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oak Rodrigo Carvalho

Elliot não tem uma vida fácil, ele precisa pagar suas contas e principalmente não ser pego quando procura trabalhar para isso. Mas no futuro, alguns trabalhos podem ser muito mais do que parecem. É lucrativo, mas também perigoso. Em A Coroa de Silício, numa distopia futurista de cultura cyberpunk, trabalhos difíceis geralmente dão muito lucro, o problema é você sair vivo para aproveitar. A arte da capa pertence a um artista chamado Nick Sullo.


Science fiction Interdit aux moins de 18 ans.

#ação #hightech #tecnologia #cyberpunk #distopia #ficção
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CAPÍTULO 01

A porta automática abre em sequência deixando os pedestres entrarem na estação de trens eletromagnéticos, os populares ‘trem-bala’, que ocupam o espaço do velho metrô. A linha Quiron, que liga o centro de Kaidan até a plataforma oceânica 12, na área leste da costa da cidade.


- Oi, é.. sim, tudo certo, estamos no prazo.. - A transmissão chega até Elliot com um sinal em seu olho biotecnológico, um aviso de ligação surge e com um pensamento, graças aos implantes neurais, é atendida. A voz é ouvida diretamente dentro de sua mente, mas o homem ainda precisa falar em voz alta. Um aprimoramento seria capaz de mudar isso, mas é por falta de dinheiro que ele aceita o trabalho e, por isso que conversa com a pessoa do outro lado da ligação.


A viagem é absolutamente silenciosa, de dentro do vagão a ligação de Elliot não é atrapalhada por sons externos, o que não pode ser dito dos internos, já que assim como ele mesmo a maioria das pessoas não tem dinheiro para comprar implantes mais avançados.


- Você sabe, não dá pra dizer que é muita grana.. mas é o que a gente precisa, né - Sentado em uma das poltronas sem nenhuma companhia ao lado Elliot fala tranquilamente. É perigoso falar em voz alta sobre empregos ou pequenos trabalhos, muitas pessoas mal intencionadas com acesso a rede via implantes biotecnológicos no cérebro podem tentar rastrear as informações, peneirar o que for interessante e assim se aproveitar disso. Hackers podem usar qualquer tipo de informação de formas diferentes e na maioria delas não beneficia nem um pouco aqueles que se tornam suas vítimas - Hã? Medo de que? Depois da estação 27 não tem missão nenhuma que me assusta.. - O comentário sai em forma de humor, mas a expressão que ele faz é oposta a isso, uma amargura é visível em seus olhos.


Em 7 minutos Elliot sai pela porta automática que se abre em sequência. Fora do trem na estação vazia da plataforma oceânica 12, ele procura algo em seu bolso traseiro. Um papel simples com algumas letras e um número sequencial. Ao chegar ao painel do armário público ele digita as letras, selecionando o cofre que desejava. Em alguns segundos, e depois do som de engrenagens com pouca manutenção o cofre surge na área de uso. Ele é expelido por uma região ao lado do painel. Elliot o pega e puxa para o lado. O cofre quadrado repousa sobre uma mesa enquanto ele a observa com pouca animação. Aquilo faz parte do trabalho, buscar algo em um endereço distante com um código recebido por mensagem privada, daquelas protegidas por firewalls de nível 1. Tocou na área designada e teve sua mão lida por um escâner, deduziu que era uma proteção contra androides que muitas vezes são usadas para roubos. O painel numérico apareceu na tela no mesmo lugar onde sua mão foi escaneada. Digitou os números: 7745. A caixa se abriu, exibindo seu interior protegido - Que merda.. - A voz frustrada irrompe no rápido comentário enquanto pegava o pequeno cubo de armazenamento, uma espécie de micro banco de dados capaz de armazenar informação, mais do que um pequeno pais pode precisar - Isso não parece coisa de um trabalho simples... - Antes de colocar o cubo em sua mochila o conectou a ponta de seu dedo indicador em um orifício do cubo, fixando o implante que liga o cérebro de Elliot a rede e informações do cubo. Elliot tenta hackear o aparelho de armazenamento de uma forma simples, sem criar riscos para ele ou para a informação que estão em jogo. O choque rápido que toma, junto da dormência no dedo e na extensão dos microcabos por onde a informação segue até seu cérebro, culminando em seu olho biotecnológico, termina por um apagão de meio segundo em tudo e com a tentativa de invasão claramente falhando.


- A boa notícia.. é.. que vamos poder cobrar mais caro - Elliot fala com um tom cômico ouvindo a pergunta óbvia que é feita pelos outros ouvintes da ligação "e a má?" - Bem, a má... é que tem um cubo de armazenamento para desmontarmos e isso certamente quer dizer que vamos precisar pegar algo com essa informação - Não apenas Elliot, mas os outros três membros da ligação sabem muito bem o que isso quer dizer. Cubos de armazenamento geralmente são usados como plantas baixas de construções de alta segurança. São guardados assim porque contem todas as informações de um complexo super secreto e tecnológico. Não são destruídos exatamente porque essas informações são necessárias em alguns momentos. Quem constrói algo assim e guarda essa informação num lugar desses, quer se manter oculto, protegido e livre de interferências. Isso só pode querer dizer uma coisa: ou é algo do governo ou é algo de uma das cinco grandes corporações que mandam em Kaidan.


Estavam fodidos. Duas vezes fodidos, na verdade, como um dos membros da ligação espertamente comunicou aos demais, incluindo Elliot. Algo assim não é adquirido de forma legal, ninguém entrega um cubo de armazenamento para um roubo assim. Ou seja, além de terem de roubar seja lá o que for que o contratante quer, agora, é possível, que estejam sendo procurados por essas mesmas pessoas que devem ser roubadas por quem estiver em posse do cubo.


- Ok June.. agora você me deixou preocupado, vou precisar de algumas horas com essa bolota ai - Um dos membros da ligação fala logo depois da explicação de June, a garota esperta da constatação complicada. Elliot por sua vez estava calado, afinal, estava caminhando na praia artificial da plataforma oceânica e se preocupava mais em não cair no mar do que em falar algo que sabia que não adicionaria nada a conversa. Somente se atem a concordar - Então estamos entendidos, vou entregar o pacote no mesmo lugar de sempre Logan, fica atento - Apos se despedirem, todos desligam e Elliot continua a caminhar na praia, ou no que já foi à praia, quando aquele lugar estava aberto ao público, antes dos maremotos causados pela queda da Estação Orbital há quatro anos.


No mar, muito distante de onde Elliot esta, mas perto o suficiente para se enxergar o que está escrito nos destroços da Estação Orbital, pode se ler: Estação 27.

4 Décembre 2019 05:25:31 1 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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Cris Torrez Cris Torrez
interesante veamos como sigue así !!!
July 31, 2020, 01:30
~

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