diazmoon D Moon

Rose Alonso é uma menina que está ficando cega e não tem motivos para comemorar os seus 20 anos de vida. Mas isso muda quando ela é levada das areias de sua vila para outro mundo. Na corte, ela irá descobrir um reino centenário de criaturas celestiais, amores profundos e um povo ardente por vingança. *Capítulos em revisão*


Fantaisie Épique Déconseillé aux moins de 13 ans.

#romance #fantasia #magia #guerra #alquimia #original
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Capítulo 01

O burburinho da conversa foi o que fez Rose voltar à realidade. Todos os seus sentidos se aguçaram e o irritante barulho da festa atravessou suas orelhas enquanto o vento mudava provocado pela dança de alguém. E claro, havia ainda o calor, tão rígido que fazia o tecido leve e desgastado que usava grudar em sua nuca.

De quem havia sido a ideia intrigante e horrível de convidar todos os jovens da pequena vila para uma festa dentro de uma caverna, que claramente não tinha o espaço necessário para comportar tantos jovens que desejavam dançar, conversar e beber sem que esbarrassem um no outro?

— Nem acredito que consegui despistar meus pais para vir aqui. Feliz aniversário, Rose!

Braços gordos a pegaram de surpresa e ela tremeu com o súbito toque estranho. A respiração irregular da mulher diante de uma sentença tão curta indicava que era Lúcia, a filha do padeiro da região. O perfume de lírios e o tom de voz um pouco grave foi o que confirmaram suas suspeitas.

— Obrigada, Lúcia — disse ainda enebriada pelo novo cheiro, mas abriu os olhos por um milésimo de segundo para ver a forma torta, que se projetava irregular no chão. A visão falhava mais uma vez, todavia era o suficiente para suportar a noite. Isso funcionou até o estalar do fogo atrair por reflexo a sua atenção. Fitou um espaço branco pela claridade e isso irritou ainda mais seus sentidos. Rose fechou os olhos bufando em frustração.

O tópico “pais” minou a sua já frágil confiança.

A breve menção a eles trouxe de volta os sentimentos que Rose tentava suprimir a tarde toda que esteve em sua “casa” absorta em comisceração pela tragédia que assolou sua família. Há um ano sonhava com o dia em que faria 20 anos e nem por um momento achou que esse dia seria uma tentativa fraca de celebração em meio a tragédia que assombrou a vila.

A respiração pesou quando as lembranças do fogo queimando tudo ao seu redor invadiram sua mente. Uma humilde cabana de madeira queimava com um veloz fogo surgido de origens desconhecidas. A ardência da fumaça torturarava sua garganta e olhos, enfraquecendo suas condições de correr até onde estava seu pai. Ele tentava a todo custo remover a torra de madeira de cima da mãe de Rose, que estava soterrada em um mar de fogo, gritando por ajuda. Rose nunca chegou a alcançar qualquer um deles, pois em certo momento seus sentidos falharam de vez, todo o ar desapareceu e o sono tomou conta de súbito de seu corpo.

Quando abriu os olhos sua visão havia sido para sempre afetada e ela tornou-se um dos muitos órfãos da vila, que a muito custo havia conseguido controlar a natureza feroz do fogo com o auxílio da alquimia recém-descoberta.

Um pouco antes da tragédia uma tempestade acontecera, alguns raios assoitaram os céus e mais tarde pressumiram que isso teria iniciado um incêndio no campo que circundava a vila. No total 30 famílias perderam seus lares, entes queridos ou suprimentos em apenas uma noite de tempestade feroz. Muitos dos que sobreviveram ao incêndio vieram a falecer de inanição pela falta de comida, mesmo após um cuidadoso racionamento ter sido executado.

Era por isso que essa festa era tão importante para todos ali. Os órfãos e jovens machucados não tiveram muitos momentos de alívio após tanta tragédia e dor, talvez por essa razão todos estivessem tentando ser normais, aliviar o estresse e espantar a depressão com um álcool mal feito, danças esquisitas e conversas sem importância.

