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Deveria ser só mais uma caçada qualquer da semana, mas o que os irmãos Park não imaginavam era que eles acabariam entrando sem querer na Cidade do Halloween. E que lá, encontrariam monstros dos mais diversos tipos e se apaixonariam pelo futuro rei do Halloween e o seu irmão caçula.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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Capítulo um

Escrito por: @_jellyy | @oijellyy_


Notas iniciais: olá! minha primeira fanfic nesse projeto maravilhoso! gostaria de agradecer a equipe do 2min que me convidou para participar, me senti feliz e chocada com tudo isso.
p.s: a fanfic se passa no mesmo ambiente de "O estranho mundo de Jack", sendo o Yoongi, o Jack.


~~


Fazia muito frio naquela noite, e os irmãos Park corriam desesperados, tentando fugir daqueles monstros. De início, seria só mais uma caçada diária, por isso que eles não levaram armamento pesado e outras coisas para ajudar. E agora, dois monstros os perseguiam.

— Tudo isso é culpa sua, Taehyung! — Jimin grita e olha irritado para o garoto ao seu lado.

— Minha? Foi você quem me convenceu a não trazer as armas! — Jimin nada disse, pois ele sabia que era verdade. Ele conseguiu convencer o seu irmão a não levar mais armas porque elas eram pesadas, e ele não queria levar peso.

Eles ouviram um rugido muito alto de um dos monstros e começaram a correr mais rápido, esse monstro só podia ser morto por uma bala de prata, já que ele era metade lobisomem.

— Cadê as balas de prata? — Taehyung fala ofegante e tenta desviar de alguns galhos que estavam no chão.

— Ficou em casa… — Jimin resmunga manhoso, e o seu irmão o olha mais irritado do que antes.

De repente, tudo ficou em um completo silêncio. Os irmãos pararam de correr, olharam lentamente para trás e a Rúbia — uma fada demoníaca, a mais forte dentre elas — tinha matado o outro monstro. Jimin e Taehyung suspiraram aliviados, imaginando que ela os salvou, mas, na verdade, a Rúbia só havia tirado o outro do caminho dela, pois ela mesma queria acabar com eles.

— Ainda bem que você apareceu… Achei que iríamos morrer aqui e agora! — Taehyung falou enquanto suspirava aliviado, ele se preparava para tirar a mochila que carregava pensando que agora teria algum tipo de descanso. Parou tudo o que estava fazendo ao sentir uma mão em seu pulso. — Que foi?

Corre! — Jimin sussurrou horrorizado pela cena que acontecia na sua frente. A Rúbia agora carregava um olhar de puro ódio para os irmãos, seus olhos não continham mais aquela coloração roxa que ela sempre teve, suas garras estavam à mostra e, em sua boca, havia um sorriso macabro e sangrento.

Taehyung obedeceu ao pedido do seu irmão e correu o mais rápido que ele conseguia. Na sua cintura, tem um cinto com uma arma presa e carregada, então ele a pega e vira-se, tentando atirar na fada, mas ela é rápida demais em desviar e suas asas a ajudam nisso.

— Merda! E agora? O que fazemos?

— Continuamos a correr, Jimin.

A cada minuto que se passava, a fada ia os alcançando e Jimin rezava para que ele não morresse esta noite.

Ao longe, Taehyung viu que há muitas árvores, todas com muitas folhas, o que faz com que a região na qual elas estão fique bem escura. Taehyung pensou num plano para distrair a fada; ela não conseguia enxergar muito bem no escuro. Ele, então, pega a sua arma, que continha apenas uma bala, e atira na Rúbia, acertando em cheio o seu pé. A fada grita alto pela dor e cai no chão, ainda gritando.

— Vem, Jimin! — Os irmãos entram nesta nova floresta, escura e fedorenta. — Consegui acertá-la…

Jimin não consegue responder, pois lhe falta fôlego.

A fada ainda continuou a gritar pela recente ferida, porém, mesmo machucada, ela consegue voar alto para tentar ter uma visão da floresta e, consequentemente, dos irmãos.

— Vamos parar, Tae… — Jimin para a sua corrida e cai de joelhos no chão. Suas pernas estão dormentes, ele não consegue movê-las. — Eu preciso de água!

— Aqui! — A sorte é que Taehyung sempre leva uma garrafa de água em sua mochila.

Depois de beber a água quase toda da garrafa, Jimin começa a sua sessão de questionamentos.

— Por que ela veio nos atacar? Tipo assim… Nós salvamos a vida dela, se não fosse por nós naquela noite ela estaria morta. E agora ela vem e nos retribui assim? E você viu a cara dela? Parecia um demônio… — Jimin balança a sua cabeça em uma completa indignação. — Eu sei que ela é uma fada do submundo, mas não imaginava que teria uma faceta tão assustadora assim…

— Jimin, cala a boca! — Jimin é interrompido pela voz irritada do seu irmão e, mais uma vez na noite, ele balança a sua cabeça indignado, sussurrando um "Cala a boca você!". — Olha, Minie… Olha isso!

