suas mãos a frente de meu rosto. — Você estava me ouvindo? — questionou, estalando os dedos.


Balancei minha cabeça, tentando livrar-me de meus pensamentos lascivos, sentindo minhas bochechas esquentarem mais uma vez ao vislumbrar os olhos escuros do outro.


— Me desculpe, eu acho que me distrai um pouquinho — pedi, brincando com meus dedos em cima da mesa e os encarando, envergonhado demais para olhar a face alheia.


— Percebo... — riu — Então, como eu estava falando, o que acha de provarmos a massa italiana daqui? Parece boa e combina perfeitamente com vinho – sugeriu, oferecendo-me o cardápio para que o olhasse. — Espere, você bebe vinho, certo? — quis saber, parecendo repentinamente preocupado.


— Eu não costumo beber, na verdade. Mas hoje pode ser uma exceção — busquei o tranquilizar sorrindo quadrado para si.


— Então terei certeza de escolher um bom vinho — assegurou, retribuindo meu sorriso.


A cada sorriso alheio questionava-me mentalmente se Jeongguk estava planejando matar-me com aqueles sorrisos bonitos demais, visto que, meu coração respondia a cada um deles com um mini enfarto. Não sei ao certo como sobrevivi aquele jantar e ao quão encantador o moreno poderia ser.


Esperei que Jeongguk tocasse no assunto Daddy/Baby a noite inteira, entretanto, o moreno sequer o mencionou, mantendo em pauta somente as costumeiras banalidades que conversávamos, enquanto apreciávamos a massa italiana deliciosa em nossos pratos e tomávamos vinho.


E eu não poderia reclamar de quão leve e descompromissada nossas conversas poderiam ser. Jeongguk sabia como ser agradável e descontraído, falando de músicas, filmes, seriados e, sobretudo, de nossa rotina diária. No entanto, ainda que mantivéssemos os mesmos assuntos, conversar com Jeongguk pessoalmente era completamente diferente de trocar mensagens consigo. Podia sentir seu olhar desejoso sobre mim, podia notar quando as írises negras se demoravam ao fitar meus lábios, podia perceber como suas palavras vacilavam e o ar lhe faltava sempre que me inclinava em sua direção, encarando-o descaradamente e mordendo meus próprios lábios. A tensão entre nós era palpável mesmo quando insistíamos em assuntos amigáveis, o que acabou pondo-me impaciente com aquele morde e assopra.


— Então, para onde você irá me levar agora? — questionei bebericando o último gole de vinho em minha taça e olhando-o por cima de meus cílios.


— Para onde você quer ir? — devolveu a pergunta. — Te levarei a qualquer lugar que você queira ir.


— Me deixe conhecer sua casa — disse de uma vez, sentindo a vergonha acometer-me ao finalizar a sentença.


— Oh... — balbuciou surpreso. — Você realmente quer... digo, está tudo bem para você?


— Não me interprete mal — pedi na defensiva. — É só que nós temos assuntos a tratar um tanto quanto vergonhosos para serem conversados em um lugar público — concluí gesticulando em referência ao salão lotado.


— Nós não precisamos falar sobre isso agora se você não se sentir confortável — disse tranquilizador. — Posso levá-lo para sua casa e então marcamos outros encontros e...


— Eu me sinto confortável para falar disso agora, — o interrompi — desde que estejamos em um lugar mais privado.


Jeongguk me observou por alguns segundos como se esperasse que vacilasse ou voltasse atrás, e então pediu a conta ao garçom, mostrando-se pronto a atender meu pedido.


Um silêncio incômodo instalou-se entre nós enquanto nos dirigíamos até seu carro e durante todo o percurso até o prédio luxuoso onde o Jeon vivia. O moreno tentou, algumas vezes, puxar assunto comigo e aliviar a tensão entre nós, entretanto, estava muito ocupado ponderando se havia sido ousado demais ao sugerir que fossemos para seu apartamento e temia que, por conta disso, Jeongguk me considerasse um rapaz fácil e oferecido. Esses questionamentos e inseguranças nublaram minha mente até que estivéssemos em seu apartamento.


Fiquei impressionado com o quanto seu apartamento era grande e espaçoso e apreciei rapidamente a decoração rústica em tons de marrom e móveis amadeirados que contrastava com o estofado rubro de seu sofá.


Caminhei hesitantemente pelo interior de sua casa, seguindo os passos de Jeongguk que, após retirar seu terno e colocá-lo sobre a mesa-de-centro, aproximou-se do criado-mudo ao lado de seu sofá, que comportava dois copos e garrafas de bebidas alcoólicas que não conhecia.


