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Min Yoongi e Park Jimin já se conheciam quando se encontraram novamente na universidade onde o mais velho trabalhava. Enquanto Yoongi era um professor de Genética aplicada, Jimin era seu ex-aluno que voltava de outro país como palestrante, contando sobre sua pesquisa inovadora iniciada anos atrás ainda nos laboratórios do Min. Para os outros, os dois dividiam apenas a relação de estudante e professor do passado. Para os dois, havia muito mais a se conversar.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Déconseillé aux moins de 13 ans.

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Capítulo um

Escrito por: @LadyofSomething / @RedWidowB


Notas Iniciais: Olá! Como vão? Espero que gostem desta fic da mesma forma

que gostei de escrevê-la. Desde já, agradeço a todes que lerem, assim como

@tsukinojojo pela betagem e @nutella_kpop pela capa e banner lindíssimos!

Vocês são incríveis <3

Enfim, boa leitura!



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Cheiro de café já não acalmava mais o coração de Min Yoongi.

O odor forte, característico da bebida energizante, perdeu completamente os atributos antigos para Yoongi. Ele não se sentia mais acolhido, nem ao menos feliz por saber que haveria ao menos uma pequena dose do líquido o esperando.

Na realidade, os sentimentos de antes se tornaram preocupações e reflexões não tão agradáveis quanto era tomar meia garrafa térmica de café todas as manhãs.

Ele se perguntava se a mudança era devido aos anos passando e sua idade avançando, ou se era o juízo incomodando o suficiente para compensar os tempos de juventude em que o senso esteve ausente. Provavelmente era um pouco dos dois.

Seja qual fosse o motivo, o Min somente sabia que não deveria consumir tanto café e que não era a bebida forte que melhorava ou piorava seu dia.

Seu problema de verdade era outro, e a solução era menos simples: ele odiava o próprio trabalho e isso apenas fazia com que qualquer forma de fugir minimamente dele fosse vista como uma coisa boa.

Qualquer coisa servia, e fazer café lhe dava tempo de pensar, relaxar e esquecer que tinha provas demais para corrigir, alunos demais para orientar e uma vida pessoal reduzida ao tempo que sobrava após tudo aquilo. Ingerir cafeína — apesar de atacar sua ansiedade — dava a energia que ele não tinha mais para enfrentar seu dia a dia não tão emocionante.

Porque a verdade era que Yoongi havia perdido o carinho que tinha por sua profissão. A rotina monótona e as situações desagradáveis com alunos e colegas de trabalho fizeram com que, aos poucos, ele se arrependesse de ter escolhido logo aquele caminho.

O bacharelado feito em Biologia dava tantas oportunidades… Era o que ele pensava. A velha história da grama mais verde do vizinho o atacava àquela altura.

Seu mestrado e doutorado, na época em que passou no concurso de professor universitário, pareciam o suficiente de pesquisa para ele. Seu eu mais jovem queria investir em outros pesquisadores, não ser um de fato.

Seu eu mais velho, no entanto, não se conformava com a decisão.

Ser pesquisador abriria as portas de mundos e lugares novos, enquanto ser professor — em sua opinião — era apenas a mesma coisa, vendo os erros e os acertos dos estudantes se repetirem.

Não era questão de falta de dinheiro também, pois Yoongi conseguia enxergar claramente que, entre os profissionais de docência — e até de muitas outras áreas —, seu salário era alto, ainda mais se comparado aos biólogos de licenciatura que se aventuravam no Ensino Médio.

O problema era a insatisfação de não ter vivido certas coisas. Certas experiências que deixou para trás.

Ser professor o prendia à instituição, ao corpo docente, aos protocolos que nunca mudavam e aos discursos que não evoluíam.

Yoongi simplesmente odiava a rotina que criou sozinho, abominava a falta de inovação e, para piorar, nem sabia o que fazer para mudar. Não podia simplesmente desistir do emprego e correr atrás de outro depois de tanto tempo na academia.

E como a vida continuava, com ou sem sua satisfação, ele foi para o trabalho naquela manhã, sentiu horror ao cheiro de café fraco que a sala de seu departamento tinha, ignorou as conversas paralelas e sentou-se na sua cadeira esperando o horário de sua aula chegar.

Em seu pequeno gabinete, nada o animava também. Nunca construiu uma família para ter fotos inspiradoras, nem tinha aspirações que já não tivessem sido alcançadas. O desânimo era sua única companhia diária, inclusive quando explicava o mesmo assunto todas as semanas e via nos olhos dos alunos que nada daquilo entraria em suas cabecinhas.

Foi apenas quando um aluno bateu na porta de sua cabine, chamando por seu sobrenome, que o transe de monotonia e desagrado se desfez.

