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"Talvez Harry estivesse entendendo as coisas de forma equivocada, mas Louis parecia tão próximo dele, cada vez que ele se afastava, o garoto sentava mais perto, como se quisesse ler junto de Harry as anotações. Harry não queria que aquela sensação de que Louis sentisse as mesmas coisas por ele estivesse tão forte, era praticamente impossível ele também ser apaixonado por Harry. "


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

#school #escola #romance #tomlinson #louis #styles #harry #stylinson #larry
Histoire courte
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Capítulo único

Harry acordou com a luz do sol invadindo seu quarto e levantou às pressas, sabia que hoje era quarta-feira. Além de ser a sua aula favorita, biologia, também era o único dia da semana que podia ficar perto Louis, garoto que segundo Harry tinha os olhos e lábios mais bonitos de toda aquela escola.

Quarta-feira era um dia importante, por isso colocou seu melhor suéter xadrez — ouvira dia desses que Louis amava roupa xadrez. Escovou os dentes mais que o normal e lavou seus óculos na pia do banheiro para conseguir ver perfeitamente a sua dupla de biologia.

Não demorou para sair de casa, pegou sua bicicleta amarela e saiu pedalando com a mochila nas costas que tinha um chaveiro do Gandalf. A escola não ficava tão longe de casa, então dentro de poucos minutos Harry já estava estacionando no bicicletário.

— Olha só quem chegou.

Harry ouviu vozes e risadas vindo atrás de si e não conseguiu evitar olhar, mas depois do breve olhar, apenas ignorou os comentários que estavam por vir. Era a turminha de Louis, que insistia em pegar no seu pé, independente da razão sempre o xingavam.

— Belo suéter, sem Styles — começaram a rir.

Enquanto subia as escadas a mochila quase escapou do seu ombro, mas a ajeitou completamente e seguiu correndo para o banheiro. Seus olhos estavam marejados, todos os dias era a mesma coisa. Aquela rotina de ser alvejado por xingamentos por conta de suas roupas ou personalidade, era extremamente cansativo.

Se recompôs respirando fundo, secou os olhos com o punho da camisa que usava por baixo do suéter xadrez. Agora poderia voltar para aula, não gostaria que ninguém o visse daquela forma.

Entrou no laboratório e sentou-se no seu lugar de costume. Tirou de sua bolsa o seu estojo e fichário, o colocou no canto do balcão onde ficavam os microscópios. Quando percebeu, Louis já estava do seu lado com o caderno e uma caneta sobre o balcão, se apoiando nos cotovelos.

Harry não trocou nenhuma palavra com o garoto, nem o “bom dia” costumeiro, apenas começou a prestar atenção no senhor Pool, o professor de biologia, que agora falava sobre mitose. Anotava as informações em seu caderno rapidamente para estudar para a prova ao final do bimestre.

— Hey — sentiu um cutucão vindo de uma caneta.

Era Louis o chamando, não parecia que ele iria rir da sua cara desta vez, então Harry o respondeu de forma neutra.

— Precisa de ajuda?

— Na verdade eu queria pedir desculpa pelo o que os caras disseram — falava baixinho e próximo demais.

— Ah — por essa ele não estava esperando. — Não se preocupe, é… está tudo bem.

— Não está — suspirou. — A propósito, eu adorei o suéter — deu um puxãozinho na roupa do garoto.

A conversa foi interrompida pelo senhor Pool pedindo silêncio, já que passaria um dever para todos fazerem em casa ou na biblioteca depois da aula, com suas respectivas duplas. Mas nada tirava da cabeça de Harry que Louis tinha gostado da sua roupa, que tinha vestido especialmente para ele.

Combinaram de ir para casa de Harry, já que o outro possuía muitos irmãos e seria inviável fazer algum trabalho por lá. O rapaz de suéter se sentia nervoso com a possibilidade de ter Louis em sua casa, e principalmente em seu quarto, mas não tinha outra escolha.

Quando chegaram, foram recebidos por Anne, mãe de Harry que os receberam com um beijinho na testa, deixando Louis vermelho de vergonha. A mulher sugeriu que almoçassem primeiro, por mais que Harry quisesse ir logo ficar sozinho com o garoto, eles toparam.

