davi_a_nascimento Davi Androne

Na busca pelo controle de Zidon, nobres, guerreiros e bruxos lutam para obter as quatro relíquias do dragão e assim governar soberano sobre todas as terras. Contudo, um jovem pirata e um Caçador de Nassarzes têm a árdua missão de encontrar e destruir cada uma das relíquias, e assim evitar que todas as nações de Zidon sucumbam a tirania, e tudo isso sem que caiam na tentação do poder sombrio.


Fantaisie Médiévale Déconseillé aux moins de 13 ans.

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Prelúdio.

Kerenir limpou o sangue da ponta da flecha.

Naquela manhã, as vésperas daquele que seria o inverno mais terrível das terras de Aleminia, a paisagem estava encoberta por uma espeça neblina.

De cima de um cavalo preto, Zila, uma moça de pele tão branca que parecia não ter um pingo de sangue, admirava o irmão que acabara de matar um javali.

– Um dia espero ser tão forte quanto você. – Dizia a jovem.

Kerenir, um homem de estirpe nobre e bem vestido, olhava para ela e sorria com um certo desprezo.

O homem parecia não se importar, na verdade, tinha medo de demonstrar algum tipo de afeição, pois, seu pai o ensinou que alguém em sua posição não poderia demostrar o mínimo de fraqueza possível.

Por mais que quisesse, mas dois não estavam sozinhos, junto deles, havia uma caravana de soldados e criados que se distribuíam pelo caminho sinuoso que cortava a floresta de carvalhos de Zidra. Floresta essa, que circundava toda a famosa planície de rosas vermelhas da Província de Aleminia.

Um pouco à frente, encontrava-se um homem forte, seu rosto era cheio de cicatrizes. Ele estava montado em um imponente cavalo marrom, ele segurava um arco e flecha. Era o famoso o General Durlan, braço direito de Kerenir.

– Império! Há mais deles aqui! – Dizia o General.

Naquele dia em especial, o vigésimo nono aniversário do Imperador Kerenir. O mesmo decidiu que iria caçar Javalis e outras feras selvagens da região, pois, após vários dias de intensos planejamentos e mais um punhado de assuntos burocráticos, não havia nada mais relaxante para o Imperador, que uma boa caçada e um belo e descriminado derramamento de sangue.

O Imperador montou em um grande cavalo branco e saiu em direção do General, empunhando seu arco e dizendo:

– Vamos, homens! Hoje é dia de diversão!

Cerca de doze soldados e sua irmã mais nova o acompanhavam. Seguiram o General Durlan que saiu à frente da comitiva, rumo às planícies de Aleminia.

Kerenir estava com um olhar feroz, só pensava na próxima pobre alma que iria ceifar, porém, algo chamou a atenção dele, mas não exatamente um javali selvagem, um cervo, ou qualquer outro animal.

Um pouco distante, bem no meio da planície vermelha de Aleminia, surgia uma figura franzina, como pequeno ponto preto no horizonte, vinha ganhando terreno na direção deles, coberta em um manto negro com um capuz que escondia seu rosto, o mistério era sua face.

O jovem Imperador já até imaginava o que estaria por vir, porém não esboçava nenhum tipo de preocupação, por outro lado, os soldados de prontidão, apontavam suas flechas em direção da pessoa.

Mesmo assim, ela parecia não se intimidar, e aproximava-se cada vez mais. Os homens esticavam seus arcos e estavam prontos para atirar, bastava apenas uma ordem do Imperador. Nesse instante, Kerenir subiu sua voz:

– Baixem suas armas, é um de nossos aliados.

À medida que o Imperador fechava sua boca, a pessoa misteriosa reduzia a cavalgada, até parar há alguns metros à frente de Kerenir e seus homens.

Era uma mulher, ela elevava uma das mãos a cabeça e gentilmente tirava o capuz, revelava seu rosto franzino e branco, como a neve, seus olhos eram mais azuis que o céu, estavam levemente cobertos por seus cabelos loiros. Era uma jovem de beleza invejável e de um passado desconhecido.

Assim que ela descia do cavalo, já curvava a cabeça em direção do Imperador e dizia:

– Ave Império!

– Por que tens a ousadia de atrapalhar minha caçada, Freia?

A jovem com a voz serena e confiante respondia pausadamente. – Peço perdão, Milorde. Mas trago notícias de Samarte.

Samarte, um pequeno estado independente ao leste, sempre dava dor de cabeça ao Império, suas ideias separatistas eram um veneno para as pretensões de expansão Imperial. Samarte também era uma região politicamente e estrategicamente importante de Zidon.

Qualquer assunto relacionado à aquela terra era de total interesse de Kerenir, que questionou a jovem, assim que ouviu o nome de tal região.

– Vamos! Fale logo. O que tens para mim?

Freia, calmamente, respondia a seu senhor. – Majestade! Um grupo de magos rebeldes... Estão planejando um ataque ao Império!

A revelação dela já gerava um pequeno murmurinho entre os soldados. Enquanto isso, Kerenir permanecia inexpressivo e com um olhar frio e sanguinário.

– Quietos! – Dizia o Imperador enquanto descia do cavalo, e caminhava até a jovem.

Frente a frente, ele a questionava:

– Conte-me mais detalhes sobre isso. Quem são esses magos e quando querem fazer isso?

Freia respirava curto e desviava sua visão do olhar frio do Imperador, mas esse era o seu jeito, a jovem nunca olhava ninguém diretamente nos olhos. Dessa forma, falava devagar e com clareza:

– Durante o dia de Drain, Império... São meia dúzia de magos renegados, e eles planejam atacar durante o dia de Drain.

