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Hoa Claudia Lopes

Um grupo de amigos, que terminaram seu curso na Universidade, vai passar as férias de Verão num magnífico lugar. Entre amizade, amor, tristeza e desilusão poderá este grupo de amigos manter-se unido como sempre? Poderá a amizade e o amor sobreviver às atrocidades da vida? E o que acontece quando o inimigo está entre eles? André e Sílvia conseguiram ficar juntos apesar das circunstâncias?


Romance Interdit aux moins de 18 ans.

#odio #amor #medo #romance #amizade #aventura #tristeza
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Encontro de Amigos

Sílvia Gomes e Marta Barros conhecem-se desde dos tempos de infância e até hoje são inseparáveis. Apesar de terem seguido cursos diferentes na mesma Universidade, continuam como sempre. Alguns amigos, como o André Santos, o João Alves, o Pedro Costa e entre outros também lá andam.

Ao longo dos anos, a amizade entre todos foi fortalecendo, quer tivessem bons ou maus momentos o grupo de amigos manteve-se sempre unido.

Finalmente o dia que todos esperavam, o dia da Formatura, chegou e com ele as férias de Verão.

Todos os anos, desde do Secundário, o grupo encontra-se para fazerem planos para as férias.

- E se formos acampar? – pergunta Marta para seus amigos.

- Isso dá muito trabalho. Devíamos fazer algo mais simples. Podíamos sempre alugar uma casa em qualquer lugar, por exemplo.

- Estamos sempre a fazer isso, João. Eu acho que a Marta teve uma boa ideia, assim fazemos algo de novo.

- O Pedro tem razão. Sempre é algo diferente. Fica cansativo repetir sempre a mesma coisa. – diz logo de seguida o Tiago. – Alguém tem mais alguma ideia?

- Então como ficamos? Aceitam a minha proposta? André não disseste nada desde que chegaste. Tens alguma ideia?

- E se esperarmos pela Sílvia? Ela pode ter alguma coisa a dizer. Normalmente vocês têm sempre a mesma opinião, mas assim o grupo fica todo junto e já podemos tomar uma decisão.

- Está bem, vamos esperar por ela. – diz Carlos enquanto se senta num banco. – Mas onde é que ela foi Marta? Não achas que está a demorar muito tempo? Ela é sempre a primeira a chegar e hoje está atrasada.

- Sim, não é normal. Deve ter surgido alguma coisa de última hora…

André começa a dizer que ia à procura de Sílvia, quando ela chega com uma expressão preocupada e olhando desconfiada para todos os lados enquanto caminha em direção aos seus amigos.

Tiago e André observam-na atentamente quando se aproxima.

- Olá gente. Tudo bem? Já decidiram o que vamos fazer nestas férias? – pergunta Sílvia assim que chega perto da Marta.

- Não. Estávamos todos à tua espera.

- Mas vocês não precisam de mim para decidirem. Sabes perfeitamente que estou sempre de acordo com o que decides, Marta.

- Tudo bem, mas já que finalmente chegaste o que achas? – pergunta André enquanto a observa. – A Marta teve a ideia de irmos acampar, mas alguns estão um pouco indecisos.

- Eu não sei bem, mas gostava que fosse diferente, que houvesse aventuras. Temos praticamente feito sempre as mesmas coisas estes últimos anos. Acho que devíamos fazer algo diferente, algo único…

- Concordo plenamente. – diz Carlos rapidamente – Se formos acampar para um lugar que não conhecemos já será uma boa aventura.

De repente Tiago, que estava a observar Sílvia desde do momento em que ela tinha chegado, pergunta:

- Sílvia pareces preocupada com alguma coisa. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa para vires atrasada?

- Não estou preocupada com nada. Deve ser apenas impressão tua. Está tudo bem, apenas tive uns assuntos a tratar antes de vir para aqui e demorou mais tempo do que pensava. Ah, Marta depois preciso de falar contigo pessoalmente. Temos uns assuntos pendentes para resolver.

