whatapanda Políbio Manieri

Será que se você derrubar o amor da sua vida no chão ele te nota? Uma história sobre reencontros, desespero e um braço quebrado.


Fanfiction Anime/Manga Tout public.

#romance #naruto #comédia #clichê #natal #família #gaalee #leegaa
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Prólogo

"– Tá. Onde é que vocês se meteram?"

Temari chegou a sentar no banco mais próximo quando só escutou o irmão do meio descarrilhar do outro lado do telefone. Uma certeza ficta de que lá vinha história.

Kankuro segurava o aparelho no alto enquanto tentava retomar a fala – o que era útil porque Gaara não alcançava e nem ia pular para tentar.

– Kankuro se eu soubesse que você ia fazer uma cena, eu mesmo ligaria.

Os dois estavam com as roupas encharcadas de neve naquele estacionamento vazio e Gaara sentia que podia morrer a qualquer momento, de vergonha ou de frio.

– Ta certo, calma... – pediu, encarecidamente. Kankuro deu uma tossida, respirou fundo e franziu o cenho. – Temari, o Gaara matou um cara.

Gaara tomou o telefone na mesma hora e rolou os olhos antes de colocar o aparelho resgatado no ouvido.

– Ele não está morto, só... quebrado. – se limitou a explicar.

Seu irmão voltou a engasgar igual um calhambeque 87. Pelo menos já estavam do lado do Hospital, hipotermia ou AVC, Gaara pensou que só precisava chutar o corpo dele pra dentro.

Kankuro nem tentou tomar nada dessa vez, só aproximou o bocão da entrada de áudio.

– Ele caiu na frente de uma bicicleta e quebrou o braço do ciclista. QUEBROU o braço, dá pra acreditar?!

"– Gaara!"

– Foi um acidente.

– Mano, quem quebra um ciclista? Um ciclista! Existe uma hierarquia nos acidentes de trânsito! São bicicletas que atropelam pessoas e não o contrário.

– A calçada estava escorregadia, eu te disse. Não era o que você queria ver?

– Eu queria ver você estatelar a sua bunda no chão, não que matasse alguém.

"– Quem morreu?!"

– Ninguém morreu!

Gaara esfregou as têmporas, impaciente.

Estava no meio de dezembro e ele havia decidido visitar o seu irmão mais velho, apesar de ainda continuar se perguntando o porquê.

Fazia anos que não pisava naquela cidade cafona, só estava ali faz uma semana e agora começava a se prometer que nunca mais iria sair de casa para ir além do mercadinho da esquina.

Konoha era um daqueles buracos urbanos onde não tem nada pra fazer e não acontece nada de interessante e quando acontece, acaba estampando o noticiário local e, cara, Gaara não queria sair na manchete do dia.

– Eu colidi com um cara numa bicicleta. – explanou antes que Temari cumprisse a ultima ameaça de desligar na sua cara – Ralei o rosto, mas não aconteceu nada de grave.

– O que não se pode dizer do cara...

Gaara fingiu que nem escutou.

– Estamos no hospital esperando o resultado do raio-X. Não tem jeito, vamos perder o trem de hoje.

O que era um aviso de extrema importância, porque existia um combinado: Perto do natal eles viajariam até a casa do pai para reunir a família toda em volta de um desnecessário e exageradamente grande peru, na desnecessária e exageradamente grande casa deste.

Pelo calendário, já podia se considerar perto do natal e Gaara e Kankuro não estavam nem um pouco perto de viajar.

Gaara, particularmente, não tinha o menor interesse sobre as convenções sociais de um feriado de gringo qualquer, mas pensou que deveria dar um pouco de satisfação antes que ganhasse outro pijama estampado com o Grinch no amigo oculto novamente.

Também, por causa disso, Temari começou a fazer algum discurso sobre cuidados, família e responsabilidades que não estava com o menor saco para prestar atenção.

– Oh cara, não podemos perder o peru estrebuchado do senhor Rasa. – Kankuro comentou falsamente, em certo ponto.

"– Você não começa, ele vem trabalhando nisso o mês inteiro."

– Fala sério... Sabe qual o barato de comprar um chester congelado? É que ele já vem pronto!

"– Um peru não é um chester, Kankuro."

– É tudo galinha.

Era isso, era sempre assim.

Porque o natal era a única data festiva levada essencialmente a sério pela família Sabaku.

Por mais que passassem o ano inteiro ou tentando matar um ao outro ou fingindo que não existiam, a tradição de natal é a única coisa q mantém a tradicionalmente católica família parecendo uma família.

Era o tipo de coisa que não tentava em nada Gaara, primeiro porque ele deveria ser a pessoa menos religiosa possível e depois... Bom, porque era uma farsa.

Temari e Kankuro continuavam o troca-troca.

"– E o que vou dizer ao Shikadai?"

– Diga a ele que o titio do coração dele e o gremlin não vão chegar hoje, ué.

E foi com o pensamento de que idade era apenas um número que Gaara se convenceu e deu uma bicuda na canela do mais velho, como se tivesse voltado aos oito anos.

Sinceramente tudo parecia um monte de besteira, mas era complicado.

Esse ano não havia apenas o grande evento anual, mas era importante porque seria o primeiro natal em família de Shikadai, por isso Temari estava trabalhando duro para fazer aquilo funcionar.

Apesar dos apesares, ela e o cunhado já estavam por lá ajudando nos preparativos, decorações e dando tempo ao velho Rasa se divertir com seu primeiro neto – e provavelmente único, porque Kankuro era completamente avesso a relacionamentos e Gaara...

– Troglodita. – ele resmungou acariciando a canela dolorida – É por isso que tá solteiro até hoje.

– E por que diabos você pensa que essa é a grande questão da minha vida?

O silencio que se seguiu fez a voz que vinha do celular soar mais alta.

"– Kankuro, você não está dando língua..."

Ele estava. Até porque Gaara havia mostrado o dedo do meio em resposta.

"– Vocês podem parar de palhaçada por um minuto?"

– Bah, não tem ninguém por perto. – Kankuro retrucou.

E claro que não tinha. Porque ninguém é louco de sair da sua residência num tempo desses, apenas os tolos e idiotas: Ele e o irmão dele.

E o cara que estava sendo socorrido lá dentro.

Gaara respirou fundo e tomou o telefone das mãos de Kankuro antes que continuassem a discutir (mais) bobagens numa ligação interurbana.

– Temari, só liguei para isso. Qualquer coisa aviso.

Do outro lado da linha pôde a ouvir suspirar.

"– Tudo bem... mandem notícias assim que der e tentem não se matar, ou matar alguém, até lá."

E quando a mais velha dos irmãos se despediu e desligou o único barulho no estacionamento foi o do vento. Os dois se entreolharam, quietos por um instante.

Se tivesse com um pouco mais de humor, Gaara podia jurar que viu uma bola de galhas secas rolando pelo chão como se tivessem num desenho de faroeste, só que gelado.

Kankuro se inclinou para ele como um cavalheiro e ergueu o braço em direção à porta do hospital, dando passagem.

– Você primeiro.



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Oxe, boa tarde :)

Trago essa historinha que estou enrolando a tanto tempo como uma tentativa de desbloquear... Não pretendo que seja nada muito pretensioso, só quero me divertir e contar um clichezinho leve de natal.

Ajude uma autora a parar de querer desistir de tudo e deixe um comentário de incentivo <3

5 Février 2022 02:33:02 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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