bianca-santana-de-souza65 Bianca Souza

CRÔNICAS MÁGICAS DE PERSIS Ele, possuidor de objetivos concretos sob um universo terrível e impiedoso. Ela, audaciosa se aventura num mundo à procura de um assassino. Essa é uma fantasia, com cenas misteriosas, de ação e um toque apimentado de romance. Tudo se passa estranhamente em Ekos. Guerreiros a participarem de missões sendo portadores de habilidades impressionantes, guerreiras que não sujeitavam a preceitos ligados ao feminino, mas que audaciosas enfrentam jornadas perigosas para alcance de seus objetivos. E é em um desses enfrentamentos que fazem uma descoberta miraculosa que coloca em risco toda civilização. Uma esfera mágica cai sobre eles sem delongas. Passam a viver no perigo que se chama Persis e é ali que Triz Tudor descobre não estar sozinha como sempre acreditou. Porém nada do que achava que não existia seria tão embaraçoso quanto a ele. O contato faz sua muralha cair e encontra sua jornada de certezas a despencar. Tudo muda pela existência do caos que o habitava.


Aventure Interdit aux moins de 18 ans.

#suspense #romance #magia #fantasia #HavedorDeFantasia #inkspiredstory
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Prólogo

Prólogo



Sangue, muito sangue. Abundantemente espalhava-se pelo chão...


Eu não tinha idade suficiente para entender de fato o que significava o fimde uma existência. Não fazia ideia também sobre a subsistência da mesma ou o que representasse perante ao que vi, se havia senso do sentido da ausência deles e o que estava por vir. Só estavam ali, sem fôlego, sem sentimentos, sensações, sem pulso; estava ausente tudo que os tornavam gente, derradeira parte material. Só pude perceber através daquelas circunstâncias de que a vida nada mais era do que um episódio antes da morte. Um flash de pequena linha reta, seguindo para o fim, congestionando momentos com coisas e pessoas efêmeras.


Eles não tinham mais conhecimento da filha que haviam deixado para trás, desconheciam a mim, estava sozinha. Como se estivessem em branco, o nada silente. Com o silêncio a pairar sobre toda uma trajetória vigorosa. E só pude pensar nisso, somente sobre isso durante dias e mais dias, a sensação do abandono me domava, estava aflita demais para reagir.

Eu não sei quantos dias fiquei com eles ali, o âmago fragilizado, no chão gelado não mais frios que seus corpos, em meio ao fluído espesso que deixava-os, os vendo ser consumidos pelo estado putrefato. Imersa na lazeira.


Não gostava da ideia desse ser o ponto principal da minha desordem hoje, pois sentia-me imersa em reminescentes que declinavam em direção ao fenecimento. E então entendo o que papai sempre dizia, tudo que podia ser visto no mundo era temporário.


Os eventos são diversos.


Outrora tenho lembranças dessa forma, angustiada em meio ao sanguinário. Daquém e dalém estou adulta, em inércia, pensando em como aos vinte e dois anos de idade, ainda era complicado ver minuciosamente os horríveis detalhes daquela noite. De ter que olhar as duas pessoas que mais amava no mundo desabadas sem nenhum toque de vida em seus rostos, mais pálidos que o normal. De vê-los estirados ao chão sem nenhum cuidado, sem nenhuma atenção, com as lindas esferas antes brilhosas, ígneo, imarcescível, agora desfocados, longínquo. Queria poder ajudá-los de alguma forma, mas o que poderia fazer?


Há reflexos em minha mente, qual os observava de longe, assustada. Isso porque não havia mais nada que os ligassem diretamente a mim. A intensidade da cor escarlate vibrava em minha mente, do líquido tomar por inteiro o piso branco — um contraste que me assustava — estava quase em veneta, era complicado visualizar toda a angustiante cena, era difícil de acreditar. Apesar do tempo ter passado, e de não ter mais nitidamente muito dos episódios registramos antes do incidente, não alterava o fato de ansiar a resolução por parte do responsável. A única coisa que martelava compulsoriamente em minha cabeça em todos esses anos, era a figura atrás do sobretudo que tentava atravessar a janela.


Esse era outro ponto. Retaliação. Eu podia visualizar meus pais de diversas formas como já dito, fantasiar a dor de jeitos diferentes, mas vê-lo ali, parado com seus olhos esquivos era o que me mantinha de pé, eu precisava saber da causa, precisava entender o motivo. O caos vivia sobre mim desde o terrível e massacrante episódio. Meu corpo reagia miseravelmente perante isso, era inevitável os flash's ao dormir, e durante às ruins lembranças, minhas mãos costumavam a tremer, meu corpo quente soava friamente e minha cabeça pesava no travesseiro impedindo qualquer reação contrária.


Era como se algo pesasse-me a cama, como se estivesse sendo atraída magneticamente a ela. O músculo no meu peito pulsava forte, minha boca e garganta ficavam secas... apesar de sonhar e sentir tudo que era congestionada a sentir, existia o fato de nunca poder explicar essas coisas ou de simplesmente entendê-las. Estava resignada, era inevitável e impossível de controlar. Mas sabia que por o ver e sentir constantemente, tornaram-se algo tão viável de vivenciar que somente em não lembrar dos detalhes em dias corriqueiros, sentia-me fora de mim, não podia esquecê-los.


E tudo soava em minha mente de forma nítida como um lembrete de qual passou a ser meu objetivo aqui em Ekos. O assassino estava liberto por aí, ele tinha que saber que a imprevidência em deixar uma garota de oito anos para trás fora a pior de sua vida. Eu estava deliberadamente obcecada com isso, porque o rosto do meliante se desfazia a medida que o tempo passava, mas ultimamente tenho visto traços que nunca havia percebido, e antes que ele pulasse pela janela quebrada eu precisava vê-lo...


Precisava fixá-lo em minha mente.


- Triz...

25 Juillet 2022 01:08:05 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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