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Cateline Bozena


Durante 18 anos ela foi caçada e obrigada a ocultar sua identidade como a filha do Duque traidor, mas tudo transformou-se para a mercenária Annyeth Markthae ao aceitar a missão dada por uma mãe angustiada na busca de seu filho. Motivada a proteger aqueles que ama e a vingar a morte de seus pais, Anneth se vê presa no centro de uma disputa política e militar entre antigos rivais


Historique Déconseillé aux moins de 13 ans.

#magia #trama #herdeira #mercenário #corte
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A Taberna da Meia-lua

O sol mantinha-se em seu ápice iluminando o dia e tornando-o insuportavelmente quente para Anny que andava a horas sem descanso pelas estradas desertas.

Anny estava fora em missão por semanas, e agora, tudo para que ela podia torcer, era que aqueles seres desprovidos de educação a quem dava abrigo, tivessem mantido a taberna em ordem ao invés de destruí-la.

O brilho emitido pelo astro do dia, roubava a habilidade de enxergar longas distâncias de Anny, fazendo-a suspirar de alívio quando estava a apenas poucos metros de distância da construção. A taberna da Meia-lua era uma simples e velha pousada de madeira, com muitos remendos visíveis, mas que felizmente para o bolso, tempo e paciência de Anny, estava intacta.

A placa do estabelecimento, localizada acima da entrada principal do prédio, mantinha-se lindamente entalhada com o nome da taberna, chamando a atenção de quem passava. Poderia ser dito que esse era o charme da construção, ou, a única cereja acima de um bolo feito por uma criança.

Além do excelente trabalho na placa, somente uma coisa a mais poderia ser admirada, a comida. O lugar, apesar de estar em péssimas condições, contava com um cozinheiro excelente. Cas sabia como fazer qualquer um feliz com uma única refeição.

Anny andou por quilômetros ao decorrer de dias a fim de retornar da missão mais cansativa que já cumpriu na vida. Chegar em casa depois de tudo, aliviou sua alma.

Ao abrir a porta, um tilintar ecoou pelo lugar e o silêncio estabeleceu-se.

Internamente, a taberna da Meia-Lua era extremamente aconchegante. A tonalidade escura das madeiras com a iluminação amarela emitida pelas tochas trazia uma sensação pacífica.

Passando rapidamente através das cadeiras acolchoadas e mesas construídas da mesma espécie de madeira que as paredes, Anny focou seus olhos nas quatro pessoas bebendo e conversando no balcão.

— Voltei — Anny disse enquanto retirava o capuz que cobria seus chamativos cabelos brancos com tom mais puro que a neve caída dos céus ao fim do ano.

Muitas pessoas desavisadas que vissem somente as costas da mulher revelando seus fios, diriam que seu belo cabelo era o que mais lhe chamava atenção. Entretanto, essas pessoas passavam longe de estarem certas, pois, tudo sobre essa bela dama era especial.

Cada detalhe externo de Anny era perfeito. Seus olhos azuis como o oceano refletiam com a mais profunda pureza aquilo que a mulher via. Sua pele ornava perfeitamente com a aparência, tornando a dama um ponto de destaque banhado a cores frias no meio da vastidão de luzes quentes emitidas pela iluminação interna da taberna.

Num piscar de olhos, uma das três figuras antes avistada desapareceu como um vulto. Com um segundo piscar de olhos, um garoto com cerca de 15 anos, voou na direção de Anny usando o impulso de um pulo.

— BEM-VINDA IRMÃNZONAAAAA!!!

Anny que não se surpreendia mais com as façanhas do garoto, calculadamente girou seu ombro simultaneamente desferindo um golpe ao topo da cabeça do garoto que não poderia recuperar-se tão cedo.

— Bem-vinda de volta mestra. — Uma doce voz proferiu a frase com respeito, tornando-a inconfundível para Anny.

— Obrigada Casle.

Enquanto Cas era educado, as outras duas pessoas no recinto eram opostas. Elas, que não se importavam com etiqueta nem em manter a compostura frente sua chefe, mantiveram-se rindo do garoto desde o golpe dado por Anny e pararam apenas para realizar um curto comprimento a Anny.

— Boa tarde mestra!

— Bem-vinda de volta.

— Obrigada Nath! Obrigada Ashley!

Anny se pôs a andar na direção do balcão quando ouviu um resmungo vindo das suas costas.

— Be... Bem-vinda mestra! — O garoto de antes havia falado novamente, apesar da voz trêmula, respeitosa.

Anny virou-se na direção do garoto vestindo um sorriso no rosto, porém diferentemente do normal, não doce, mas sim o mais assustador que poderia ser visto. Os olhos curvados como arcos e o bizarro sorriso sem um traço de gentileza, apavoravam quem os visse.

