eiko_akutagawa Eiko Akutagawa

O que se passa nos sonhos de Ichimatsu? Quando seus irmãos resolvem lhe ajudar, um verdadeiro pesadelo surge na frente deles. Sem terem como voltar atrás, eles não têm opção além de seguir adiante.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

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Capítulo 1

Sinopse:
O que se passa nos sonhos de Ichimatsu?
Quando seus irmãos resolvem lhe ajudar, um verdadeiro pesadelo surge na frente deles. Sem terem como voltar atrás, eles não têm opção além de seguir adiante.


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura.


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Não era incomum, todos sabiam que o quarto irmão frequentemente tinha sonhos terríveis, apesar de jamais falar sobre eles. Boa parte das noites eram passadas em claro após despertar sobressaltado de algo em seus pesadelos. Era raro, mas já aconteceu de acordar os demais gritando, ou se debatendo. Karamatsu que dormia sempre ao seu lado, lhe ouvia chorar, ou gemer angustiado. Por mais que tentasse fazer com que seu irmão se abrisse, Ichimatsu permanecia em silêncio.

Aquela havia sido uma dessas noites. Ainda que tivessem tido um dia calmo, jantarem como sempre sem pagar a Chibita. O rapaz melancólico despertou com um grito sufocado em meio a madrugada, uma expressão horrorizada e tremendo dos pés a cabeça.

-Ichimatsu, tudo bem? –Karamatsu segurou seu ombro esquerdo. –Ei! Tudo bem?

-Sim... desculpa.

Viu seus irmãos lhe encarando tensos e preocupados. Um incômodo tomou conta, uma ânsia revirou seu estômago. Sem muito alarde foi até o banheiro e vomitou. Sozinho lá dentro sentia sua pele gelada e pegajosa ao toque. Seu peito parecia vibrar de tanta ansiedade.

-De novo... de novo... de novo... –sua mente lhe acusava de incomodar os outros cinco.

-Ichimatsu? –dessa vez era a voz de Osomatsu.

-Estou saindo. –rapidamente lavou a boca e abriu a porta.

-Está passando mal?

-Não, não! Fui apenas mijar.

-Vá para a cama e tente dormir.

Sem responder ele deu as costas, mas fazendo o que o mais velho disse.

Ichimatsu estava de olhos fechados, fingindo que estava dormindo, quando minutos mais tarde, Osomatsu passou por ele e apagou a luz definitivamente. Karamatsu tinha certeza que seu irmão ainda estava acordado, que na verdade passaria o resto da noite em claro como sempre, mas preferiu não lhe incomodar.

Essa era uma noite não muito incomum na vida dos seis.

Na manhã seguinte, Osomatsu voltou da rua, quando seus irmãos estavam se reunindo para tomar café.

-Onde foi a essa hora? –perguntou Choromatsu espantado.

-Fui falar com Dekapan.

-O que? –Todomatsu parecia ter se interessado.

-Ichi chan, vamos vê-lo essa noite.

-Eh?! Vamos? –falou o rapaz surpreso.

-Você não foi mijar, estava vomitando no banheiro ontem! Eu não falei nada na hora, mas eu ouvi.

-E-e-e-e dai?

-Tem algo errado, você não percebe? –Karamatsu resolveu apoiar o mais velho. –Você acorda às vezes apavorado, tremendo, suando frio e não é a primeira vez que você se enfia no banheiro para vomitar desse jeito!

Ele se levantou saindo da mesa nervoso.

-E o que você tem com isso?

-Tudo, já que você também acord... –mas Choromatsu foi cortado por Jyushimatsu.

-Eu vou te amarrar no meu taco e te levar.

-Eu ajudo. –Karamatsu sabia que não seria fácil fazê-lo concordar.

-Não vou a lugar algum! –rosnou esbravejando.

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Horas mais tarde quando anoiteceu, os seis batiam na porta de Dekapan com Ichimatsu realmente amarrado no taco de Jyushimatsu apoiado no ombro.

-Ora! Ele está aqui contra a vontade? –perguntou o cientista.

-Imagina! –riu Osomatsu. –É só uma tara do meu irmão ir para um laboratório amarrado e amordaçado em um taco de baseball.

