dayse-borges-de-oliveira- Dayse Borges De Oliveira

Marcos encontra um pássaro e acaba descobrindo muitas coisas


Aventure Tout public.
Histoire courte
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Ave

Um cara chamado Marcos, sentado na areia do mar, agarrando uma concha. Ele ouve o som das ondas baterem contra as rochas, enquanto aproveita o calor do sol na pele. Os ares do mar são envolventes, e Marcos se sente totalmente entusiasmado por poder curtir esse belo momento na praia. Contudo, ele sente algo estranho na concha que agarrou. Ele olha mais de perto e...


É um pequeno cristal cor-de-rosa dentro da concha! Marcos fica perplexo com aquele cristal. Como um cristal tão pequeno e brilhante pode estar dentro da concha? Tentando pensar racionalmente, Marcos levanta-se e vai buscar um tronco de árvore para descascar a concha, a ver se consegue tirar o cristal.


Marcos consegue descascar a concha, mas não acha o cristal. Em seu lugar, há um pássaro branco, pequeno e com plumagem suave. O pequeno pássaro parece ter dificuldades em voar. Marcos decide levar o pássaro para casa. Ele já tinha um açougue e decidiu fazer um ninho suave e aconchegante para o bicinho.


Aos poucos, Marcos começa a criar um vínculo com o pássaro. Ele passa todo dia com o animal, tendo inclusive dado-lhe o nome de "Blanchette", por causa da sua plumagem branca. Mas ao crescer, Blanchette parece ter uma habilidade peculiar: a de mudar de cor.


Marcos observa como o pássaro, que já é tamanho suficiente para voar agora, pode transformar suas plumas. Quando está emocionado, o pássaro tem asas pretas. Quando está triste, tem asas cinzas. E quando está feliz, tem asas rosadas. Marcos fica impressionado, mas ainda não sabe porque Blanchette faz isso.


Uma manhã, Marcos acorda com Blanchette, no seu canto, cantando com voz aguda e alta. Isso nunca aconteceu antes! Marcos, impressionado, vai dar um passeio com o pássaro. E, quando um cachorro tenta atacá-lo, a cor de Blanchette começa a ficar vermelha. Quando o cachorro já tinha desistido, o corpo do pássaro voltou ao branco.


Agora, Marcos percebeu: Blanchette altera sua cor conforme emoções que sente, em função do tom da voz. Ele foi testando isso várias vezes e foi comprovado. Esse descoberta não só deixou Marcos intrigado, como também fez com que ele ficasse preocupado. Que coisa seria isso? Quais as possíveis explicações? Marcos não sabia.


Para tentar se informar sobre isso, Marcos resolveu consultar um especialista em aves e avianos, um ornitólogo. Quando contou a situação para ele, o ornitólogo ficou estupefato. Ele não sabia de nenhum caso parecido!


Mas o ornitólogo não duvidou do Marcos. Eles, então, fizeram uma pesquisa em profundidade, com o pássaro novamente testando emoções. Eles descobriram que Blanchette era capaz de alterar a cor não apenas pela voz, mas também por respostas auditivas, como barulhos de moto, sirenes, arremessos de água e tudo mais.


O mais importante, porém, foi a revelação de que Blanchette era uma mutação, um "super-pássaro" que possuía mais desenvolvimento cerebral e sensorial do que a espécie de pássaro que ele era.


Isso significava que Blanchette não era apenas uma ave comum! Era, de fato, um bicho especial, algo completamente diferente. Marcos ficou muito feliz com essa descoberta, mas, ao mesmo tempo, preocupado com o que poderia acontecer com o pássaro. Seria ele aceito nas suas aves "comuns"? Teria um lugar entre a sua espécie?


Mas, surpreendentemente, as aves "comuns" aceitaram Blanchette como um deles. Ele foi acolhido pela manada e, embora fosse diferente, não era tratado de forma diferente. Blanchette era apenas mais especial, mais desenvolvido, do que a maioria das aves. Marcos ficou feliz com isso, mas ainda preocupado.


Ele perguntava-se se a mutação de Blanchette seria passageira ou se fosse hereditária. Ele não sabia se todos os descendentes de Blanchette seriam "super-pássaros" ou se o fator de desenvolvimento de Blanchette não se mantém nas gerações posteriores.


E, assim, Marcos começou uma nova pesquisa. Estudando os filhotes de Blanchette, ele viu que não todos apresentavam mutações. As mutações de Blanchette eram, provavelmente, causadas por radiação solar e não hereditárias. Isso deixou Marcos aliviado, mas muito preocupado ao mesmo tempo.


Era preocupante, pois isso poderia sugerir que todas as aves estavam sendo expostas à radiação solar. E, se essas radiações não eram benéficas para as aves, isso poderia prejudicá-las de alguma forma. Marcos decidiu que precisava avaliar se a radiação solar afetaria as aves de alguma forma. E isso exigiria mais tempo e pesquisa.


Em paralelo, Marcos começou a estudar se a mutação de Blanchette trouxe algum benefício à ave. Ele reparou que Blanchette apresentava uma excelente memória, conseguia aprender muito mais do que as outras aves. Mesmo assim, todo o trabalho era muito sério e, a cada dia, mais e mais perguntas surgiam na mente de Marcos.


E, embora ele sentisse um grande desafio em trabalhar com isso, ele acreditava firmemente na importância do seu trabalho. Não apenas como um estudo sobre aves, mas também para a humanidade.


Se um animal, tão pequeno e parecido com uma ave, poderia desenvolver essas características através de uma mutação após a exposição a radiação solar, era possível que o mesmo fosse verdadeiro para outros animais, inclusive humanos. Se isso fosse verdade, o que isso poderia significar?


Poderia ser possível "modificar" humanos para que eles desenvolvam capacidades superiores? E, se fosse possível, seria ético fazer isso? Era uma discussão que levava Marcos a perguntar-se sobre a ética do seu próprio trabalho. Ele sempre se perguntava se estava fazendo a coisa certa. Afinal, ao mexer com a natureza, não havia perigo?


Marcos ficou com a certeza de que a resposta mais importante estava na natureza e não no laboratório. A vida não poderia ser modificada, porque ela estava cheia de mistérios, e o mistério era parte do que a fazia tão incrível.


Aventurando-se no mundo, Marcos se aventurou também ao exterior do seu próprio mundo. Enquanto conhecia outras culturas, aprendeu a compreender como todos eram diferentes, mas todos eram iguais. E, nesse momento, ele percebeu que todos os caminhos de todas as culturas, em algum momento, se cruzavam. E isso lhe deu um novo propósito.


Marcos decidiu trabalhar com ajuda humanitária e com a promoção do respeito e da diversidade. Se todas as culturas eram diferentes, era importante apreciar essa diversidade, entender que podíamos crescer e aprender com todas elas, e saber que a diferença não torna ninguém melhor, apenas diferente.


Não apenas o pássaro, mas também Marcos mesmo. Porque é isso que o animal lhe ensinou. Marcos não precisava modificar a natureza, porque a natureza já era perfeita. Ele precisava aprender a apreciá-la e a vê-la como ela era, com todas as suas diferenças, mas também com todos os seus paralelos. fim



1 Novembre 2023 04:33 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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À suivre…

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