misterjota Mister Jota

Tem coisa mais mágica que um primeiro encontro? O romantismo, as primeiras impressões e... as primeiras confusões!


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O Encontro

O ENCONTRO

Essa aconteceu, segundo uma antiga e milenar lenda familiar, com um tio por parte de meu pai.
Consta que ele, que chamaremos de Pita, se engraçou com uma belezura formosa e muito cobiçada de nome belo e singelo de Maria Delicada.
Muitos, para não dizer quase todos, os homens solteiros (e casados também) da região já haviam galanteado sem sucesso a graciosa beldade.
Meio sem perspectiva, mas com a fé e a confiança que todo brasileiro traz do berço, eis que um dia o bravo Pita tomou coragem e convidou a bela e delicada Maria Delicada para uma saída noturna.
E, mais surpreendente que um hipotético título nacional do Vitória, a tão cobiçada moça aceitou de imediato e com um belo sorriso o acanhado e despretensioso convite.
Pita mal podia se conter de tanta felicidade e satisfação. Era como se ele fosse um maratonista entrando numa prova como azarão e saindo como o grande e inesperado vencedor.
No dia e horário marcados, lá estava nosso bravo Pita nervoso, ansioso e todos os “osos” que você imaginar, a esperar pela bela Maria Delicada.
E eis que a formosura chegou, mais bela e deslumbrante que nunca.
De mãos dadas e, a pedido da moça, a conversa se iniciou em uma barraquinha (até jeitosinha) de cachorro quente.
Terminado o animado lanche, caminharam até uma banquinha de acarajé.
Maria Delicada contou um pouco do seu passado a Pita, enquanto saboreavam um delicioso pastel de queijo.
Pita relatou um pouco de sua história, enquanto a donzela comia uma apetitosa maçã do amor. Pita por sua vez, não aguentava mais nada.
Com um pouco de timidez e tomando um delicioso caldo de cana, Maria Delicada revelou pequenos detalhes íntimos para o novo pretendente.
Um pouco mais tarde, comendo um delicioso churrasquinho “de gato”, conversaram pequenas amenidades.
O primeiro beijo saiu um pouco antes de passarem na barraca de churros.
Após namorarem um pouco, tiveram um momento romântico sob a luz da lua, enquanto Maria Delicada tomava um sorvete de morango.
Pita não queria admitir mas, de tanto ver Maria Delicada comer, já estava se sentindo enjoado.
Mas, mesmo assim, não teve como recusar quando sua nova namorada pediu que ele pagasse um algodão doce para ela.
Passearam um pouco, abraçados a beira mar, enquanto a doce e delicada Maria Delicada bebia um geladíssimo refrigerante e comia uma deliciosa e apimentada coxinha de frango com catupiri.
Pita se perguntava como Maria Delicada conseguia se manter tão bela, formosa e magra com todo aquele apetite.
Antes de se despedirem, encerraram o encontro com um saco duplo de pipoca que, diga-se de passagem, apenas Maria Delicada comeu.
Com um pouco de sede, Maria foi para casa tomando um copo de meio litro de água de côco.
Pita foi para casa com um misto de emoções: feliz por ter conquistado e iniciado um namoro com a bela Maria Delicada mas, por outro lado, passou as duas horas seguintes fazendo contas para ver como iria cobrir aquele enorme prejuízo financeiro que sua cândida paquera havia dado.
Afinal, haviam marcado uma nova saída para a noite seguinte.
E eis que, no horário marcado, lá estava Pita a esperar sua bela e esfomeada donzela e esta, não tardou muito a chegar.
Enquanto caminhavam romanticamente de mãos dadas, Pita falou em tom baixo e encabulado:
- Maria, flor mais bela do mais belo jardim...
- Diga, meu bem – respondeu a moça completamente derretida.
- Quero te pedir uma coisa mas, estou meio sem jeito...
- Pode pedir – respondeu Maria ruborizada.
- Será que dava para você jantar antes de sair de casa? Porque três dias com gastos iguais aos de ontem, e logo serei eu que estarei passando fome, por falta de dinheiro.
Surpreendentemente, mas não tanto, Pita voltou a ser um homem solteiro naquela mesma noite e, de forma inusitada, ficou mais aliviado que triste.

25 Décembre 2021 15:03:12 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

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