— Você quer beber alguma coisa? — questionou, segurando o copo e inclinando-o em minha direção, ao que neguei com um manear de cabeça, vendo-o servir-se da bebida alcoólica. — Então sente-se — pediu, apontando para o sofá, ao qual direcionei-me e sentei-me hesitantemente, encarando o meu próprio colo e meus dedos entrelaçados sobre o mesmo.


O moreno aproximou-se de mim, sentando-se ao meu lado no sofá, depositou seu copo sobre a mesa de centro e tomou minhas mãos, retirando-as de meu colo e envolvendo-as com as suas. — Você não precisa ficar tão nervoso — disse, afagando as costas das minhas mãos, ao que levantei meus olhos para sua face, encontrando um sorriso singelo e amigável. — Eu não mordo, sabia? — continuou, em um tom brincalhão, procurando quebrar o clima tenso entre nós.


— Eu só... aish! — atrapalhei-me, ainda envergonhado.


— Você já tem uma resposta a minha proposta? — perguntou por fim, levando sua mão até meu queixo e fazendo-me levantar o rosto para olhar-me.


— Eu pensei bastante sobre isso e.... eu simplesmente não posso. Eu não me sentiria bem — Assisti as feições joviais alheias exporem sua decepção para com minha resposta, o belo sorriso morreu em seu rosto.


— Entendo — falou baixinho, recolhendo suas mãos para si. — Não vou incomodá-lo mais com isso.


Por um segundo, fiquei confuso com a atitude alheia, pois acreditava que o Jeon desejava tanto quanto eu esquivar-se de uma relação de interesses. No entanto, foi preciso somente alguns segundos estudando os olhinhos tristes alheios para que entendesse que havia me expressado mal e o decepcionado.


— Eu gosto de você — declarei afim de corrigir o mal-entendido que se desenrolava entre nós. — Eu gosto de você e por isso não posso aceitar uma relação sugar. Não me sentiria bem se um dia você me enxergasse como um oportunista ou como alguém que apenas te usou como um degrau para subir na vida — expliquei com clareza, tomando cuidado ao escolher minhas palavras para não criar outro mal-entendido.


Ao terminar minha fala, esperei cheio de expectativa por uma resposta alheia, com minhas mãos soando frias e o coração vacilando em meu peito enquanto o moreno parecia analisar-me, parecendo confuso e surpreso.


— Eu não gosto de você como você gosta de mim — contradisse, com o cenho franzido. — Não quero ser seu amigo. — Se aproximou de mim. — Eu quero bem mais que isso, — levou sua mão até minha nuca, emaranhando seus dedos em meus fios claros — eu te quero assim — declarou, trazendo-me de encontro a si e serpenteando sua língua por entre meus lábios, ao que os abri de imediato, tendo minha boca invadida por seu músculo quente, que logo deslizou sobre a minha língua, entrelaçando-a e envolvendo-a, para então chupá-la com vontade, fazendo-me arfar contra sua boca.


E mais uma vez, Jeongguk parecia ter me compreendido mal ao cogitar que eu o enxergava apenas como um amigo.


— E eu te quero assim — revidei, separando nossas bocas e fitando seus olhos, apenas para uni-las novamente, selando lenta e carinhosamente os lábios avermelhados alheios, apreciando sua maciez ao envolve-los com os meus, sugando suavemente seu lábio inferior e movendo minha boca contra a sua de forma terna. Senti o corpo de Jeongguk relaxar ao ter meus dedos massageando seu couro cabeludo e brincando com os seus fios pretos. As mãos alheias direcionaram-se para a minha cintura, segurando-a com firmeza e trazendo meu corpo para mais perto do seu. — Eu gosto de você, de verdade. Mesmo que nos conheçamos a pouco tempo, não quero ser outra decepção para você — expliquei, deixando um beijinho sobre seus lábios. — Eu não quero o seu dinheiro, — outro beijinho — eu só quero você, quero cuidar de você — disse, apoiando-me sobre meus joelhos para colocar um de cada lado de suas pernas, antes de depositar mais um selar longo e carinhoso sobre seus lábios.


O moreno sorriu contra meus lábios, um sorriso grande e alegre, que fez seus olhos se tornarem adoráveis luas crescentes contornadas por ruguinhas e seu nariz franzir levemente. Senti que poderia derreter e fazer qualquer coisa somente para ver um sorriso daqueles contornando seu rosto bonito.