— Oh, me perdoe! Não pretendi ressaltar memórias tão…ruins — Era raro Lúcia ficar sem palavras, todavia Rose agradeceu quando a menina lhe deu um segundo abraço e se afastou, envergonhada pelo rumo que a conversa tinha tomado.

Sozinha, Rose era capaz de até mesmo aproveitar minimamente a festa. Apesar de estar tentada a escapulir. A maioria já havia lhe desejado as celebrações e focado em seus próprios grupos de conversa. Podia ouvir todos dançando e gritando…meu deus, era como se a caverna turbinasse todo aquele barulho. Decidiu que não ficaria nem mais um minuto e quando se desgrudou da parede escutou a única coisa que poderia impedir seus planos.

Bem…não coisa, estava mais para a única pessoa que poderia convencê-la a fazer algo a contragosto.

— Ah! Você estava aqui! Estou te procurando em todo canto. Nem adianta fazer essa careta para mim. Sei bem o que você estava tramando. O que a surtada da Lúcia falou para te deixar assim?

Rose mordeu os lábios em hesitação.

— Nada que não fosse verdade. Ela apenas me desejou parabéns. Só isso.

— Você está bem mesmo? Movi céus e montanhas para achar um lugar bom e seguro para reunir todos em comemoração a data mais importante do ano! Nem acredito que achamos esse lugar…

Ah, Kátia! Seu estusiasmo fez Rose abrir um sorisso. Nada poderia ser mais improvável que a amizade das duas levando em conta a enorme lista de diferentes gostos que tinham. Sua amiga adorava falar, festejar e ser inconsequente. Teve um tempo que Rose amou tudo isso também, mas os acontecimentos recentes deixaram um véu de amargura nela que Kátia jamais poderia compreender.

Imaginou o semblante de Kátia D’avilla enquanto a escutava falar sem parar. A forma como os seus olhos deveriam estar apertados em um rosto de bochechas grandes, a pele tão clara quanto a lua e cabelos loiros perfeitamente alinhados. Tinha um cheiro de pão fresco que Kátia detestava, mas com o tempo Rose aprendeu a apreciar esse perfume tão caraterístico dos Davillas, os padeiros da região.

— … É aconchegante, limpo e tem uma acústica perfeita. Bem melhor do que passar a tarde toda estudando alquimia, não acha?

Rose riu, mas murchou quando seu cérebro conseguiu juntar todas as peças.

— Claro que quem planejou isso só podia ser você! Pensei que tivesse me escutado quando falei que não queria comemoração alguma. Imagine a minha supresa quando Santiago veio até a cabana falando que eu deveria estar no pé da montanha quando o sol começasse a se pôr. Sabe a dificuldade que passei para subir até aqui?

— Por isso mandei Santiago ir junto e te ajudar. Falando nele…onde está aquele imprestável? Não consigo vê-lo.

— Ao menos isso temos em comum — zombou Rose em resposta aos próprios pensamentos, cruzando os braços na frente do peito. Não gostava que os outros planejassem as coisas por suas costas e lutou para controlar a raiva crescente.

— Ah, deixa de ser emburrada — Foi tudo que sua amiga respondeu. Rose podia imaginar Kátia lutando contra o sorriso que se formaria em seu rosto. — Só para que você saber escolheu um vestido longo lindo, mas com uma transparência radical bem... nas costas, está bem? Está dando para ver tudo...e a cor vinho fica linda em contraste a sua pele escura.

— Ai, não! Talvez seja melhor ir embora…até eu pegar outra roupa já vai ser tard…

— Deixa disso. Eu não permitirei que você passe o seu dia todo em lamentações. Ficar em casa não é uma opção já que meus pais decidiram que iriam falar com você sobre aquelas aulas de alquimia. Não vai querer provocar um sangramento nos ouvidos com aqueles sermões, né? Foi o que pensei — mudou o tom de voz ao ver a careta que estava no rosto de Rose para um deleite intenso de quem sabia estar certa.— Venha, vamos dançar!

