way_borges229 Way Borges

Cada pequeno momento estava eternamente enraizado na memória afiada de Thor, seu coração vibrava com a maneira como Loki não se importava ou como não temia o que ele era. (Thorki) (Capítulo Único) (Livre)


Fanfiction Films Tout public. © Os personagens não me pertencem, porém a história é inteirinha minha. Capa editada por mim - créditos da imagem ao(s) autor(es).

#fantasia #amor #thor #elfo #loki #thorki #guerreiro #volstagg
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Capítulo 01

Thor estufou o peito, inalando profundamente, erguendo os seus olhos azuis para o sol da manhã.

— Ahhh – ele respirou feliz. — Não há cheiro melhor do que o da vitória duramente conquistada.

— É um fedor muito peculiar – Volstagg concordou, tirando tripas do ombro e chutando meio esqueleto do pé.

Eles caminharam juntos pelo campo de batalha, navegando graciosamente pelos detritos humanos, apesar de seu tamanho monstruoso.

— Ei, Volstagg? – Thor teve o cuidado de manter sua voz casual.

— Sim?

— Você conhece aquele... aquele médico?

— Thor, há cem médicos, qual deles? – Volstagg bufou.

— O elfo que está usando uma túnica verde, que... combina com seus olhos – Thor pensou a última parte.

— Ah esse. Sim. Qual o nome dele...

Loki, Thor queria gritar para todos ouvirem, o coração inchando em seu peito enorme. Trovejando mais forte do que nunca em batalha. O nome dele é Loki.

— Eu não tenho certeza? – Thor falou, fingindo ignorância.

— Loki! – Volstagg explodiu triunfante. — Eu acho que o nome dele é Loki.

— Isso parece certo. Você sabe se ele é... quer dizer, você acha que ele seria... bem...

Volstagg parou e encarou seu amigo fixamente, com uma luz de sabedoria brilhando em seus olhos âmbares. Thor lutou contra o desejo de se contorcer sob o olhar avaliativo de seu irmão de escudo.

— Ele gosta de guerreiros Berserkers como você e eu? Sim, eu acho que ele é. Quero dizer, não que alguém saiba. Ele parece pensar que é bom demais para todos.

— Ele é bom demais para todo mundo – Thor rosnou antes que pudesse se conter.

Ele estava ciente do tom rosado que se espalhava por suas bochechas sob o sangue de outras pessoas, que era uma prova terrível de sua destreza no campo de batalha. E essa bravura o abandonava com apenas um olhar de Loki. Nenhuma proeza poderia salvá-lo disto.

Thor se machucou de propósito mais vezes do que podia contar, forçando-se a ficar parado e esperar que a lâmina inimiga tirasse sangue antes de arrancar a cabeça deles em um golpe preguiçoso. Só para que pudesse encontrar o caminho para a tenda de Loki depois, igualmente indiferente à dor e a qualquer um que estivesse vagamente em seu caminho, afastando-os distraidamente para procurar seu gentil elfo médico.

Ansioso para sentir o toque suave das mãos macias que o consertam.

Tornando seu corpo inteiro.

Rasgando seu coração.

Cada pequeno momento estava eternamente enraizado na memória afiada de Thor, a maneira como ele se aproximava de Loki sempre que possível, todas as vezes em que se feriu apenas para olhar para o lindo elfo médico, totalmente hipnotizado pela maneira como ele respirava.

Seu coração vibrava com a maneira como Loki não se importava ou como não temia o que ele era. Thor não era tão ingênuo quanto parecia e sabia sobre o que os outros seres mágicos pensavam sobre os Berserkers, como os chamavam de bestas incontroláveis; ou como os temiam dentro e fora dos campos de batalhas. Mas o seu lindo elfo médico não era assim; ele sorria e acariciava-o afetuosamente, ou colocava suas mãos finas nos quadris dele para tirá-lo do caminho.

Thor estava sempre feliz em responder aos desejos de Loki, deslocando seu corpo para onde o elfo quisesse, embora uma montanha não pudesse fazer isso se Thor decidisse que não queria se mover.

E oh, como ele queria aquelas mãos em seus quadris por diferentes razões.

Quando ele voltou ao presente, cheiros de mortos e moribundos como perfume envenenado em suas narinas, Volstagg estava olhando para ele intensamente.

— O quanto deve ser ruim? – ele perguntou.

— Ahã? – Thor indagou confuso.

— O quanto você quer que eu corte você? – Volstagg explicou desembainhando sua lâmina.

— Oh, hum... um tempo de cura de uma semana, talvez?

— Dê meus cumprimentos ao seu pequeno feiticeiro.

Os dois estavam rindo enquanto sua lâmina descia.


