teffychan Lilith Uchiha

O dia dos pais se aproximava e, quanto mais os dias iam passando, mais Trunks ficava nervoso. Queria presentear seu pai com algo que ele gostasse, mas o que poderia dar de presente para o Príncipe dos saiyajins? Não havia muitas coisas de que seu pai gostava. A única coisa que Trunks sabia que ele realmente adorava era lutar, mas não havia ninguém forte o bastante para enfrentá-lo. Até que Trunks se lembrou do quanto seu pai reclamava do fato de seu maior rival, o pai de Goten, ter morrido anos atrás e desde então não haver mais ninguém para enfrentar. E decidiu dar um jeito nisso.


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Capítulo Único – Em Busca do Presente Perfeito

O dia dos pais se aproximava e, quanto mais os dias iam passando, mais Trunks ficava nervoso. Queria presentear seu pai com algo que ele realmente gostasse, mas falhou miseravelmente em todas as suas tentativas. Mas naquele ano seria diferente. Daria algo que ele realmente gostasse.

Mas o que poderia dar de presente para o Príncipe dos saiyajins? Seu pai já tinha tudo que queria, que precisava e o que não precisava também. Sua mãe lhe dava novos uniformes de batalha sempre que ele estragava os atuais, cada vez mais melhorados. Ele tinha até uma sala de gravidade onde podia treinar a fim de melhorar suas habilidades de luta! E, é claro, comida é o que não faltava naquela casa.

Não havia muitas coisas de que seu pai gostava. A única coisa que Trunks sabia que ele realmente adorava era lutar, mas não havia nenhum inimigo para enfrentar no momento. E ele nem podia pedir conselhos sobre isso a Goten, o pai do amigo tinha morrido antes mesmo de ele nascer.

Espera aí… Trunks lembrava de já ter ouvido seus pais discutindo várias vezes sobre o pai de Goten, e como seu pai estava frustrado por ele não estar mais ali para poder lutar contra ele. O sujeito devia ser mesmo forte. Bom, Trunks não podia trazer o homem até ali, mas talvez pudesse dar ao seu pai o que ele tanto queria: Uma luta com alguém bastante forte. E esse alguém seria ele.

E então o garoto passou a treinar escondido na sala de gravidade nas raras ocasiões em que seu pai se ausentava. Olhou o painel de controle e notou que havia várias opções. Precisava ficar forte depressa… então aumentou a gravidade em 50 vezes!

Que erro idiota.

Seu corpo foi imediatamente puxado em direção ao chão. Ele sentia como se várias toneladas o estivessem esmagando. Transformou-se em super saiyajin e, com grande esforço, esticou o braço, regulando a gravidade de volta ao normal. Era frustrante, mas precisaria começar devagar. Testou aumentar a gravidade para dez vezes e, novamente, sentiu um peso enorme sob seu corpo, mas nada comparado a antes. Sem falar que conseguia se mover melhor na forma de super saiyajin. Certo, conseguiria treinar desse jeito. Exceto, é claro, pelo detalhe de que tinha pouco tempo. Seu pai passava a maior parte do dia na sala de gravidade e ele queria manter segredo sobre isso, então não podia ficar muito tempo lá.

Treinava sozinho no enorme jardim depois das aulas, mas ainda não era o suficiente. Sabia o quanto seu pai era forte, como conseguiria ficar pelo menos perto do nível dele em apenas alguns dias? Devia ter começado a treinar há mais tempo…

É isso! Seu pai era o adversário ideal com quem poderia treinar. Desse jeito, Trunks poderia estudar o estilo de luta dele e, se não usasse totalmente sua força durante os treinos, poderia lhe fazer uma grande surpresa no dia dos pais. Era um plano perfeito!

— Papai — Trunks chamou naquela tarde quando viu Vegeta prestes a entrar na sala de gravidade — Posso treinar com o senhor?

— Cai fora. Isso aqui não é lugar para criança — o homem respondeu rispidamente, como de costume.

— Mas eu não quero brincar, quero treinar! — o menino insistiu.

— Eu já disse para dar o fora! — Vegeta repetiu e adentrou a sala de gravidade, batendo a porta atrás de si. Arregalou os olhos ao ver que o filho estava no meio da sala dando socos no ar — Ei, Trunks… quando foi que você entrou?

