nebularae Mafê

OS REIS DA NOITE: LIVRO 1 Saugatuck é uma cidade miúda no Estado de Michigan. Poderia facilmente ser conhecida pelo clima instável, pela torta de peixe ou pelo coral consideravelmente bom que canta na igreja todos os domingos, mas no fim, é conhecida como a casa dos Red Danger. No fim, as noites de Saugatuck são tão perigosas quanto de qualquer outra cidade e Olivia Springs, uma jovem acanhada e religiosa, descobre os perigo da noite pelas mãos de Dante Ricci.


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Prelúdio

Dobrando um lençol e dispondo sobre a cama, Olivia suspirou encarando o sol brilhante do lado de fora. Quando era mais jovem, ela planejava continuar em uma cidade pequena, assim como os pais. Na faculdade, começou a cogitar ir para uma cidade maior, viver o sonho de uma grande metrópole.

Mas Deus trabalhava por caminhos misteriosos...

Foi no que pensou enquanto tocava o crucifixo preso em seu pescoço. Na primeira semana em que recebera a notícia, sentira o luto e a saudade e depois, pensou que poderia continuar, que conseguia segurar as pontas.

Ao cair no choro em uma aula de contabilidade, percebeu que não conseguia.

Olivia Springs sempre teve a perigosa sensação que conseguia carregar um peso muito maior que seu corpo suportava.

Olhou ao redor, absorvendo cada detalhe do quarto que sua tia Brenda disponibilizara para si depois de seu surto pós-luto a fazer trancar a faculdade de pegar a primeira passagem de volta para Saugatuck, a cidade onde tinha crescido com os pais.

Ideia que, definitivamente, fora ruim, porque pegara o momento exato em que removiam os móveis de sua antiga casa e caindo em um choro copioso, só pôde sentir gratidão pelos oitocentos e cinquenta habitantes daquele cidade se conhecerem; pois Arnold Spillhead — "Arnie da funerária", como era chamado — ligou para sua tia e ela foi buscá-la.

— Pode ficar aqui quanto tempo precisar, querida... — Foi o que disse, a aconchegando no quarto que costumava ser de Jordan, seu filho mais velho, que agora servia ao exército.

A morte faz loucuras com que fica; ela cega e pressiona um ponto característico no interior de seu abdômen que, antes que consiga parar, você está caindo em lágrimas.

E, as vezes, Olívia chorava tanto que não sabia se conseguiria parar.

Passando as costas da mão pelo rosto, ela caminhou até a porta do quarto. Brenda e James Springs eram muito diferentes e isso fez com que ficassem brigados por muito tempo. James, o pai de Olivia, dizia que a irmã era uma libertina e desviada. Brenda dizia que o irmão era um retrógrado conservador.

Talvez os dois estivessem certos no fim das contas.

— Bom dia, Liv. — A voz de Brenda soou macia e então, dispôs um prato com panquecas sobre a mesa: — Conversei com o velho Benson. Disse que você está na cidade e ele me disse que se você quiser ocupar sua cabeça, ele está precisando de uma mãozinha loja de peças.

Se sentando e enchendo a boca só para não ter que responder, Olivia apenas assentiu. Não queria que as pessoas contassem com ela. E sabia que o Benson ficaria a esperando e depois diria que ficou preocupado.

Encontrar o velho Benson eram ainda pior que simplesmente ter que se ocupar; ela provavelmente encontraria o filho dele e teria de explicar para Marcus sua total ausência nos últimos anos.

Antes da faculdade, eles costumavam ser melhores amigos. Mas tudo acabou quando Olivia decidiu que queria ir para a faculdade em Harvard e Marcus queria continuar em Saugatuck.

Não queria ter que explicar nada a ninguém, nem falar com ninguém, nem interagir com qualquer ser humano. Só queria ficar na cama.

— Passe lá mais tarde! Mark também perguntou de você! — Brenda disse carinhosa antes de sair da cozinha. — Estou indo trabalhar! — Avisou do lado de fora a medida que o som do carro sendo ligado se fez presente: — Amo você, Liv.

Lembrou-se de ser uma adolescente e que seus pais nunca a deixavam sozinha, porque tinham medo que ela levasse algum menino — ou, Deus o livre!, uma menina — para casa para fazer saliências.

Talvez por essa razão — e também por nunca ter se apaixonado de fato — Olivia nunca namorara. Conhecera algumas pessoas na faculdade, mas nenhuma delas fazia com que seus olhos brilhassem ou que ela realmente quisesse se esforçar para ter algo.