Agora os dois irmãos observam o local onde eles estão, com os olhos completamente arregalados. Eles estão numa espécie de círculo de árvores, e cada árvore dessa tem uma porta com uma comemoração diferente do ano.

— Que isso? — Jimin fala, andando em círculos, observando melhor o local onde eles estão. As portas das árvores têm o formato de cada época do ano, e Jimin achou a porta do Natal a mais bonita. — Tae, é a porta do Natal…

— Sim, Minie… São as árvores de noitarbelec! — O mais baixo contorce a sua cara em uma careta pelo nome das árvores. — A lenda diz que essas árvores podem te levar para a origem de cada comemoração do ano. E que, de ano em ano, as portas mudam de formato e se transformam em outras comemorações, de vários países. Pelo o que estamos vendo aqui, são as comemorações dos Estados Unidos.

Sendo movido pela curiosidade, Jimin abriu a porta do Natal e viu uma completa escuridão. Não entendeu nada, ele achava que, se abrisse a porta, ele veria o bom velhinho do Natal, mas o que encontrou foi um completo breu.

Os irmãos continuavam presos em seus pensamentos, Jimin ainda estava confuso com a porta e Taehyung se sentia encantado pela sua recém-descoberta, sempre quis saber mais sobre as árvores e pesquisar para ver se eram mesmo reais, e agora que as encontrou, não acreditava que era real.

Quando ia fechar a porta, vários flocos de neve saíram e giraram ao redor de Jimin. Ele ficou bastante encantado com isso.

— Ai, isso tudo é tão lindo! Nós podemos entrar em alguma dessas portas?

— Não, Minie… Quer dizer, sim, nós podemos, mas agora temos que sair daqui e voltar para casa, antes que aquela–

Taehyung teve a sua fala interrompida pelo grito da fada, ela tinha os achado. Jimin correu para o lado do seu irmão e segurou o seu pulso.

— Vamos entrar nessa porta, antes que ela nos mate… — Taehyung concordou, e foi andando lentamente, sendo seguido por Jimin. O sentimento de desespero e medo ficou ainda mais gritante, aos irmãos escutarem o grito da Rúbia e a sua presença ainda mais perto.

E então, no momento de desespero e correria, Jimin acabou correndo para a esquerda e abriu a porta errada.

O primeiro a entrar foi o Park mais velho, sendo seguido pelo seu irmão. Eles tinham a sensação de que flutuavam e que estavam parados no mesmo lugar, mas, na verdade, eles estavam caindo, caindo em um lugar que mais parecia o céu quando a tarde caía. Tinha a coloração de laranja e amarelo, e o que aparentava ser biscoitos com cabeças de abóbora passava ao redor deles.

Tudo isso acabou e eles caíram na terra molhada de mais uma floresta. E incrivelmente, a queda não doeu.

— Onde estamos? — Taehyung perguntou. Levantou do chão lentamente e observou o local. Uma floresta não muito escura, as árvores não têm folhas e são secas, o céu tem a mesma coloração de quando eles caíam.

— Acho que erramos de porta, não? Nunca vi o Natal ter biscoitos em formato de abóbora. — Agora os irmãos estão em pé, com suas mochilas sendo seguradas pelas suas mãos e um pouco amedrontados.

— Vem, Minie! Vamos procurar a saída! — Taehyung estende a mão para o seu irmão, que logo o obedece e a segura.

Eles continuavam a caminhar e parecia que não saíam do lugar, só havia árvores mortas e secas ao redor. Não havia pessoas ou qualquer outra coisa.

Após andarem por alguns minutos, eles veem ao longe um espantalho com cabeça de abóbora. Foi muito bizarro: suas pernas são muito finas e largas, o que faz com ele seja alto; seus braços são iguais às suas pernas e ele cheira mal, como se estivesse podre. Em cima da sua cabeça, tem uma placa em uma língua que os irmãos não conhecem.

— Nossa, ele cheira muito mal! 'Tá pior que o meu pé. E olha que se ele superou o meu chulé, ele tem que ser muito fedorento! — Jimin falou enquanto balançava a sua mão em frente ao seu rosto, insinuando que tentava mandar aquele cheiro ruim para longe. Taehyung riu, mas não ligou muito, ele estava muito preocupado em tentar decifrar aquelas escrituras.

— Não estou conseguindo entender nada disso! — Taehyung resmungou, frustrado, e bateu o pé no chão, como se fosse uma criança birrenta. — Quando eu estudei línguas, não tinha nada disso. Esses garranchos são bizarros.

— Vamos continuar andando, então? — Jimin agarrou o braço do seu irmão e ficou abraçado a ele.

— Sim! Vamos tentar sair daqui!

— Tchau, seu fedorento! — falou diretamente e deu língua para o espantalho, e os irmãos saíram rindo alto da criancice de Jimin.

Na cabeça do mais baixo, o espantalho não ligaria de ser chamado de fedorento, já que ele não está vivo, por isso ele seguiu rindo e não viu que o espantalho mexeu a sua cabeça e agora estava o olhando. Ele poderia matar aqueles dois, já que ele estava ali caçando a sua mais nova presa, mas decidiu deixar os irmãos viverem e, curiosamente, o espantalho entendia perfeitamente o que aqueles meninos diziam, por isso se sentiu ofendido ao ter sido chamado de fedorento.