— Agorinha mesmo — ele repetiu, alternando os socos por chutes — Vem treinar comigo, pai.

— Já disse que isso aqui não é um brinquedo. É melhor sair se não quiser se machucar, a gravidade aumentada é demais para você.

— Mas você treina com ela todos os dias, não é? — o menino falou — Como vou ficar forte se não treinar também? Eu quero ficar forte igual ao senhor!

Vegeta tentou pensar em um último argumento para tirar o menino dali, mas não encontrou nenhum. Uma criança só iria atrapalhar seu treino, mas precisava admitir ao menos para si mesmo que ouvir aquilo o fez sentir orgulho do filho. Não havia outra forma de ficar forte que não fosse treinando, e não era ele quem iria impedir Trunks de fazer isso.

— Que seja então. Mas não me atrapalhe — Vegeta respondeu por fim e ligou a máquina.

Como acreditava que aquela era a primeira vez de Trunks ali, aumentou para cinco vezes e começou a fazer flexões. Isso atrasaria seu treino diário, mas não podia arriscar que o menino se machucasse com uma gravidade muito alta. Sem falar no sermão que teria que ouvir de Bulma depois.

Trunks o observou por um momento antes de começar o próprio treino. Então era assim que se treinava dentro daquela máquina? Ele ficava golpeando o ar o tempo todo, pelo visto estava fazendo do jeito errado.

— O que foi? A gravidade está muito alta para você? — Vegeta perguntou — Pode ir embora se quiser.

— De jeito nenhum! — Trunks exclamou antes de começar a imitá-lo. Já tinha se acostumado com a gravidade aumentada em dez vezes enquanto estava transformado em super saiyajin, então conseguia suportar essa em sua forma normal.

Aquilo surpreendeu Vegeta. Até imaginou que o filho permaneceria ali por teimosia, mas não que conseguiria se exercitar com a gravidade aumentada. E ele se movia sem nenhuma dificuldade… o que estava acontecendo? Será que subestimou a força dele?

— Atenção Trunks, eu vou aumentar a gravidade para dez vezes — Vegeta avisou antes de mexer nos controles da máquina. Passou então a fazer abdominais.

Trunks ainda estava se acostumando com a gravidade aumentada em dez vezes em sua forma normal. Era mais difícil se mover assim, mas não podia desistir. Imitou o pai outra vez e passou a fazer abdominais, embora mais devagar do que gostaria.

Quando enfim se acostumou com a gravidade aumentada em dez vezes, notou que Vegeta socava o ar, como ele fazia no começo do próprio treinamento. Então não tinha treinado errado afinal.

— Papai — Trunks colocou-se de pé — Por que o senhor não para de treinar sozinho e luta comigo?

— Não seja tolo, você não é páreo para mim — Vegeta sequer se deu ao trabalho de olhar para ele.

— Como pode saber se não tentar? — Trunks o rodeou, obrigando o homem a encará-lo — Vamos lá, lute comigo!

— Já disse que não!

— Luta comigo, papai! — Trunks insistiu — Luta, luta, luta, luta…

— Está bem! — Vegeta exclamou, sendo vencido pelo cansaço — Mas com uma condição.

— Qual?

— Vou aumentar a gravidade para quinze vezes. Se conseguir ficar de pé, eu luto com você. Mas se cair, você dá o fora e me deixa em paz!

— Combinado! — Trunks exclamou sorridente enquanto Vegeta se dirigia até o controle da máquina.

Vegeta alterou a gravidade, não para quinze, mas para vinte vezes e por pouco os joelhos de Trunks não cederam. O menino estava confiante porque já tinha treinado com a gravidade aumentada até quinze, mas nunca chegou a vinte.

— Andou treinando escondido aqui na minha ausência, não foi? — Vegeta adivinhou — É a única explicação para essa sua resistência repentina. Admito que você aguentou bem até agora, mas… o que raios está fazendo?

— Então a gravidade aumentada é assim? Isso não é nada — Trunks voava pela sala transformado em super saiyajin, indiferente ao aumento da gravidade.

— Ei, Trunks! Quem disse que podia se transformar em super saiyajin? — Vegeta ralhou, embora estivesse impressionado. Não pensou que o garoto iria aguentar.

