Hold on Suivre l’histoire

buneary Buny Uzumaki

Fechou os olhos tentando retomar o controle do próprio corpo, havia desabado no momento em que tiraram o moreno de seus braços e até agora não conseguira se recompor. Não conseguiu soltá-lo, ele estava tão gelado, tão imóvel, tão pálido, havia tanto sangue em seus pulsos, em suas roupas. Precisou ser contido pelos enfermeiros do hospital, sabia que ele precisava de atendimento, mas seu maior medo era que ele nunca voltasse daquela sala. Tinha medo de que ele morresse sozinho. SasuxNaru AVISO DE GATILHO Música utilizada: Chord Overstreet - Hold On


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

#amor #Mas-não-tão-pesada-assim #gatilho #uchiha #uzumaki #sasuke #naruto #songfic #suicidio #drama
Histoire courte
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Hold on

Naruto não sabia dizer se as gotas que escorriam por seu rosto eram lágrimas ou suor frio, não conseguia manter um raciocínio sobre nada, sentia os calafrios no corpo encharcado, as batidas violentas do coração contra a caixa torácica, os ossos doloridos como se o clima estivesse gelado a ponto de enrijece-los.

Sasuke.

Era a única coisa que lhe vinha à cabeça, o único nome, a única pessoa. Só queira ouvir sua voz reclamando sobre algo, analisar seus olhos escuros e profundos, sentir a maciez de seus cabelos rebeldes, segurar suas mãos geladas entre as suas sempre tão quentes e rir desse contraste, mas acima de tudo queria o sorriso pequeno que ele direcionava apenas a si.

Conseguia sentir o olhar acusatório e frio que a família Uchiha lhe lançava. Culpavam-no.

Em uma atitude desesperada discou o número do cunhado e este acabara por trazer o pai e o tio em seu encalço.

Em outra ocasião já estaria discutindo aos berros com o sogro, cuspiria em sua cara sobre a hipocrisia de um pai que zela mais pelo nome da família do que por seus membros, sobre a hipocrisia de um pai que que exalta todas as qualidades do filho mais velho, mas expulsou e deserdou o mais novo quando se assumiu homossexual.

Sabia que o cunhado manteria o pai longe de si, era o único sensato naquela família, o único que não virou as costas ou julgou Sasuke por ser quem era e amar quem amava.

Fechou os olhos tentando retomar o controle do próprio corpo, havia desabado no momento em que tiraram o moreno de seus braços e até agora não conseguira se recompor.

Não conseguiu soltá-lo, ele estava tão gelado, tão imóvel, tão pálido, havia tanto sangue em seus pulsos, em suas roupas. Precisou ser contido pelos enfermeiros do hospital, sabia que ele precisava de atendimento, mas seu maior medo era que ele nunca voltasse daquela sala.

Tinha medo de que ele morresse sozinho.

Não conteve o grito desesperado quando o viu sendo colocado na maca e levado para longe de sua visão no amplo corredor.

Se perguntava se seu pedido havia chegado aos ouvidos do namorado.

“VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR TEME!”

Era a única coisa que havia falado a ele durante todo o trajeto desde que o encontrara no banheiro até chegarem ao pronto-socorro mais próximo.

Sabia que jamais esqueceria o momento em que o encontrou dentro da banheira. Seu coração havia praticamente parado e seu corpo paralisou por uns instantes.

Havia saído para comprar salgadinhos e doces para passar a tarde mimando o Uchiha que aparentava profunda apatia naquela tarde, diagnosticado com depressão há dois anos Naruto sabia algumas formas de fazê-lo se sentir melhor, porém a meia hora que se ausentou fora o suficiente para ele tentar pela primeira vez o suicídio.

Sentia-se horrível, onde estava com a cabeça quando acreditou que deixa-lo sozinho seria uma boa ideia? Sair quando ele mais precisou de si.

Havia chegado em casa com as sacolas repletas de besteiras, pretendia dar-lhe toda a atenção que merecia, porém não esperava encontra-lo dentro da banheira, a água vermelha quase transbordando, a pele pálida e os olhos semicerrados prestes a perder a consciência.