— Melhor não, Kátia. Eu realmente prefiro ficar por aqui recebendo todos os comprimentos de meus convidados. Afinal, eu sou a razão deles terem escalado uma caverna para vir me ver…

— Nem pensar. Não me diga que pretende ficar parada aí a noite toda? Por deus, nem tente isso. Vai ficar parecendo o esquisito do Pedro…acredita que ele não falou com ninguém até agora? Me recuso a te deixaraí sentindo pena de sí mesma. Não lute contra mim. É assim desde o dia que joguei aqueles livros sujos na sua mesa. Sabe que sempre consigo o que quero de você. E eu quero que você seja um pouco feliz. Nem que seja somente por algumas horas, está bem?

— Bem que eu desconfiava que aquilo tinha sido proposital! — Rose quase teve que gritar por cima de um novo som de percurssão que tomou conta do ambiente.

Bufou quando Kátia a puxou pela mão para uma parte das pedras em quem estava afim de dançar, na qual as pessoas se movimentavam em círculos. Os adolescentes, que não estavam remexendo o quadril, se preocupavam em descobrir o som menos pior que flautas, tambores e um banjo poderiam produzir quando manuseados por completos inexperientes e agitadas mãos.

— Não acredito no que estamos testemunhando: o terror da vila acabou de chegar. Escondam-se pois a mandona Kátia está aqui! — Santiago disse em tom de desdém, mas logo gargalhou alto indicando que tudo não passava de uma brincadeira. Rose se perguntou se os outros ficavam confusos com esse tipo de dinâmica entre os dois, todavia suspeitou que somente ela havia notado o tom de flerte de Santiago.

— Pessoal, quanto tempo! — Kátia fingiu o ignorar e se jogou para frente, animada.

— O-oi! — O movimento inesperado a supreendeu tanto que precisou lutar para recuperar o equilíbrio no piso irregular da caverna.

Identificou seis vultos diferentes, mas logo fechou os olhos para evitar a dor de cabeça. Disse um carinhoso “Olá” aos três homens e duas mulheres desconhecidos. Apenas identificou Santiago quando ele riu ao seu ouvido.

— Esse deve ser um recorde mundial para Rose estar saindo de casa tantas vezes seguidas — disse antes de apertá-la em um breve abraço de urso. Apenas a soltou para enlaçar a Kátia, que estava ansiosa ao seu lado. — Falei para Rose que valeria a pena subir até aqui, não falei?

— Realmente a…brisa daqui é maravilhosa — Ela gesticulou para o vento frio que entrava no ambiente na esperança que interpretassem o seu sorisso como entusiasmo.

— É lindo mesmo. Quando você disse que tinha um local escondido e perfeito para a festa eu jamais imaginei isso! — O fascínio no tom de Kátia era quase pálpavel e Rose desconfiou que tinha muito o que questionar a ela mais tarde.

Apesar de desajeitados todos se arranjaram enquanto pulavam para que Rose se encaixasse no centro deles. A caverna estava lotada e possivelmente todos os jovens da vila foram participar. Ela aceitou um pouco da bebida que a ofereceram, porém logo se arrependeu. A cabeça girou indicando que já deveria ter parado de beber de vez por conta da sua baixa tolerância. Então, recusou os novos copos oferecidos e por mais que já estivesse ficando cansada não queria parar de dançar.

Sentir o ritmo da música, girar para lá e pra cá movida pelo instinto e escutar um som que impossibilitava seus pensamentos ajudou a se divertir por um momento. Kátia se revesava entre pegar sua mão para um giro, abraço ou simplesmente tentar ensinar um novo passo que era díficil e trabalhoso demais para Rose aprender antes do ritmo mudar. Entretanto, ela se pegou rindo sozinha ao perceber Kátia dançando para lá e para cá, entusiasmada com a ocasião leve que ela tinha conseguido criar conforme a noite se prolongava.