— Você quer cuidar de mim, hm? — perguntou em um tom travesso, ao que apenas assenti, sentando-me em seu colo e selando seus lábios novamente. — Então me dê todo o seu tempo livre e atenção — pediu com seriedade, fitando meus olhos intensamente e levando suas mãos aos botões de minha camisa, removendo-os de suas casas. Jeongguk aproximou-se de meu ouvido e envolveu o lóbulo de minha orelha com seus lábios, deixando uma leve e molhada sugada sobre ele, ao que ditou: — Eu quero cada minuto, cada segundo que puder aproveitar. — Seu tom rouco e baixo fez um arrepio correr por meu corpo, levando-me tombar a cabeça para o lado oposto e deixar meu pescoço completamente exposto para si. — Você pode me dar isso, Taehyung? — inqueriu, beijando e dando leves mordidas em minha tez, suas mãos ocuparam-se de retirar minha camisa, empurrando o tecido por meus ombros e braços, aproveitando a oportunidade para acariciar e apertar meus músculos discretos, ao passo que resignei-me a dar-lhe somente um manear de cabeça em resposta a sua questão.


A sensação de seus lábios macios e úmidos, acompanhados por sua língua morna e molhada, e por seus dentes salientes castigando minha pele, deixava minha mente turva e fazia suspiros deleitosos escaparem por entre meus lábios. Deixando-me completamente a mercê de seus toques e estímulos.


Jeongguk sorriu contra minha tez, satisfeito com a resposta obtida. — Ótimo — balbuciou, descendo com seus beijos por minha garganta até alcançar minhas clavículas, contornando-as com sua língua. — Eu quero todo o seu afeto e carinho — continuou com suas exigências, pegando minhas mãos e reconduzindo-as até seus cabelos, em um pedido mudo para que lhe fizesse carinho como outrora. Emaranhei meus dedos em seus fios macios, sentindo o moreno virar massa sob meus dedos, tão entregue quanto eu estava entregue a si. — Acha que pode se apaixonar por mim, Taehyung? — questionou, fitando meus olhos.


— A qualquer momento — assegurei, olhando firmemente em seus olhos e lhe oferecendo um sorriso diminuto antes de me inclinar e beijar seus lábios novamente, sentindo suas mãos envolverem minha cintura e apertarem seus dígitos contra a pouca carne, puxando-me afim de unir meu peito ao seu.


A língua alheia serpenteou por entre meus lábios, logo encontrando-se com a minha e envolvendo-a em um deslizar e enroscar de línguas voluptuoso. Os lábios do moreno vez ou outra envolviam os meus, sugando-os e beijando-os carinhosamente, em uma mistura perfeita de carícias e provocações. Movia minha cabeça em busca do melhor ângulo para explorar a sua boca, puxando seus fios enquanto embebedava-me com o sabor de vinho em sua língua e remexia meus quadris contra os seus, sentindo o volume duro crescer abaixo de minha bunda que fez um gemido baixo escapar de meus lábios em apreciação.


Não demorou muito para que o ar se fizesse escasso e tivesse que deixar os lábios alheios. Jeongguk, entretanto, aproveitou a oportunidade para deferir beijos e mordidas em torno de meu maxilar, contornando-o com sua língua molhada ao passo que deslizou suas mãos pelas laterais de meu corpo, indo de encontro aos meus quadris, os quais segurou com firmeza, impulsionando seus próprios para cima e simulando uma estocada que arrancou arfares necessitados de ambos.


— Você pode sentir o quanto preciso dos seus cuidados agora? — indagou em um tom rouco próximo ao meu ouvido, ondulando seus quadris para cima e fazendo-me sentir sua rigidez novamente.


— Hm... tão duro... — gemi em deleite, rebolando sinuosamente sobre seu pau.


— Você gosta assim, Tae? — perguntou em um tom lascivo, deslizando suas mãos de encontro a minha bunda, apertando ambas as partes fortemente, ao que me incentivava a rebolar.


— Unhum — balbuciei, escondendo meu rosto na curvatura de seu pescoço e apoiando minhas mãos sobre seus ombros à medida que esfregava minha bunda contra seu pau turgido.


— E assim? — inqueriu novamente, segurando minha bunda e parando meus movimentos somente para se arremeter contra meus quadris com força. Gemi manhosamente próximo ao seu ouvido em resposta. — Seus gemidos graves são tão sexys, Tae. Você vai gemer rouco assim enquanto eu estiver te fodendo, não vai? Quando eu estiver indo duro e forte dentro de você? — dizia, simulando mais uma estocada.


— Gukie... — gemi, sentindo meu pau latejar dentro de minha calça com suas palavras, ao que levei minhas mãos até o volume marcado pelo jeans justo e apertei-o, subindo e descendo minha palma em uma carícia superficial, ao mesmo tempo que rebolava em seu colo.


— Você está duro também, bebê? — questionou em tom rouco, recebendo apenas um assentir leve de cabeça em resposta. — O que acha de cuidarmos disso no meu quarto, hm? — sugeriu, levando sua destra até o meu rosto e afagando minha bochecha.


