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Há muito o espírito está perdido, vergado pela dor, corroído dos sonhos mortos que arrasta, vastos pesares; grilhões. As lágrimas secaram, os soluços cessam, resta a areia na garganta,vaga certeza do passado, são as flores murchas que em livros leva. De sua só, a paz póstuma dos desejos saciados.


Eis a máscara diante de mim, cogito em pôr; ou não. Sei e sinto que o mundo lá fora arde,e somente pelos olhos dela posso enxergar.


Imortal, chama imperecível vagueia pelos campos sob a luz de estrelas já mortas, e o que é o céu se não um infinito cemitério?


A noite que tanto amas se perde toda manhã quando a luz do sol abrasa. Qual esperança em dias melhores apenas um dia quando também me for, então me juntarei a ti devotado fantasma, luz intagível mais amada que todas as gotas de orvalho.

22 Novembre 2022 19:29 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Siph Ferreira Nerd de maquiagem, amante de música, livros e quadrinhos, amiga de Meia Noite e Qliph, viciada em podcast e buscando seu rumo nesse mundo.

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