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Artur, um jovem camponês de quinze anos, vive uma vida pacífica e feliz com seus pais nas montanhas do reino de Haldia. Porém, toda sua vida desmorona em apenas uma noite. Demônios existem e estão entre nós. Essa noite traumática, juntamente com um encontro do destino, mudará a sua vida para sempre.


#2 in Fantaisie #1 in Fantaisie sombre Interdit aux moins de 18 ans.

#fantasia #aventura #demônio #332 #371 #229 #385 #ação #7 #senhor-dos-anéis #32816 #tolkien #berserk #knight #cavaleiro #lúcifer
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Pesadelo

O que seria Deus? Um ser onipotente e onipresente, criador do mundo e de todas as formas de vida, ou um ser cruel e malvado que se diverte ao assistir as mortes dos homens? Uma coisa é certa: nem mesmo Deus é capaz de proteger a humanidade do mal que está por vir.

O sol batia forte naquela manhã. O jovem Artur acabara de acordar e se preparava para suas tarefas matinais. Ele vivia isoladamente em uma cabana nas montanhas de Haldia, juntamente com seus pais, Maria e Mikumo, um curioso casal com duas etnias bastante diferentes.

Mikumo tinha origem oriental, apresentava uma pele muito branca, bastante marcada pelo sol e o árduo trabalho no campo, seus olhos e cabelos eram negros como o céu da noite mais escura. Sua família havia migrado para o ocidente tentando fugir da fome que castigava sua terra natal quando ainda era um bebê. Já Maria nascera em Haldia e conhecera Mikumo ainda jovem, era uma mulher muito bonita, com longos cabelos brancos e olhos tão azuis que era possível ficar perdido em pensamentos ao observá-los por muito tempo. Os dois começaram a se relacionar logo após atingirem a maturidade e estavam juntos desde então. Artur havia nascido pouco tempo depois de construírem sua cabana nas montanhas. Tinha a pele branca e os olhos negros do pai, já os cabelos, eram longos e brancos como a da mãe. Era um rapaz muito bonito, e com apenas 15 anos já possuía uma musculatura bastante desenvolvida para sua idade, graças ao trabalho no campo, ajudando seu pai desde criança.

As montanhas de Haldia era um lugar extremamente calmo, com uma bela vegetação de pampa, ou seja, um enorme gramado, com poucas árvores de baixo porte, que se estende até onde a vista alcança. O vilarejo mais próximo levava certa de três horas de viagem a cavalo. Artur adorava ir com seu pai na época da colheita para vender os poucos legumes coletados em sua plantação. Eram uma família bastante humilde e feliz.

- Artur, o desjejum está pronto, venha logo que seu pai precisa de sua ajuda hoje para limpar as ervas daninhas da nossa horta. - Disse Maria ao ver Artur terminar de lavar o rosto após acordar.

- Maria, não precisa apressa-lo. Artur me ajuda no trabalho por prazer. - Disse Mikumo sorridente enquanto cortava uma fatia de queijo na mesa de refeições.

- Pai, você não esqueceu de sua promessa certo? - Perguntou Artur ao sentar-se na cadeira ao lado da mãe. - Hoje começa os alistamentos.

- Claro que não meu filho. - Respondeu Mikumo mastigando o pedaço de queijo e fazendo uma cara de preocupação e pensativa. - Mas não crie muitas expectativas, você é apenas um plebeu, filho de um agricultor. É quase impossível que você se torne um Cavaleiro.

- Mikumo! Não diga isso para ele! - Gritou Maria batendo a mão nas costas de Mikumo.

- Sinto muito Maria, mas essa é a verdade. É melhor que ele escute da gente.

- Pai, você não precisa me dizer isso. Eu sei muito bem. - Respondeu Artur abrindo um grande sorriso no rosto – Mas esse é o meu sonho. Mesmo que seja impossível, eu vou me odiar muito mais por nunca ter tentado.

- Hahahaha, você puxou essa coragem de quem hein? Agora coma, aquelas ervas daninhas vão levar a manhã toda para serem retiradas.

Após comer uma bela fatia de pão com um pouco de queijo, Artur e seu pai começavam o trabalho na horta. O dia de colheita estava próximo e hoje também era o dia que Artur a tanto tempo aguardava, o dia em que ele poderia se alistar para se tornar um soldado do reino de Haldia. Seu sonho desde criança era, um dia, virar um Cavaleiro. Porém esse é um sonho praticamente impossível para uma pessoa sem linhagem nobre. Nunca na história do reino, um plebeu chegou a ser nomeado Cavaleiro, no máximo, ele conseguiria se tornar um soldado de Haldia, o que já seria muita coisa. Mas Artur havia nascido com uma determinação gigantesca, ser apenas um soldado, era muito pouco. Algo dentro dele sentia, que poderia sim se tonar um Cavaleiro e entrar para a história.