— Professor Min, o senhor poderia nos ajudar? — perguntou o rapaz que provavelmente tinha metade de sua idade, e ele balançou a cabeça positivamente, sem ânimo para muita conversa. — Estamos organizando a Semana de Biologia desse ano, e gostaríamos de convidar um dos seus ex-orientados…

O estômago de Yoongi esfriou, revirou e voltou ao lugar como se nada tivesse acontecido.

— Park Jimin? — ele tentou adivinhar, já que era o nome mais famoso entre os que passaram por sua “tutela”.

O rosto do estudante pareceu se iluminar com o sorriso gigantesco que surgiu em seus lábios juvenis.

— Ele mesmo.

Por coincidência, Yoongi ainda tinha o e-mail do Park. Por motivos que ele não precisava comentar, ainda tinha boa parte das redes sociais do ex-orientado, independente de não falar com o rapaz há pelo menos cinco anos. Assim, entregou o contato sem muita dificuldade, esperando, no fundo, que o convite fosse aceito.

E quando Park Jimin recebeu o convite daquela universidade em específico, coincidentemente pensou no ex-orientador.

Não lembrava mais tão bem de como se chegava à instituição, por ter passado alguns anos fora do país, nem sabia se seu curso ainda ficava no mesmo prédio de antigamente, porém nunca esqueceu daquele rosto sério que o acompanhou em seus primeiros passos profissionais.

É claro que a vida havia mudado, e Jimin só tinha a agradecer por todas as oportunidades que o professor Min havia o ajudado a ter, pois nunca teria conhecido tudo o que conheceu se não fossem as recomendações que o professor espalhou com seu nome.

Entretanto, não era esse o único motivo para não o esquecer… só não fazia sentido pensar demais no assunto, ainda mais nas condições em que estava.

Dessa forma, ainda que sentisse certa ansiedade ao pensar em retornar àquela universidade, aceitou o convite, reprimindo o máximo que pôde a curiosidade de saber quem havia disponibilizado seu contato.

Não que sua rotina o permitisse refletir muito sobre qualquer coisa. Estava cheio de problemas e com assuntos de sobra para preencher suas preocupações e acabar deixando de lado as coisas mais simples de lidar.

Jimin era muito bem sucedido para sua pouca idade, tinha a própria empresa de pesquisas de renome. Por determinado tempo, sua vida pessoal se tornou secundária, fazendo do trabalho sua única prioridade, e mudar velhos costumes era muito mais difícil do que imaginava.

Mesmo no dia marcado para visitar e palestrar sobre suas experiências na instituição que o formou bacharel, havia pautas e mais pautas povoando sua cabecinha simultaneamente às lembranças, curiosidade e vontades que o cutucavam discretamente nos cantos que sobravam em sua mente. Tinha que fechar um negócio, ao mesmo tempo que tinha que arrumar uma desculpa para rever o laboratório onde deu início às suas pesquisas.

Para sua sorte, Min Yoongi solucionou parte de seus problemas.

O auditório estava cheio de faces desconhecidas, porém foi exatamente a conhecida que encheu o Park de ansiedade.

A sensação inicial de ver o professor na plateia foi estranha. Não por falta de costume em ser palestrante, nem por não gostar de ser visto, mas sim por sentir como se fosse analisado, quem sabe até julgado. Jimin não estranharia se Yoongi o visse como alvo de seus julgamentos, afinal, o biólogo mais novo simplesmente sumiu dali, sem deixar qualquer explicação.

Todavia, aquela era uma história antiga, que o Park deixou completamente para trás assim que a palestra acabou, e quem o procurou foi o protagonista de algumas de suas paranoias.

O Min, sutil como sempre fora, aproximou-se sorrateiramente entre os demais professores e alunos que correram para cumprimentar o palestrante e, com sua mão sempre gelada, tocou levemente no pulso do Park, chamando sua atenção.

O sorriso saudoso no rosto do professor apertou o coração de Jimin, que não se privou de sorrir de volta e abraçá-lo sem aviso prévio.

Não era estranho para os demais, pois todos sabiam que Yoongi havia sido o guia do mais novo. No entanto, longe dos olhos alheios, o carinho revirava tudo dentro dos dois, que sabiam muito bem que não se tratava apenas disso.

Ainda no abraço, o Min indagou:

— Podemos conversar em outro lugar?

O Park, que já não tinha tanto controle de suas emoções, sacudiu a cabeça.

— Agora mesmo.

Como se fosse ele o professor, não Yoongi, Jimin puxou o docente pelo braço para fora da multidão, acenando de longe para todos que o cumprimentavam sem fazer questão de estender o contato.

Somente no momento em que chegou ao corredor que percebeu que não sabia para onde ir, então encarou o ex-orientador, perdido.

Rindo da situação, Yoongi o guiou para o laboratório onde tudo começou.


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Notas Finais: Que fim será que deu essa conversa?


10 Octobre 2022 00:51 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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