****


Thor acordou deitado de costas, a cabeça apoiada no tecido mais macio que ele já sentiu. Cheirava como uma tarde de primavera. Ele suspirou contente, se aconchegando mais, com olhos fechados, aproveitando o luxo.

— Bom dia – uma voz doce e familiar flutuou até ele.

Espere... é a voz de Loki?

Seus olhos se abriram para o tecido branco nublado. Ele esticou o pescoço suspeitosamente para baixo, avistando um par de tornozelos perolados e pés delicados calçados com sapatilhas pretas com flores bordados. Thor ergueu o olhar, encarando o rosto sorridente do feiticeiro dono de seu coração.

— Eu... uh, isso é...

— Você não ficou parado, mesmo inconsciente – Loki explicou. — Quase destruiu tudo à vista antes que eu conseguisse que os outros o prendessem e o levantassem sobre a maçã.

Thor engoliu em seco, de repente desejando estar enfrentando um exército inteiro sozinho, em vez de olhar para o rosto magnífico do ser mágico, dono do colo que sua cabeça está aninhada.

— Eu o quê?

— Tentei segurar você, mas... – Loki riu, um som puro, perfeitamente alegre. — Você é muito grande.

O elfo sorriu, escovando gentilmente os cabelos loiros de Thor e por um momento, o guerreiro berserker estava paralisado demais para se sentir envergonhado.

— E então você começou a se debater loucamente de novo, recusando-se a se acalmar até que eu subisse na maca com você. Deixei sua cabeça estável... depois cantei canções de ninar até você ficar quieto.

— Há quanto tempo foi isso? – Thor questionou encarando.

— Eu não tenho certeza – Loki respondeu despreocupadamente, brincando com uma mecha de seu cabelo. — Já faz algumas horas, eu acho.

— E você está aqui desde então?

— Você não me quer? – o médico feiticeiro questionou brincando, sorrindo uma mistura deslumbrante de luzes de fada.

Isso tirou o fôlego de Thor, o impossibilitando de responder algo coerente.

— Mas preciso limpar e tratar seu ferimento – disse Loki misericordiosamente, contorcendo-se para sair de debaixo da cabeça.

Thor pensou que seu coração iria quebrar com a dor, pois estava mais capacitado para suportar um ataque direto de uma lâmina do que a perda do toque de seu belo elfo.

Infelizmente, não era seu elfo.

Mas, oh, como ele queria que fosse seu.

Loki voltou quase imediatamente, com bandagens e pomadas na mão.

— Fique quieto desta vez – o elfo falou com firmeza.

Thor se transformou obedientemente em pedra. Ele faria qualquer coisa por seu lindo elfo.

— Perfeito – o médico murmurou, curvando-se para administrar o cuidado.

O berserker não conseguiria fazer nada, mesmo que quisesse, pois estava inebriado pelo cheiro de pinho e menta que emanava de Loki.

— Obrigado – ele murmurou, quando o elfo terminou.

— Você é um excelente paciente. Não deu um pio.

— Você me disse para ficar quieto – Thor o lembrou.

— Eu fiz. Obrigado. Agora... tenho que atender outros pacientes. Você pode se comportar enquanto eu estiver fora?

— Não – disparou Thor, subitamente irritado.

A irritação se desfez quando Loki se curvou e deu um beijo suave em sua testa e alisou seus cabelos.

— Seja bonzinho – o elfo sorriu olhando em seus olhos. — Eu estarei de volta antes que você perceba.

— Certo – Thor concordou estupidamente. Disposto a fazer qualquer coisa se isso trouxesse Loki de volta mais cedo.

Quando Loki saiu, levando sua aura tranquilizadora com ele, parecia que todas as luzes do mundo haviam se apagado, deixando Thor sozinho na escuridão total.


****


Loki retornou em breve, trazendo a luz da vida com ele, iluminando os confins sombrios da tenda para o paraíso absoluto.

— Você beija todos os seus pacientes? – Thor questionou exigente, no momento em que ele deslizou pela entrada.

Loki parou, olhando para avaliadoramente, mas Thor encontrou seu olhar com raiva e não piscou. O elfo foi até sua maca e olhou para baixo, colocando as costas de seus dedos contra a bochecha corada de Thor.

— Você está febril – ele disse levemente.

— Não é esse tipo de febre – rebateu Thor.

— Seu temperamento pode ser útil para você na batalha, mas este não é um campo de batalha. Abaixe sua espada quando falar comigo, guerreiro – Loki respondeu com calma, encarando intensamente o berserker ferido.

