chiisanahana Chiisana Hana

Ramiro esteve perigosamente perto da morte, mas sobreviveu, estava ficando forte novamente e agora estava livre, tão livre que podia ser ele mesmo, sem amarras, sem máscaras, sem opressão. Tão livre que podia compartilhar de um pequeno momento de intimidade com seu amor sem pensar nos outros ou em seus próprios preconceitos. ---- minha continuação da cena do capítulo de 05/01----


Fanfiction Série/ Doramas/Opéras de savon Déconseillé aux moins de 13 ans.

#romance #novela #lgbt #telenovela #ramiro #kelmiro #terraepaixão #ramironeves #kelvin #kelvinsantana
0
55 VUES
En cours - Nouveau chapitre Tous les 30 jours
temps de lecture
AA Partager

Capítulo I - Felicidade



Cê já sentiu felicidade um instante?

O corpo treme todo, parece flutuar

Não por riquezas, ouro, ou por coisas grandes

Tem coisas nessa vida tão mais simples de encontrar”

Amaury Lorenzo




– Ô Kevin, agora que a dona Maria saiu, vem cá de novo – Ramiro chamou com a vozinha mais dengosa e sem vergonha possível.

Ele e Kelvin tinham acabado de serem flagrados em uma situação um tanto constrangedora em pleno leito do hospital pela senhora de nome Sílvia, a qual Ramiro insistia em chamar de dona Maria como era costume no interiorzão, onde todo desconhecido era seu Zé e toda desconhecida era uma dona Maria.

– Rams Rams, você tá impossível… aqui não, né? Além da vergonha de alguém pegar a gente de novo, ainda tem o risco de te machucar.

– Vai machucar, não. Vem cá, encosta a perninha aqui de novo e bota esses peitão na minha cara que eu tava gostando tanto.

– Meu Deus, homem. A gente já aguentou esse tempo todo, não pode aguentar mais um pouco?

– Pode não que eu tô doente, todo lascado, quero meu remédio. E meu remédio é ocê.

A gracinha inesperada arrancou uma risadinha de Kelvin. Nem ele esperava que o peão bruto de meses atrás viraria esse ursinho de fofura tão dengoso, carente e safadinho.

– Tá – Kelvin disse porque apesar de disfarçar bem também não se aguentava mais.

– Vem. Tô cansado de esperar, Kevinho. Pensei que ia morrer sem nem ter nada com meu pequetito, nem uma brincadeirinha safada…

– Brincadeirinha safada, é, seu Ramiro? – Kelvin perguntou e colocou a perna onde estava antes de Sílvia entrar para buscar a bandeja do almoço. – Bate de novo daquele jeito porque eu me arrepiei todinho.

– Eeeeeeeee – Ramiro grunhiu e encheu a mão para mais um tapa estalado na coxa torneada de Kelvin, enquanto a outra mão subia pelas costas dele. O oxímetro atrapalhava um pouco e enganchava na roupa, mas ele ia se virando como dava.

– Ai, tremi – brincou Kelvin relembrando os velhos tempos onde ainda só se provocavam. Pensando bem, apesar de não ter percebido, já se amavam desde aquela época. Desde o primeiro dia, Ramiro disse quando deram o primeiro beijo de verdade. E Kelvin percebeu que sentia o mesmo. – Eu te amo, Rams.

– Eu também te amo, pequetito. Te amo muito, muito.

Kelvin sorriu e fez um carinho na testa de Ramiro. Estava adorando esse jeito dele de sempre reafirmar seu amor com repetições e advérbios de intensidade. Novamente pensou em quanto ele relutou em aceitar sua natureza, em quantas vezes repetiu que era macho e que aquilo que sentiam era errado.

O jovem cantor balançou levemente a cabeça, afastando esses pensamentos que agora faziam parte do passado, e inclinou-se um pouco mais sobre a cama, quase subindo de vez nela para beijar seu Ramiro pra valer. Estava ansiando por isso e muito mais, mas com ele tão machucado temia até tocá-lo com mais força e acabar magoando alguma coisa, abrindo alguma das muitas feridas.

– Ó, eu vou fazer um negócio aqui mas se doer você me fala. Não fica calado, não, promete?

– Tá bão, mas o que ocê vai fazer, Kevinho?

– Ainda não dá pra fazer tudo, mas você vai gostar… Só fica quietinho pra não magoar nada.

