monalisaholmes Mona Lisa

Dean o marcou como parceiro em um momento de descontrole e Castiel sabia que seria o único disposto a aceitar as consequências. Mas tudo bem, nunca teve boas expectativas mesmo antes de deixar de ser um anjo. Aprenderia a ter uma vida de falhas e abandonos, certo? Certo, mas só até a aprender à força que não, não estava tudo bem. Saga Mpreg


Fanfiction Série/ Doramas/Opéras de savon Tout public.

#supernatural #sobrenatural #destiel
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Ser humano

Ser humano definitivamente estava sendo difícil.

Não era a primeira vez que estava naquela posição, como um mortal, assim como não era a primeira vez que tinha esta mesma conclusão, no entanto, tinha certeza de que essa vez, especificamente, estava testando todos os seus limites e ultrapassando todos os níveis de "difícil" e "complicado".

Em milhares de anos de existência, Castiel nunca tinha ficado tão confuso e atordoado. Um objeto pequeno pesava mais que o normal em suas mãos enquanto sua mente criava impropérios direcionados ao seu pai, Chuck, Deus... que seja! Crowley ficaria orgulhoso com tais pensamentos, mas no momento o ex-anjo sequer conseguia sentir raiva.

Tinha que sentir, não tinha? Tinha que estar borbulhado de raiva por Chuck ter transformado mais da metade dos anjos em humanos sem qualquer explicação, não tinha? Com certeza sentiu quando um dia, quase sete meses atrás, acordou sem sua graça e completamente humano. Permaneceu parado por horas, sequer lembrando que havia deitado na cama na noite anterior, enquanto seu celular vibrava com as centenas de notificações de mensagens, ligações e mensagens de voz deixadas por seus irmãos. Tão confusos e desesperados quanto ele.

Meses e nenhuma resposta foi dada.

Castiel e outros na mesma situação procuraram o quanto puderam, pelo tempo que durou a determinação e a raiva. Mas o Céu permaneceu fechado e, dentro dele, estavam abrigados a minoria que ainda era um ser celestial. Completamente fora de alcance. Todos, e isso incluía alguns caçadores como Dean e Sam, afundaram-se em busca de possibilidades. Invocações, armadilhas, orações e até invasões bem planejadas estavam na lista de tentativas, mas nada mudou. Continuavam sem respostas.

― CASTIEL! ― Sam gritou novamente às suas costas.

Não parou. Estava determinado a sair daquele bunker e falar com alguém que o entendesse, ou melhor, que conseguisse entender o que estava acontecendo consigo naquele momento. Dean, felizmente, fora comprar torta e cerveja. Era a sua chance de sair sem levantar questionamentos, mas Sam estava ali, tentando ajuda-lo como sempre fazia.

― Castiel, pelo amor de Deus, não pode sair sem a coleira!

Empacou no primeiro degrau da escada como se tivesse batido contra uma parede. Um gosto amargo subiu em sua garganta ao pensar naquela palavra. Coleira. Era um humano agora, pior, era um ômega, precisava daquilo para sua própria proteção.

Isso, com certeza, era o que mais o incomodava.

O que Chuck tinha na cabeça ao separar os humanos daquela maneira? Classifica-los em alfas, betas e ômegas como se não fossem animais com milênios de evolução histórica. Porque sim, humanos eram animais, mas por que deixá-los evoluir se simultaneamente os permitia serem dominados por instintos selvagens?

Alfas, obviamente, eram dominantes, agressivos, teimosos, territoriais e tão protetores que beiravam à obsessão. Pelo menos era assim que os via. Sam era um alfa e, mesmo sendo mais compreensivo e controlado, não era uma exceção. Principalmente quando envolvia família.

Betas eram neutros. Não conseguia pensar em outra palavra para descrevê-los. Tinham seus momentos mais extremos, porém eram majoritariamente atenciosos e sociais. Castiel daria qualquer coisa para ser um beta.

Mas não, tinha que ser um ômega.

Imaginou se, em algum momento da sua existência, irritou tanto Chuck para merecer aquela posição. Ômegas eram submissos, e não importava o quanto os Anjos mais antigos comentavam o oposto depois da Criação, Castiel não conseguia ver de modo diferente. Como anjo, raríssimas vezes recuava diante de um humano furioso e quase nunca tremia por qualquer sentimento avassalador, agora ele conhecia o que chamavam de voz de alfa. Castiel não levou o assunto muito a sério até Sam usar nele sem querer, como tinha acabado de fazer naquele momento.

Os Winchesters faziam muito isso, afinal não estavam acostumados a controlar nada, já que nunca tiveram um ômega tão envolvido diariamente em suas vidas.

― Me desculpe ― Sam pediu se aproximando, olhando-o com sincero arrependimento ― Você, olha, só estou preocupado, okay? Já não quer que eu vá junto, mas tome cuidado. Por favor.

Castiel abaixou o olhar para as mãos do amigo e encontrou o objeto de couro escuro. Engoliu em seco. Para os humanos não era exatamente uma punição ou maldição e tudo bem, mas nasciam daquele jeito, tinham tempo para se adaptar à realidade. Tempo que nenhum anjo teve.

― Obrigado ― agradeceu um pouco constrangido ao pegar a coleira.

― Vou enrolar o Dean o máximo que eu conseguir. Dizer que surgiu uma pista sobre o caso dos anjos ou qualquer coisa assim, mas tente não demorar muito.