-Huuuummmmrrf! –mas ninguém entendeu o que Ichimatsu disse.

-Que seja... entrem e sente-se que vou explicar o que vamos fazer.

Assim se reuniram em torno da mesa redonda, o quarto irmão continuava amarrado.

-Quando Ichimatsu dormir essa máquina levará vocês para dentro de seus sonhos. Assim podem descobrir o que tanto tem causado seus pesadelos.

-Só isso? –perguntou Choromatsu incrédulo.

-Tem um porém! –apontou Dekapan.

-Sempre tem que ter... –resmungou Todomatsu.

-Tenham cuidado para não danificar suas mentes e nem a do irmão de vocês.

-Se isso acontecer por acaso?... –perguntou Osomatsu.

-Vocês, ou ele podem não acordar nunca mais.

-Ok, só eu acho isso uma má ideia? –levantou Choromatsu.

Mas todos ficaram calados olhando para a cara dele.

-Idiotice tem limite também! –continuou. –Não quero ficar preso dentro do pesadelo desse doente! –apontou para Ichimatsu. –E sabe-se lá o que pode acontecer com ele também!

-É seguro... –tentou defender Dekapan.

-Se fosse não existiria o risco de virar a Bela Adormecida!

-É só tomarem cuidado. Não vejo outra forma de ajudá-lo.

-Sou contra e ponto final!

-Prefiro arriscar, não podemos deixar Ichimatsu vivendo desse jeito! –como sempre Osomatsu se opusera.

-Concordo. –Karamatsu também estava disposto a ir até o fim.

-Não gosto de ver niisan sofrendo. –apoiou Jyushimatsu com um estranho sorriso.

-Não tenho nada melhor para fazer... –disse Todomatsu olhando as próprias unhas.

-Você pode ficar se não se importa. –Osomatsu deu de ombros.

-É justamente por me importar que não acho isso uma boa ideia!

-Já está decidido pela maioria. O que vai ser? –Karamatsu lhe encostou contra a parede.

-Ce... certo...

Então os preparativos foram feitos. Uma máquina central ligava a cabeça de cada Matsuno com um fio e todos eles se ligavam a Ichimatsu. Um gás brilhante arroxeado desceu sobre eles e pouco depois estavam dormindo.

Se viram em um corredor longo, adiante havia uma porta.

-Onde está Ichimatsu? –perguntou Jyushimatsu.

-O sonho é dele, talvez ele não participe... imaginou Todomatsu.

-Vamos ver onde aquela porta dá! –Osomatsu foi o primeiro a tomar iniciativa.

Todos saíram rápido logo atrás do mais velho, animados pela aventura. Mas logo a empolgação se desfez. Viam uma paisagem árida estranha.

-Ok, pra mim já deu! –falou Todomatsu, mas quando se virou a porta havia sumido.

-Deve ter outro meio de sair daqui. –Choromatsu parecia calmo.

Mas Karamatsu olhava com atenção ao redor, estava chocado ao ver que aquilo era o lugar onde seu irmão sonhava.

-Não vou voltar... não até descobrir o motivo. –falou sério.

-O motivo é que ele é sinistro, só isso! Trevamatsu! –gritou Todomatsu.

-Se controle! –Jyushimatsu lhe deu um tabefe.

-É verdade... –Osomatsu agora olhava ao redor também. –O que se passa com ele para sonhar com um lugar desses?

-Chegamos até aqui, vamos em frente logo. –Choromatsu saiu caminhando.

Não havia ruas pavimentadas, apenas edifícios grandes e pequenos em ruínas. Tudo parecia abandonado, largado. Tudo parecia monocromático, nada além de um cinza sem vida. O Céu escuro e tempestivo soprava um vento morno e incômodo. A todo o momento a sensação de ser seguido tomava o quinteto. O pequeno grupo continuava caminhando com cautela. A paisagem desértica deu lugar a um canyon.

-Não gosto daqui! –resmungou Choromatsu.

-Vamos continuar. –falou Karamatsu baixinho.

As paredes pareciam formar rostos, expressões de raiva, asco, indiferença, outras faces encobertas parcialmente.

-O que será que isso quer dizer?... –se perguntava Osomatsu inquieto.