Os alimentos foram para o chão no momento em que ele correu para o banheiro e o ergueu da água – Oe Sasuke! – gritou tocando em seu pescoço e agradecendo por sentir a pulsação ainda que fraca.

Enrolou-o na toalha de banho que mantinham ali e o carregou para a saída enquanto deixava as lágrimas escaparem de seus olhos e sussurrava em seu ouvido – Por favor não me deixe teme – não se preocupou em trancar a porta – Eu preciso tanto de você.

Acomodou-o apressado no banco do passageiro e praticamente pulou o capô do carro para chegar ao volante, mal fechando a porta quando arrancou com o veículo cantando pneu.

Naruto já fizera inúmeras viagens de carro, porém aquele caminho entre o apartamento que dividiam e o hospital lhe pareceu uma eternidade. Era como dirigir em um pesadelo onde a estrada jamais teria fim, não havia escapatória. O outro continuava imóvel a seu lado e seu maior medo era perde-lo ali sem que lhe dissesse o quanto o amava e o quanto era importante.

Sentia os ossos das mãos doerem de tanto que apertava o volante, sentia um frio insuportável mesmo que mantivesse o ar quente do carro ligado para manter Sasuke aquecido.

O que faria de sua vida sem o Uchiha? Sentia-se perdido só de saber que estava tão perto dessa realidade.

Balançou a cabeça para limpar a mente, precisava desviar seu foco disso ou enlouqueceria naquela sala de espera. Não sabia mais há quanto tempo estava ali andando de um lado para o outro sem conseguir sossegar.

Só queria leva-lo para casa, o apartamento que tanto lutaram para ter, coloca-lo na cama e envolver em seus braços até tirar toda a dor e agonia de seu peito. Queria ouvir sua voz dizendo para irem embora, que odiava hospitais, que iria mata-lo se o mantivesse ali mais um minuto.

Só Deus sabia o quanto ele gostaria de pegar todo o sofrimento do namorado para si, o quanto ele gostaria de que nada mais o machucasse. Ele enfrentaria toda a dor do mundo para vê-lo sorrir.

- Por favor não me deixe teme – sussurrou apertando o pingente com o símbolo do clã Uchiha que ele havia lhe dado no dia em que foram morar juntos. Ele dizia que ele era parte da família e era tradição que todos usassem um colar como aquele.

Para Naruto que perdera os pais tão cedo, sentir que fazia parte de algo assim de novo era incrível, mesmo que só se resumisse a eles e a Itachi.

Sentiu o coração paralisar ao ver o médico atravessando a porta do corredor para onde haviam levado o Uchiha quando chegou ao hospital. Só percebeu que havia saído do lugar em que estava quando quase tropeçou e quase bateu o rosto no peito do médico alto.

Ele o impediu de cair com o braço e o encarou com um olhar gentil – Os cortes em seus pulsos foram profundos, mas você agiu rápido em amarrar os panos para estancar Uzumaki-kun – Naruto ainda não sentia as batidas do próprio coração – Conseguimos parar o sangramento e ele está recebendo uma transfusão, mas ficará bem.

Foi nesse momento que o loiro percebeu que não estava respirando desde que avistou o médico, soltou o ar preso nos pulmões, deixou que as lágrimas escorressem ainda mais e por fim sorriu.

Sorriu sentindo a maior alegria de sua vida. Sasuke ficaria bem.

- P...osso vê-lo? – sua voz estava fraca e embargada pelas lágrimas

Porém antes que o homem pudesse responder pôde ouvir a voz forte do patriarca Uchiha atrás de si e segundos depois sentiu seu braço ser puxados com violência para trás – Você não vai chegar perto dele moleque! – em seguida foi jogado para trás – As visitas dele estão proibidas, você nunca mais vai chegar perto do meu filho

Naruto conseguiu sentir o sangue borbulhar nas veias no momento em que voltou a encarar o mais velho – Agora ele é seu filho?