— O senhor nunca disse que não podia — o menino argumentou — E também disse que ia aumentar a gravidade em quinze vezes, e não em vinte. Isso é trapaça — parou de voar, pousando de frente para o pai — Eu provei que sou bastante forte. Agora lute comigo! — ele se colocou em posição de batalha.

— Muito bem. Só não vá chorar para sua mãe depois que eu te der uma surra — Vegeta sorriu.

Onde estava com a cabeça? Aceitar o desafio de uma criança… bom, não era uma criança qualquer. Era o seu filho. Ele conseguiu se transformar em super saiyajin tendo apenas oito anos e aguentou a gravidade aumentada em vinte vezes… talvez Vegeta tivesse subestimado seu potencial.

Decidiu dar uma colher de chá, afinal, ainda era apenas um menino, então ficou na defensiva. Desviou dos primeiros ataques de Trunks com facilidade. Logo notou que ele tinha um padrão de ataque fácil de memorizar, dois socos, uma série de chutes, seguido por mais socos.

— Seus ataques são muito previsíveis — Vegeta avisou — Se quiser derrotar seu oponente precisa criar uma estratégia.

— Como vou criar uma estratégia se você não me ataca? — ele rebateu, errando um soco por pouco — Assim não consigo estudar seus movimentos!

Vegeta arregalou os olhos, um tanto impressionado. Então Trunks sabia que era necessário fazer isso. Uma pena que não tinha notado que o mesmo se aplicava a ele.

— Quer que eu te ataque? Muito bem, então se prepare — Vegeta falou antes de sair da defensiva.

Trunks não tinha chances de sequer contra-atacar, mal conseguia desviar dos golpes. Seu pai era mais forte do que ele imaginava, e sequer estava transformado em super saiyajin… como iria lutar de igual para igual com ele? Desse jeito jamais conseguiria ficar forte o suficiente para lhe dar uma boa luta!

Em meio ao desespero de ser golpeado e conseguir ficar forte, Trunks notou uma brecha para golpear o homem, no entanto, assim que esticou o braço ele desapareceu. Em um piscar de olhos Vegeta estava diante dele e depois o tinha golpeado por trás, fazendo com que o garoto se chocasse contra o chão com o impacto.

— Entendeu agora? Você não pode me vencer — Vegeta permanecia flutuando no ar, os braços cruzados de modo vitorioso. Como Trunks demorou a se mover, ele começou a se perguntar se tinha exagerado e foi até o filho — Ei, Trunks. Não me diga que desmaiou só com isso?

— Meu corpo está pesado —Trunks murmurou. Tinha retornado à sua forma normal, por isso não conseguia se mexer.

— Ah, é mesmo, a gravidade — Vegeta levantou-se e ajustou a gravidade de volta ao normal.

— Você é muito forte — Trunks se sentou, a mão sobre o machucado que tinha feito quando se chocou contra o chão. Tinha um corte na testa de onde escorria um filete de sangue — Nunca vou conseguir ter uma luta decente com você desse jeito.

— Droga, você está sangrando — Vegeta mal prestou atenção no que o filho disse. Se ele saísse todo arrebentado da sala de gravidade era normal, mas se Trunks tivesse um arranhãozinho, nooooossa... não queria nem pensar no que Bulma diria.

— Relaxa garoto, vai ficar tudo bem — Vegeta limpou o sangue do rosto do menino com as luvas que usava. Felizmente a franja de Trunks escondia o corte. Agora era torcer para que não voltasse a sangrar — Prontinho, viu? E não ouse contar à sua mãe sobre isso!

— Por acaso ouviu o que eu disse? — Trunks perguntou — Eu quero ser forte igual ao senhor! Quero poder para lutar de igual para igual!

Em resposta, Vegeta riu. Trunks não se lembrava de já ter visto o pai rindo antes.

— É ótimo que você queira ficar forte, mas você não chega nem aos meus pés. O único que era capaz de lutar contra mim de igual para igual era o Kakarotto, mas aquele idiota morreu — Vegeta falou — Vai precisar treinar por muitos anos se quiser chegar perto do meu nível. Agora dê o fora daqui, você já atrapalhou demais o meu treino de hoje.