======

— Tae, eu estou cansado!

— Eu também!

Já fazia alguns minutos que os irmãos andavam pela floresta. Como mais cedo eles tinham corrido muito tentando fugir daqueles monstros, agora eles não conseguem dar mais um passo sem sentir as suas pernas doerem. E para piorar a situação, parecia que eles nunca saíam do lugar. As árvores eram iguais, tinham o mesmo formato, a mesma cor, o que não ajudava muito, e o céu só escurecia cada vez mais.

— Está com a lanterna aí? — Jimin perguntou, e Taehyung concordou. — Olha se tem bateria, já está escurecendo, e se as minhas teorias estão certas, nós entramos na porta errada…

Taehyung parou de andar de repente e Jimin veio logo atrás, chocando-se com o corpo do seu irmão. Ao longe, Taehyung conseguiu enxergar um portão, muito grande por sinal, e escutou algumas vozes, viu sombras também; aquilo aparentou ser um tipo de cidade.

Jimin também notou isso, não conseguiu evitar a euforia que tomou conta de si, só de pensar que era uma cidade, e logo, logo poderia estar em casa, ele sentia as suas mãos suarem e o seu rosto se contorcer em um grande sorriso. Sem pensar duas vezes, os irmãos correram para alcançar o portão.

Quando, enfim, chegaram perto, o portão se abriu sozinho e eles entraram. Realmente, é uma cidade, uma cidade bizarra. Quem mora ali não são pessoas, e sim monstros, dos mais diversos tipos, tamanhos e cores. Bruxas, vampiros, lobisomens, coisas com cabeça de tatu e braços de cobra, todos ali eram estranhos e assustadores.

— Onde nós estamos? — o mais baixo perguntou pausadamente e horrorizado.

— Vocês estão na cidade do Halloween! — Uma voz, um pouco fina, surgiu do lado deles e os assustou. Quando os irmãos se viraram, não viram nada, não tinha ninguém atrás deles. E isso deixou eles ainda mais assustados. — Eu estou aqui! — E mais uma vez, aquela voz…

Taehyung foi o primeiro a notar aquilo; era uma cabeça, que estava pendurada na parede. Parecia ser um cadáver ainda em decomposição.

— Não fiquem assustados… Eu sou a Martha, sou a cabeça de esqueleto que está responsável por receber novos visitantes. Por isso sei falar o idioma de vocês! — a Martha falou mansa, tentando passar algum tipo de confiança, ela viu a expressão de medo nos meninos e quis mostrar que não faria mal algum para eles.

— Jesus! Estamos na cidade dos mortos, Tae! Nós morremos! — Jimin levou as suas mãos até a sua cabeça e apertou os seus fios. Taehyung nem soube o que dizer, era muita informação para um dia só.

— Não, não! Vocês estão na cidade do Halloween! — a Martha disse rapidamente, e logo riu da reação de Jimin. — Aqui não tem nenhum morto… além dos vampiros, mas isso não importa. A nossa cidade é cheia de monstros assim esquisitos mesmo, eles são inofensivos e não fazem mal a ninguém. — No mesmo momento, Taehyung viu o que parecia ser um adolescente apanhando de uma boneca, que mais parecia ser a filha do Frankenstein. Ele riu. — E vocês não estão mortos, provavelmente estão de passagem pela cidade… Divirtam-se, há muitas coisas impressionantes por aqui!

— Nós queremos sair dessa cidade. Você, por acaso, sabe como fazer isso? — Ignorando a situação cômica do adolescente apanhando, Taehyung começou a conversar com a Martha.

— Não! — ela responde prontamente e faz uma careta de confusão. — Como assim, vocês vieram para um lugar de onde não sabem sair?

Jimin começou a se desesperar mais ainda, pensando que poderia morrer ali, naquela cidade, já que a cabeça de esqueleto não sabe como sair desse lugar e não há mais ninguém que fale o idioma deles. Seu irmão também não ficou para trás, nenhum dos dois querem ficar ali para sempre e nunca mais ver os seus amigos e a sua família.

De repente, os irmãos escutam o que aparenta ser um cavalo se aproximando, e uma gritaria se iniciou pela população, todos aparentaram ficar muito animados. Jimin e Taehyung saíram de perto do portão da cidade, muito provavelmente onde o cavalo entrará, e correram até chegarem onde parecia ser uma pracinha. Logo os portões se abriram e o cavalo entrou, em cima dele, estava o espantalho que eles viram mais cedo. Jimin se sentiu horrorizado ao reconhecer o espantalho e lembrou muito bem de ter criticado o seu cheiro.

— Jimin, é aquele bicho que você chamou de fedorento… — Taehyung apontou para o espantalho, que agora tinha pego uma tocha e engolido, fazendo com que o seu corpo todo ficasse em chamas. — Eu espero que ele te mate primeiro, assim eu terei tempo de fugir e achar um jeito de sair dessa cidade… Não se preocupe, vou falar para os nossos pais que você os ama muito! — Jimin direcionou o olhar mais irritado que conseguia para Taehyung. Não acreditava que o seu próprio irmão estava falando isso.