Devia muito a ela e sabia disso. Todavia, questionou se não poderia ter escolhido um lugar menos abafado. Suava e já sentia a cicatriz em suas costas arder quando o vestido grudou na pele sensível mais uma vez. Afastou-se na tentiva de respirar melhor e se livrar do crescente desconforto.

Até que foi surpreendida pela sensação de afogamento e como se não tivesse aprendido nada nos tempos em que perdeu sua visão se deixou cair. Só percebeu haver alcançado o chão quando os joelhos doeram com o impacto na pedra fria. Não conseguia escutar mais a música e sua respiração foi ficando fora de controle.

Não havia mais céu, terra, Kátia e os outros. Havia apenas a escuridão e ela jamais escaparia disso. Esse era o seu presente e futuro, percebeu.

Não importava o quanto estudasse os ensinamentos alquímicos, o quanto lutasse e se dedicasse para produzir a gema azulada que brilhava em seu pescoço, ela seria para sempre a garota que ficou cega.

— Rose, o que aconteceu? — Uma voz galanteadora sussurrou próxima de seu ouvido. Agarrou aquele som e expandiu sua concentração até que conseguisse identificar o chão e estivesse suada com o esforço. Só então disparou para fora da caverna abrindo caminho entre os dançarinos. Como podia ter sido tão estúpida a ponto de pensar que poderia estar em um lugar como aquele sendo tão... normal?

O vento frio queimou as bochechas, porém nem isto fez com que seu ritmo diminuísse, correu até seus pés não aguentarem mais e cederam sobre a areia.

— Não vai me fazer persegui-la até o outro lado da praia, vai? — A voz de Bernado a fez se sobressaltar. Não percebeu que ele a tinha seguido. Ouviu seus passos afofando a areia até ele sentar ao seu lado. Meu deus, havia esquecido como ele podia ser insistente. — Você está bem?

— Sim... apenas queria que isso parasse de vez. Achei que com a alquimia essa sensação de impotência pararia. Não aguento mais, Be, viver nesse mundo sem saber quando perderei totalmente a capacidade de enxergar.

— Rose... — ele engoliu a saliva talvez tentando ganhar tempo para pensar no que dizer — não foi para isso que te ensinei a alquimia. Por mais que desejamos alguns eventos na vida não tem explicação. Desde o acidente você tem se saído muito bem. Poucos são os especialistas que conseguem fabricar uma gema, a manifestação do equilíbrio entre o natural e a magia, durante uma vida de estudos e você fez isso em apenas 8 meses. Sabe quanto tempo eu levei para criar a pedra neste anel? Metade da minha vida.

Bernado colocou com delicadeza os dedos de Rose no anel, que sob a pressão do toque teve a engrenagem acionada, abrindo-se como uma pétala revelando uma brilhosa gema formada por 12 faces pentagonais. Ela podia não enxergar, mas a pedra emanava calor de sua essência, como quando se acende uma fogueira e era possível sentir o brilho quase escarlate que a gema de Bernado teria.

— Finalmente consegui moldar um Dodecaedros.

— É... todos no estão comentando como você é o alquimista mais habilidoso que já existiu... — disse virando-se para o mar. Quis gritar para ele a deixar em paz, mas sabia que isso seria injusto. Ela devia tudo a Bernardo.

— Não sei se isso é um elogio já que o único outro alquimista que essa vila conheceu era um velho gagá. Ah… que saudade das piadas sem graça dele!

— Ah! então além de ser o primeiro a conjurar e domar uma gema, algo que até então só existia em um caderno de teorias medicinais, você deseja ser um grande piadista e o alquimista mais hábil de todo o mundo?

Ela esperou a risada dele, que não aconteceu.

— Se isso fosse verdade, mesmo que por um segundo, eu teria sido capaz de domar o fogo que matou meus avós, meu mestre e marcou para sempre a garota que eu gosto.

— Até mesmo pelos primes? Aquelas criaturas devem conseguir fazer algo assim... um povo sem a leis naturais é capaz de tudo — Bernardo a tirou de seus devaneios. A repulsa ficou evidente na sua voz.