– Então querem atacar durante o feriado mais importante do Império. – Kerenir dizia a si mesmo.

Nesse momento, soprava uma brisa gelada, e começava a cair os primeiros flocos de neve. Junto com a má notícia, havia acabado de chegar o inverno também.

Kerenir encarava a figura franzina da jovem. Nesse exato momento, já começava a pensar em uma forma de frustrar o plano dos rebeldes. Com um semblante sério e frio, não havia dúvidas de que já tinha total ideia de como agir.

O Imperador afastava-se de Freia e subia em seu cavalo, e ia para próximo de Zila. Nesse momento olhava para sua irmã, e fazia um sinal com a cabeça, os dois começavam a cavalgar para fora da floresta de carvalhos de Zidra, até chegar no campo de rosas vermelhas do vale de Alemina.

Os irmãos já estavam há alguns metros de Freia, do General e do resto da comitiva, que começavam a acompanha-los, mas antes que eles continuassem a jornada, Kerenir erguia sua voz novamente:

– General?

– Sim, Majestade?

– Pegue Drill, Forgos e Dramus vão até Collin, Prepare os emissários, e conduza uma missão secreta até Samarte... Eu e o restante dos soldados voltaremos para o castelo.

Nesse instante, Durlan estendia a mão direita de punho cerrado e orgulhosamente saldava seu Imperador.

– Ave Império!

Durlan e alguns soldados devam meia volta seguindo para a florestas de Zidra novamente.

Assim, eles tomavam caminhos opostos. Minutos depois, quando já estavam bem no meio do vale, Kerenir chamava mais dois solados, e lhes dava mais uma ordem:

– E antes que eu me esqueça, prendam essa traidora!

Naquele momento, o Imperador apontava em direção da jovem Freia que puxava as rédeas de seu cavalo e parava abruptamente. Todos estavam sem entender.

– Como descobriu? – Com olhar incrédulo, ela questionava.

A jovem começava a respirar rápido e olhava para todos os lugares, buscava uma forma de fugir, mas já estava cercada pelos soldados.

– Zila? Faça as honras, e explique a ela. – Dizia o Imperador.

A irmã do Imperador, nesse momento, sentia-se bem importante aos olhos do irmão. E de forma pomposa revelava:

– Você realmente achou que era nossa única espiã em Samarte?

Freia, pela primeira vez em sua vida, olhava alguém diretamente nos olhos, enquanto a Princesa falava:

– Ontem, Joffrey, seu querido primo veio até mim e relatou sobre seu trabalho de agente duplo, e disse ainda mais... Que você e os magos planejaram os ataques como distração para levar meu irmão direto para uma emboscada.

A neve começava a ficar mais forte, e já estava a cobrir os campos floridos do vale de Aleminia. O vento gelado estava trazendo não só um longo inverno, mas especialmente dias ruins para a vida da jovem espiã.

Nesse mesmo instante, os saldados agarravam Freia e a jogavam ao chão de forma violenta, os homens colocavam correntes e grilhões em suas mãos e pés. Freia ofegante e bramindo feito um animal, olhava com raiva para Zila e seu irmão.

– E pela sua reação, o que ele disse é verdade, então. – A Princesa Zila acrescentava.

Assim, os homens levavam Freia acorrentada a um dos cavalos. Em seguida, todos foram para o Sul, cavalgavam pelo meio dos campos de rosas, que estavam começando a ficar brancos por causa da neve. A comitiva acelerava os passos cada vez mais.

Com isso, uma hora depois que saíram da floresta de Zidon, eles chegavam as portas de uma grande muralha, que se estendia por centenas de metros e nela havia um gigantesco portão de ferro.

De cima das guaritas os homens gritavam:

– Abram os portões! A comitiva do Imperador retornou.

O grande portão de ferro, começava a estalar, levantava lentamente, enquanto do outro lado, uma centena de soldados, criados e plebeus esperavam o Imperador.

Ao fundo já era possível ver o imponente Castelo Imperial, cheio de torres e janelas, com detalhes em platina e prata cravados na própria estrutura, além de ser contornado por uma cerca de grades, feita de ouro puro. Milhares de soldados e magos rodeavam a estrutura, por dentro e por fora e patrulhavam cada centímetro.

Enquanto os soldados entravam e arrastavam Freia para prisão. Kerenir e Zila, ficavam sozinhos e parados as portas da muralha. O Imperador olhava para irmã e dizia:

– Muito bom... Se saiu bem em descobrir isso. Mas está realmente preparada para o que vem?

Zila olhava confiante para o irmão:

– Sim, Majestade!

Então, com seu típico semblante sisudo, Kerenir dizia:

– Sendo assim, vá!... Prepare-se para a missão. Você se infiltrará junto aos magos e rebeldes... Tome cuidado para que ninguém a reconheça, você é a única pessoa que confio nesse Império.

Zila balançava a cabeça afirmativamente, sentia-se reconhecida e orgulhosa de si, pois seu irmão designava a ela uma grande missão, sua primeira grande missão.

Assim, banhada pela nevasca que começava a ficar mais forte, a jovem princesa saia em disparada rumo ao castelo, onde daria início aos preparativos de sua grande tarefa.

Enquanto isso, Kerenir começava a ficar rodeado de ministros e outros bajuladores.

18 Janvier 2023 03:25 1 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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AS Ana Sara Glória Ribeiro
Chamou a menina de anêmica kkk
September 01, 2023, 04:19
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