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Louis olhou para o lado e se deparou com um rapaz um pouco mais alto que ele, seus cabelos eram castanhos e pareciam ter vida própria, já que cada mecha ia para o lado que bem entendia. A mão que ainda estava sobre a de Louis, tinha uma tatuagem de cruz próxima ao polegar, mas o que realmente chamou a atenção dele, foram os olhos verdes e grandes. "Desculpe é que se você continuar apertando assim, não vai sobrar nada pra ninguém" o rapaz abriu um sorriso e uma pequena covinha se formou em sua bochecha.


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Véspera de Natal

24 de Dezembro - 20:03

“Merda!” Louis exclamou olhando para seu relógio.

Já eram oito horas da noite e cada minuto que passava o seu voo estava mais atrasado, diminuindo as chances de chegar em casa. Em sua cabeça tudo o que passava era chegar logo em Doncaster, tirar os presentes da mala e passar a véspera de natal e seu aniversário com seus irmãos.

A nevasca que acontecia do lado de fora do aeroporto estava piorando cada vez mais com o passar das horas. Em sua mente, fez uma prece para que o voo não fosse cancelado, mas não demorou nem dois minutos depois da sua oração para que um enorme e vermelho “cancelado” aparecesse ao lado do nome de sua cidade.

“Ótimo!” falou pra si mesmo.

No mesmo momento diversos burburinhos começaram a se espalhar pelo saguão, todo mundo esperava chegar em casa antes da manhã de natal, mas claramente isso não aconteceria nem tão cedo. Foi então que Louis decidiu caminhar até o guichê mais próximo de si e claramente o mais vazio, já que todos começaram a encher rapidamente com pessoas nervosas e barulhentas.

Foi arrastando sua mala até que chegasse a sua vez de ser atendido, a mala que estava pesada por ter diversos presentes para seus irmãos e apenas algumas peças de roupas já que passara apenas dois dias longe de casa. Quando o outro passageiro saiu do guichê bufando e xingando até a sétima geração da atendente, Louis se debruçou sobre o balcão.

A atendente tinha um dos sorrisos mais doces que ele já vira, seus cabelos eram castanhos e lhe desciam os ombros em diversos cachos, sua pele escura contrastava com seus olhos cor de mel. Claramente não se deixara abater pelas palavras ditas pelo rapaz que tinha passado por ali anteriormente.

“Tem alguma possibilidade do vôo para Doncaster acontecer ainda hoje?”

A moça digitou algo no computador e voltou para o rapaz.

“Acredito que não, é véspera de natal e a nevasca está cada vez pior, eu sinto muito.”

“Tudo bem não é sua culpa” levou a mão ao rosto.

Louis suspirou. Mais uma vez iria passar o natal longe de casa, decepcionando seus irmãos.

“Há uma sala ao lado do seu portão de embarque que é...” deu uma olhada mais uma vez no monitor ”o vinte e três, ela está sendo preparada para receber vocês que o voo foi cancelado. Dentro de alguns minutos você já pode ficar por lá. A companhia aérea disponibilizou chocolate-quente e cobertores para os passageiros”.

Louis agradeceu a atendente e começou a caminhar lentamente até o lugar indicado, imaginando que até ele chegar lá, a sala já estivesse preparada. Apesar de estar num local fechado, conseguia sentir o vento quase cortando o pouco de pele exposta que ele tinha. A mão que estava exposta e que puxava a mala, parecia estar congelando e endurecendo à medida que ele caminhava.

A sala aparentemente já tinha sido aberta, já que de longe conseguia ver algumas pessoas entrando no local. Um rapaz ruivo e uniformizado estava na porta, direcionando as pessoas, já que aquela sala era específica para os passageiros que iriam para Doncaster.

Ao entrar na sala de espera, iluminada por luzes brancas de led, Louis também observou que havia diversas poltronas pretas e de aparência confortável espalhadas pelo ambiente. Então seus olhos focou em uma fila que estava começando a se formar para pegar o chocolate-quente, Louis que a cada minuto sentia uma mão se congelando ainda mais, não pensou duas vezes em pegar a bebida.