— Então me leve — pedi de forma manhosa, envolvendo seu pescoço com meus braços e apertando minhas coxas em torno de sua cintura, ao que apoiei minha cabeça sobre seu ombro, sentindo o cheiro almiscarado de seu perfume invadir minhas narinas.


Ouvi Jeongguk soltar uma risadinha diante de meu comportamento, para então agarrar minhas coxas e erguer-se do sofá comigo em seu colo. — Você realmente parece com um bebezinho assim — ditou carinhosamente, plantando um selar em minha bochecha.


— Aish, eu só estou sensível — revidei, ouvindo-o rir um tom mais alto em resposta.


Jeongguk provocou-me mais uma ou duas vezes durante o curto percurso da sala até seu quarto, dizendo-me o quanto eu era fofo e parecia-me com um bebê.


— Espere um minutinho, bebê — pediu ao me pôr em sua cama com cuidado, deixando um beijo em minha testa para então afastar-se e direcionar-se até uma porta que, ao abri-la, descobri ser de seu banheiro.


Aproveitei aquela oportunidade para remover o restante de minhas roupas, esperando completamente nu por Jeongguk. O moreno retornou alguns segundos depois, com um potinho de lubrificante em mãos e camisinhas, os quais depositou sobre o criado-mudo ao lado da cama.


— Porra Taehyung... — disse, correndo seus olhos por meu corpo e mordendo fortemente o lábio inferior em seguida, ao que sorri travesso para si.


Assisti o moreno desfazer-se de seus sapatos e retirar sua camisa apressadamente, revelando seu abdômen definido e cheio de gominhos, assim como seus braços bem trabalhados. E, quando Jeongguk fez menção de desafivelar o cinto de sua calça, para que esta tivesse o mesmo destino do restante de suas roupas jogadas sobre o chão, engatinhei até si, ficando na beirada da cama e substitui suas mãos pelas minhas, desafivelando seu cinto enquanto lambia os lábios e lhe lançava um olhar faminto.


— Eu quero chupar você — disse, massageando o volume marcado sobre o tecido de sua calça.


— Oh, então você vai me deixar usar sua boquinha, bebê? — questionou em tom sacana, levando sua mão até meu queixo e massageando meu lábio inferior com seu dedão.


— Unhum — confirmei, envolvendo seu dedo com meus lábios e o chupando, enquanto fitava seus olhos de forma lasciva.


Rapidamente, desabotoei e desci o zíper de sua calça, cravando meus dedos no cós dela para descê-la por suas coxas fartas junto de sua cueca box branca. Senti minha boca salivar ao ter o pau turgido de Jeongguk diante de meu rosto, ao que o segurei pela base, colocando minha língua para fora e olhando para o moreno sobre meus cílios, antes de deferir uma lambida experimental em sua glande rosada, vendo o Jeon suspirar em deleite.


Satisfeito com a reação alheia, contornei sua glande com minha língua, lambendo e pressionando sua fenda, enquanto minha destra subia e descia por sua extensão com firmeza. Sentia meu próprio pau clamar por atenção, gotejando pré-gozo e pulsando necessitado, à medida que me dedicava a dar prazer a Jeongguk, envolvendo sua glande com meus lábios e os comprimindo ao seu redor, para então chupá-la com afinco, acariciando-a com minha língua.


— Caramba, bebê... — xingou com a voz embargada. — Ver sua bunda empinada enquanto você me chupa está me deixando louco — revelou em um tom rouco e entrecortado que me deixou ainda mais excitado.


Libertei seu pau em um ploc audível e erótico sem, no entanto, parar os movimentos de sobe e desce que minha mão conduzia em sua extensão. — Você gosta, Gukie? — questionei, arqueando ainda mais minhas costas afim de lhe dar uma visão melhor da minha bunda.


— Adoro — concordou, soltando um gemido em seguida e impulsionando seus quadris e fazendo seu pênis deslizar em meu punho.


Sorri presunçosamente antes de envolver seu pênis com minha boca mais uma vez, abrigando todo o seu cumprimento em minha cavidade e buscando apoio em suas coxas torneadas para dar continuidade ao boquete. Procurei relaxar minha garganta, então subi e desci minha cabeça, contornando suas veias saltadas com minha língua e deixando-o molhado com minha saliva. O moreno imediatamente levou suas mãos aos meus cabelos cor de mel, acariciando meus fios ao que se empurrou para dentro de minha boca, ondulando seus quadris e passando a ditar o ritmo.


— Tão gostoso — gemeu, puxando meus cabelos e estocando profundamente ao ponto de sua glande tocar minha garganta, levando-me a engasgar.