Trunks suspirou derrotado e deixou a sala de gravidade. Ele não tinha anos para treinar, tinha menos de uma semana. Mas em seu nível atual jamais conseguiria lutar contra seu pai. Não que esperasse vencê-lo, queria apenas se tornar um oponente forte o bastante para lhe dar uma luta satisfatória. Mas aparentemente a única pessoa capaz de fazer isso era o tal Kakarotto. Se ele ao menos não tivesse morrido…

É claro! O objetivo era dar uma boa luta para seu pai, mas o adversário não precisava ser ele. E havia outro jeito de trazer o adversário que ele tanto queria enfrentar. Como não pensou nisso antes?

— Mamãe! — Trunks chamou, correndo de volta para dentro de casa — Me empresta o radar do dragão?

— E para que você quer o radar? — sua mãe perguntou desconfiada.

— Eu preciso reunir as Esferas do Dragão para conseguir o presente do papai — Trunks explicou.

— Querido, não precisa do radar para isso. Posso te levar até uma loja e te ajudar a comprar…

— Não dá para comprar gente morta, mãe! — Trunks interrompeu — Anda, me empresta o radar, eu estou com pressa.

— Gente morta? — Bulma repetiu um tanto alarmada — Olhe aqui, não sei o que está planejando, mas não vou te emprestar o radar de jeito nenhum. Arranje um presente normal para o seu pai, entendeu? — ela falou séria, se retirando da sala.

Trunks suspirou frustrado. “Um presente normal”, sua mãe disse. Ora, ele era um menino que podia voar e tinha uma força sobre-humana, o que havia de normal nisso? Precisava conseguir aquele radar de qualquer jeito.

Decidiu pedir ajuda a outra pessoa. Alguém que nunca lhe negava nada.

— Vovó! — ele gritou, adentrando a cozinha — Eu preciso de uma coisa.

— Ah, olá Trunks — ela cumprimentou com o sorriso de sempre — Acabei de assar biscoitos. Quer um?

— Não, obrigado. Eu preciso de outra coisa.

— Quer bolo? — ela perguntou — Posso fazer um de chocolate. É o seu favorito, certo?

— Não quero comida, vovó — ele respondeu impaciente — Sabe onde está o radar do dragão?

— O radar? Deixe-me ver… — ela colocou a mão no queixo, pensativa — Se não me engano, está no laboratório da sua mãe.

— Pode pegar para mim por favor? — Trunks pediu. Não podia simplesmente entrar lá e pegar o radar logo depois de sua mãe ter se recusado a emprestá-lo.

— É claro, querido — a mulher respondeu — Mas por que você quer o radar?

— Eu… quero usar as Esferas para dar um presente para o papai. É surpresa — Trunks respondeu, torcendo para que ela não fizesse mais perguntas.

— Mas que filho atencioso você é! — a mulher juntou as mãos sorridente — Vou pegar o radar para você, me espere aqui. Pode comer os biscoitos enquanto isso — ela falou, deixando a cozinha.

Ela demorou mais tempo do que Trunks gostaria para pegar o radar. Trunks teve tempo de comer todos os biscoitos, e ainda teria tido tempo de sobra para assar mais uma fornada se soubesse cozinhar. Quando a mulher enfim retornou com o radar ele saltou da cadeira sorridente.

— Aqui está, querido.

— Obrigado, vovó — ele praticamente arrancou o radar da mão da avó — E lembre-se, não pode contar a ninguém que eu estou com o radar ou vai estragar a surpresa! — ele avisou, deixando a casa às pressas.






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E então Trunks viajou por vários lugares em busca das Esferas do Dragão, desde aldeias no meio de florestas até o Polo Norte, onde foi particularmente difícil de conseguir obter a Esfera, visto que não tinha levado agasalho. Elas estavam nos locais mais inusitados possíveis, como em ninhos de águias, misturadas com os ovos e até no fundo do mar, onde por algum motivo os tubarões achavam que era comida. E, é claro, queriam o menino para a sobremesa.

Ele demorou mais tempo do que imaginava para coletar as Esferas . Pensou que conseguiria fazer tudo em um dia só, mas já tinham se passado quatro dias desde que sua busca começou. A essa altura sua mãe já teria notado sua ausência e enviado várias pessoas atrás dele. Ou pior, ela mesma o estaria procurando. Porém, o que realmente lhe importava é que nesse ritmo conseguiria reunir todas as Esferas a tempo. Já tinha amanhecido, o que significava que hoje era dia dos pais, no entanto faltava apenas uma Esfera. Porém, se ele se apressasse, conseguiria pegá-la a tempo de realizar o maior desejo de seu pai antes mesmo da hora do almoço.