Então Thor viu um lado que ainda não conhecia de seu belo elfo. Havia uma aura perigosa emanando de Loki, que por algum motivo além de sua compreensão, fez o guerreiro compará-lo com a chuva que é linda, estimulante, a mão curadora da natureza e algo destrutivo, principalmente quando subestimado.

— Você está certo – ele ofereceu humildemente, sentindo o ciúme disfarçado de raiva se dissipar. — Me perdoe.

Com um grunhido de dor, Thor rolou para fora da maca, apesar do olhar alarmado de Loki.

— Seu guerreiro estúpido, você não está bem o suficiente para...

Thor o ignorou e alcançou sua espada e caiu de joelhos cerrando os dentes, depois a colocou aos pés de Loki. O berserker respirou fundo, convocando cada nervo, tendão e resquício de bravura que o serviram perfeitamente durante toda a sua vida destemida, e ergueu seu olhar relutante para os olhos brilhantes do elfo.

— Eu sempre colocarei minha espada a seus pés – ele prometeu, a verdade soando nas profundezas de seu tom, seus olhos brilhavam esperançosos. — E qualquer outra coisa que seu doce e perfeito coração desejar.

— Thor...

— Eu quero dizer isso, Loki. Você provavelmente sabe que eu o venerei de longe por mais tempo do que posso me lembrar – ele sorriu sem entusiasmo. — Mais tempo do que eu gostaria de admitir.

— Eu sei – Loki disse gentilmente. — Não há outra explicação para os ferimentos que você apresenta para mim, uma e outra vez. Você é invencível em batalha.

— Eu sofreria qualquer ferimento por você – Thor avisou suavemente, fazendo Loki sorrir.

— Guerreiro bobo. Tudo o que você precisava fazer era pedir.

— Realmente? – Thor indagou, sentindo a esperança cravar os dentes em seu coração.

Loki passou por cima de sua espada e embalou seu rosto em mãos gentis e firmes.

— Sim. Basta pedir.

Thor deixou escapar um suspiro satisfeito com o toque suave, inclinando-se para a frente, pressionando o rosto na barriga de Loki.

— Mas você é bom demais para qualquer um – ele disse tristemente. — Muito menos para uma besta selvagem como eu.

A risada de Loki fez a esperança afundar suas presas cada vez mais fundo em seu coração.

— Thor, não há outro para mim além de você. Por que você acha que rejeitei todo mundo? Eu estive esperando por você.

O guerreiro levantou a cabeça, estendendo as mãos fortes para Loki, trazendo seu elfo para baixo, segurando seus rostos próximos.

— E você realmente acha que eu beijaria qualquer outro paciente? – Loki exigiu, adoravelmente sensual.

— Eu não sei – Thor respondeu sem fôlego.

— Pare de falar – o feiticeiro ordenou, distribuindo beijos ao longo da mandíbula de Thor, sorrindo a cada pequeno suspiro do monstruoso guerreiro, até que seus lábios encontraram os de seu amante.

Sombras dançavam na parede da tenda naquela noite, em meio aos sons carnais do êxtase e ao nascer do sol, Loki se encontrou ferozmente envolto - mas com grande ternura - nos grandes braços que podiam - e tinham - arrasado cidades até o chão. Braços que se arrancariam de suas próprias órbitas antes de danificar um único fio de cabelo preto na adorável cabeça daquela criatura élfica.


****


Nos dias que se seguiram, a comunidade médica e o exército não ficaram surpresos ao ver o elfo e o guerreiro berserker constantemente na companhia um do outro. Loki continuou seu dever diligente de cuidar dos feridos, embora tenha feito Thor prometer parar de se machucar apenas para vê-lo, o que ele fez sem protestar - ele teria feito de bom grado, qualquer coisa que o elfo pedisse.

Todos sabiam que Loki iria sangrar seu sangue mágico para curar seu amante guerreiro precisasse - não que Thor fosse deixar isso acontecer.

E todos sabiam que se olhassem para Loki de uma forma que o desagradasse, Thor ouviria falar disso e tomaria a cabeça deles como recompensa para deitar aos pés do elfo, assim como ele fez com sua espada.

Mas ninguém era estúpido o suficiente para fazer isso.

24 Février 2023 01:02 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Way Borges Nome: Waynne Borges Idade: depende da ocasião Sou um universo em constante expansão, sempre aprendendo coisas novas e aberta a novas experiências. Tímida no primeiro contato, mas depois o difícil vai ser me fazer parar de falar. Sou gentil, atenciosa e educada com todos e espero a mesma cortesia, entretanto, isso não significa que eu não saiba ser grossa quando necessário. Adoro chocolate, séries, filmes e desenhos. Cachorros e gatos sãos meu ponto fraco, fico toda derretida.

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