carolleto Carol Leto

Karina no auge de sua carreira está em Turnê pelo país. Sua próxima parada é Cleveland em Ohio, uma cidade aparentemente tranquila lar de uma temida gangue controlada por Cyrus que por motivos extremos, decide sequestrar a celebridade. Um relacionamento inusitado nasce entre Karina e Cyrus que ninguém, nem mesmo eles, esperavam. As consequências desse amor proibido e inevitável não demoram a surgir fazendo com que ambos passem pelas piores coisas possíveis. Paixão, inimigos, perigo e caos, eles serão capazes de sobreviver a tudo isso para manter o amor gângster vivo? Inspirado na música Bad Things


Érotique Romance jeune adulte Interdit aux moins de 18 ans.

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Um olhar diferente

— Tem certeza disso, Karina? — Meggye, minha melhor amiga, questiona com receio.

Estamos na cidade de Cleveland em Ohio para concluir mais uma parte da minha turnê pelo país. Amanhã o meu show será a atração principal do festival, por tanto tenho o dia livre hoje, o que é bem raro de acontecer nas minhas turnês. Resolvi que quero passear pela cidade sem que meu empresário soubesse, já que o mesmo ama controlar minha vida. Sem mencionar que ele sempre quer colocar uns vinte homens de terno preto como minha escolta, isso com certeza chamariam a atenção das pessoas e a chance de eu sofrer um ataque de fãs é de cem por cento.

***

— Absoluta, vou apenas vestir uma roupa discreta. Me traz os óculos escuros, por favor.

— Está um sol de matar aqui fora — Meggye reclama passando a mão na testa e tentando olhar em direção ao sol.

— Não reclame disso, o clima já deve estar de mal com você.

— Nem me diga, quando não está frio demais está quente demais, mas nunca agradável — Meggye bufa e sorrio com o seu comentário.

A cidade não é tão grande, o que a torna agradável e bonita, repleta de pessoas simpáticas, que por sorte ainda não notaram minha presença. Avisto um Food truck de sorvete rodeado por crianças, mal me lembro a última vez que vi um desses.

— Vem, vamos tomar um sorvete — digo animada, arrastando Meggye pelo braço em direção ao veículo. Pago pelo sorvete e fomos nos sentar num banco em frente ao chafariz no centro da praça.

— É tão boa a paz daqui, apenas o barulho do chafariz e das crianças. Às vezes penso que vou ficar louca com o público dos shows gritando seu nome sem parar.

— Amo meu trabalho, amo meus fãs, mas vez ou outra me pego pensando que gostaria de viver outra coisa, algo que eu pudesse sair na rua sem ter que me disfarçar, ser alguém comum, fazer algo divertido, sei lá, com uma adrenalina boa… como saltar de paraquedas. — Meggye gargalha.

— Isso é loucura — comenta, mal sabe ela que estava falando sério. Retiro os óculos, confiando que ninguém por ali pudesse me reconhecer e aproveito para apreciar a paisagem melhor. — Bom, não podemos demorar muito, ou o chato do Richard sentirá nossa falta e provavelmente irá chamar até a Cia para nos encontrar. — Reviro os olhos por saber que Meggye não está exagerando nem um pouco.

— Não posso dar um espirro que o Richard chama a Cia.

— Acho ele muito controlador, que tipo de empresário ele é? Está certo que ele tem a obrigação de cuidar do artista, mas Richard leva isso ao pé da letra.

— Ele só quer garantir minha segurança como ele sempre diz, porém, chega a me incomodar, parece um pai.

— Um pai gatinho de trinta anos — Meggye pisca para mim.

— Não seja boba! — Voltamos a rir.

— Está tão legal aqui, sem pessoas a nossa volta ouvindo nossa conversa. Aqueles camarins são pequenos demais pra tantas pessoas tratarem do seu figurino, mal se pode respirar.

— Vamos aproveitar nossa fuga rara o máximo que conseguirmos, a partir de amanhã já era nossa folga.

Ficamos na praça conversando até o entardecer. Já estávamos planejando uma perfeita desculpa para o Richard que deve estar louco pelo nosso sumiço. Vejo um carro no final da rua, Meggye e eu paramos para o veículo passar já que não tem uma faixa de pedestres no local e nenhum semáforo. Observo o carro e minha atenção é roubada pelo motorista do veículo, o homem loiro, de olhos azuis e feição séria me encara nada discreto, um arrepio toma conta do meu corpo e não consigo desviar a atenção do olhar hipnótico dele, que parece ter me levado a outro mundo. Foram questões de segundos, mas pareceu uma eternidade me mantendo presa àquele olhar, senti algo inexplicável.

— Karina, não vai atravessar? — Pisco algumas vezes me libertando do “transe”, percebo que Meggye já está do outro lado da rua me olhando confusa. Atravesso a rua depressa me sentindo uma louca de pedra.

— Você viu aquele cara? — Meggye franze as sobrancelhas e nega com a cabeça. — Ele ficou me encarando de uma forma que… me fez ficar sem reação.

— Nossa, um olhar te deixou sem reação? Confesso que nem reparei quem estava no carro — Meggye declara, um pouco chateada por não ter visto o tal homem.

— Não foi um simples olhar, foi um olhar diferente. Que dizia muitas coisas.

— Ou não dizia nada. Talvez seja um cara qualquer, comum como todos os outros, que é o mais provável, que nunca viu uma mulher linda como você e apenas aproveitou o momento.

— Você e suas teorias — Nego com a cabeça entrando no apartamento no qual estou hospedada.

— Karina, onde você esteve?! — Richard me olha como se eu fosse um bicho de sete cabeças, ele certamente está furioso.

— Nem olhe pra mim, só recebo ordens — Meggye se defende antes mesmo de Richard lhe dirigir a palavra e se retira do local não querendo enfrentá-lo, caso contrário, ele iria dizimá-la da terra se julgasse que ela me induziu a isso.

— Só fui dar um passeio — respondo calmamente, sentando-me para descansar.

— E nem me avisou! Eu teria mandado…

— Os seguranças comigo. Richard, eu gosto de privacidade e ninguém me atacou como você deduz, acha que meus fãs são o quê? Um apocalipse zumbi?

— Você precisa de segurança, não é qualquer pessoa. Não pode sair desprotegida por aí.

— Ok Richard, agora quero descansar. Tenha uma boa noite — digo, expulsando-o do apartamento.

Me jogo na cama suspiro, aquele momento bobo de agora a pouco vem à minha memória. Aqueles lindos olhos pareciam me chamar, penso que pode ser a carência falando mais alto, há tempos não me relaciono com ninguém. Todos meus relacionamentos foram mais voltados para o marketing do que por amor, seguir os protocolos sujos da indústria é a pior coisa que existe, a parte da fama que ninguém conta.

25 Juin 2022 00:46:43 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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