Alguns minutos iam se passando conforme as pessoas pegavam a bebida e donuts que estavam dispostos à mesa. Quando chegou sua vez, pegou uma caneca e colocou próximo à máquina, onde sairia a bebida, mas cada vez que apertava o botão, mais ele afundava. Os palavrões ditos baixinho por ele, se misturou com os burburinhos de pessoas impacientes que esperavam chegar sua vez. Foi quando Louis sentiu uma mão sobre a sua que apertava o botão, o rapaz que estava logo atrás tirou com delicadeza sua mão, tentando evitar que ele quebrasse a máquina de bebidas.

Louis olhou para o lado e se deparou com um rapaz um pouco mais alto que ele, seus cabelos eram castanhos e pareciam ter vida própria, já que cada mecha ia para o lado que bem entendia. A mão que ainda estava sobre a de Louis, tinha uma tatuagem de cruz próxima ao polegar, mas o que realmente chamou a atenção dele, foram os olhos verdes e grandes.

"Desculpe é que se você continuar apertando assim, não vai sobrar nada pra ninguém" o rapaz abriu um sorriso e uma pequena covinha se formou em sua bochecha.

O menor deixou que o rapaz das covinhas assumisse a tarefa de pegar o chocolate-quente, que por acaso, faz com muita agilidade. Em menos de dois minutos já tinha duas canecas de chocolate-quente e um pratinho com um donut, que ele estendeu para Louis.

"Obrigado..." fez uma pausa como de esperasse que o outro dissesse o nome.

"Harry" o rapaz estendeu a mão e abriu um sorriso.

"Louis" apertou a mão que estava em sua frente e sentiu os anéis gélidos.

"Da para vocês saírem da frente ou está difícil?" Alguém resmungou.

Ambos deram passagem e foram sentar juntos próximo a onde Harry havia deixado suas malas. Louis se acomodou, deixando sua mala perto de sua perna. Não disseram nenhuma palavra, ou melhor, Louis não disse. Harry quebrou o silêncio como se estivesse num elevador.

"Espero que cheguemos antes da manhã de natal" seus olhos estavam nos seus próprios pés, Louis notou que os dois usavam o mesmo vans old school.

"Eu queria chegar ainda hoje, mas sei que é algo impossível" Louis que terminava de mastigar o donut, apontou para a televisão que apesar de estar no modo mudo, mostrava a nevasca que acontecia lá fora.

O mais alto tirou o olhar do próprio pé e olhou rapidamente para Louis, parecia que havia um pequeno sorriso no canto interno de sua boca.

"Tem alguém te esperando?" Bebericou seu chocolate-quente e observou o outro assentir com a cabeça "filhos?"

Louis quase engasgou com a bebida que também tomava.

"Meu Deus, não!" Limpou a boca com as costas da mão "São meus irmãos".

"Se vale de algo, acho que seria um bom pai" disse Harry enquanto Louis jamais imaginava escutar aquilo de alguém, mas sabia que só tinha escutado porque aquele rapaz não o conhecia direito.

Seu celular tocou o tirando de seus pensamentos sobre ser um péssimo pai futuramente, uma chamada de vídeo apareceu na tela de seu celular. Quando Louis atendeu, a imagem congelou mostrando Lottie e Ernest, dois de seus irmãos, fazendo caras estranhas. Rapidamente Louis levantou os braços em busca de sinal, mas não encontrou independente do lado que virava o celular.

"Se quiser ligar para eles" tirou o celular do bolso "eu tenho sinal" disse Harry.

Louis cogitou se aceitava, uma coisa é aceitar ajuda quando se trata de uma máquina de café, mas deixar o número da sua família no celular de um estranho era outra coisa, ele era muito cético quando se tratava de algumas coisas. Mas observando o outro, que enquanto aguardava uma resposta jogava Candy Crush, ele realmente parecia inofensivo.

Por fim, Louis concordou e pediu para ir num lugar menos barulhento. Saíram juntos da sala, sem levar suas malas, claro que ninguém mexeria, havia câmeras e funcionários ali. Por isso, foram para fora da sala, devido a nevasca que acontecia do lado de fora do aeroporto, as pessoas estavam acomodadas nas cadeiras espalhadas, e encolhidas pelo frio, aguardando seus voos serem liberados, o silêncio tomava conta daquele saguão.