Ignorando Taehyung, Jimin voltou o seu olhar para o espantalho, que se contorcia de dor e ainda continuava em chamas, chamas essas que aumentavam a cada minuto. O cavalo corria pela cidade, levando aquele espantalho queimando em fogo por cada parte, até que ele chegou perto dos irmãos e fingiu que iria queimá-los. Os dois se abraçaram fortemente para assim, tentar se proteger.

— Jesus! — os dois gritaram ao mesmo tempo.

No meio da pracinha, há uma fonte e dessa fonte cai muita água, uma água verde, o espantalho jogou-se na água e desapareceu. Todos os habitantes da cidade correram até a fonte e começaram a aplaudir, os Park ainda não entenderam nada do que estava acontecendo, sentiam medo da cena que desenrolava, e cada vez mais esse medo aumentava, imaginando que o espantalho os mataria.

De dentro da água, saiu um homem alto e bem branco, sua boca é uma linha preta com outras linhas na vertical, dando a impressão de uma boca de esqueleto de algum desenho animado. Ele veste um terno todo preto e tem o cabelo penteado para trás. Estando em uma pose de morto, suas mãos estão em seu peito com os olhos fechados.

Os monstros da cidade ainda continuaram animados com aquele homem e passaram a gritar mais alto quando ele abriu os olhos. Nada tinha ali, era apenas dois buracos pretos, fundos e inexpressivos, isso só o deixou mais assustador e fez as pernas dos irmãos Park tremerem.

Ele fez uma reverência para os monstros e estendeu a mão ossuda para frente. Os monstros se afastaram e logo alguém surgiu no meio daquilo tudo, e foi para perto do homem desconhecido.

Um outro homem, um pouco baixo, começou a falar uma língua que os irmãos não entendiam. Em seu peito, há uma faixa verde, parece que ele é o prefeito da cidade.

— Deve ser o prefeito… — Taehyung disse, ainda abraçado ao seu irmão. — Prefeito duas caras! — brincou, tentando aliviar o clima de medo e tensão que se instalou entre eles. Jimin riu um pouco baixo e aquele riso aliviou o coração de Taehyung, pelo menos seu irmão se relaxou.

O prefeito realmente é duas caras, afinal, ele é um monstro e pode, sim, ter duas faces. Uma mais feliz e a outra mais triste; curiosamente, essa característica nele não o deixou feio.


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— Tae, vamos sair daqui! Estamos há muito tempo sentados, a minha bunda dói! — Jimin resmungou manhoso e sacudiu o seu irmão pelos ombros.

— Mas sair para onde, Jimin? Hein? Estamos sem saída… — Taehyung suspirou, derrotado. — Não conhecemos ninguém aqui além da Martha.

Os irmãos suspiraram juntos e abaixaram suas cabeças. Não há saída, estão presos nessa cidade e podem até mesmo morrer pelas mãos do espantalho.

— Podemos explorar a cidade, que tal? — Após alguns minutos de silêncio, Jimin fez uma proposta ao seu irmão. Taehyung dirigiu o seu olhar a Jimin e concordou com ele.

Então eles se levantaram do chão e foram explorar a cidade. A cidade é grande e há várias casas, monstros, lojas e até mesmo alguns carros; apesar de tudo, é uma cidade bonita. Os irmãos Park pararam em frente do que parecia ser uma padaria, e ficaram observando algumas coisas da vitrine. Taehyung escutou barulhos de passos apressados, virou a sua cabeça bruscamente para trás e segurou o braço do seu irmão.

— Que foi?

— Ouviu isso? — Taehyung olhou para os lados desesperado, em busca de quem causou aqueles barulhos, mas não encontrou nada. Jimin também o acompanhou com o olhar, segurando a arma que ele carrega na cintura, preparando-se para o pior. E mais uma vez, o barulho de passos se fez presente, desta vez do lado oposto de onde eles se encontravam. — Jimin… — Eles viraram-se para a esquerda, Jimin tirou a sua arma da cintura e apontou para frente, novamente eles não encontraram nada.

— Acho que estamos ficando loucos! — Jimin disse, sacudindo a sua cabeça, a fim de afastar a ansiedade e tensão que ele sentiu. Ao virar-se, deu de frente com aquele espantalho que havia se transformado em homem. Ele estava mais baixo, quase do tamanho de Jimin, sua boca não era mais aquela junção de linhas bizarras, e sim uma boca comum e um pouco rosada, seus olhos ainda continuam pretos e vazios, o que fez com que, de perto, fosse mais assustador.

— AHH! — os irmãos gritaram com aquela figura, e em vez de correr, se abraçaram. — É o Slender Man! Socorro, Jesus! — Sem dúvidas, Taehyung é o mais assustado. O homem realmente parece o Slender Man e Taehyung sempre teve medo desse ser.