Ramiro assentiu com a cabeça e então Kelvin se inclinou mais sobre ele para beijá-lo de verdade como queria ter feito há dias, desde que ele foi internado. Pousou sua boquinha bem desenhada, como disse a bandida safada da Irene, sobre os lábios carnudos de Ramiro e só se deixou levar como na primeira vez e em todas as outras seguintes.

Beijá-lo era sempre um evento pois Ramiro vinha para cima, ansioso, urgente e sedento como se estivesse em um deserto e a boca de Kelvin fosse seu oásis, sua fonte de água e alimento. E talvez fosse mesmo. Talvez seu Kevinho fosse o que Ramiro precisava para sobreviver.

– Tava com saudade de dar uns beijo desse n’ocê – Ramiro disse fazendo um carinho no rosto delicado de Kelvin com a mão livre do oxímetro.

– Eu também tava, amor – Kelvin retribuiu com um carinho na barba cerrada de seu Rams Rams, que já estava desgrenhada até demais depois desses dias de internação. Daria um trato nela quando finalmente fossem para casa.

– Kevin, levanta a brusinha que eu quero fazer uma coisa que me deu as vontade quando ocê tava assim todo inclinado pra cima d’eu.

– Rams!

– Tô doente, Kevin – murmurou dengoso do jeito que ele inteligentemente percebeu que quebrava qualquer resistência de Kelvin. – Tô todo lascado.

– De novo esse golpe baixo?

– Nené qué tetê – ele falou tão sério e tão manhoso que Kelvin não conseguiu segurar uma gargalhada. De novo foi vencido pela fofura do seu homem ursinho dengoso.

Deu uma olhada ao redor para se certificar de que não vinha ninguém e levantou a blusa transparente, expondo o peitoral forte e bem torneado, e inclinou-se para Ramiro do jeito que ele pediu.

Ramiro não perdeu tempo e abocanhou um dos mamilos rosados de um jeito que fez Kelvin estremecer de verdade e a reação do seu corpo foi inevitável e quase imediata. Nesse momento, ele deu graças a Deus que tinha adotado uns shorts mais folgados nos últimos tempos, visualmente era imperceptível, mas Ramiro sentiu.

– Eeeeee, que alguém ficou animado… – Ramiro falou.

– Rams… – Kelvin murmurou com um sorrisinho tímido. – Para.

–Eu também tô animado, Kevinho – ele disse indicando com a cabeça certo volume sob o lençol, e deu mais uma mordiscada no mamilo. Ia pedir para Kelvin descer um pouco a mão que estava sobre seu peito, mas nem foi preciso. O rapaz já estava deslizando-a por baixo do lençol, bem onde o volume denunciava a animação do seu Ramiro

– Tem certeza que tá bem pra fazer isso? Não vai te machucar?

– Vai, não, Kevinho. Vai machucar se eu continuar assim com essa vontade. Já tá até doendo, pequetito.

– Eu vou dar um jeitinho nisso…

Precisavam de cautela pela situação de saúde e de exposição, mesmo assim Kelvin achou que valia o risco e deslizou a mão por baixo da camisola hospitalar de Ramiro, tocando-o diretamente na pele. Sentiu que ele estremeceu um pouco com o toque.

– Doeu? – preocupou-se.

– Doeu nada, não, tá bão… continua.

Kelvin obedeceu e continuou deslizando sua mão pequena para baixo e para cima, enquanto Ramiro arfava de prazer. Queria ter feito isso e muito mais há tanto tempo, mas havia decidido esperar o tempo de Ramiro. Tempo esse que pelo visto já tinha passado… Continuou tocando o namorado, enquanto apertava a própria virilha contra a contra o flanco dele.

– Mas e se eu fizer n’ocê também, Kevin? Tô sentindo catucando aqui do lado das anca que ocê quer.

– Cê não tá doente, Ramiro?

– Já to quase bão já – disse e esticou o braço esquerdo na direção da virilha de Kelvin e também o massageou por cima do short sem hesitar. Depois, sem cerimônias, enfiou a mão por dentro da vestimenta e da roupa íntima dele como se fosse algo costumeiro, surpreendendo Kelvin, que não esperava que ele chegaria a esse ponto assim tão rápido. Apesar de tudo que ocorreu nos últimos dias, Kelvin achou Ramiro ainda precisaria de mais tempo.