Louis se aproximou de uma das paredes de vidro que não havia mais nada além de branco e mais branco, não conseguia enxergar um palmo à sua frente devido a neve que caía. Com o celular do outro em sua mão, teclou os números e esperou que a irmã aparecesse novamente na tela, não demorou muito tempo para que Lottie aparecesse com a testa franzida e olhos semicerrados, mas rapidamente seu semblante mudou quando viu que era o irmão.

“Meu Deus, Lottie, como você atende a chamada de um número que você nem conhece?” Levou a mão à testa e antes que ela pudesse responder, ele continuou “não esperem por mim, não vou conseguir chegar hoje, fecharam o aeroporto”.

Rapidamente uma cabeça ruiva entrou na frente de Lottie e começou a pular, era Ernest novamente.

“O Louis não vai voltar pra casa? Louis?” seus olhos iam para a tela do celular e para Lottie. “É seu aniversário, você precisa vir pra cá agora!”

Um riso escapou dos lábios os irmão mais velho, mas vontade era de pegar o pequeno no colo e girá-lo no ar, porém, estavam longe demais para fazer algo assim. Por isso ele explicou que talvez chegaria pela manhã, mas não tinha certeza. O pior de tudo era que a maior parte dos presentes que as crianças ganhariam, estava em sua mala. Esse ano o papai noel chegaria mais atrasado do que nunca.

A ligação terminou com Doris e Ernest chorando ao fundo e Louis se desculpando até mesmo depois de ter desligado o telefone. Ficou encarando o aparelho por alguns segundos, tinha se esquecido completamente de devolver o celular para aquele estranho parado ao seu lado, estava se sentindo culpado por aceitar essa proposta de última hora para visitar Londres com outros empresários, mais uma vez deixaria sua família o esperando.

“Então quer dizer que é seu aniversário?” a voz de Harry ecoou em sua cabeça, tirando daquele transe de pensamentos melancólicos. Louis não estava para conversa ou brincadeiras, apenas devolveu o celular para o outro e sentou-se no chão, encostando sua cabeça na enorme parede de vidro que os separavam da nevasca.

Talvez Harry tenha percebido que o rapaz precisava de um tempo sozinho, pois sumiu de sua vista depois de Louis não respondê-lo. Como seria um “ótimo pai”, como Harry havia dito, se nem dos seus irmãos conseguia cuidar com responsabilidade depois que sua mãe se fora? Aquilo acabava com ele, se sentia inútil e incapaz de ao menos deixar sua família reunida em um natal.

Desde a morte de Jay, aquela data era uma das piores do ano depois de seu aniversário, uma data tão próxima do próprio aniversário. Era devastador pensar que a mãe não estava mais ali com ele, ela que sempre o ajudou e apoiou em cada decisão, sonho e objetivo. Tirou seu celular do bolso e viu ali na tela o sorriso da pessoa que ele mais amava no mundo, que apesar de não estar presente, aquecia seu coração, quase conseguia ouvi-la falando que ficaria tudo bem.

Se assustou quando sentiu alguém quase sentando em cima do seu colo, mas se ajeitou e sentou-se ao seu lado. Era Harry, o cara da fila do chocolate-quente, em seu rosto havia um sorriso destacando aquela covinha, em suas mãos haviam dois cupcakes, ambos eram iguais com o chantilly verde e pequenos granulados de chocolate da cor azul. Louis não pode deixar de sorrir, apesar de não ter respondido Harry anteriormente, ele tinha ido lá e comprado cupcakes por conta de seu aniversário.

“Acho que ainda dá tempo” o mais alto olhou rapidamente para o relógio em seu pulso.

“Não precisava fazer isso” Louis abaixou a cabeça com timidez e sorriu.

“Precisava. Eu jamais deixaria alguém ter o pior aniversário do mundo preso dentro de um aeroporto” ia dar uma mordida, mas hesitou “aparentemente nenhuma dessas lojinhas vendem velas de aniversário, por mais inofensivas que elas sejam, mas ainda assim… Parabéns para você…” começou a cantar.