— Olá! Estão perdidos, não estão? — o homem fala em um tom risonho, cruzando os braços em seguida. — Acho que vocês lembram de mim… Sou o espantalho da floresta, me chamo Min Yoongi!

Os irmãos se olharam assustados e tentaram se comunicar apenas com o olhar, não estava dando certo.

— Eu posso ajudá-los a sair daqui… Caso não tenham notado, eu falo perfeitamente bem o idioma de vocês. — Yoongi descruzou os seus braços e estendeu a sua mão para os meninos. — Podem confiar em mim, eu já fui um de vocês!

Jimin, ainda com as mãos trêmulas, aceitou a ajuda do Yoongi, mas se recusou a segurar a mão dele. Taehyung segurou o pulso de Jimin. Yoongi, então, sorriu e foi andando, sendo acompanhado pelos irmãos. Eles andaram por algum tempo até chegar a uma casa enorme e preta.

— Sejam bem-vindos à minha casa! — Yoongi abriu o grande portão que ali tem e foi recepcionado por um cachorro-fantasma com uma bola brilhante no lugar do nariz. — Oi, Zero! Como está, rapaz? — Yoongi acariciou o cachorro.

Os irmãos foram seguindo o Yoongi e o cachorro, o animal até mesmo cumprimentou os meninos. O jardim da casa é muito bonito e possui muitas flores. A cena contrasta um pouco com a imagem que criaram do Yoongi, lá está aquele ser, brincando animadamente com o seu cachorro. No seu jardim, há muitas flores e outras coisas para ajudar na decoração. Nem se parece com aquele espantalho assustador de antes.

Os Park abriram a porta, que rangeu por ser velha, e adentraram a casa.

— Casa bonita! — Taehyung falou, enquanto brincava com o cabideiro do lado porta, ele estava se divertindo, até o cabideiro bater em sua mão. — Ai!

— Me desculpe por isso, ele não gosta de receber visitas — Yoongi falou rindo, e Jimin o acompanhou na risada, a cara de Taehyung era impagável. Um alto estrondo se fez presente no andar de cima e assustou todos que estavam na sala. — Bem… me sigam, ele pode nos ajudar!

Obedecendo Yoongi, os meninos o seguiram e subiram as escadas. Chegando ao andar de cima, depararam-se com um escritório bagunçado e, ao lado de uma estante cheia de livros, uma porta aberta. Uma pessoa está lá, seminua, e essa sala se encontra bagunçada também.

Uau! Taehyung pensou. Sentiu-se encantado pelo garoto seminu, o qual apanhava mais cedo da boneca de pano. Vendo-o agora de perto, conseguiu reparar no quão belo ele é.

— Yoon? Trouxe visitas? — O garoto sorriu. Ele se parece um pouco com Yoongi, mas diferente do outro, ele tem olhos. Possui unhas incrivelmente grandes e pretas, embaixo dos seus olhos há algumas cicatrizes na vertical, completamente vermelhas. Ele também tem os olhos numa colocação vermelha, que parece brilhar.

— Sim… Rapazes, este é Min Jungkook, meu irmão! — Jimin fez uma pequena reverência para o menino, que retribuiu. — E estes são… ah, bem, quais são os seus nomes? — Yoongi vira-se para observar os irmãos melhor. Afinal, ele levou dois estranhos para a sua casa e nem sabia os seus nomes.

— Eu me chamo Park Jimin, e esse é o meu irmão, Park Taehyung! — Taehyung ainda continuava olhando para Jungkook, pensando em coisas indecentes, o que ele não sabe é que Jungkook lê mentes e estava lendo a dele.

— Claro! Jungkook, vista-se por favor! — Jungkook obedeceu ao seu irmão, e saiu em busca de uma roupa. — Me desculpem a bagunça. Jungkook é quem faz tudo isso, ele vive lendo e pesquisando coisas em meu escritório, acabando por bagunçar muita coisa. E ele pode ajudá-los!

— Como ele pode nos ajudar? — Taehyung acabou por se introduzir na conversa; agora com o Jungkook fora de vista, ele não tem nada para se distrair.

— O Jungkook estuda muito e pode ter um jeito de ajudar vocês a voltarem para o seu mundo.

O dito cujo apareceu, já vestido, e Taehyung novamente se viu encantado. Ele ficou ainda mais belo naquelas vestes com cores em um vermelho vibrante.

— De onde vocês vieram? — Ele parou ao lado do seu irmão e cruzou os braços, deixando seus braços fortes em evidência.

— Do mundo dos normais…

Os dois monstros presentes na sala dirigiram seu olhar para Jimin completamente irritados e ofendidos, ele abaixou a cabeça sussurrando um "Desculpa!".

— Então… — Taehyung pigarreou, e teve a atenção dos irmãos Min voltados para ele. — É uma história um pouco longa…


— Nossa! — Jungkook exclamou após Taehyung terminar de contar como chegou na cidade. — Bom… Eu posso ajudar vocês a saírem daqui — Os irmãos ficaram bastante animados. — Mas isso vai demorar! Eu preciso estudar sobre essas árvores, nunca ouvi falar delas…

— Eu já estudei sobre elas, mas, nas minhas pesquisas, só tem como as encontrar e não como sair delas. — Jungkook sorriu largo e chamou Taehyung com o dedo.