O problema é que ela estava bem no topo da cratera de um vulcão.

Trunks respirou fundo enquanto observava fixamente a Esfera de quatro estrelas equilibrada bem na cratera. Pelo que se lembrava das aulas de ciências, aquele vulcão estava inativo há mais de 100 anos. Ele só precisava voar até lá, pegar a Esfera e ir embora. Não era tão difícil.

Ele respirou fundo mais uma vez e voou até o topo do vulcão. Esticou a mão um pouco trêmula, mas, ao invés de agarrar a Esfera, acabou esbarrando nela, fazendo com que caísse no interior do vulcão.

O menino praguejou e adentrou a cratera sem pensar duas vezes. Se não fosse aquele medo estúpido teria conseguido pegar a Esfera sem nenhuma dificuldade, mas se ela atingisse o fundo do vulcão, seria o fim. Droga, era um vulcão inativo, do que ele estava com medo? Estava fazendo isso pelo seu pai, não é? Se ele não era forte o suficiente pra enfrentá-lo, queria ao menos oferecer um adversário à altura para deixar seu pai feliz.

Talvez seu pai tivesse razão. Ele era apenas uma criança fraca. Não conseguiu sequer acertar um golpe nele enquanto treinavam, como poderia sentir orgulho de alguém assim? Estava com medo da porcaria de um vulcão inativo…

Ou pelo menos era o que Trunks pensava.

Enquanto mergulhava cada vez mais fundo sentiu um calor repentino crescendo em um ritmo alarmante. Fogo líquido começou a subir em sua direção e Trunks logo percebeu que o vulcão tinha escolhido justo aquele momento para voltar à atividade.

Trunks conseguiu agarrar a Esfera que faltava e se apressou a voar na direção, contrária, mas lá no fundo sabia que não teria tempo de escapar. A lava subia em ritmo acelerado, o calor se expandia em um a velocidade absurda. Sua pele queimava em brasas, seus olhos ardiam e a vista começava a escurecer. Trunks teve a leve impressão de ouvir alguém chamar seu nome antes de perder a consciência.





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Trunks piscou várias vezes quando recobrou a consciência, sentindo seus olhos arderem. A princípio pensou que era a lava do vulcão em seu rosto, mas logo percebeu que eram os raios do sol batendo contra seus olhos.

— Finalmente acordou — uma voz mal-humorada disse. Trunks olhou ao redor e viu seu pai sentado perto dele.

— Pai? — Trunks se sentou para encará-lo melhor — O que está fazendo aqui?

— O que acha? Você sumiu por dias, sua mãe estava fazendo o maior escândalo, não falava em outra coisa. Mandou a polícia, o exército, até a marinha atrás de você… mas é claro que aqueles incompetentes não te acharam — Vegeta falou com desdém — Então eu mesmo vim te buscar.

— Então o senhor só veio porque a mamãe mandou, né? — Trunks falou cabisbaixo. É claro, por que outro motivo seria? Seu pai não se importava com ele a ponto de ir procurá-lo por vontade própria. Devia ter pensado que ele estava na casa de Goten, ou treinando escondido em alguma floresta qualquer.

— Ei, olha como fala, moleque! Sua mãe não manda em mim. Ninguém manda em mim! — Vegeta falou com rispidez, mas Trunks não estava prestando atenção.

O menino tinha acabado de notar que não havia nenhum machucado em seu corpo. Quer estranho, tinha certeza de que havia sido atingido pela lava do vulcão. E, ainda que não fosse o caso, se aproximou o suficiente para o calor causar queimaduras em sua pele, mas até sua roupa estava intacta.

— Ei, pai — Trunks chamou — Como foi que eu saí do vulcão? E por que não tenho nenhuma queimadura?

— Eu te tirei de lá, é claro — Vegeta cruzou os braços — E notei que você tinha reunido todas as Esferas do Dragão. Como não tinha nenhuma semente dos deuses comigo, invoquei Shenlong para que te curasse.

— O senhor… usou as Esferas? — Trunks falou boquiaberto — Não podia ter feito isso!

