The Truth Untold Suivre l’histoire

sr.-artie Sr. Artie

Kang Mo Yeon não era nada além de uma sombra da pessoa que um dia fora. A morte de Yoo Si Jin trouxe uma série de emoções para a vida dela, infelizmente, nem uma boa. Solitária, amargurada e medíocre, essa era Kang Mo Yeon depois de 100 dias de luto.


Fanfiction Série/ Doramas/Opéras de savon Déconseillé aux moins de 13 ans.

#Kang-Mo-Yeon #Yoo-Si-Jin #Descendants-Of-The-Sun #luto #angst #drama #romance
Histoire courte
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Capítulo Único: The Truth Untold

Notas da História:

Os personagens de Descendants Of The Sun não me pertencem, estou aqui apenas exercitando minha criatividade com eles. 

Capa criada pela Fellurian

História betada pela Rebel Princess (Nyah - Liga dos Betas)

História baseada na música ~lê-se salmo~ The Truth Untold do BTS

História postada no Nyah e Wattpad 


Notas do Capítulo:

Gente, apareci de novo depois de um longo tempo sem postar nadinha. Tô aqui com uma fic novinha (a primeira em solo brasileiro até onde sei) do dorama sul-coreano Descendants Of The Sun. 

Eu quero dedicar essa história a Rebel Princess, a beta da história. Princess, obrigado por me jogar nesse buraco sem fundo, cada dia mais apaixonado por doramas e por BTS e cada dia mais alegre e contente por ter a honra de ser seu amigo. Como você betou a história, eu sei que você já aprovou essa minha atitude ousada e sua aprovação significou tudo para mim, obrigado <3 

Boa leitura, pessoal!


The Truth Untold

By: Sr. Artie

Capítulo Único


100.

Esse é número de dias que se passaram desde a manhã que recebi a notícia que você estava morto. 100 dias de luto, de desconsolo, de solidão. 100 dias escuros, pretos como as íris dos seus olhos, mas sem o brilho alegre delas. Uma centena de dias de incerteza e preocupação, constantemente me perguntando se você está bem, salvo em um lugar melhor do que esse onde me encontro.

Mais de três meses coexistindo com um amontoado de emoções ruins, vivendo com o desamparo da carência do seu abraço e com o sabor desgostoso da sua ausência. Deixada sozinha para trás, carregando comigo apenas a lembrança de uma promessa não cumprida.

A cada manhã em que abro meus olhos e sou obrigada a ter que ir ao hospital para trabalhar, eu me pergunto como cheguei tão rápido ao fundo do poço. Estou apenas me afogando na dor que a falta da sua presença me causa, exausta de tanto chorar, incapaz de tentar me salvar.

Depois que recebi a notícia que você não voltaria mais para mim, eu chorei em desespero, porque, no momento em que soube que não conseguiria mais enxergar o amor nos seus olhos, eu me vi sendo arrancada do lugar mais seguro que existia para mim no mundo: ao seu lado. Senti-me exposta, insegura e frágil. Caso alguém me tocasse quando meu cérebro assimilou que você havia partido, eu seria capaz de explodir em mil pedaços.

Por que, de todas as pessoas do mundo, justamente você foi quem fez eu me sentir assim? Perdi o ritmo da vida, sai do compasso e não tenho a menor ideia de como retomá-lo. Estou vivendo dia após dia sem nem uma expectativa, apenas ciente da saudade que sinto por você, do calor que meu corpo sentia quando abraçado pelo seu, da sua voz chamando meu nome.

Se você me visse hoje, provavelmente, a única coisa que você sentiria por mim seria pena. Eu mesma compartilho dessa emoção. O fogo dos meus olhos apagou-se, deixei de ser enérgica, tomei-me apática com o mundo a minha volta, ofusquei-me.

Diga-me, como você nunca percebeu que eu era uma pessoa auto destrutiva? Reneguei estar no seu abraço e o amor que você sentia por mim não por não te amar, mas, no instante que entendi que te amava, percebi que não podia fazer isso. Fugi de você e do sentimento que nutria por mim porque eu era fraca demais. Seu trabalhos envolvem riscos altos e, embora você estivesse disposto a corrê-los, eu não estava.

Meu ideal de parceiro nunca foi um soldado. Eu não queria me apaixonar por alguém que continuamente arrisca a sua vida. Desejava uma vida comum, com um homem que dormisse ao meu lado todas as noites, que saísse para o trabalho pela manhã e retornasse à noite. Amar um indivíduo que logo no início do namoro avisa que vai sair numa missão com risco de vida por três meses, por Deus, nunca imaginei isso para mim.