— Você pode me ajudar a estudar, que tal?

Yoongi balançou a sua cabeça de um lado para o outro, completamente desacreditado com o descaramento do seu irmão.

— Amanhã vocês dois iniciam as pesquisas, tudo bem? Eu tenho certeza de que os irmãos Park estão cansados e querem dormir… — Yoongi sorriu, e Taehyung sentiu um frio na espinha, apesar de estar os ajudando, Yoongi ainda continua macabro.

— Na verdade, eu estou com fome!

Yoongi concordou e chamou os irmãos Park para ir até a sala de jantar, também pediu para que o seu irmão fizesse a cama dos convidados e separasse roupas limpas.

Após tomarem banho e jantarem, Jimin e Taehyung se encontram preparando-se para dormir.

— O que você achou deles?

— Até agora, eles me parecem ser legais, gostei do Jungkook. Só espero não acordar no dia seguinte morto — Taehyung falou, rindo baixinho, e jogou-se na cama, uma cama muito macia e bem cheirosa.

— Tae, não tem como alguém acordar morto… — Jimin logo se juntou ao seu irmão e deitou-se na cama.

— Mas é claro que tem!

— Não, não tem!

E assim, iniciou-se mais uma discussão boba dos irmãos Park. E do lado de fora do quarto, estava Min Yoongi, divertindo-se com a discussão dos meninos e procurando saber mais um pouco sobre eles, principalmente sobre Jimin.


O dia amanheceu e Jimin foi o primeiro a acordar com a claridade em seu rosto. Ainda de olhos fechados, Jimin sorriu, lembrando-se do sonho que ele teve durante a noite e perguntou-se como ele criou um Min Yoongi e um Min Jungkook. Ele tem uma criatividade impressionante.

— Bom dia! E não foi um sonho, eu existo! — A voz de Jungkook se fez presente no cômodo e Jimin levantou-se rapidamente da cama, para olhar ao redor. E lá está Min Jungkook com roupas em suas mãos, olhando divertido para Jimin.

— O-o quê? Como? — Jimin balbuciou, e levou uma de suas mãos até os seus fios negros, bagunçando-os logo em seguida.

— Achou mesmo que tudo isso tinha sido um sonho? — Jungkook foi para perto dele e estendeu uma de suas mãos, que contêm algumas peças de roupas. — Tome um banho e vista isso! Eu e o Yoongi estamos fazendo o café da manhã.

Dito isso, Jungkook deixou a outra muda de roupa na cadeira e saiu do quarto, deixando um Jimin em choque para trás.

Ele não conseguiu acreditar que aquilo realmente aconteceu, achava que tudo só passou de um sonho bobo. Deixando um pouco os pensamentos de lado, Jimin se levantou e foi pegar as roupas para tomar um banho quente.

— A água aqui pelo menos é normal… — murmurou enquanto liga o chuveiro. — E quente.

— Bom dia, Minie! — Taehyung apareceu de repente no banheiro, segurando as suas roupas.

Jimin nada disse, apenas murmurou qualquer coisa e terminou o seu banho. Jimin vestiu as suas roupas apressadamente e se retirou do banheiro. No quarto deles, há uma grande janela que ilumina o cômodo todo, Jimin foi até ela e pôde observar uma parte da rua. Tinha alguns monstros por lá, inclusive o prefeito. Jimin escutou o prefeito falar algumas coisas e uns monstros irem ajudar ele.

— Vai ficar aí ou vai tomar café? — Taehyung não esperou seu irmão responder, já pegou o pulso dele e saiu o puxando pra fora do quarto.

Na sala de jantar, Yoongi e Jungkook se encontravam sentados na mesa se servindo. Os irmãos Park se juntaram a eles e começaram a comer. Como Yoongi já tinha sido um deles, ou seja, um humano, o café da manhã é algo do seu mundo e não alguma coisa bizarra.

— E então… o que vocês comem por aqui? — Taehyung decidiu iniciar uma pequena conversa. — Tipo, nós temos culturas diferentes e eu estou curioso.

— Entendo… Bem, eu como doces, no geral, e algumas outras comidas tradicionais da cidade — Jungkook falou com a boca cheia, e bebeu um gole do seu suco. — E o Yoongi, ele come…

— Carne! — o dito cujo respondeu sem olhar para os presentes na mesa. Jimin ainda continuava olhando pra ele. Mesmo depois de ter sentado na mesa, Jimin se sentiu um pouco ofendido, estava há um tempo olhando para o monstro a sua frente e Yoongi não fazia o mínimo esforço de retribuir.

Jimin não sabe o motivo pelo qual se sente ofendido, parece que ele voltou à sua época de colegial. E agora, tornou-se uma adolescente louca que procura a atenção de algum garoto mais velho.