Já era quase meio dia quando Artur e Mikumo terminavam de retirar todas as ervas daninhas da horta. Os dois podiam sentir do campo o delicioso aroma que vinha da cabana onde moravam. Era o cheiro de coelho cozido, tal coelho que Artur havia caçado próximo dali no dia anterior. Coelhos eram raros naquela região, sem pouca vegetação e apenas uma vastidão de gramado, por isso eram uma iguaria rara para Artur e sua família. Esse cheiro apontava que o almoço estava quase pronto. Maria era uma ótima cozinheira, conseguia fazer ótimos cozidos com vários tipos de animais diferentes, fora que tinha um tempero especial secreto, que deixava tudo ainda mais gostoso.

Os dois sentaram-se na grama, embaixo da solitária árvore ao lado da horta em meio ao imenso gramado que cobria toda aquela região montanhosa. Mikumo encostou-se no tronco e rapidamente adormeceu, já Artur mantinha-se pensativo olhando para o horizonte. Estava ansioso, em pouco tempo ele iria até a vila mais próxima, Einbroch, para alistar-se no exército. O alistamento acontecia uma vez por ano. Os requisitos para os jovens aspirantes eram ter pelo menos quinze anos e não apresentar deficiências físicas ou algum tipo de doença. Infelizmente naquele ano o alistamento já acontecera, e fora antes de Artur completar a idade mínima, mas, por algum motivo desconhecido, foi anunciado que um novo alistamento iria acontecer no mesmo ano, e para a sorte de Artur, alguns dias após seu 15º aniversário.

- O dia está tão calmo... - Sussurrou Artur pensativo – Pensando bem, já se passaram três meses desde aquele dia...

Artur lembrava muito bem do dia em questão, quase como um pesadelo antigo, que fica gravado na mente. Era uma tarde ensolarada, exatamente como o dia de hoje, até que, tudo escureceu. O ar ficou pesado, a dificuldade para respirar era tão grande que Maria desmaiou enquanto preparava o jantar. Parecia que, toda a luz e felicidade haviam desaparecido, tudo o que restava era escuridão e o desespero. Artur e sua família não lembravam do que aconteceu em seguida, quando se deram conta, já era manhã do outro dia. Tudo realmente pareceu como um terrível pesadelo. Desde então eles evitavam tocar no assunto e seguiram com suas vidas pacíficas. Porém, no dia da colheita seguinte, Artur e Mikumo ouviram rumores enquanto vendiam suas verduras no vilarejo de Einbroch, rumores que os fizeram gelar a espinha. Alguns diziam que aquele dia foi um sinal para o fim do mundo, outros diziam que os Satanistas haviam feito uma declaração de guerra contra o reino, mas, o que chocou todos foi a declaração da velha vidente em meio a toda a discussão sobre esses rumores.

- Ha...Ha...Ha - Ria a velha com uma voz falha e abafada – Pobre de nós. Aquela escuridão, nada mais foi do que a chegada dele. Eles agora estão entre nós. Demônios. Os satanistas vão se reunir em breve e glorificar o seu nome. Aquele que todos conhecem e temeis...

Após proferir tais palavras o silêncio foi mútuo. Ninguém ousou tocar no assunto novamente. Aquele dia da colheita foi o mais sombrio da vida de Artur. Todos temiam os satanistas, eram considerados a escória do reino. Já fazem mais de 100 anos que o terceiro Rei de Haldia, Pedro II, havia declarado crime qualquer tipo de prática satanista e ordenara o extermínio da seita. Hoje estamos a duas sucessões depois e a seita satanista ainda se mantém forte e influente, escondida nos locais mais sombrios do reino, onde homem nenhum ousa adentrar.

- Então Artur... Você vai mesmo se alistar hoje? - Perguntou Mikumo tocando no ombro de Artur que havia se perdido em seus pensamentos.

- Sim, irei... – Respondeu Artur retornando ao mundo real – Isso está lhe incomodando meu pai?

- Bom, não posso dizer que estou completamente seguro sobre essa sua decisão. Por mais nobre e corajoso que você seja, o mundo em que vivemos é muito duro e perigoso. - Respondeu Mikumo após soltar um olhar triste para o céu. - Tenho orgulho de como você é Artur. Mas tenho medo que meu filho perca a vida sendo um soldado do reino.

- Eu entendo pai... Desde pequeno eu ficava encantado com as histórias dos grandes cavaleiros de Haldia. Acho que os momentos mais satisfatórios da minha vida era quando chegava a época da colheita e eu o acompanhava até a Einbroch. Pois eu podia ficar a tarde toda lendo os livros da velha vidente sobre os contos dos Heróis. Aquilo realmente me fazia sentir vivo. Depois de ficar mais velho finalmente entendi. Ser um cavaleiro era o meu sonho. Nada mais desperta o meu interesse.

- Sim posso ver em seus olhos. - Mikumo se levantara e o olhava diretamente nos olhos. - Eu amo você filho. Eu tenho confiança que você vai conseguir sim se tornar um cavaleiro e entrar para a história. Nunca perca sua motivação e a coragem, elas serão a sua força!

- Sim! - Artur respondeu sorridente.