Por isso te recusei inúmeras vezes, pois, apesar do amor que sentia, o jeito com que você encarava a vida era, de certo modo, despreocupado demais e isso simplesmente não entrava na minha mente. Gosto de ter certeza sobre as coisas, de planejar; com você, nada disso era possível.

Afastei você tantas vezes e, depois do nosso primeiro beijo, quando te forcei a pedir desculpas a mim por ter me beijado sem permissão, eu cheguei a acreditar que aquela seria a última vez que te veria correr atrás de mim. Estava triste por isso, mas sabia que manteria minha sanidade salva, então tentava mentir para mim que estava tudo bem.

Entretanto, nada ficaria bem longe de você. Foi necessário um terremoto para eu notar que o seu lugar deveria ser ao meu lado, sempre.

Yoo Si Jin, depois que você partiu, eu fiz uma grande descoberta. Durante as noites em claro, enquanto pensava continuamente sobre sua figura, idealizando uma infinidade de possibilidades para a nossa vida, cheguei a uma conclusão um tanto triste: o finito é um terrível inimigo para o amor.

Amor é um sentimento destemido, destituído de covardia, que não reconhece a concepção de finito, pois é algo que ultrapassa os limites. Amar é incondicional, absoluto, mas o universo não reconhece isso, nas suas infinitas possibilidades, ele agarra-se a somente uma, restringindo a natureza única do amor, amaldiçoando os amantes a viverem numa bolha, presos.

É dessa maneira que me sinto em relação a você, sinto-me confinada, diminuída por não conseguir fazer meu amor sobressair acima de toda dor que sinto, sou fraca.

Uma vez, eu sonhei com você.

Fantasiei um jardim imenso cheio de flores roxas, as quais identifiquei como cravos roxos e, por algum motivo, minha mente sinalizou que sabia o significado delas, era a flor que representava solidão, ausência. O ar no local era rarefeito, dificultando minha respiração.

Aproximei-me de um canteiro e tentei recolher uma flor, o seu aroma era doce e delicado. Soltei um muxoxo de dor ao sentir meu dedo ser furado por um espinho, um filete de sangue correu livre sobre minha pele. Fiquei desnorteada ao sangrar, porque até onde meus conhecimentos sobre flores iam, cravos não deveriam possuir espinhos.

Então percebi que os espinhos não eram das flores roxas, eles estavam presos em meios aos seus canteiros, afiados e prontos para ferir quem ousasse pôr a mão ali.

Absorta pelo machucado adquirido, não notei que existia mais alguém comigo naquele lugar até que a pessoa deu alguns passos, atrás de mim, amassando as folhas secas no chão a cada passo dado.

Virei-me para olhar quem estava às minhas costas e notei que a pessoa era um homem alto, choquei-me ao constatar que ele estava afastando-se de mim, como se tentasse se esconder dentro daquele jardim, mas eu o segui.

Quando consegui finalmente encurrala-lo, ele se manteve de costas pra mim, escondendo seu rosto, de modo que perguntei:

— Qual é o seu nome?

Ele se virou e eu vi seu rosto, minhas pernas vacilaram, minha boca tremeu e meus olhos lacrimejaram quando notei que ele era você.

Desorientada, me aproximei de você, ao passo que sua figura diante de mim se conservava imóvel. Meus braços enlaçaram seu corpo, te abraçando. Chorei de júbilo ao perceber que o calor que emanava de você era real.

— Você demorou — essa foi a única coisa que me disse.

Sua mão agarrou a minha e saiu me puxando, caminhando pelo jardim como se o conhecesse como o quintal de sua casa. Apesar do meu choque ser recente, eu te segui, feliz por você estar ao meu lado.

— Se você tem algum lugar para ir — disse —, poderia me dizer?

Seus olhos me observavam por cima de seu ombro e te vi sorrir, aquele sorriso cúmplice que somente era direcionado a mim, mas você não verbalizou uma resposta, então continuei o acompanhando até você parar em uma parte mais vivida do jardim, com flores em outras cores. Do chão, você colheu uma flor azul e me ofereceu.

— Flores azuis representam gratidão, amor e respeito — você começou a falar, sorrindo. — E é tudo isso que me vem à mente quando penso sobre você.

Suas palavras eram certeiras e me fizeram suspirar, porém eu lembrei que azul também é associado ao infinito, intocável. Observei sua mão estendida para mim, eu queria segurar sua mão pegando aquela flor azul.

Todavia, como um banho de água fria, eu percebi de novo uma terrível verdade, que a flor que você dizia me representar, simbolizava exatamente aquilo que você é para mim desde sua morte: incorpóreo, intangível. Era meu destino não poder te ter.