— Como sabe que ele não está te olhando, sendo que ele não tem olhos? — Jungkook o questionou e teve a atenção de Jimin voltada para si, sorriu sem graça. Taehyung fez um grande esforço para questionar o Jungkook sobre aquela pergunta.

— Jungkook… Você consegue ler mentes?

— Sim! — Jungkook deu um mínimo sorriso para ele. Taehyung corou lembrando dos pensamentos que teve ontem à noite.

— Não se preocupe, querido, a maioria dos caras pensam a mesma coisa quando me conhecem! — Dito isso, Taehyung sentiu o seu rosto ficar ainda mais vermelho, se isso é possível.

Após isso, o café seguiu-se normalmente e ninguém disse mais nenhuma palavra. Um pouco decepcionante para Jungkook, ele queria saber mais daqueles dois visitantes e em especial de Taehyung.

Ao acabar de comer, Yoongi se ofereceu para levar Jimin em uma visita à cidade, enquanto o seu irmão ficaria com Jungkook o ajudando nas pesquisas.

— E o que é isso? — Jimin apontou para o outro lado da rua, onde há uma barraquinha.

— É uma barraca. Digamos que vende suco para vampiros!

— Até agora não vi nenhum, sabe, vampiro! — Eles se encararam, e Yoongi crispou os lábios. — Por que está usando óculos?

— Hum… Eu gosto de óculos! — Yoongi levou as mãos até os olhos e endireitou os óculos, que insistiam em cair do seu rosto. A verdade é que não queria assustar Jimin, percebeu como ele fica tenso com a sua presença e pensou que o motivo são os seus olhos, ou melhor, a falta deles.

— Ah! Como você ficou tão alto quando saiu daquela água e em seguida tão baixo? — Yoongi abaixou a cabeça e riu negando.

— Você é muito curioso, Jimin! Me faça outra pergunta, uma que não seja sobre mim.

Jimin revirou os olhos. Queria respostas sobre aquele ser e sempre que tinha a oportunidade de perguntar qualquer coisa, Yoongi fugia do assunto, a única pergunta que teve sucesso foi a dos óculos.

Nesse exato momento, eles estão sentados no banco da pracinha, venta muito e faz sol, a cidade aparenta sempre estar de tarde, e isso é bom, Jimin ama como o sol fica durante a tarde.

— O que está escrito ali? — Apontou para uma casa grande, que tinha placa em cima com alguma escritura.

— "Faltam dois meses para o Halloween", é o que está escrito…

— Achei que todos os dias fossem Halloween!

— Não! Halloween só é dia 31 de outubro. Se fosse todos os dias, seria muito sem graça quando chegasse o grande dia. Quando chega o dia do Halloween, fazemos uma grande festa, com muita comida e muito susto. — Yoongi terminou de beber o líquido do seu copo, segundo ele, é um tipo de Whisky. Jimin também quis beber, mas Yoongi não deixou, alegando que era forte demais.

— Eu gostaria de ver… Deve ser legal! — Yoongi virou a cabeça em sua direção e sorriu, mostrando os seus dentes. Jimin inconscientemente sorriu junto.

— Quando o Halloween chegar, você não estará mais aqui…

— Como sabe disso? As pesquisas podem demorar mais do que o esperado. — Jimin acabou com o seu sorriso e virou o rosto para o lado oposto de onde Yoongi está.

— Você gostaria de ficar aqui e ver o nosso Halloween? — Yoongi riu pela atitude do Park. — É sem graça, todo ano a mesma coisa. As mesmas comidas e os mesmos sustos. Sempre foi assim: as mesmas pessoas, comidas, músicas e decorações.

— Faça diferente esse ano, então! Pelo o que eu pude perceber, parece que a cidade gosta muito de ti, eles te escutam. — Yoongi ficou pensando na sugestão de Jimin, e no final não entendeu o que ele quis dizer. — Afinal, você é o que? O prefeito eu sei que não é.

— Diferente como?

— Por que nunca me responde quando eu pergunto uma coisa sobre você? — Jimin cruzou os braços e ficou encarando Yoongi, irritado. Yoongi repetiu os movimentos de Jimin.

— Me responde primeiro, e depois eu te falo o que quiser sobre mim! — Jimin achou justo e ficou pensando em um Halloween diferente.

— Eu gosto do Halloween dos Estados Unidos, não é muito diferente daqui, eu acho. A minha parte favorita é quando as crianças saem para pedir doces, ah, é claro, os doces também são gostosos. — Jimin começou a relembrar a sua infância, quando ele, seu irmão e seus pais foram para os Estados Unidos em uma missão. Ele e Taehyung fugiram e foram pegar doces escondidos dos pais. — Isso meio que se tornou o Halloween tradicional, apesar de não ser feito em muitos países.

— Pedir doces? Como assim? E Halloween tradicional? — Yoongi ficou curioso de repente. Já fazia muito tempo desde que ele visitou o outro mundo e não se lembrava das pessoas festejarem o Halloween.

— Sim, na noite de Halloween, as crianças, ou os adultos, se fantasiam e saem para pedir doces nas casas das pessoas. — Jimin sorriu pelas lembranças de sua infância.