— Ei, por acaso ouviu o que eu disse? — Vegeta perguntou — Se eu não invocasse Shenlong para te curar você poderia estar morto agora, seu idiota.

— Eu teria aguentado até chegar a um hospital — Trunks respondeu, embora não tivesse tanta certeza disso — Droga, deu o maior trabalho reunir todas as Esferas… e agora elas se espalharam por aí de novo!

— Ei, se acalme. Você pode reunir as Esferas outra vez…

— Agora não dá mais tempo!

— Para quê você queria usar as Esferas afinal? — Vegeta perguntou mais sério.

— Eu queria… te dar um presente legal no dia dos pais esse ano.

— Como é?

— O senhor nunca gostou dos presentes que eu te dei, disse que era besteira e que não precisava deles — Trunks contou sem graça — A única coisa que o senhor gosta é de lutar, mas sempre diz que a única pessoa forte o bastante para te enfrentar já morreu. Eu pensei em ficar forte o suficiente para te enfrentar e te dar a luta que tanto queria, então treinei bastante, mas não deu certo… o senhor é forte demais, nunca vou conseguir chegar ao seu nível, o senhor mesmo disse — ele falou cabisbaixo — Daí eu lembrei que o senhor sempre diz que a única pessoa capaz de te enfrentar era o pai do Goten, então pensei em reunir as Esferas do Dragão para trazer o tal do Kakarotto de volta à vida e te dar a luta que o senhor tanto quer.

Vegeta sentiu o queixo cair diante daquela explicação. Era verdade que reclamava constantemente sobre a morte de Kakarotto e como gostaria de enfrentá-lo outra vez, mas não esperava que isso afetaria o filho, que sequer se lembrava dele, visto que ainda era um bebê quando o homem faleceu.

Isso também explicava aquela insistência repentina em treinar com ele na sala de gravidade e também de enfrentá-lo em uma luta. Trunks achava mesmo que poderia chegar ao mesmo nível que ele em uma semana? Se não fosse a situação em que se encontravam teria rido. Mas, tentar trazer seu maior rival de volta com as Esferas do Dragão apenas para que tivesse uma boa luta, arriscando a própria vida para isso… Vegeta jamais pensou que o filho chegaria a esse ponto.

— Escute, Trunks… é verdade que você nunca vai conseguir chegar ao meu nível. Não em uma semana. Infelizmente ficar forte demora mais tempo do que gostaríamos. Mas vou te contar uma coisa — Vegeta encarou o filho nos olhos — Sabia que eu só consegui me transformar em super saiyajin depois de adulto?

— O que? É sério? — o menino arregalou os olhos.

— É sim — Vegeta confirmou — E você já fez um grande progresso se transformando em super saiyajin sendo apenas uma criança. Significa que tem potencial para ficar forte depressa se continuar treinando bastante — ele falou com convicção — Sua intenção de trazer o Kakarotto de volta me surpreendeu. Seria ótimo poder lutar com ele novamente, mas o desgraçado já está morto há anos e não existe nada que possamos fazer quanto a isso. Então, se quer me dar um presente, não acabe como ele. Não se arrisque à toa e fique vivo, entendeu? — ele afagou o topo da cabeça do filho, bagunçando seus cabelos. Devia ser um milagre de dia dos pais.

— Entendi! Obrigado, pai — Trunks abriu um enorme sorriso.

— Ótimo. Agora vamos voltar para casa. Vou te treinar pessoalmente para que um dia você se torne um adversário à minha altura — Vegeta sorriu de volta.

Era o sorriso de quem estava empolgado com uma luta. Vegeta ainda não tinha encontrado um adversário a altura, Trunks ainda era inexperiente em batalhas e precisaria de muito treinamento. Vegeta teria que esperar um bom tempo até que esse dia chegasse. Mas, pela primeira vez, tinha uma sensação diferente que o deixava tão ou mais satisfeito do que encontrar um adversário à sua altura. Encontrar alguém para transmitir seus conhecimentos em batalha… um discípulo, talvez? Pensando bem, ele estava ali há anos, Vegeta só não tinha percebido. E só aprendeu a dar valor quando quase o perdeu. Mas não cometeria esse erro novamente. Desfrutaria dessa nova sensação de ter encontrado alguém para treinar. E quem melhor para fazer isso do que seu filho?

14 Août 2022 03:26 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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