“Por favor, não, está perfeito” segurou um dos cupcakes “isso aqui deve ter sido uma fortuna, comida de aeroporto é muito cara”.

“Mas vale a pena” Harry sorriu e deu uma mordida no cupcake, ficando com seu lábio superior sujo com o chantilly verde. Louis sorriso e apontou para a boca do outro.

“Agora que notei que o chantilly é exatamente da cor do seus olhos” sorriu e também começou a comer o seu bolinho.

“E os granulados da cor do seu, mas é só uma coincidência” Harry deu de ombros “Não se preocupe, você chegará a tempo para ver seus irmãos, sua mãe deve estar os tranquilizando”.

Louis ficou quieto e abaixou a cabeça.

“Eu sinto muito, me desculpe” Harry tocou na perna do mais baixo e rapidamente tirou, aquilo parecia cedo demais.

“Tudo bem, quer dizer… está sendo difícil, mas você não sabia disso.”

Apesar de não querer mais tocar no assunto, a conversa foi se estendendo a um desabafo, onde ambos compartilhavam suas dores por ter perdido alguém que amavam, depois experiências de como é estar fora de casa e por fim uma receita de frango, que era a especialidade de Louis. O menor descobriu que Harry era um confeiteiro amador em busca de uma oportunidade na capital do país, mas mais uma vez havia sido rejeitado e agora estava voltando para casa com uma mão na frente e a outra atrás, sem saber o que dizer para sua mãe quando chegasse em casa novamente. Por outro lado, Harry descobriu que Louis era empresário, comprava e vendia empresas, por isso quase nunca conseguia ver seus irmãos e sempre se sentia mal com aquilo

24 de Dezembro - 23:57

A conversa que já tinha durado algumas horas, fora interrompida com um comunicado do aeroporto onde uma voz feminina dizia que o voo 437 já havia sido liberado e que dentro de alguns minutos os passageiros já poderiam embarcar. Louis olhou para trás e viu que já conseguia enxergar melhor o lado de fora do aeroporto, onde caia apenas alguns flocos de neve.

Harry se levantou com a ajuda de Louis que já estava de pé. Ambos observavam a neve rala que vinha do céu, Louis não notou, mas Harry o observava com um sorriso no canto dos lábios, era estranho sentir que já gosta de alguém mesmo a conhecendo tão pouco? Até poderia ser, mas era assim que Harry se sentia e quando seu relógio de pulso começou a apitar e o menor o encarou de volta, tudo o que ele conseguiu dizer foi:

“Feliz natal, Louis” umedeceu seus lábios com a própria língua.

“Feliz natal, Hazz” disse como se já fossem amigos a muito tempo “obrigada por ter feito meu aniversário e meu natal um dos melhores desde muito tempo”

O mais alto pigarreou e endireitou sua postura, aqueles olhos azuis estavam mexendo com ele.

“Acho melhor irmos agora” apontou com a cabeça para a sala que eles estavam antes de saírem.

Louis queria pedir o telefone dele, ou ter a esperança de Lottie não apagaria a chamada feita mais cedo, mas tudo o que fez foi se despedir com um abraço apertado, onde pode sentir o cheiro do outro. Pegou sua mala e foi caminhando para o corredor que dava acesso para o avião que sairia dentro de alguns minutos, não pode conter a tentação de olhar para trás e ver Harry, quando os olhares se cruzaram um sorriso apareceu em ambos os lábios, que foram perdidos quando outras pessoas entraram na frente. Louis balançou a cabeça e continuou a caminhar até chegar em sua poltrona próxima a janela, apesar de estar feliz de estar voltando para casa, havia uma única coisa que não saía de seus pensamentos, um arrependimento do querer ter feito algo, mas que não fizera.

“Parece que você vai ter terminar de contar aquela sua receita para o frango de natal”

Ao olhar para o lado lá estava ele, com o cabelo desgrenhado, os olhos verdes e aquela tão característica covinha na bochecha.

“Se quiser eu posso prepará-lo para você” Louis sorriu.

12 Janvier 2020 19:29:43 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
1
La fin

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