- Otou-san – ouviu a voz calma de Itachi tentando acalmar a situação

- Eu deixei ele ir com você e veja o que aconteceu – o homem estava com o rosto furioso – Você quase matou ele! – apontou o dedo na direção do loiro – Como se não bastasse manchar o nome da família com esse relacionamento repugnante ainda vem com esse escândalo de tentativa de suicídio, pensa na repercussão que isso gerará...

O Uzumaki não deixou que ele completasse a frase, eram muitas sensações ao mesmo tempo, sentia tanta raiva ao ouvi-lo falar do moreno daquela forma. Sempre falando do sobrenome Uchiha ou de como seria ruim para a empresa, em nenhum momento demonstrava preocupação. Lembrou-se da dor nos olhos escuros de Sasuke quando apareceu em sua porta apenas com a roupa do corpo após ser expulso de casa, lembrou-se do pedido mudo de asilo que ele lhe fez e mesmo morando em uma quitinete minúscula sabia que ele jamais lhe viraria as costas.

Lembrou-se de quando o patriarca tentou lhe atingir com o carro ao lhe encontrar na rua e a forma como Sasuke o enfrentou pela primeira vez.

Lembrou de toda a força que o moreno fazia para se levantar da cama e lutar contra a dor que o consumia aos poucos, lembrou-se do olhar vazio que ele lhe direcionava nas últimas semanas, consequência de anos de sofrimento calado com medo de uma família intolerante. Lembrou-se de como ele se desculpava e a forma como se sentia uma fardo para o Uzumaki.

Com tais imagens em mente trincou os dentes e fez o que há muito tempo sentia vontade, fechou o punho e desferiu um soco potente na lateral do rosto do homem com toda a força que conseguia – Você vai lavar essa merda dessa boca antes de tocar no nome dele! – não deixou que ele atingisse o chão segurando na gola de sua camisa social – Se ele está assim a culpa é sua! QUEM VAI FICAR LONGE DELE É VOCÊ!

Soltou o outro e não esperou para ver a reação de ninguém, apenas avançou e ganhou o corredor de onde o médico viera, correu o máximo que pôde, o lugar parecia imenso e seu coração não sossegaria até vê-lo.

As lágrimas queimavam seus olhos e escorriam por sua face, sabia que seria expulso do hospital assim que colocassem as mãos em si, mas precisava ver com seus olhos que ele estava bem e não havia nada no mundo que pudesse o impedir.

Abriu a porta de onde outrora vira o médico sair e paralisou no batente ao ver o rosto abatido do namorado que dormia.

Tentou engolir o bolo que se formou em sua garganta, porém foi em vão, deixou escapar um soluço alto que dera origem a vários outros até que estivesse chorando compulsivamente. Aproximou-se sentindo todo seu corpo tremer, ajoelhou ao lado da cama e segurou com cuidado a mão fria do Uchiha – Me desculpe por te deixar sozinho, mas não faça mais isso teme – a voz saía estrangulada – Por favor volta pra mim, eu...prometo consertar tudo...eu vou cuidar...de você.

Afundou a cabeça no colchão e permitiu-se chorar por tudo aquilo que estava se contendo há tanto tempo. Chorou pelo desespero de imaginar que perderia o namorado e melhor amigos, chorou ao se lembrar de quando se conheceram na escola e que jamais imaginou que estaria em uma situação como aquela, chorou pela nostalgia de não se preocuparem com nada, chorou por se sentir impotente diante de toda aquela bagunça que parecia não ter fim, chorou de raiva por todos aqueles que não enxergavam a pessoa incrível que o moreno era, chorou por não estra com ele quando mais precisou, chorou acima de tudo por Sasuke e por imaginar o quão sozinho ele se sentiu para fazer algo como aquilo.

foi nesse momento que sentia um leve aperto em sua mão. Ergueu o olhar rapidamente e encontrou um Sasuke confuso abrindo os olhos.

- Naru...to?