O almoço foi leve, Harry conheceu um lado de Louis que nem sabia que existia. Um lado educado, que não fazia piada com cada palavra que diziam à mesa, e agradecia cada elogio de Anne. Ver aquela cena fez com que Harry se sentisse ainda mais apaixonado por aquele garoto que jamais teria olhos para ele.

Os garotos foram para o quarto logo após o almoço, Harry rapidamente abriu o caderno na matéria que precisariam estudar. Louis se sentou perto da escrivaninha do dono do quarto e percorreu seus olhos pelas paredes que tinham pôsteres de Senhor dos Anéis e Star Wars, mas a decoração do quarto não se baseava apenas nisso, mas também em diversos troféus em prateleiras ao lado da cama.

— Esses troféus são do que? — Perguntou Louis tirando de Harry a atenção que ele tinha no caderno aberto em seu colo.

— Ah, hm… Campeonatos de ciências, e também tenho um de futebol — deu de ombros.

— Você joga futebol? — perguntou franzindo o cenho e sorrindo.

Harry pigarreou.

— Eu costumava jogar, m-mas não é pra mim — voltou os olhos para o caderno. — Se você quiser eu posso fazer isso sozinho e colocar seu nome depois.

— De jeito nenhum!

O menor se levantou e sentou-se ao lado de Harry, talvez perto demais para o garoto, já que sentiu sua mão suar e seu corpo tremer completamente com aquela atitude. Ele não estava acostumado com aquela aproximação toda de Louis, era estranho até mesmo para ele que gostava tanto do garoto.

— O que foi Harry? — Pegou a mão do garoto. — Por que está suando?

Harry puxou sua mão e colocou embaixo do caderno

— Eu só quero que a gente termine isso logo — se afastou um pouco.

Talvez Harry estivesse entendendo as coisas de forma equivocada, mas Louis parecia tão próximo dele, cada vez que ele se afastava, o garoto sentava mais perto, como se quisesse ler junto de Harry as anotações. Harry não queria que aquela sensação de que Louis sentisse as mesmas coisas por ele estivesse tão forte, era praticamente impossível ele também ser apaixonado por Harry.

Mais uma vez Harry sentou um pouco para o lado e Louis veio novamente para perto dele, até que Harry decidiu se afastar ainda mais e quase caiu da cama, mas conseguiu ficar de pé rapidamente e a única coisa que caiu foi o caderno que estava em seu colo.

— Você poderia não ficar tão próximo assim? Está me incomodando.

Louis umedeceu seus lábios e franziu o cenho.

— Tudo bem, mas é que acabei deixando meu livro na escola, também preciso ler alguma coisa para entender o que precisamos fazer.

Ambos se abaixaram ao mesmo tempo para pegar o caderno que estavam no chão do quarto, e seus olhares se encontraram. Harry pode sentir o cheiro de menta vindo de Louis, e só pensou em que momento ele tinha chupado uma bala após do almoço? Ele não sabia, mas aquele cheiro o atraiu de forma que nem ele mesmo sabia explicar, se aproximando cada vez mais até que finalmente colocou-se de pé.

Louis por outro lado, ainda ficou abaixado, encarando os joelhos de Harry que saiu de vista rapidamente; O menor que ainda estava abaixado, deu um longo suspiro e mordeu o lábio inferior. Voltou a sentar na escrivaninha, se Harry o queria afastado, era exatamente isso que ele iria fazer.

Harry deixou seu livro com ele e decidiu estudar pelas anotações do caderno. Basicamente precisariam entregar uma pesquisa sobre as diferenças de mitose e meiose. Combinaram de cada um fazer um tema, assim ninguém ficaria sobrecarregado.

O maior deixou que Louis usasse o seu notebook, enquanto ele usava o da mãe. Sentado na cama ele conseguia sentir os olhos de Louis sobre si, cada vez mais desconfortável com aquela situação.

Será mesmo que ele estava entendendo as coisas erradas? Louis parecia estar descaradamente flertando com ele, Harry poderia até sentia uma coisa beirando a tensão sexual. Mas em contrapartida, talvez fosse apenas impressão sua. Louis namorava a jovem Lizzie, fazia o que? 2 anos? Harry até pode se lembrar de toda a raiva que sentia por ela sem motivo algum, o ciúme canalizado fazia com ele que sentisse vontade de vomitar toda vez que encontrava os dois se beijando no corredor.