Yoongi ficou pensando na ideia de Jimin. Gostou, mas não sabia como iria implantar isso na sua cidade, as pessoas poderiam não compreender muito bem a ideia. Afinal, em sua cidade, só existem monstros e eles amam o terror e o horror.

— Gostei! Bom… Agora é a minha vez, não é mesmo? — Yoongi sorriu pequeno, e Jimin concordou animado. — O que você quer saber?

— O que você é? Eu já vi lobisomens, vampiros, bruxas… Mas e você?

— Eu sou eu, não tenho como te explicar o que eu sou. — Yoongi deu um sorriso tímido. Sempre ficava assim ao falar de si mesmo. — Já fui humano! — Jimin arregalou os olhos e depois lembrou que Yoongi havia mencionado que ele foi um humano. — E agora estou aqui, um ser imortal.

— E por que as pessoas te veneram aqui? A sua família é rica?

— Em partes, sim, ela é! E bem, eu sou o futuro rei do Halloween. — Yoongi hesitou um pouco em falar, ele não sabia por que hesitava tanto em falar sobre si para Jimin.

— Uau! Isso deve ser o máximo, gostaria de ser rei algum dia! — Ao contrário do que Yoongi pensou, Jimin amou a ideia de ele ser rei. — E vai acontecer algum tipo de coroação? Eu posso ver?

— Sim, você pode ver. Será no dia do Halloween, é uma coroação um pouco estranha, não sei se você irá querer ver.

— Gostaria de ver, sim! Mas, vem cá, é passado de geração em geração? — Jimin chegou mais perto de Yoongi para ouvir melhor a história de sua vida.

— Sim, o antigo rei do Halloween é o meu irmão, Min Seokjin. Ele meio que se aposentou para cuidar da família, sabe? — Yoongi apoiou o seu braço no banco e aproximou-se mais de Jimin. — Somos três irmãos, mas o Jungkook não vai ser o próximo rei.

— Por que não?

— Eu sou imortal, Jimin, lembra? Ele não vai precisar ser rei, e nem quer ser.

— Você e o Jungkook me parecem ser normais, a meu ver, então por que você não tem olhos? — Jimin deixou a cabeça cair em um sinal claro de confusão e fez um biquinho, que Yoongi achou muito fofo.

— Os olhos são as janelas da alma, e eu não tenho alma — Yoongi respondeu um pouco cabisbaixo, e Jimin se sentiu mal por fazê-lo lembrar disso.

— Me desculpe, eu não deveria ter perguntado. — Jimin encolheu-se como se estivesse com frio.

— Não, não tem problema. A minha alma foi tirada de mim sem a minha permissão, e para que eu sempre me lembrasse disso, tiraram meus olhos. — Yoongi endireitou os seus óculos, que estavam caindo. — Mas, independente de eu ter alma ou não, continuo sendo um cara legal, certo? — Yoongi falou descontraído, e Jimin riu concordando.

— Sim, você é legal! De início te achei muito assustador, mas agora vi o quanto você é divertido. Ah, e você não é nada fedorento.


— Onde estamos? — Taehyung sussurrou para Jungkook. Mais cedo, Jungkook disse que precisava de ajuda e pediu para que ele o seguisse, e acabou que eles entraram em um tipo de igreja macabra e abandonada.

— É o local de trabalho de um amigo, ele é muito inteligente e, com ele, você e seu irmão vão para casa mais rápido. — Eles pararam no meio da igreja, e Jungkook começou a gritar. — Namjoon? Namjoon, cadê você?

— 'Pra quê gritar? Isso daqui parece ser abandonado, parece que a qualquer momento vai desmoronar. — Taehyung segurou fortemente no braço de Jungkook ao ver um vulto. — Jungkook, meu pai, o que é o Namjoon?

— Eu sou o Namjoon! — Taehyung virou-se rapidamente, e deparou-se com um cara, bem alto e forte. Parecia ser um humano também, mas Taehyung tinha certeza de que ele não era. — Não sou o vulto que você viu, era… outra coisa. — Taehyung ficou ainda mais assustado. Se o vulto que ele viu não era esse tal de Namjoon, então o que era?

— Nam, eu preciso da sua ajuda. — Jungkook foi para perto daquela criatura alta, e mostrou o seu livro. — Estou fazendo uma pesquisa, para ajudar uns amigos. Eles entraram aqui sem querer e precisar sair e voltar para o mundo deles. — Jungkook apontou para cima. — O mundo dos vivos!

— Minha ajuda em que, exatamente? — Namjoon cruzou os braços e olhou para Taehyung. — E é ele quem precisa de ajuda?

— Sim. É que eu não sei por onde começar, entende?

— Tudo bem então, eu vou ajudá-los. Quando começamos? — Namjoon sorriu, e Taehyung, de alguma forma, sentiu que ele era confiável.

— O quanto antes, melhor!


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Notas finais: fim do primeiro cap 😽
betagem por: @monpecs | @snyffyoon
design por: @peartae obrigado bebês pelo seu trabalho duro. até o próximo cap.

28 Octobre 2021 22:22 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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