Foi preciso somente mais algumas estocadas ágeis e fortes para que o membro de Jeongguk pulsasse e o corpo alheio tremesse, ao passo que seu líquido seminal preencheu minha boca. Forcei-me a engolir todo o seu sêmen, o gosto amargo tomando meu paladar enquanto sugava sua glande e sorvia as últimas gotas de seu gozo.


O moreno voltou seus olhos turvos para mim, assistindo-me limpar os cantos de minha boca após libertar seu membro. Suas mãos que ainda se mantinham em meus cabelos, relaxaram o aperto exercido em meu couro cabeludo, afagando-o ao que Jeongguk inclinou-se em minha direção e selou meus lábios demoradamente.


— Sua boca é deliciosa, bebê — disse, envolvendo meus lábios com os seus e movendo sua boca contra a minha, ao que serpentei minha língua por entre seus lábios, procurando pela sua e fazendo-o sentir o seu próprio gosto em meu paladar. O beijo que trocamos foi lento e intenso, porém, breve. O moreno não tardou a findá-lo, depositando selares carinhosos sobre meus lábios. — Se deite de bruços — pediu — eu irei cuidar de você agora — esclareceu, deixando mais um selar em meus lábios.


Obedeci prontamente ao pedido de Jeongguk, deitando-me de bruços e agarrando-me a um de seus travesseiros macios, enquanto o outro pegou o lubrificante e as camisinhas, subiu na cama e engatinhou até mim.


Senti seus lábios macios e úmidos beijarem meu ombro, depois minhas costas, minha cintura, o meu quadril e então uma das bochechas de minha bunda, castigando a carne farta e macia com seus dentinhos salientes, ao que suas mãos seguraram meus quadris, levantando-os.


Vi por cima de meu ombro Jeongguk untar seus dedos com o lubrificante, espalhando bem o líquido em suas mãos, antes de contornar meu corpo com seu braço esquerdo e levar sua canhota até meu membro negligenciado, fechando seu punho torno de minha extensão com firmeza; ao passo que sua destra espalhava o líquido gelatinoso por minha entrada, massageando-a com seus dedos em uma tortura prazerosa, para então penetrar-me com seu indicador. Um gemido arrastado escapou de meus lábios quando sua mão subiu e desceu em meu falo, ao mesmo tempo que seu dedo entrou e saiu de meu interior.


— Você é tão apertadinho, bebê — disse em apreciação, forçando um segundo dedo em minha entrada, ao que proferi um murmúrio incompreensível, protestando devido ao incomodo que me acometeu.


Os movimentos da canhota de Jeongguk sobre meu pau se intensificaram em uma clara tentativa de fazer-me esquecer o incomodo de acomodar dois dedos em meu interior. A mão alheia deslizava por minha extensão, aumentando o seu aperto sempre que alcançava minha glande, em um sobe-e-desce prazeroso. Logo vi-me fodendo sua mão com afinco ao arremeter meu pênis contra seu punho fechado. Meus gemidos roucos tomavam o quarto a cada mover de quadris em busca de mais de seu toque.


Estava completamente embebido em prazer, quando os dois dedos de Jeongguk encontraram minha próstata, fazendo-me ver estrelas por trás de minhas pálpebras e soluçar de prazer. — Isso! — exclamei, empurrando minha bunda de encontro a sua mão e rebolando em seus dedos.


— Agora eu vou fazer você gritar de prazer, bebê — o moreno ditou, ao que seus dedos deslizaram meu interior, massageando aquele mesmo ponto doce repetidas vezes.


Meus movimentos se tornaram uma bagunça desde que não sabia se arremetia-me contra o punho de Jeongguk em meu falo ou se rebolava em seus dedos, colocando-me em uma verdadeira confusão de impulsos em busca de mais prazer, que logo conduziram-me ao ápice, ao que me derramei nas mãos do moreno, sentindo o frenesi e a euforia do orgasmo percorrerem o meu corpo, junto a arrepios e um curto tremor.


O entorpecimento tomava-me e fazia minhas pernas vacilarem quando Jeongguk segurou meus quadris com firmeza e pude sentir, em seguida, sua respiração quente bater em minha bunda e seu músculo molhado deferir uma lambida em meu orifício vacilante. Seus lábios envolveram minha entrada em um beijo molhado, ao que sua língua a contornou, penetrando-a e fazendo meus olhos rolarem em suas orbitas, devido ao prazer que me acometeu. Empurrei minha bunda para trás e rebolei em busca de mais contato com sua língua, sentindo-a entrar e sair de meu orifício, deixando-me rapidamente a borda de um segundo ápice.


— Gukie! — gemi alto, gozando uma segunda vez e sentindo-me extremamente sensível. Minhas pernas cederam de imediato, fazendo meu corpo cair mole sobre o colchão macio.