“Tirinrinrin”. O barulho de um sino foi ouvido da cabana. Era Maria avisando que o almoço estava pronto. Artur e Mikumo bateram as mãos na roupa para retirar a poeira e foram em direção a cabana degustar o belíssimo ensopado de coelho de Maria. Quando chegaram, um verdadeiro banquete os aguardava. Tinha milho cozido, um pouco de arroz, repolho cortado e tomates, além claro, do ensopado de coelho.

- Artur, preparei hoje um almoço especial para você - Disse Maria abraçando seu filho ao entrar na cabana. - Você vai precisar de muitas forças para viajar até Einbroch sozinho.

- Mamãe... - Artur não conseguia segurar mais as lágrimas e começou a chorar como uma jovem criança

- Ora ora... - Maria enxugou as lágrimas nos olhos de Artur e ajoelhou-se aproximando o rosto sorrindo - Você não é um homem crescido? Não deveria chorar...

Artur limpou os olhos e com uma feição determinada sentou-se à mesa e começou a devorar a comida que sua mãe preparara com tanto amor. Tudo estava delicioso, aquela era com certeza, a melhor refeição de sua vida até o momento.

O sol já passava do seu pico quando a família terminou de almoçar. Todos continuavam pensativos a mesa. O momento da despedida estava próximo.

- Já deixei tudo preparado para você Artur. O velho Yorick vai disponibilizar um quarto em sua hospedaria para você enquanto estiver fazendo o seu treinamento. - Falou Mikumo finalmente quebrando o silêncio

- Obrigado pai... - Respondeu Artur levantando-se da cadeira e indo em direção a seu quarto. - Irei arrumar minhas coisas. Preciso partir logo para chegar à Einbroch ainda de dia.

Por serem uma família bastante humilde, Artur não tinha muito o que arrumar para sua viagem. Apenas alguns trapos velhos para vestir, ervas medicinais, lençóis e alguma coisa para comer no caminho. Apesar de todo o incentivo de seus pais, ele sabia, que no fundo eles desejavam sua desistência. Afinal, nenhum pai ou mãe desejaria que seu filho fosse morto como um soldado em alguma guerra ou disputa entre reinos. Mas se Artur queria ter alguma chance de se tornar cavaleiro, o primeiro passo era torna-se um soldado do reino de Haldia.

Quando terminou de arrumar tudo em sua pequena sacola, sua mãe o esperava na porta da cabana com um triste sorriso no rosto e olhos brilhantes cheios de lágrimas. Artur correu para abraça-la e sussurrou: Eu voltarei em breve Mamãe, e será como um grande cavaleiro. Ele sentiu um leve carinho na sua nuca seguido de um molhado beijo em sua bochecha antes de sair pela porta a encontro de seu pai. Mikumo estava preparando o cavalo para a viagem. O pequeno Tron, era o cavalo da família desde quando Artur podia se lembrar. Não era um grande cavalo, mas supria todas as necessidades. Era um cavalo mediano, com um curto pelo marrom e um rabo bastante peludo.

- Antes de partir, tenho um presente para você meu filho. - Disse Mikumo pegando algo comprido e coberto por um pano – Pegue, comprei para você durante a última colheita.

- O que é isso? - Artur pegou o objeto e começou a retirar o pano que o cobria. Para sua surpresa, era uma espada. Bastante simples, de tamanho mediana e com poucos detalhes. - Pai, não precisava... Espadas são caras...

- Ora, você achou mesmo que eu deixaria meu filho partir indefeso? - Falou Mikumo fazendo carinho nos longos cabelos brancos de Artur

- Obrigado pai. Não sei o que dizer... - Artur não conseguia para de acariciar a espada, sempre sonhara em ter uma.

Artur prende a bainha de sua espada nas costas, guardando-a em seguida. Mikumo ajuda Artur a subir em Tron, e com um belo sorriso, ele começa a cavalgar em direção a Einbroch, sem olhar para trás, ele dava início a sua jornada.

A primeira hora de viagem foi bastante tranquila, o sol ainda ardia um pouco na pele e Artur precisou cobrir todo o corpo com lençóis, isso fazia ele sentir um calor absurdo. Somente na segunda hora que ele começava a sair da região montanhosa e da vegetação de pampa. Agora era uma vegetação de tundra, rasteira e esparsa, com ervas, gramíneas e musgos. Os ventos fortes e refrescantes da região impedem que plantas de maior porte se desenvolvam. Chegando na terceira hora de viagem, já era possível ver Einbroch no horizonte. Era uma vila pequena, porém muito conhecida por sua população bastante simpática e acolhedora. Não era raro cavaleiros passarem pelo vilarejo antes de chegarem na capital, em busca de uma bela noite de descanso após vários dias de viagem. Mas, quanto mais Artur se aproximava do vilarejo, mais ele percebia que algo estava diferente. Parecia que o vilarejo de Einbroch estava completamente vazio.

“Deve ser apenas minha imaginação” - Pensou Artur - “Dessa distância os nossos olhos nos enganam facilmente”

Quando finalmente estava próximo de chegar em Einbroch, Artur teve certeza, o vilarejo estava inteiramente vazio e abandonado. Completamente perdido, ele ficou paralisado na entrada, não sabia o que fazer. Todas as casas estavam vazias, haviam roupas e restos de bagagens pelas ruas, como se todos tivessem deixado o vilarejo às pressas.