– Já tá assim é? – Kelvin perguntou entre um gemido abafado e outro.

– Eu quase que morri, pequetito. Quero perder tempo mais não. Eu amo ocê, ocê me ama. Nóis temo que fazer as coisa como todo casal… cê falou tanto que é normal o que a gente sente que agora eu acredito. Agora eu sei.

Kelvin abriu um sorrisinho comovido. Depois de tanto tempo de relutância, realmente não esperava que Ramiro rompesse de uma vez só a casca grossa que a vida dura e sem afeto fez crescer ao redor dele. Casca essa que já estava bastante rachada, era verdade. O amor de Kelvin, a educação e a terapia abriram rachaduras enormes nela, mas ela ainda estava lá, como uma sombra um tanto densa ainda. Apesar de terem assumido o namoro, Ramiro ainda olhava para os lados buscando outros olhares de julgamento, ainda havia algum temor enraizado ali dentro dele. Porém, a proximidade da morte parece ter feito com que ele desabrochasse repentinamente, expulsando qualquer resquício do seu endurecido casulo protetor. E ele esteve tão perigosamente perto da morte...

Se pudesse escolher, Kelvin esperaria mais o tempo que fosse somente para evitar todo o sofrimento por que Ramiro passou, todo o desespero e a sensação de abandono que ele enfrentou por uma madrugada inteira, sozinho, largado naquela estrada de terra, com dor, sangrando, com o rosto tão inchado que sequer conseguia abrir os olhos, sem saber se sobreviveria até o amanhecer.

Mas Ramiro sobreviveu, estava ficando forte novamente e agora estava livre, tão livre que podia ser ele mesmo, sem amarras, sem máscaras, sem opressão. Tão livre que podia compartilhar de um pequeno momento de intimidade com seu amor sem pensar nos outros ou em seus próprios preconceitos.

Muitos outros momentos viriam certamente, mas era lindo dar esse primeiro passo.

Continuaram a brincadeira até que ambos estivessem saciados e, felizmente, não foram pegos em flagrante mais uma vez.

– Vamos ter que trocar essa camisola sua aí, viu, Rams…

– Depois. Agora só fica aqui do ladinho, Kevinho. Cê é pequetito, cabe aqui no cantinho da cama, nem vai doer nada, não.

Kelvin então se ajeitou o melhor que pôde, embora não fosse tarefa fácil caber numa cama com seu Ramirão e seus brações enormes, e deitou a cabeça sobre o peito dele suavemente, quase sem tocá-lo, com medo de machucá-lo, mas Ramiro o puxou mais pra perto e fez um carinho no cabelo macio dele.

– Isso aqui que é felicidade, né, Kevinho? Nós dois assim juntinho, sem medo nenhum.

– É, Rams – Kelvin respondeu. – Isso aqui é felicidade. E é só o começo dela.


Continua...





Nota:

Assim que a cena que foi ao ar em 05/01 terminou eu fiquei sedenta para que ela continuasse e comecei a escrever. A ideia era levar adiante o apertãozão, mas à medida que escrevia percebi que era mais sobre esse novo Ramiro que não tem mais medo do que sente. Então entrei num fluxo de escrita aqui e me deixei levar por quatro horas ininterruptas até essa história nascer.

Enquanto eu escrevia, me veio muito a música de Amaury, pensei muito nela, em Kelvin e Ramiro ouvindo aquelas palavras, por isso abri a fic com um trecho, porque eles só querem ser felizes sendo quem são. E foi o que me pegou nessa história de amor tão linda deles.

Eu escrevo fanfics há vinte anos, mas estava meio apática, sem vontade de escrever, sem inspiração. Kelvin e Ramiro, através do trabalho incrível de seus intérpretes, Diego e Amaury, me resgataram, me trouxeram de volta para um mundo que eu amava e do qual eu tinha me perdido um pouco.O resultado foi essa história. Fazia tempo que eu não amava e me orgulhava tanto de algo que escrevi. Sei lá, fiquei feliz, de repente fiquei rindo à toa.

É isso!

Obrigada a todos que leram! ;)


Chii

3 Mars 2024 11:04 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
0
À suivre… Nouveau chapitre Tous les 30 jours.

A propos de l’auteur

Commentez quelque chose

Publier!
Il n’y a aucun commentaire pour le moment. Soyez le premier à donner votre avis!
~