Minha mente ficou em branco, completamente nublada e vazia durante longos segundos, enquanto sentia meus batimentos acelerados e minha respiração pesada. Mantive-me completamente alheio a Jeongguk, até sentir o seu corpo sobrepor o meu e sua respiração quente bater contra meu ouvido. Os lábios alheios envolveram o lóbulo de minha orelha, chupando-o levemente e mordiscando-o, para então dizer: — Você tem um gosto bom, bebê — sussurrou rouco — que me deixou ansioso para comê-lo de verdade — revelou, afagando minha cintura e deixando-me sentir seu membro duro contra minha bunda.


Jeongguk levou uma de suas mãos até meu rosto, segurando-o e levantando-o para que pudesse ter acesso aos meus lábios, os quais tomou em um beijo preguiçoso, aonde nossas línguas envolviam-se e enroscavam-se uma na outra lentamente. Notei quando sua outra mão alcançou seu membro e o conduziu até minha entrada, ao que o moreno se empurrou de uma só vez para meu interior, engolindo um gemido esganiçado que ameaçou escapar de meus lábios e concentrando-se em beijar-me até que me acostumasse a acomodá-lo.


As mãos de Jeongguk buscaram apoio sobre a cama, pondo uma de cada lado de meu tronco. Os seus lábios deixaram os meus, ao que o moreno ergueu seu tronco, sustentando-se através de suas mãos. Podia ver, naquela posição, as veias saltadas e os músculos de seus antebraços se sobressaírem, revelando o quão forte estes eram. Então, os quadris alheios se ergueram, fazendo seu membro retirar-se de meu interior para retornar com força junto ao ondular de sua pélvis, a qual encaixou-se com perfeição ao formato arredondado de minhas nádegas.


— Tão gostoso... — Jeongguk gemeu, erguendo-se mais uma vez e ondulando para meu interior em um ritmo lento. — Você é tão apertado e ainda assim me recebe tão bem, Tae — disse com a voz embargada, repetindo seus movimentos novamente. Minha única resposta para si, no entanto, veio em forma de gemidos curtos e baixos.


Aproveitei a lentidão de seus movimentos para erguer-me, apoiando-me sobre meus cotovelos e virar-me para encontrar o rosto de Jeongguk, ao que aproximei meus lábios dos seus e selei-os demoradamente, tendo minha boca tomada em um beijo lento e intenso. Meus quadris passaram a acompanhar os movimentos alheios, erguendo-se para encontrar os do Jeon e rebolando sinuosamente para si. Apesar de lentas, as estocadas do outro eram fortes e profundas, tornando tudo aquilo muito prazeroso. A posição em que estávamos permitia que nossos corpos se encaixassem perfeitamente e se movessem em sincronia, ondulando de encontro ao outro, em uma dança sensual.


Entretanto, não tardou para que a necessidade de obter mais prazer tornasse nossos movimentos frenéticos, ao que Jeongguk ergueu seu corpo, segurando meus quadris e os levando junto consigo, deixando minha bunda empinada para si, para estocar-me enquanto apoiava-se sobre seus joelhos.


De primeira, Jeongguk acertou meu ponto de prazer, fazendo-me agarrar o travesseiro abaixo de mim com força e meus olhos rolarem, enquanto um gemido rouco e alto escapou do fundo de minha garganta. — De novo! — pedi, empurrando minha bunda para trás e fazendo movimentos circulares com ela.


— Como quiser, bebê — disse em tom sacana, retirando-se de meu interior, ao que apertou seus dedos com força em torno de meu quadril, puxando-os para si ao mesmo tempo em que se arremeteu com força para dentro de mim. Urrei de prazer.


Jeongguk manteve suas estocadas fortes e profundas, acertando minha próstata com precisão e levando-me a borda com cada um de seus movimentos. Os gemidos baixos e roucos e as palavras sacanas alheias agraciavam meus ouvidos junto ao som de nossos corpos suados se chocando.


— Isso, Tae! — disse extasiado e emaranhou suas mãos em meus cabelos, puxando minha cabeça para trás, fazendo com que erguesse-me e sustentasse-me sobre minhas mãos até que estivesse à altura de seu rosto. — Geme meu nome e rebola essa bunda gostosa para mim — ditou próximo ao meu ouvido, ao que deferiu um tapa estalado em minha nádega esquerda.


— Jeon... — solucei, empurrando meu quadril para trás e arqueando minhas costas — Gukie — gemi, realizando movimentos circulares e sinuosos com minha bunda.


— Eu posso gozar só de ouvir você gemendo meu nome desse jeito — falou com a voz embargada e baixa. — Geme mais, Tae, chama meu nome — ditou mais uma vez, saindo de meu interior e estocando-me com força.