Após recuperar o fôlego, prendeu Tron no estábulo próximo da entrada e começou a caminhar pelo vilarejo. Era inacreditável, uma verdadeira vila fantasma. Ao chegar no centro do vilarejo, ele percebeu uma figura parada em frente à praça. Era a velha vidente, que permanecia imóvel olhando para o horizonte. Desesperado, Artur correu em direção a velha, que ao ouvi-lo se aproximando, virou lentamente surpresa.

- Jovem Artur?! O que está fazendo aqui?! - Perguntou a velha vidente com uma feição aterrorizada no rosto

- Velha vidente, o que aconteceu aqui?! Onde está todo mundo?! - Gritava Artur desesperado colocando as mãos nos ombros da velha

- Você não deveria estar aqui... Eles estão vindo... Eles estão vindo... - A velha vidente parecia entrar em algum tipo de transe – Todos fugiram... Eles estão vindo...

- Fugiram de quem?! Quem está vindo velha vidente?! - Gritava Artur

- Das montanhas meu jovem... Eles estão vindo... Os satanistas...

- Satanistas?! - Todo o corpo de Artur parecia congelar com essa notícia - Você disse das montanhas?! Então meus pais... eles... estão em perig...

- Jovem Artur! - Gritou a velha retomando a consciência - Você não pode voltar para sua casa, vá embora daqui agora! Esqueça sua família, um destino muito cruel o aguarda se retornar para lá!

- Mãe! Pai! - Gritou Artur desesperado e correndo de volta para a entrada onde deixara Tron, ignorando o aviso da velha.

Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Satanistas não tinham misericórdia, eram famosos por pegar inocentes camponeses e habitantes de vilarejos para usá-los em seus rituais. Se algum deles encontra-se sua casa, era o fim para seus pais. Eles jamais sobreviveriam.

Ao retornar para a entrada, Artur pegou Tron no estábulo, subiu no cavalo e partiu de volta para casa, na esperança, de encontrar tudo como deixara. Sua bela mãe, Maria, e seu esforçado pai, Mikumo, estariam jantando, felizes e sorridentes, como sempre foram. Deus não poderia ter preparado um destino tão cruel para ele e sua família.

- Ha...Ha...Ha - Ria misteriosamente a velha vidente, ainda parada na praça no centro do vilarejo – Jovem... Um destino cruel lhe aguarda... Seja forte... Esse encontro é o começo do caminho para a nossa salvação...

Tudo escurecia, a visão de Artur estava embaçada, seus membros não paravam de tremer, estava apavorado. O medo do possível destino era devastador. Tron galopava o mais rápido que podia, o cavalo parecia sentir o desespero de Artur e se apressava ao máximo para retornar à sua casa. Mas, mesmo assim, o caminho de volta parecia durar uma eternidade.

Quando a primeira hora passou, parecia que haviam se passado dias. Na segunda hora a noite já havia chegado, tudo estava escuro. Artur mal conseguia ver o chão em que Tron galopava. O ar estava misteriosamente pesado, foi então, que Artur começou a lembrar-se daquele dia, o dia que pareceu um pesadelo.

“Não devo pensar nisso agora” - Forçava essas palavras em sua mente - “Não pense nessas coisas, tudo vai estar bem”

Quando a terceira hora chegou, e no horizonte era possível ver a cabana onde morava. Artur foi surpreendido por uma enorme luz emanando de sua casa. Uma enorme fogueira havia sido acesa bem ao lado da cabana. Também era possível ouvir o som de tambores e muitas vozes ecoando algo em uma sinfonia terrível que fazia até os cabelos mais interiores arrepiarem.

Tun, ta, tun, ta, tun, ta, tun, ta. Batiam vários tambores em sincronia, e, logo em seguida, um terrível coral gritava:“Merenseishe”. Repetindo tudo novamente sem parar.

Ao aproximar-se um pouco mais, Artur pode ver dezenas de pessoas completamente encapuzadas e cobertas com mantos negros ajoelhando-se a cada batida do tambor ao redor da enorme fogueira do lado de sua cabana. Eram figuras macabras, com vários desenhos de estrelas com cinco pontas ornamentadas em algumas das roupas. Muitos haviam colares de ossos e usavam chifres de bode ao redor da cabeça. O pior realmente havia acontecido, eram os satanistas. Seu corpo congelou. Parecia que todo o calor de seu sangue havia sido sugado. Nem mesmo Tron, conseguia prosseguir mais, o cavalo havia parado em meio a escuridão e recusava-se a seguir em frente. Artur prendeu o cavalo em uma rocha que havia ali próximo e partiu a pé em direção a cabana. Aproveitou a escuridão da noite para se aproximar em um ângulo em que não era possível ser avistado e conseguiu se esconder atrás da árvore em que ele e seu pai sentaram-se mais cedo naquele dia.