― Vou tentar ― garantiu antes de virar e continuar seu caminho.

Sem conseguir largar o outro objeto que tinha em mãos, colocou a coleira no pescoço e prendeu com cuidado, fazendo uma pequena careta de dor ao mexer os ombros.

A consequência de sua falta de adaptação ainda doía, mesmo já cicatrizada. Ainda não entendia o funcionamento da coleira e, por isso, estupidamente não a usava diariamente. Até acontecer.

Àquela altura não conhecia o cio, outra estupidez. Milênios observando os humanos e nunca se deu o trabalho de observar os instintos, os sentimentos que se tornavam espontâneos e descontrolados.

Até que aconteceu.

E aconteceu à tarde, no bunker, com Dean. Ambos levemente bêbados, Castiel mais tonto do que deveria, Dean mais bêbado do que assumia. Antes que notassem já estavam com os corpos grudados, enroscados um no outro como se precisassem disso para viver, inebriados com os gostos e cheiros. Castiel não se importou quando suas costas bateram na parede do quarto, muito menos quando suas roupas foram tiradas com violência e seus pulmões reclamavam pelo ar que não recebia devido ao beijo continuo.

Não conseguia esquecer dos gemidos que se tornaram exclamações exasperadas, dos toques firmes na pele soada, de Dean se afundando nele com tanta intensidade que o fazia imaginar estrelas, da cabeceira da cama batendo contra a parede várias e várias vezes e, claro, do que caos que não aconteceu quando acordaram. Porque não tinha acabado. O desejo ardente ainda estava lá, fazendo uma combinação perigosa com o descontrole de ambas as partes. Então eles transaram de novo e novo, consumindo um ao outro sem pudor.

E então houve o constrangimento, inúmeros pedidos de desculpas, seguido de novas desculpas embaçadas e atrapalhadas ditas enquanto se vestiam às pressas.

Até que Castiel sentiu a dor e os olhos, azul e verde, arregalaram-se em compreensão e pavor.

Dean o havia mordido. Dean o havia mordido!

Na época Castiel não entendeu o que tinha acontecido completamente. Sua mente gritava palavras como "consequências" e "ligação", mas ainda não conseguia raciocinar o real significado do ato que acabara de acontecer. Suspeitava da seriedade da situação pela expressão petrificada de Dean, mas só entendeu com detalhes quando era tarde demais. Quando Sam se viu obrigado a explicar.

Deu uma última olhada no endereço do seu objetivo e suspirou antes de começar a caminhar. Um longo caminho até encontrar um táxi.

Mas no táxi, onde já deveria estar mais calmo, suas mãos continuavam tremulas e suadas. A queimação em seu estomago e sua garganta seca o faziam pensar que poderia vomitar a qualquer instante ou desmaiar... ou os dois.

― Chegamos, senhor ― o motorista avisou com impaciência.

Castiel rapidamente pagou a viagem e saiu do carro. Nem parou para observar a casa simples, como sempre fazia, apenas apressou os passos e simplesmente abriu a porta, entrando na casa sem cerimônia.

― Gabriel! Gabriel, preciso da sua ajuda. É um problema que-

Interrompeu a si mesmo ao encontrar o irmão sentado no chão, com a costa curvada e apoiada na parede. Os olhos do ex-arcanjo estavam vermelhos e inchados, revelando que estava chorando há algum tempo, segurava um papel que tremia quanto as mãos.

― Gabe? ― sussurrou com receio, tentando chamar sua atenção.

Gabriel ergueu os olhos vermelhos e forçou um sorriso, erguendo levemente o papel.

― Acho que meu problema é maior que o seu...

Castiel franziu o cenho e se aproximou lentamente do irmão, sentando no chão à sua frente. Lentamente e, ainda incerto se estava fazendo a coisa certa, ergueu a mão e pegou o papel. Vendo que não seria impedido, apenas continuou e virou o papel para descobrir o que tanto tinha abalado um dos seres mais antigos de toda a Criação.

A textura lhe mostrou que era algum tipo de foto e o conteúdo o paralisou. Sua respiração ficou presa e ele teria desabado se estivesse em pé.

Em qualquer outro momento teria visto apenas riscos e imagens desformes, mas naquele momento conseguia distinguir perfeitamente a imagem e o significado.

― É um bebê ― sussurrou atônito ― Você está grávido!

Gabriel soltou um riso seco e sem humor, comentando com a voz embargada:

― Como eu disse o meu problema deve ser maior que o seu...

Sem conseguir tirar os olhos da foto, Castiel apenas jogou nele o objeto que manteve em mão durante por todo o caminho e se levantou ainda perplexo, só para deixar seu corpo cair sobre a cama do irmão logo em seguida.

Então é assim que é um bebê antes de nascer? Questionou a si mesmo sentado no colchão. Como o irmão havia conseguido aquilo sem levantar questionamentos dos humanos?

Gabriel o tirou do transe quando levantou do chão repentinamente, o pequeno exame de gravidez nas mãos.

― Oh meu Deus! Você também está gravido! ― concluiu com os olhos arregalados e um sorriso genuinamente alegre nos lábios ― E quem é o pai?

Castiel apenas franziu o cenho e foi o suficiente. A compreensão atingiu Gabriel como um tapa e fez seu sorriso murchar tão rapidamente quanto surgiu.

― Puta merda...

8 Janvier 2023 13:33 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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