O sorriso que você me deu ao oferecer a flor ainda adornava no seu rosto. Yoo Si Jin, seu sorriso me iluminava, mas eu não desejava que sorrisse para mim, porque eu não podia chegar até você. Perguntei-me se sua admiração por mim se manteria, quando você soubesse o quão medíocre eu me tornei em poucos meses.

Ficamos parados, sua mão ainda no ar, estendida em minha direção. Em algum momento, você cansou de esperar por uma resposta minha, me chamando para obter uma resposta.

— Beauty?

Foi pesado de sua parte usar meu apelido, mas não havia nome pelo qual você pudesse me chamar, porque eu estava quebrada e indigna de estar ao seu lado, não era mais a mulher por quem você se apaixonou. Você sabia apenas de olhar em meus olhos que eu não poderia me mostrar ou me dar para você, não como antes. Dessa vez, eu tinha uma parte de mim que eu não deveria te mostrar.

— Beauty? — Sua voz estava fragilizada, como se a rejeição pela a ausência de uma resposta minha estivesse te machucando e isso era simplesmente demais para mim. Eu coloquei uma máscara, escondendo as dores que a sua partida me causou, e fui te encontrar, pois, mesmo quebrada, ainda queria você.

Os dias passaram correndo enquanto eu e você vivíamos dentro daquele jardim exótico, meu corpo aos poucos se acostumara com o ar menos denso e minha respiração normalizara.

Em uma de nossas andadas por aquele lugar, eu encontrei uma flor branca. Era um cravo e lembrei que eles simbolizavam amor puro, talento e inocência e eu não pude deixar de associá-la a você, mesmo vendo a guerra com seus próprios olhos, você continuou sendo um homem sonhador e íntegro, límpido.

Meu primeiro desejo foi dá-la a você, por isso corri até ela, decidida a colhê-la, mas antes que minhas mãos maculassem o caule fino, eu me contive. Pensei sobre o disfarce que estava usando para me manter ao seu lado, no fato de não me achar boa o suficiente para você, de modo que decidi que só te daria essa flor depois que tirasse essa máscara estúpida que escondia a verdade sobre quem eu era.

Contudo, sei que não poderia fazer isso nunca. A verdade que eu tinha mantido oculta por debaixo da minha camuflagem, revelava uma parte feia sobre mim, uma fração ignóbil, patética e eu tinha tanto medo de que você, ao descobrir o que eu havia me tornado, me abandonasse no final.

Então eu recuei, voltei ao seu encontro e tornamos a caminhar. Mais dias se passaram e eu notei, aos poucos, que a única coisa que eu poderia fazer enquanto estiver nesse jardim, ao seu lado, escondendo quem eu realmente era, era cultivar mais flores que se pareciam com você, que faziam jus a sua beleza.

Dia a dia, eu cuidava do solo, semeava e regava, tudo isso para que aquilo que representava você se perpetuasse nesse mundo, pois, caso um dia você partisse novamente, ainda teria as flores para me lembrar de ti.

O tempo continuou correndo , as flores que plantei nasceram e cresceram e as marcas do luto, aos poucos, foram sumindo. Sem que eu notasse, outra vez, estava alegre e vívida, sorrindo e cheia de alegria. De repente, não era mais preciso que me escondesse por trás de alguma máscara, finalmente eu era a mulher por quem você tinha se apaixonado.

Apenas quando reconheci isso foi que eu colhi uma das flores que semeei, decidida a dá-la a você.

— Yoo Si Jin, eu queria te dar essa flor, porque assim como você me viu numa flor azul, eu te vejo nesse cravo branco. Sabe, eu te a…

Nunca terminei aquela sentença. O meu despertador tocou, era manhã e eu deveria ir para o hospital. Tudo não passou de um sonho, eu continuo desprezível e você, morto. Eu chorei naquela manhã, caí dolorosamente na realidade doída e carente de sua presença.

Pior de tudo foi que, após aquele sonho, eu notei que nunca havia dito que te amava. Talvez naquela época em que estávamos em Urk, se eu tivesse reunido coragem de ficar diante de você e de ter dito que te amava, tudo teria sido diferente da nossa realidade de agora?

Sabe, vivo constantemente lembrando desse maldito sonho que me fez perder você mais uma vez. Olhando para mim no espelho, penso que, se você aparecesse diante de mim, agora, eu colocaria aquela máscara quebrada mais uma vez, porque, como outrora, eu ainda quero você e ainda sou aquele ser quebrado que era no sonho.

Entretanto, sei que você não vai aparecer diante de mim. Yoo Si Jin está morto e eu estou viva, deixada para trás, sem nunca ter dito que te amo, condenada a viver com essa verdade não contada.

22 Mai 2018 23:47:34 0 Rapport Incorporer 1
La fin

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