Uma pequena sensação de alívio percorreu o seu corpo ao não conseguir encontrar seus pais no meio de toda aquela espécie de ritual, que, logo foi quebrada ao enxergar uma figura presa em um tronco na frente da fogueira. Ao observar mais atentamente, o seu coração parou. Seus membros congelaram, Artur acabava de conhecer o verdadeiro desespero. Aquela figura era uma pessoa, e não uma qualquer, era Maria. Completamente nua, as mãos presas com pregos acima da cabeça e as pernas abertas, ela chorava desesperadamente e rezava. Artur não conseguia se mover, estava em estado de choque. O que eles fariam com sua mãe? Algo dentro dele já sabia a resposta, mas ainda se negava a acreditar.

Aquela situação horripilante ainda piorou, quando Artur ouviu os gritos de seu pai vindo de dentro da cabana. Foi então que mais pessoas vestidas negro saíram da cabana carregando Mikumo em uma espécie de bandeja gigante de madeira. Eles o carregaram até a frente da fogueira. Um altar improvisado havia sido montado em frente de onde Maria estava presa. Mikumo estava todo ferido, com vários cortes pelo corpo. Seus olhos haviam sido removidos e ele se debatia todo gritando de dor, era uma cena aterrorizante. Colocaram a bandeja encima do altar e um dos satanistas aproximou-se. Esse era diferente, usava um grande colar de prata e no lugar de sua cabeça, havia uma carcaça de bode apodrecida. Ele parecia ser alguma espécie de líder religioso da seita.

- Moh airu, hieriti Dormemo. Iarapu! - Gritou o líder satanista, em alguma linguagem completamente desconhecida e assustadora, e retirando de suas vestes uma adaga, apunhalou o peito de Mikumo com tanta força que foi possível perfurar os ossos da região do tórax.

O grito de dor de Mikumo foi tão alto e aterrorizante que Artur urinou-se, estava completamente paralisado de medo. Após perfurar o peito da vítima, o líder satanista colocou a mão por dentro da fissura e removeu o coração ainda batendo. Virou-se para trás e ajoelhou-se estendendo as mãos como se entregasse o coração de Mikumo para alguém. Foi então que, todos os satanistas repentinamente pararam com o coral e os tambores. Começaram a fazer um caminho em linha reta, na direção em que o líder satanista estendia o coração de Mikumo. O som de passos pesados começara a ser ouvidos por Artur, alguém ou alguma coisa estava se aproximando. Quanto mais aproximava-se, maior eram o tremor de seus passos. Um cheiro terrível de morte começou a se alastrar no ar. Uma silhueta enorme, com aproximadamente três metros de altura, começava a se formar em meio a escuridão e o pouco de luz que emanava da fogueira.

- CORAÇÃO DE HOMEM... - Sussurrou a terrível criatura enquanto estendia lentamente a mão para pegar o coração de Mikumo.

- Dormemo! Oferecemos esse coração e essa mulher para o senhor, demônio e servo de Lúcifer! - Gritou o líder dos satanistas entregando o coração para o demônio que ele chamara de Dormemo.

Artur pode então ver aquela criatura amedrontadora. Era sem dúvidas um demônio. A metade de cima do corpo era humanoide e a metade de baixo era de bode. Sua cabeça era redonda, com olhos negros e sem pupilas, chifres e dentes gigantescos. Com apenas uma mordida, ele engolira o coração de Mikumo e agora aproximava-se de Maria. Ao ver aquele demônio em sua frente, a mãe de Artur se desespera a gritar e implorar por salvação a Deus.

- HUHUHU... DEUS... - Ria a criatura aproximando o seu rosto de Maria – VAMOS VER O QUE DEUS IRÁ FAZER, MULHER...

Dormemo agarrou as duas pernas de Maria e penetrou algo parecido com um pênis, que saia do meio de suas pernas. A mãe de Artur gritava loucamente de dor ao ter seu corpo violado por um demônio. Era possível ouvir o som de ossos quebrando enquanto a criatura à estuprava sem piedade.

- Mamãe... - Sussurrava Artur se desmanchando em choro. Algo dentro dele começava a queimar. Queimava tão intensamente que parecia descongelar o seu corpo. Era o mais profundo ódio.

Aproveitando aquela fagulha de força, Artur desembainha sua espada nas costas e corre para tentar salvar sua mãe. Com toda a atenção dos satanistas voltada para o estupro de Maria, Artur chegou sem ser notado e apunhala pelas costas um dos homens trajados de preto. Rapidamente toda a atenção voltou-se para Artur, depois do grito de dor do satanista apunhalado.

- Quem é você?! - Gritou o líder satanista surpreso

- Desgraçados... - Artur sussurrava enquanto rangia os dentes de ódio - Eu vou... EU VOU MATAR TODOS VOCÊS!

Com um rápido movimento de espada, Artur corta mais um satanista que se aproximava. O ódio que ele sentia era tão grande, que fazia o corpo se mover sozinho. Apesar de nunca ter brandido uma espada, os vários anos trabalhando no campo desenvolveram em Artur uma força próxima de um homem adulto, dando a ele a facilidade para cortar alguém. Com mais um grito furioso, Artur corta fora o braço de mais um satanista que tentou agarrá-lo por trás. Desesperado ele cai no chão gritando de dor e tentando pegar seu braço amputado, morrendo pelo sangramento do corte poucos segundos depois. Logo todos os outros ficaram relutantes de avançar novamente contra o garoto enfurecido.