— Onde é o banheiro? — Louis se levantou e afastando dos pensamentos de Harry aquela visão de Lizzie e ele se beijando.

Sem tirar os olhos do caderno, Harry disse que era apenas sair pela porta e ir para a esquerda. Louis saiu e voltou poucos minutos depois, era impossível que tivesse usado o banheiro em tão pouco tempo. Então ao passar pela porta e fechá-la, sentou-se novamente ao lado de Harry.

— Que droga, o que foi? — Harry perguntou. — Você fica me enchendo o saco na escola e agora quer ficar perto de mim?

Parecia que um gato tinha comido a língua do menor, pois qualquer coisa que ele tentava dizer, as palavras não saíam de sua boca. Ele a abria e fechava diversas vezes.

— Eu nunca peguei no seu pé, são os outros garotos e eu te pedi desculpas hoje mesmo.

— Não adianta não pegar no meu pé e continuar rindo quando falam alguma coisa a respeito de mim ou de como eu me visto.

Louis fechou os olhos e coçou a cabeça, quando abriu encontrou um Harry cabisbaixo, como se tivesse arrependido por ter explodido daquele jeito.

— Harry, eu realmente não gosto da forma que eles te tratam… Em nenhum momento eu menti sobre isso — suspirou. — E sobre as suas roupas, eu sempre te achei tão estiloso com seus suéteres diferentes, e o de hoje em especial… Você ficou — engoliu à seco — incrivelmente bonito usando ele.

Talvez tenha sido o ar com cheiro doce por conta do umidificador, talvez tenha sido a mão de Louis sobre a dele, ou talvez aquele elogio repentino, ou o hálito de menta perto do seu, mas Harry não pensou duas vezes para apagar Lizzie da memória e selar os lábios de Louis com o seu.

A bala de menta ainda estava na boca de Louis e o maior pode senti-la com sua língua que estava dentro da boca do outro. Louis não o afastou, mas tocou seu rosto com as pontinhas dos dedos que estavam geladas e trouxe o rosto do outro para mais perto.

O beijo foi interrompido quando Louis se levantou apressadamente, pegou sua mochila e saiu em disparada do quarto, e foi nesse momento que Anne entrou com uma bandeja de biscoitos amanteigados.

— O que aconteceu aqui, Harry? — Colocou a bandeja sobre a cômoda do quarto.

— Nada, mãe — suspirou. — Vou tomar um banho e dormir.

Harry caminhou em direção a porta para ir ao banheiro.

— São quatro e meia! — griou Anne.

***

Seria mentira se dissesse que Harry não tinha passado a noite inteira pensando naquele beijo, mal conseguira dormir e tinha amanhecido com as piores olheiras do mundo. Tudo o que ele sempre quis tinha se tornado realidade, tocara os lábios de Louis com os seus, sentira a maciez daqueles lábios que tinham gosto de cigarro e menta. Claro que, para Harry já era algo de se esperar, levando em conta todos os sinais jogados pelo menor durante toda a tarde anterior, mas o que continuava martelando em sua cabeça era o motivo dele ter saído às pressas de sua casa, sem nem ao menos dar uma explicação.

Harry estava no corredor pela manhã, pegando suas coisas no armário e ansiando que Louis passasse e ao menos lhe desse uma piscadela para relembrar a noite anterior, mas o que realmente aconteceu foi Louis com o braço em volta do ombro da namorada. Harry fechou o armário e observou ambos passarem e Louis nem ao menos olhar para ele. Sem reparar nos garotos logo atrás, Harry foi surpreendido quando bateram em seus livros e eles caíram ao chão. Louis olhou para trás e riu do que via.

Ele mal podia acreditar que aquilo de fato estava acontecendo, para onde tinha ido aquele Louis gentil do almoço do dia anterior, ou até mesmo o que se desculpava e elogiava? O pior de tudo, para onde tinha ido aquele Louis do beijo intenso e toque delicado?

Com certeza não era ele que estava ali.

12 Janvier 2020 20:00:42 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
1
La fin

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