- Está bem. Daqui a pouco falamos. Primeiro vamos decidir o que fazemos nestas férias.

Depois de todos decidirem em ir acampar os rapazes juntaram-se para conversarem de outros assuntos banais. Enquanto isso, Marta e Sílvia afastam-se mais do grupo para poderem conversar em privado.

- O que se passa afinal? Pela tua expressão vi que o assunto é urgente.

- Preciso de ajuda com uma coisa.

- Onde foi que te meteste agora? Deve ser perigoso para pedires ajuda.

- Não me meti em nada. É que dois rapazes, que não sei bem quem são, andam a vigiar cada passo que dou, mas não sei o porquê ou qual a intensão deles.

- Precisas de um guarda-costas. Porque não falamos com os rapazes? Sabes bem que, pelo menos, um deles está disposto a ajudar-te logo na hora.

- Oh, não brinques. Estou a falar a sério. Nem penses em falar com os rapazes, fariam várias perguntas às quais ainda não tenho resposta e nada de falares sobre isto principalmente ao André, não o quero mais envolvido do que já está na minha vida.

- Está bem. Não vou dizer nada, relaxa.

- Obrigada. Não quero estragar as férias com os meus problemas.

- Quando é que isso começou?

- Foi ontem que comecei a notar algo estranho, mas não disse mais cedo porque não tinha a certeza do que estava a acontecer.

- Então foi por isso que chegaste atrasada?

- Sim. Queria ter a certeza se eram as mesmas pessoas que vi ontem.

- Mas não tens ideia nenhuma?

- Não tenho a certeza, mas pela reação deles devem pensar que vi qualquer coisa. Na verdade, não vi o que estavam a fazer estava de passagem.

- E o que querias tu dizer com perguntas às quais não tens resposta? Diz-me que não estás a pensar em investigar por conta própria. Que eu saiba, tu fizeste o Mestrado em Direito não o de Inspetora.

- Bem, apenas fiquei curiosa. Há qualquer coisa que não bate certo, foi tudo muito estranho.

- Coisa boa não deve ser. Já os viste antes ou foi só nesse dia?

- Eu acho que já os vi algumas vezes com o Rodrigo.

- Nós conhecemos o Rodrigo, não acredito que possa andar por caminhos estranhos.

- Não sabemos. As pessoas às vezes podem-nos surpreender, mas tenciono descobrir.

- Só quero que tenhas cuidado. Qualquer coisa sabes bem que podes contar com os teus amigos.

- Eu sei, mas…

- Não estou a falar só do André, também tens outros amigos. Não sei o que se passou neste último ano entre vocês, nem vou insistir contigo para me contares, mas sabes que vou estar disposta a ouvir-te quando quiseres.

- Eu sei, por isso que somos melhores amigas. Conhecemo-nos muito bem, mas é um assunto do qual eu nem sequer quero pensar.

- Se teve a ver com a Paula, na minha opinião, devias ter esclarecido esse assunto há muito tempo com ele em vez de tirares conclusões sozinha.

- É assunto meu, não quero falar.

- Só espero que isso não venha estragar a vossa amizade.

- Não te preocupes.

- Claro que me preocupo. Nos últimos meses vocês estão a discutir com mais frequência e isso também afeta o grupo todo.

- Eu sei disso e vou ter mais cuidado. Só não vamos mais falar sobre isso, assim será melhor.

- Está bem.

Marta e Sílvia juntaram-se aos outros depois de terem terminado de falar. Sílvia ao passar pelo grupo dos rapazes desequilibra-se e começa a cair, mas no exato momento André segura-a e ambos se olham intensamente durante uns segundos. Sílvia agradece e afasta-se rapidamente constrangida.

Depois de um tempo, já ao anoitecer, visto terem resolvido os pormenores para as férias, os amigos despediram-se e foram para casa.

3 Novembre 2017 22:23:56 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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