Naruto sorriu. Sorriu tanto que sentiu dor no músculo da face, sorriu sentindo que sua felicidade dependia exclusivamente da felicidade daquele que estava a sua frente – Okaeri teme – e novamente estava chorando, por mais que o olhar preocupado que ele lhe direcionava doesse mais do que tudo

- Naruto...eu sinto muito...eu...

- Não – cortou – Me desculpe se...por algum momento te fiz pensar... – respirou e se atrapalhando com as palavras – Não é pra se desculpar por nada ouviu? Vamos dar um jeito nisso juntos, eu prometo – beijou delicadamente o pulso enfaixado – Só por favor não faz isso de novo- sua voz embargava novamente sem que ele conseguisse se controlar

- Naruto...- o olhar apático que vira pela manhã havia sumido e dado lugar para a culpa e a vergonha – Eu me arrependi quando...comecei a me sentir mal...eu...

- Se achar que não vai...conseguir – soltou sua mão e a levou para o rosto pálido que desviava o olhar do seu – Se achar que vai fazer de novo me avisa, vamos dar um jeito – beijou sua testa – Vamos consertar você teme – tocou seu peito com o indicador levemente – Eu não sou forte o suficiente para te perder, teme.

Antes que pudesse reagir o moreno o puxou para um abraço firme, sequer percebeu quando sentou na cama, só sabia que não queria nunca mais que ele saísse de seus braços, não desejava nem mesmo para Fugaku a agonia e o desespero que foi deixa-lo ir naquela maca. Apertou-o contra si e deixou que ele soluçasse baixo em seu ombro e molhasse sua camisa, deixou que ele colocasse para fora qualquer resquício de dor ou culpa que pudesse ter, deixou que ele chorasse como ele nunca fazia.

- Eu preciso de você teme – disse sorrindo enquanto acariciava os cabelos escuros – Eu te amo tanto – sentiu novamente a voz embargar

- Eu também te amo, dobe.

O Uzumaki sabia que estavam sendo observados da porta pelo médico, Itachi e alguns seguranças que haviam aparecido para retira-lo, porém sabia também que eles haviam congelado no momento em que Sasuke acordou e reagiu à sua presença.

- Hold on, I still want you – cantarolou baixo em seu ouvido – Come back I still need you – sorriu ao sentir que ele o apertou ainda mais – Let me take your hand I’ll make it right, swear to love you all my life – entrelaçou seus dedos e o encarou mais uma vez sem conter o sorriso enorme – Eu só quero te levar para casa.

Um repuxar de lábios surgiu na face pálida do namorado – Sabe que vou te matar se me deixar mais um minuto nesse hospital, não sabe?

- Nós já vamos para casa, teme.

18 Février 2019 01:38:28 1 Rapport Incorporer 2
La fin

A propos de l’auteur

Buny Uzumaki 21 anos de pura dor nas costas, 9 gatos, uma dog, muito Naruto, Harry Potter e exaustão. "We won't hear a word they say, they don't know us anywaaay"

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MiRz Rz MiRz Rz
Olá, eu sou a MRz e venho pelo Sistema de Verificação do Inkspired. Sua história está “em revisão” pelos seguintes motivos: 1) Travessão. Em alguns pontos da história, há travessões de diálogo no meio do texto, como por exemplo, em “[...] sussurrava em seu ouvido — Por favor não me deixe [...]”, sendo que o correto é a fala do personagem vir em uma linha abaixo. 2) Vírgulas. Existem alguns erros de vírgulas no texto, como na frase ‘[...] — Por favor não me deixe [...]”. No caso, o “por favor” sempre vem entre vírgulas; etc. 3) Erros de digitação. O texto apresenta alguns errinhos de digitação, como falta de ponto final em algumas frases, um “s” a mais na frase “[...] perderia o namorado e o melhor amigos [...]”, e início de frase com letra minúscula. São erros bem pequenos que uma revisão de texto é capaz de corrigir. Depois de corrigido esses erros, é só responder esse comentário para que eu faça uma nova verificação. No mais, a história está muito boa, parabéns!
25 Février 2019 11:45:19
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