Lembrava-se da última vez que vira a mãe, em que ela insistira que devia sair com Marcus, porque nenhum rapaz era tão bom quanto ele. Ele era bom, esforçado e ia à igreja com eles.

Mas devia querer mais que isso, não é?

Talvez estivesse querendo demais...

Por que eu não liguei? — Olívia sussurrou para si mesma enquanto pegava o caminho até a loja de peças.

Naquele dia, em específico, fazia muito calor, o que a lembrava das caminhadas com Mark até a escola. Aqueles dias costumavam serem os melhores dias possíveis.

Agora estava em casa de novo e tudo parecia muito confuso; muito sem graça.

— Olívia! — A voz macia do senhor de idade alcançou seus ouvidos e ela riu baixinho abrindo os braços para oferecê-lo um abraço. Sabe-se lá quantos anos o Benson tinha; só sabia que ele era velho e tinha muitos filhos — Como você está? Tem torta de peixe, quer comer?

Eu quero torta de peixe! — Uma voz feminina soou atrás do balcão e então, a garota se levantou num salto, sorrindo. Era franzina, com os cabelos louros caindo escorridos na altura dos ombros magros. Vestia o uniforme vermelho e branco da loja de peças do Benson e parecia muito animada para alguém com um emprego mediano: — Tem torta?! Eu quero!

— Andy! — Ele riu e então, se afastou do abraço, esticando os braços para a garota atrás do balcão: — Liv, essa é a Andy. Ela trabalha aqui.

— Oi... — Olivia acenou, sem graça e a garota saltou o balcão para abraçá-la. — Ah...! Obrigada... Oi...! — Soltou um pigarro, deixando dois tapinhas sobre as costas dela, sem graça. Contato físico não era a forma favorita de Olivia Springs demonstrar afeto.

— Mark não está — Graças a Deus, o subconsciente de Olivia soltou. — Ele precisou levar algumas peças para Georgetown. Volta em dois dias.

— Os negócios estão crescendo? — Olivia sorriu e então, viu o velho Benson se afastar, voltando com dois pratos com pedaços gentis de torta dispostos.

— Há alguns anos, eu pensei que teria que fechar as portas, mas Mark encontrou clientes novos e o irmão da Andy trouxe os amigos até a loja! Eles tem nos mantido! A família Ricci tem sido boa para a cidade! — Olivia não conhecia ninguém da tal família, apenas vira placas com o sobrenome no novo shopping centerna rodovia.

— Ah... É mesmo? — Perguntou surpresa e então, sorriu, esticando a própria torta para a garota loira. — Bem... Se eu puder te ajudar... Eu ficaria feliz.

Torceu para o homem negar, mesmo sabendo a resposta.

— Você é muito bem-vinda aqui, Liv! É como se fosse da família... Andy, teve uma época... Que eu achei que Olivia ia se casar com o Mark! — Olivia riu sem graça e negou com a cabeça, porque odiava quando as pessoas insistissem naquilo entre ela e Marcus. — É quase como a filha que eu nunca tive...

— Obrigada... — Soltou timidamente e o sino da porta sendo aberta atrás de si a chamou atenção, se virando para ver quem entrava.

Um silêncio estranho encheu o ar; não durou mais que três segundos, tampouco precisava. Olívia encarou o estranho e ele a encarou de volta, enfiado em sua jaqueta de couro, com as tatuagens se escondendo no pescoço e o cabelo curto desgrenhado sobre a cabeça.

O tipo de homem que ela facilmente veria em Harvard, mas não em Saugatucks, onde todos os caras pareciam ter saído de algum videoclipe de música country.

Ele e a observou de volta, em um silêncio sepulcral, mas não pareceu curioso ou interessado; erguendo o rosto, os olhos azuis se moveram para a figura magra atrás do balcão: — Andy... Preciso de amortecedores novos.

Talvez ele fosse o namorado de Andy; talvez não fosse da cidade, por isso parecia tão deslocado dentro daquele ambiente.

— Já estragou os seus? — Ela soltou com a boca cheia de torta e então, dispôs o prato sobre o balcão. — Precisa de mais alguma coisa?

— Não... Só os amortecedores e uma chave dez — Acrescentou, encostando-se no batente da porta e cruzando os braços: — Bom dia, Benson.

O velho Benson sorriu, mais uma vez voltando com um pedaço de torta, mesmo que o rapaz a sua frente parecesse disposto à negar. O senhor de idade aproximou-se, mas não sozinho; com a mão livre, puxou Olivia para que ela chegasse junto.

— Liv, esse é o rapaz que te falei! — Disse a medida que a trazia para próximo dele: — Dante Ricci.

4 Novembre 2022 23:33:03 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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