De uma fenda na rocha um estranho ser surgiu. Todos pararam. A criatura deu alguns passos para trás se encolhendo perto de uma pedra.

-O que é aquilo? –sussurrou Todomatsu.

-Não sei...

Karamatsu deu um passo à frente, o ser se encolheu. O segundo irmão olhava para aquilo que ele não tinha certeza de ser um animal. Suas pernas eram finas, um corpo arqueado em tom escuro, sua cabeça completamente coberta por bandagens, aquilo que deveria ser seus olhos e ouvidos soltavam um líquido escuro que talvez fosse sangue, mas o irmão não queria descobrir. Ao invés disso ele se abaixou e estendeu a mão. A coisa claramente tinha medo dele.

-Não vou te machucar. –falou sereno.

Mas não o convenceu e o ser se encolheu ainda mais. Decidido, ele se aproximou a ponto de não ter para onde ir.

-Oe, Karamatsu niisan! Tenha cuidado com essa coisa! –alertou Osomatsu.

O segundo filho passou a mão na cabeça da criatura, ele a sentia tremer.

-Tudo bem. Sou seu amigo. Não vou te machucar.

A criatura finalmente se aproximou e encostou a cabeça em seu joelho.

-Muito bem, não precisa ter medo.

Karamatsu se levantou e foi na direção dos irmãos, mas viu que o ser continuava lá.

-Venha aqui. Venha comigo!

Ainda que receoso a criatura se aproximou, se mantendo sempre perto de Karamatsu.

-Vamos levar essa coisa conosco? –perguntou Todomatsu ressabiado.

-É a primeira coisa viva que encontramos, melhor que seja nossa amiga. –Choromatsu deu de ombros.

Seguiram adiante, viram um pântano. O cheiro de água podre era nauseante. Caminhando juntos eles se depararam por um enorme charco. Troncos caídos faziam uma passagem de segurança duvidosa. Andando um segurando o casaco do outro eles atravessavam lentamente. Quando Jyushimatsu parou do nada.

-Ichimatsu! –apontou para a água.

O irmão estava dentro d’água de olhos abertos, como se tivesse se afogado.

-Um galho! –Osomatsu quebrou um que sai do próprio tronco, mas quando o tocou, Ichimatsu se defez.

-O que foi isso?... –Choromatsu tentava entender.

-Ali! –apontou Todomatsu. –Tem um monte deles!

Dentro da água haviam vários corpos de Ichimatsu, alguns boiando, outros no fundo, alguns em um estado de decomposição.

-Vamos embora daqui! –chamou Karamatsu.

Os cinco começaram a correr, até perceberem que não conseguiam sair daquele sinistro lugar. Até que a criatura que os acompanhava parou na frente de Karamatsu. Ainda que não emitisse nenhum som, por instinto o segundo mais velho resolveu ir atrás dele.

-Vamos segui-lo! Acho que ele pode nos tirar daqui!

-Ou nos levar para ser devorado por outra coisa! –gemeu Todomatsu.

Entretanto como não havia alternativa, acataram a ideia. E em pouco tempo deixaram o pântano.

-Que merda de lugar era aquele?! –chiou Choromatsu.

-Espero que não tenhamos que voltar por ali... –disse Jyushimatsu.

-Não faço ideia de como vamos ajudar Ichimatsu desse jeito. –Osomatsu estava pensativo.

-Eu acho que ele está aqui, em algum lugar. –comentou Todomatsu.

-Como assim? –Choromatsu não havia entendido.

-Veja bem, estamos sonhando também e estamos todos juntos. Acho que mesmo sendo o sonho de Ichimatsu niisan, ele está por ai em algum lugar.

-Pode ser que você tenha razão... –concordou Karamatsu. –Um jeito de sair daqui, seja encontrá-lo.

E como raios vamos fazer isso sem nem ao menos sabemos onde estamos?! –reclamou Choromatsu.

-Sabemos sim, -constatou Osomatsu –estamos dentro de seus sentimentos. Tudo o que vimos até agora são sua emoções.

-O que houve com ele então? –Jyushimatsu estava triste.

-Vamos continuar. –Karamatsu não iria perder tempo falando sobre o óbvio.

31 Décembre 2019 21:09:24 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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