- FILHOS DA PUTA! DESGRAÇADOS! EU VOU MATAR TODOS VOCÊS! - Gritava Artur completamente enfurecido.

- O que estão fazendo seus inúteis?! - Gritava o líder satanista – Ele é apenas um adolescente! Matem-no antes que atrapalhe a reprodução do nosso lorde!

Nesse momento, o demônio Dormemo soltou um grito aterrorizador de prazer, fazendo todos os que estavam presentes ficarem paralisados. Caminhando agora em direção de Artur, o demônio deixava o corpo de Maria jogado e violado para trás. Ao observar aquela criatura maligna, todo o ódio que à poucos momentos davam as forças para Artur lutar, sumiram. O medo tomou conta de sua carne novamente.

- GAROTO... ONDE ESTÁ TODA AQUELA SUA CORAGEM DE ANTES? - Disse Dormemo ao ver Artur agora completamente paralisado em sua presença.

- Maldito... - Esforçava-se Artur para falar – Eu vou matar... Tod.. Tod.. Todos vocês...

- HU...HU...HU... - Agachava-se o demônio, aproximando-se de Artur e olhando-o diretamente com seus olhos negros e sem vida. - CORAÇÃO DE JOVEM TEM UM GOSTO AINDA MAIS DELICIOSO... HU...HU...HU...

Lentamente o demônio estendia o braço direito para agarrar Artur. Era o seu fim, todas as suas forças tinham se esvaído em um segundo na presença daquela criatura. Artur não conseguia se mover. Em seus últimos segundos a única coisa em que conseguia pensar era no rosto feliz e sorridente de seus pais, poucos minutos antes dele subir em Tron e partir para o vilarejo em busca de seu sonho. O sentimento de culpa que ele sentia era terrível. Não conseguia se perdoar por ter ido embora e deixado seus pais à mercê de um destino tão horrível.

“Se este for o fim... Já não importa mais...” - Sussurrou Artur fechando os olhos e aceitando sua morte quando o demônio o agarrara e levava-o lentamente até sua boca.

- Então garoto... Aquele seu ódio de antes... Já acabou?... - Sussurrou uma voz rouca e falha emergindo das sombras.

Um barulho de lâmina cortando carne foi ouvido em menos de um segundo, seguido de um berro horrível de dor e o barulho de várias pessoas gritando e correndo assustadas.

Quando Artur abriu novamente os olhos, estava no chão, ainda agarrado pela mão do demônio, porém, o braço direito da criatura havia sido amputado por alguma espécie de lâmina. Ao levantar a cabeça, havia uma figura negra na sua frente. Um humano, ou pelo menos, o que parecia ser. Trajando uma armadura completamente negra e desgastada, com várias marcas de batalhas e restos de sangue seco. Em seu pescoço, balançando ao vento havia uma capa extremamente velha e rasgada, parecendo mais um trapo velho. E em suas mãos, uma espada também muito desgastada, e agora, coberta com sangue do demônio Dormemo. Esse cavaleiro negro havia decepado o braço direito daquele monstro como se fosse um pequeno coelho pronto para ser cozido.

- GWAAAAAAAA! - Dormemo gritava de dor enquanto jorrava sangue de seu braço decepado. - VOCÊ AINDA ESTÁ VIVO?! NÃO É POSSÍVEL!

- É ele... - Repetia o líder dos satanistas completamente aterrorizado – O Cavaleiro Herege!

- Demônio... Este é o seu fim... - Disse o cavaleiro com uma voz rouca e bastante falha.

- Rápido meus irmãos! Matem esse herege! - Ordenou o líder dos hereges.

Todos os satanistas começaram a cercar o cavaleiro, mas todos hesitavam em atacá-lo. Com um rápido movimento de sua espada, o cavaleiro cortou ao meio três satanistas como se fossem papel. As tripas daqueles homens voaram pelo céu e caíram próximos de Artur. Algumas gotas de sangue ainda quente respingaram em seu rosto.

Era um verdadeiro massacre. Os satanistas tentavam de todas as formas atacar o cavaleiro, usavam adagas, maças, cajados, nada funcionava. As habilidades daquele homem eram extraordinárias. Cada movimento com sua espada era a morte de um satanista. Em poucos minutos, as dezenas de satanistas estavam mortos no chão, todo o lugar agora emanava um fedor de sangue e morte ainda mais insuportável.

- Maldito herege... - Amaldiçoava o líder dos satanistas aproximando-se do cavaleiro. - Como ousou ferir nosso lorde Dormemo e ainda assassinar meus pobres irmãos e irmãs...

- Você... Fala demais... - Sussurrou o cavaleiro cortando fora a cabeça do líder satanista com sua espada.

Artur não conseguia acreditar no que acabara de presenciar. Apenas um homem conseguiu eliminar todos aqueles satanistas e, além disso, havia feito um enorme ferimento em um demônio. Era quase impossível que aquele cavaleiro fosse humano.

