Silence Suivre l’histoire

morghanah Morghanah .

Se você soubesse quantas vezes tentei te dizer tantas coisas, talvez não estivesse sozinho hoje.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans. © Os personagens não me pertencem, assim como suas imagens, entretanto, a história é de minha total criação e propriedade pessoal

#romance #fanfiction #boyslove #angst #depressão #reita #ruki #kai #aoi #the-GazettE #aoiha #uruha #Aoi-Uruha
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Silence words



Quando pequeno eu queria crescer por achar que quando fosse grande, fosse um adulto, eu não me sentiria tão pequeno assim.

Alguém que ouvia seus coleguinhas de sala caçoado de si por causa dos seus traços mais finos ou do jeito mais afeminado que tinha, sendo que nenhum deles eram culpa minha. Um destes detalhes era algo genético e não tinha como mudar isso, já o outro era porque meus pais me vestiram de menina quando muito novo. Este foi o meio que eles encontraram para ludibriar os deuses e eles não ficassem irritados com o fato de terem tido um menino após duas garotas, e assim descontassem sua ira desmedida sobre mim.

Alguém que nem culpa tinha de ter nascido.

Na época, eu era muito novo e não entendia bem o que era, creio que em minha mente eu me visse ou sentisse como um mosto dos dois e não apenas um. Parando para analisar atualmente, esta seria a definição mais acertada sobre o assunto.

Para falar a verdade, tal condição nunca foi um problema para mim, então cresci um pouco mais e vieram os muitos anos de brincadeiras desagradáveis na escola, a solidão, a dor e a máscara.

Sim, ela mesma.

A máscara de alguém frio, distante, intransponível e inatingível, que foi construída bem aos poucos.

Tijolo após tijolo.

Um castelo de pedra com um fosso fundo e largo, cujas águas caudalosas que o inundavam e o protegiam de intrusos não permitiam que ninguém passe por elas. Que alguém ousasse chegar perto dos portões altos, grossos e de madeira pesada que permitem a entrada e saída de apenas uma pessoa.

Seu dono.

Aquele que demorara uma vida inteira para construí-lo e que agora refugia-se lá dentro.

Sozinho.

Isolado de tudo e todos.

Inclusive de todos aqueles que o querem bem.

Mas o pobre construtor não faz isso por querer.

Eu faço isso por reflexo.

Por medo de sair daqui e ser machucado novamente.

Como um pássaro que teve suas assas cortadas para não ser mais capaz de voar, ou os olhos furados para cantar melhor.

Mas eu já não canto ou voo mais.

Nunca mais.

Eu vivo trancado dentro da minha fortaleza sofrendo sozinho e chorando escondido, enquanto a máscara bela – a carcaça oca de traços finos e orientais, cabelos claros, olhar desdenhoso e altivo – vaga como uma espécie de zumbi por entre os seres vivos, no entanto, houve alguém que eu quis deixar entrar.

Alguém que desejei que me visse, que me estendesse a mão e dissesse: "Não precisa ter medo, eu estou aqui contigo, você não precisa mais ficar sozinho porque eu estou aqui".

Era isso o que eu mais queria que ele dissesse para mim e sei que o faria se não fosse por mim e meu medo insano de acreditar, de me machucar, de ser deixado para trás, de sofrer.

E por isso eu o afastei.

Neguei seus olhos ternos, suas mãos quentes, seus sorriso sinceros, suas preocupações verdadeiras, seu carinho cálidos, seus sentimentos fieis, suas emoções intensas e seu amor desmedido, renegando principalmente um lugar que sabia ser certo e apenas meu em seu coração.

E tudo por quê?

Por medo de me deixar levar por minhas emoções, de me entregar e de me mostrar porque a todo momento me vinha na cabeça.

E se ele não gostar de mim como sou?

E se fizer pouco da minha pessoa como tantos outros já o fizeram?

E se me abandonar quando souber quem realmente sou por dentro?

Eu não suportaria isso vindo dele.

Não do meu amado Yuu.

Da única pessoa que amo e a quem mais afasto de mim desde o dia em que me dei conta desse sentimento tão intenso e que me cega por completo. Que me fez brigar com ele por inúmeras coisas e por ciúmes especialmente.