Sentiu os dedos de Bernardo nos seus, ela estava a ponto de reclamar quando entendeu o que ele estava fazendo com a gema. Mesmo com suas emoções confusas, sentiu a gema vibrar, o brilho aumentando de intensidade e o vento ameno começou a rodopiar ao redor deles. Ficou maravilhada com a sensação, como era de costume toda vez que Bernardo mostrava as múltiplas possibilidades da alquimia.

O silêncio se instaurou por um tempo. Não era desconfortável, mas conciliador. Ambos haviam perdido muito e sabiam que aquela dor jamais os abandonaria. Ele não era como Kátia que apesar de tudo conseguiu seguir em frente. Era como ela que sobretudo precisou seguir em frente. Rose sentiu seu corpo arder onde havia tido mais da metade das costas queimadas, então se propôs a falar novamente como se pudesse ignorar a incomoda sensação:

— “A natureza pode ser compreendida, analisada e moldada, jamais controlada.” Foi a primeira lição que você me ensinou. Não tinha como você, eu ou qualquer um nesse vilarejo impedir o que aconteceu quando o fogo se alastrou e saiu do controle. Você fez tudo o que pode… é por sua causa que estou aqui hoje. Se você não tivesse escutado os meus gritos…

Foi incapaz de continuar e sentiu o medo produzir um caláfrio em sua espinha. Será que ele não entendia o quanto era importante para ela? Esperava que suas palavras o trouxessem algum conforto. Primeiro por ser salva no lugar dos avós dele, mas também por Bernardo a ter mostrado como prosseguir sem depender de ninguém. Afinal, ele era o único que a olhava sem coitadismo. Algo que por mais que Kátia tentasse era incapaz de fazer.

No mês que suas queimaduras cicatrizaram, ele foi até a casa destruida e disse que via algo em Rose, um potencial não explorado ou talvez um projeto para se concentrar agora que não tinha mais nada. A sinceridade de suas palavras pegaram Rose de surpresa, lembrou-se do choque estampado em seu rosto, e desde então essa tem sido a razão de acordar diariamente: dominar a alquimia e representar o legado que ele criou.

Com o passar do tempo eles se aproximaram já que era o único com o qual Rose não precisava fingir o quanto se sentia miserável. Porém, sabia que jamais poderia dar a Bernardo a relação e o futuro que ele queria ter. A dívida já era grande o suficiente e temia não poder pagar por mais do que aquilo.

Bernardo percebeu a sua hesitação e se afastou como se pudesse ler os pensamentos de Rose, deixando um leve formigamento em seus dedos onde ele tocou. Estava a ponto de se desculpar quando entendeu o que ele quis dizer com controlar a natureza. Isso era errado.

— Controlar a natureza? Pensei que isso fosse errado, é sujo quebrar as leis naturais… — disse ela subitamente. — Por quê iria querer isso?

— Tem coisas que você ainda não consegue compreender. Nem mesmo eu sei direito, mas algum dia… vou descobrir de onde a alquimia vem e entender como esses seres são capazes de violar as regras e praticar…aquilo que eles chamam de magia.

— A origem da alquimia? — questionou ela ligeiramente interessada no assunto. Sentiu o hálito fresco de Bernardo quando ele se aproximou, a animação do debate melhorando o humor deles. Rose ansiava por entender sobre tudo o que ele falava e contava os dias para momentos como esse. Em que podia ser ela mesma e explorar o potencial de sua mente ao tentar entender a vastidão do mundo apesar de sua tristeza. Ouviu com afinco o que Bernardo tinha a dizer, quando ele agarrou suas mãos:

— É… eu tenho uma teoria sobre o gênese, mas precisava sair deste lugar para ter mais pro-

Ele gritou de dor enquanto um líquido acertava o rosto de Rose e ela escutava um corpo despencar sobre a areia.


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26 Janvier 2022 04:08:46 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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