- HUM... - Levantava-se Dormemo depois de finalmente estancar o sangramento de seu braço decepado – REALMENTE É INCRÍVEL VER QUE VOCÊ AINDA ESTÁ VIVO, HUMANO..., MAS VOCÊ NÃO PASSA DISSO... APENAS UM HUMANO QUE NÃO É CAPAZ DE MATAR ALGO COMO EU... UM DEMÔNIO DE LÚCIFER!

Imediatamente após o demônio terminar de proferir suas palavras, o cavaleiro pula em seu ombro e prepara um corte horizontal na cabeça. Mas a velocidade de resposta de Dormemo foi rápida e conseguiu desviar do golpe fatal recuando a cabeça para trás. Porém não foi o suficiente para escapar de toda a lâmina da espada que acabou cortando o olho do demônio ao meio.

- GWAAAAAAAAAAA! DESGRAÇADO! MORRA! - Gritou Dormemo ao perder um de seus olhos no ataque do cavaleiro.

O demônio enfurecido lança um soco no cavaleiro ainda em seu ombro, que desvia em um salto e durante a queda lança um corte, agora vertical, decepando a mão esquerda do demônio. Rapidamente, ao pousar no chão, o cavaleiro lança mais um golpe com a espada, correndo agora em paralelo ao demônio, decepando-o a perna e fazendo o demônio cair no chão.

- MALDITO! GWAAAAAAAAAA! EU SOU DORMEMO, UM DEMÔNIO, NENHUM HOMEM PODE ME MATAR! - Gritava o demônio completamente enfurecido com sua derrota.

- Volte para o inferno... Demônio maldito... - Disse o cavaleiro antes de cortar fora a cabeça de Dormemo com apenas um golpe de sua espada. - Agora faltam mais 662...

Artur finalmente sentiu um pouco de alívio em seu coração ao ver aquele maldito demônio e todos os satanistas mortos. As forças para se levantar finalmente apareceram.

- Senhor cavaleiro... É... Obrigado... - Disse Artur levantando-se ainda trêmulo.

- Você não tem motivos para me agradecer garoto... - Respondeu o cavaleiro com sua voz rouca e falha. - Você apenas deu sorte de sobreviver... Se você fosse mais forte... Poderia ter salvo essas pessoas... Elas eram importantes para você não?...

Mais uma vez naquela noite o desespero tomou conta de Artur. Havia esquecido de Maria e Mikumo e o destino trágico que sofreram. Como era possível uma pessoa sofrer tantas desgraças em apenas um dia? Artur teve o seu sonho destruído pelos satanistas, assistiu a morte de seu pai, o estupro de sua mãe, e o pior de tudo, fora completamente impotente. Qualquer pessoa normal desistiria da vida depois de um dia como esse.

- Eles eram meus pais... - Comentou Artur chorando enquanto pegava sua espada no chão, o último presente que recebera de seu pai.

- Hum... - Sussurrou o cavaleiro embainhando sua espada e virando-se para partir.

- Ar... Ar... - Uma voz muito fraca de mulher tentava falar em meio a todos os corpos e as enormes poças de sangue que agora haviam por todo o local – Artur...

- Essa voz... Mamãe?! - Gritou Artur desesperado ao reconhecer a voz de Maria. - Mamãe, onde você está?!

Um pequeno braço se levantava em meio a todos os corpos no chão. Para o desespero de Artur, era Maria, sua mãe ainda estava viva. Correndo como uma criança, ele vai ao encontro de sua mão e a resgata de baixo de vários corpos.

- Mamãe! Você ainda está viva! - Chorava Artur abraçando sua mãe. - Só pode ser um milagre!

- Que bom Artur... - Falava Maria com dificuldade, ela parecia sentir muita dor na região abaixo da barriga. - Ainda bem que você sobreviveu... AAHHHH!

- O que foi mamãe?! O que você tem?! - Gritava Artur preocupado com Maria.

De repente Artur pode ver algo ou alguma coisa se movendo no interior do útero de sua mãe. Alguma coisa que não era desse mundo, alguma coisa, demoníaca...

- Saia da frente... Garoto... - Ordenou o cavaleiro retornando para o local onde Artur e sua mãe estavam.

- O que foi?! O que ela tem?! - Gritava Artur desesperado para o cavaleiro

- Saia da frente... Essa mulher já está morta... - O cavaleiro desembainhou uma adaga que guarda em sua cintura do lado oposto à espada.

- O que você vai fazer com ela?! - Gritou Artur, agora furioso, entrando na frente do cavaleiro com sua mão em sua espada.

- Ela foi violada por um demônio... Aquilo na barriga dela... Não é humano... - Respondeu o cavaleiro friamente e apontando sua adaga para a barriga de Maria.

- Não! Isso não é verdade! Ela está bem! - Chorava Artur sem conseguir aceitar a verdade. - Não é possível! Mesmo depois de tudo que aconteceu... Quando parecia que alguma esperança havia aparecido... Que droga! Porque Deus está fazendo isso conosco?!