Porque eu queria ser o único que seus olhos eram capazes de enxergar, o único que teria um lugar em seu coração e por causa dos meus pensamentos e desejos egoístas de alguém que não sabe ou aprendeu o que amar alguém de verdade significa, hoje estou aqui sozinho neste quarto dentro do meu espaçoso apartamento a chorar copiosamente, bebendo muito mais do que meu corpo suporta, ansiando pelo momento no qual perderei os sentidos enquanto te escrevo estas palavras já tão turvas quanto a minha visão sem os óculos de grau normalmente as deixam.

Confessando meus pensamentos mais profundos para a pessoa que acha que não o tenho como alguém especial, quando na real mesmo, ele é e sempre será o único para mim.

Como eu te amo seu idiota com voz de bêbado, lábios grossos e sorriso safado.

Yuu, eu amo tudo em você, sabia?

Mesmo reclamando do seu jeito mais apaixonado e até mesmo passional demais, eu não mudaria nada em ti, meu amor.

Você é e sempre será perfeito desse jeito, porque esse é o seu jeito e eu te amo por completo.

Por isso Yuu, você me perdoa por minhas palavras duras e muitas vezes impensadas? Mas é que me acostumei a machucar antes de ser machucado, a bater antes de começar a apanhar, a abandonar antes de ser abandonado. Mesmo morrendo de medo de me ver sozinho outra vez.

Só... me desculpa por não saber amar e parecer não dar valor ao seu amor, mas saiba de uma coisa: não existe algo que eu dê mais valor em toda a minha vida do que a você.


Perdão, meu amor.






Shiroyama leu – pela enésima vez nesses seus últimos meses – as palavras cuja caligrafia garranchada e manchas de lágrimas já secas expressavam a dor, o arrependimento e o pesar daquele que neste momento ainda encontra-se inconsciente – porém vivo e deitado ao seu lado – após tentar dar fim à sua própria vida enquanto escrevia sua sôfrega confidência.

O japonês com os olhos ainda a derramar lágrimas silenciosas e tristes, olhou para o rapaz deitado sobre a maca, então ergueu-se de onde estivera sentado a ler e aproximou-se deste a fim de acariciar seus cabelos e dizer, baixinho, em tom de promessa.

Não adianta mais tentar se afastar de mim, Kouyou, eu não irei mais soltar sua mão e te deixar ir – segurou sua mão esquerdanão mais – selou seu dorso — Nunca mais.

Deixou mais um selar casto na testa do rapaz de cabelos louros, cujas raízes e mais uns bons centímetros de cabelo estavam em seu tom natural de castanho escuro, em seguida afagou-lhe os cabelos, sorriu fraco e triste, antes de volta a falar.

Amanhã eu volto, durma bem – e deu as costas.

No entanto, o que ele sequer viu por já ter dado as costas ao outro foi que aquele par de olhos que tanto quis ver se abriram novamente, após seis meses fechados, abriram-se. Que os lábios que tanto quis ver se mexendo e por eles saindo o som de seu nome a ser chamado, não importando se fosse para brigar ou não, esboçaram um sorriso mínimo e tão a cara de seu dono. Gestos tão simples, mas que expressavam a promessa muda de um "Até amanhã, Yuu", pouco antes de seu dono ser engolido novamente pelas trevas de sua inconsciência.

Mas quem sabe no dia seguintes estes voltem a se abrir outra vez.



Por aquela pessoa que trouxe o azul para sua paleta de cores, tom esse que Kouyou passou a amar desde que entendeu que sem ele jamais seria capaz de viver.





______________________
N/A:
caso a capa tenha ficado pequena, abram o capítulo no browser para poderem visualizá-la em sua tamanho correto, um abraço e até o próximo capítulo

2 Septembre 2018 21:00:29 2 Rapport Incorporer 5
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Abraxas Guillen Abraxas Guillen
Omg Almost you made me mourn! Owwwww are so sweet my boys I love them!!!! Morgh I tell you again...you're an amazing woman writer!!! Quiero continuación mujer!!!! ♥
6 Septembre 2018 01:02:41

  • Morghanah . Morghanah .
    Wow, thanks. I do my best to write something good enough to read and now you can read some of my craziness and with GazettE. And the sequence will be relist soon. Kisses <3 9 Septembre 2018 21:10:59
~

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