O garoto já tremia de medo apenas com a careta forçada de Anny. Entretanto, como ela amava perturbá-lo, o garoto não escaparia tão rápido das mãos desse monstro.

— Mikaelson, acho que já disse para nunca mais me chamar assim da última vez. Está preparado para suas consequências?

Antes mesmo que o garoto tivesse a chance de reagir à fuga, Anny atacou-o fazendo cosquinhas.

&&&

Anny tomou um assento no balcão principal, deixando que todo o cansaço acumulado da viagem se esvaísse.

As missões nunca eram simples e a última, que inicialmente era fácil, tornou-se uma das mais difíceis aceitas pela chefe da guilda da Meia-Lua. Entretanto, o pagamento ganho com a taxa de complexidade, equivalia ao quádruplo do que os camponeses ganhavam com anos de trabalho nas lavouras.

Anny que estava totalmente imersa em pensamentos, voltou a si quando um prato farto com grandes coxas de frango, batatas e pães foi colocado a sua frente emanando um maravilhoso cheiro, mas dois itens nada agradáveis deixados abaixo dele deixou Anny desconfortável: um envelope lacrado com o selo da guilda e quatro moedas de bronze.

— Deve estar com fome Mestra — Casle manteve um sorriso problemático e provocativo.

— Não poderia ter um pouco de piedade da sua chefe? Acabei de chegar. Por que não deixar o envelope para depois? Tá querendo me expulsar Cas? Isso é traição! — Não podendo ignorar o envelope por muito tempo, Anny como solução murmurou e pôs-se a comer, adiando abri-lo o máximo possível.

No momento, o que a mestra de uma das três maiores guildas de mercenários da região queria, era somente degustar a bela e cheirosa comia, mas ela não pode deixar de se incomodar com o olhar perfurante direcionado a ela.

— Tem algo a dizer Mike?

— Irmanz...

Anteriormente à finalização da fala de Mikaelson, uma faca atingiu uma pobre batata, forçando o garoto a corrigir sua fala para manter sua segurança..

— Me... Me... Mestra aceitará a missão?

— Boa pergunta pirralho. Esse pagamento não está meio ridículo Cas? Eu sou uma mercenária. Não faço caridade.

— É um pagamento condizente com a missão mestra, por favor verifique o conteúdo do envelope, e verá que não é por caridade. — Anny semicerrou os olhos para Ashley na espera de uma confirmação.

Ashley sempre possuiu uma inteligência e memória surreais, ficando atrás somente de Anny que confiaria de olhos fechados em sua decisão a garota e da maneira que Ashley falasse seria feito.

— Também sugiro que a mestra abra o envelope antes de recusar a missão.

Anny relaxou seus olhos e suspirando concordou com Ashley, porém procrastinou para depois da sua refeição.

Um longo período passou-se, restando na pousada Anny, Mike e Cas.

Anny descansada e satisfeita com a comida, finalmente reuniu coragem para checar o envelope e rompeu o belo selo prateado com o escudo da guilda, revelando assim dois papéis timbrados: o primeiro papel a vista, contia as informações e detalhes da missão, porém foi completamente ignorado pela mestra da guilda que focou sua visão outro.

"Não tenho muito, para ser sincera é tudo que me resta. Não pude proteger nem o meu menino, nem meu amado.

Eu não tenho forças para isso.

Então imploro-lhe, por favor. Salve o meu garotinho."

A carta banhada em desespero, estava manchada de tinta causada pelo contato com as lágrimas da autora. A escrita despertou sentimentos na alma de Anny, que relembrou uma perturbadora cena vista na última missão: a sombra de uma criança, no colo da mãe em prantos.

Não era novidade crianças mortas na guerra, muito menos capturadas para serem vendidas como escravas. Anny preferia não envolver-se nesses assuntos, mas essa era uma péssima hora para receber a carta, após o que vira, era impossível ignorar.

— Você está muito sensível ultimamente Casle. Não acha que me arrumou um grande problema por uma criança? — Anny tomou um tom sério na sua voz, e retornou a olhar o primeiro papel que contia os detalhes da missão.

— Infelizmente não tenho a informação completa, tudo que pude descobrir sobre o garoto é o nome e o endereço dos mercenários recrutados para o trabalho.

— Os carniceiros? Esse nome não é um pouco clichê de mais para uma guilda de mercenários?

— Mais que isso impossível. — Comentou Mike, enquanto distraidamente brincava de arremessar dardos no alvo.

— Já é mais que o suficiente não se preocupe. Fez um bom trabalho. — Elogiou Anny, simultaneamente a usar seus dedos penteando sua franja para trás, previo os futuros problemas que viriam a persegui-la.

28 Octobre 2022 03:59:32 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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