— Jeonggukie! — gemi alto e rouco, acompanhando seus movimentos com meus quadris e rebolando para si.


Senti o corpo do moreno enrijecer acima do meu, seu pênis pulsou em meu interior e então Jeongguk gozou dentro de sua camisinha, chamando meu nome junto a um gemido rouco e arrastado cantado ao ouvido, que me levou a borda do prazer, gozando logo após ele, ao que nossos corpos cansados e entorpecidos caíram sobre o colchão macio.


Tive minha mente nublada mais uma vez naquela noite, o calor do corpo alheio e a respiração de Jeongguk batendo contra minha nuca sendo as únicas coisas que me mantinham consciente. A exaustão atingiu-me em cheio junto a respiração rarefeita e batimentos descompassados.


O moreno retirou-se de meu interior e seu corpo repousou ao lado do meu, ao que seus braços fortes envolveram minha cintura e puxaram-me para si, abraçando-me e beijando minha nuca.


— Isso foi demais, bebê — sussurrou, afundando seu nariz em meio aos meus fios molhados de suor e inspirando profundamente. — Você é incrível — elogiou-me em um tom doce, e eu podia jurar que Jeongguk estava sorrindo naquele momento.


Reuni todas as minhas forças para virar-me para si, ficando cara a cara consigo e lhe oferecendo um sorriso de lábios cerrados disse: — Foi bom para mim também — aproximei meu nariz do seu, dando-lhe o famoso beijinho de esquimó — e muito gostoso — sorri travesso.


— Gostoso, hm? — perguntou divertido, ao que assenti, selando seus lábios demoradamente com os meus.


— Você é muito gostoso — disse, capturando seu lábio inferior entre meus dentes, lhe dando uma leve mordida.


Jeongguk então sorriu entre meus lábios, selando-os várias vezes e me conferindo beijos molhados e lentos. — O senhor gostoso aqui está precisando de um banho urgente — disse, afastando-se de meus lábios. — E você não está muito diferente, bebê.


— Aish, eu não quero sair daqui — reclamei em tom manhoso, colocando minha perna sobre sua cintura e envolvendo-a, afim de prendê-lo a cama, o que somente fez com que Jeongguk sorrisse.


— Eu te deixei cansado, bebê? — perguntou, levando sua mão a minha perna e afagando minha coxa.


— Na verdade, você me deixou exausto, todo sujo e com a bunda doendo — reclamei, fazendo biquinho.


— Então me deixe tomar a responsabilidade — disse sorridente, desfazendo-se do aperto de minha perna. — Vou preparar um banho quente para nós dois e cuidar direitinho de você — beijou minha bochecha e então levantou-se da cama, indo até seu banheiro.


Esperei por cerca de dez minutos e, quando Jeongguk retornou, já estava cochilando sobre sua cama. O moreno distribuiu vários selares carinhosos por meu rosto até que despertasse e pegou-me no colo, fazendo-me rir docemente e derreter-me completamente para si.


Como dissera, Jeongguk preparou um banho quente e repleto de sais aromatizantes para nós. Ele colocou-me dentro da banheira e sentou-se logo atrás de mim, abrigando-me entre suas pernas e deixando minhas costas apoiadas em seu peito. Nosso banho era tranquilo e repleto de carícias e beijos. O moreno lavou meus cabelos com seu shampoo de baunilha e limpou meu corpo, ao que depois cuidou de si mesmo. Passamos longos minutos ali, apreciando a temperatura da água e conversando.


— Tae, tem algo sobre nossa conversa de mais cedo que ainda está me incomodando — revelou, enquanto acariciava meus braços.


— O que? — questionei, com meus olhos fechados e em um tom completamente preguiçoso.


— Estou preocupado sobre seus estudos — disse, fazendo-me abrir os olhos e lhe dar atenção. — Sei como a rotina de um estudante de medicina é puxada e que você não tem como trabalhar para se manter, além de todas as despesas com materiais para o curso.


— Eu vou pensar em uma solução, não se preocupe com isso agora — tentei o tranquilizar, deixando um selar em sua bochecha.


— Me deixe arcar com as despesas do seu curso — pediu, levando sua mão ao meu rosto e o segurando com delicadeza. — Permita que eu ajude você a se tornar um médico e eu juro que nunca irei me arrepender disso ou te julgar como um aproveitador.


— Eu não posso aceitar isso... — tentei argumentar contra si, mas logo fui interrompido.