- Deus?... Não me faça rir garoto... - Zombava o cavaleiro. - Se Deus existe... Ele não passa de um maldito sádico que se diverte com o destino trágico de nós humanos...

- Artur... Quem é esse homem?... O que vocês estão conversando?... AAAAAHHHH! Que dor infernal! - Gritava Maria enquanto aquela criatura em sua barriga parecia crescer cada vez mais.

- Saia da frente garoto... Se você não é forte o suficiente para fazer isso... Vá embora daqui... - Disse o cavaleiro empurrando Artur para o lado e fazendo-o cair no chão.

- NÃO! - Gritou Artur agarrando a mão do cavaleiro. - Po... Pod... Pode deixar que eu mesmo farei isso...

- Oh... - Sussurrou o cavaleiro com um tom surpreso.

Guardando sua adaga, o cavaleiro novamente volta a caminhar para longe daquele lugar. Artur completamente trêmulo pega sua espada, com seus olhos agora inchados de tanto derramar lágrimas, começa a aproximar-se lentamente de Maria.

- Artur... O que foi? - Falava Maria olhando para Artur, com seu belo sorriso no rosto. - Porque está segurando sua espada?

- Me desculpe mamãe... - Artur lentamente levantava sua espada.

- Artur?! O que está fazendo Artur?! - Gritou Maria desesperada ao perceber o objetivo de Artur.

Com um único golpe, Artur cortara fora a cabeça de sua mãe. Aproveitando o movimento, preparou uma estocada e perfurou a criatura dentro da barriga de Maria. Artur ficou alguns segundos congelado no local, olhando atentamente para a cabeça de sua mãe no chão. Algo dentro de Artur morrera naquele momento, e o que nascia, era um terrível e profundo sentimento de ódio. Guardando sua espada na bainha, Artur começou a caminhar em direção ao cavaleiro que ainda estava a poucos metros do local.

- Garoto... Essa raiva... Esse ódio... Nunca o esqueça... Ele será agora a sua força... - Disse o cavaleiro sem nem ao menos olhar pra trás.

- Como você se chama? - Perguntou Artur.

- Já tive um nome... Agora sou ninguém..., mas se não me engano... Meus inimigos me chamam de... Cavaleiro Herege... - Respondeu o cavaleiro olhando para o amanhecer do sol que começava no horizonte.

Artur não sabia para onde ir, nem o que deveria fazer. A única coisa que ele tinha certeza, era a vontade de seguir o Cavaleiro Herege. Ir embora, e deixar para trás, todo aquele Pesadelo.

21 Mai 2022 19:02:38 7 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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Carlos F.L. De Sousa Carlos F.L. De Sousa
Nota 10 man, dark fantasy e meu estilo favorito, se puder dar uma lida na minha história TB, é no máximo 7 minutinhos, TB é dark fantasy comecei agora no app pq já tava com essa ideia a um tempinho

  • Anderson Fillype Anderson Fillype
    Opa, muito obrigado pelo comentário. Pode deixar, vou dar sim uma olhada. Dark Fantasy é vida kk 2 weeks ago
Alice Carvalho Alice Carvalho
Quando vi essa história em 2º lugar na categoria de fantasia fiquei extremamente curiosa para ler. É com grande surpresa e felicidade que deixo um comentário positivo sobre a qualidade da história. No começo fiquei assustada com a reviravolta na metade pro final, mas ao olhar novamente vi que era uma história de dark fantasy, e além disso também era a 1º da categoria. Sua história faz jus a posição no ranking, parabéns. Estou completamente interessada em ler o restante, assim que terminar deixarei mais feedbacks.
June 24, 2022, 16:14
Daniel Brotas Daniel Brotas
Fala escritor. Cara, Isso foi um excelente primeiro capítulo. Eu sou fã de darkfantasy, tinha a intenção de escrever assim, mas as coisas ficaram... digamos, mais engraçado rsrs. No entanto lendo seu texto me fez pensar em várias coisas, uma delas é que; eu realmente gosto de ler darkfantasy. Parábens!
June 11, 2022, 14:01

  • Carlos F.L. De Sousa Carlos F.L. De Sousa
    Opa mano, vi que você gosta de dark fantasy Entra no meu perfil e vê lá dois contos que eu fiz, não são grandes, no máximo 7 minutos de leitura pra cada, aposto que você vai gostar 2 weeks ago
Espadachim Negro Espadachim Negro
Brother, nunca pensei que encontraria uma obra de dark fantasy tão boa por aqui. Acredito que sua grande inspiração seja berserk não? E como pode ver pelo meu perfil, sou um grande fã. Apesar da clara inspiração, sua história é bastante original. Pretendo ler o restante ainda hoje e deixo algum feedback.
June 05, 2022, 11:09

  • Anderson Fillype Anderson Fillype
    Opa, muito bom encontrar um fã de Berserk por aqui kkkk. Sim, grande parte da minha inspiração vêm de berserk, ainda bem que consegui agradar um fã da obra. Muito obrigado pelo comentário. June 06, 2022, 11:45
~

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