— Ouça, Tae — pediu. — Eu sempre fui apaixonado por música e o piano foi o meu primeiro amor. Então, quando chegou o momento de escolher um curso, eu optei por música, mas meus pais não aceitaram a ideia e me fizeram cursar administração, e eu simplesmente aceitei, sem nem os contradizer. Por isso, quando eu vejo você, fazendo o curso dos seus sonhos, todo animado com as aulas e os professores, mesmo com todos os empecilhos e dificuldades que você tem e teve que enfrentar, eu sinto a necessidade de te apoiar e te ajudar, não porque quero ter você na minha cama gemendo meu nome, mas sim porque acho admirável toda a sua garra e esforço — explicou, e eu pude sentir meus olhos lacrimejarem e meu peito ser acometido por incontáveis emoções que faziam meu estômago borbulhar.


— Você tem certeza sobre isso? — perguntei incerto, ao que Jeongguk afagou minha bochecha e aproximou seu rosto do meu.


— Absoluta — disse suavemente — Me deixe cuidar de você assim como você quer cuidar de mim — pediu, selando meus lábios com os seus.


Ao separar nossos lábios, virei-me de frente para si, envolvendo seu pescoço com meus braços e sua cintura com minhas pernas, em um abraço apertado.


— Eu sequer tenho como agradecer você por isso — disse contra a pele de seu pescoço, apertando-o ainda mais, como se aquele abraço pudesse lhe mostrar toda a minha gratidão — E acho que nunca vou ter como porque o que você está se dispondo a fazer por mim é impagável.


— Na verdade, eu já andei pensando em um meio de pagamento — revelou em tom brincalhão.


— Ah é? — perguntei, afastando-me para olhá-lo melhor.


— Unhum — assentiu presunçoso. — Eu quero você e tudo o que você possa me dar — disse, selando meus lábios.


— Então eu sou todinho seu — sorri sobre seus lábios.


Aproveitei os minutos que se seguiram para mimar Jeongguk e agradecê-lo com milhares de beijos e carícias, tomando cuidado para que as coisas não se tornassem quentes demais e acabássemos novamente em um mar de prazer, visto que não me restavam energias para isso.


Quando a temperatura da água caiu, tornando-se fria demais para que continuássemos submersos dentro daquela banheira, foi que saímos do banho. Naquela noite, Jeongguk secou meus cabelos e emprestou-me um de seus moletons, ao que dormimos agarradinhos em sua cama, aproveitando o carinho um do outro e deixando que a temperatura quente de nossos corpos entrelaçados embalasse nosso sono.


E talvez, apenas talvez, minha sorte tivesse apenas começado quando a carta de admissão da Kyung Hee intrometeu-se em minha correspondência, e todas as dificuldades pelas quais passei, serviram somente para que acabasse encontrando Jeongguk, de uma forma torta e pouco idealizada, mas que ainda assim resultou em um dos encontros mais felizes de minha vida.


Os medos e inseguranças que me afligiram ao aceitar que Jeongguk arcasse com as despesas de meu curso, mostraram-se completamente infundados com o passar do tempo, pois nosso relacionamento poderia ser muitas coisas, exceto a relação de interesses e benefícios mútuos apregoada nos sites sugar.


Nosso namoro era simples e sem muitas complicações: Jeongguk cuidava de mim e eu cuidava de Jeongguk, cada qual com o seu jeitinho de fazê-lo, sem esquecer, no entanto, de acrescentar muito carinho, amor e açúcar no processo.


E bom, não era como se eu pudesse reclamar dos livros de medicina ou dos artigos Gucci envolvidos no jeitinho que Jeongguk encontrou para cuidar de mim.

30 Janvier 2020 00:01:31 4 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Ari Lima Alguém que encontrou na escrita uma paixão e sonha em tornar-se uma escritora publicada, mas, enquanto esse sonho não se torna realidade, faço da escrita um hobby. Todas as minhas histórias são do gênero #yaoi e do shipp #kookv. Também conhecida como autora de "Karma" e, agora, de "O preço do do amor".

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Publier!
MR Mayalla Ribeiro
Amei tanto essa história ,que pena que só tem um capítulo, pk ela e ótima! Gostaria tanto que tivesse mais um ,mas como sua escrita é linda e gostosa de ser ler em qualquer uma das suas histórias vou procurar outra sua mas com uma paixãozinha grudada nessa daqui aff to toda boiola por Tk dessa história.
April 12, 2020, 00:44
Jessica Jennyfer Jessica Jennyfer
Sinceramente, eu amo todas as suas estórias. Depois dessa, eu posso dizer oficialmente, que eu já li todas as estórias que você lançou nesse site ou em outros. Você é uma ótima escritora! Beijos! <3
March 29, 2020, 06:12
Daise Arauji Daise Arauji
💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜
February 22, 2020, 16:41
Maria Paula Fonseca Maria Paula Fonseca
Eu amei tanto essa história mds, queria que tivesse uma continuação ou algo assim de tão perfeita que ela é😔
February 04, 2020, 05:51
~