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Min Yoongi só queria chorar assistindo a estreia do seu filme preferido no cinema, e Jimin ia fazer de tudo para que isso acontecesse, nem que ele tivesse que discutir com todas as 10 pessoas que estavam rindo do seu namorado por estar emocionado com a cena final do filme.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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Crying out loud

Escrito por: @nameisabelle


Notas iniciais: Olá, essa é a minha primeira fanfic para o projeto e recebi um apoio imenso nela, por isso quero agradecer a @SraLovegood por betar essa queridinha OneShot e deixá-la mais bonitinha para vocês lerem. Também quero agradecer a @jjmswan por fazer essas capas incríveis tanto a do wattpad como a do spirit, elas ficaram maravilhosas assim como esse lindo banner que vocês vêem no início do capítulo ^^
Enfim, boa leitura 💛


~~


**

Era sábado, o dia de descanso de Jimin e Yoongi. Ambos trabalhavam de segunda à sexta em uma empresa de televisão, no setor de finanças e comercial, respectivamente. O Park era formado em ciências contábeis e amava os números, e o Min amava a publicidade, a criação de comerciais, os contratos com empresas e parceiros. Mas além disso, amava filmes, séries, livros e tudo que envolvia o mundo geek.

— Amor, acorda. Lembra que temos que ir ao cinema hoje ao meio-dia. Não quero perder a sessão — disse Yoongi, fazendo um carinho na bochecha do namorado.

— Só mais um pouquinho, Yoon. — Segurou a mão que estava no seu rosto e dormiu mais uma vez.

— Jimin, são nove horas da manhã. Se eu deixar você dormir mais um pouquinho, você só vai acordar na hora que o filme estiver começando.

— Por que tinha que ser ao meio-dia? A gente poderia ficar aqui na cama agarradinho. — Puxou o azulado e o abraçou forte. — Podíamos fazer um love, e a noite íamos ao cinema. — Beijou o pescoço do publicitário, que sorriu o ouvindo.

— Amor, primeiro, a gente ganhou dois vale-ingresso lá da empresa e os horários em que eles valiam era até às três horas da tarde. Segundo, a sessão de Como eu era antes de você só tem ao meio-dia. Terceiro, eu não quero escutar as pessoas gritando ou conversando alto no meio do filme que nem foi com Guerra Civil — disse, mostrando com os dedinhos cada ponto que argumentou. — Eu já fiz o seu leite e sua torrada. Vamos, tá bom? Mais tarde a gente faz nosso love.

— Já estou pronto — respondeu, selando seus lábios em seguida e correndo em direção ao banheiro para fazer suas higienes pessoais.

Yoongi começou a ajeitar a cama enquanto o namorado estava no banheiro. Já tinha tomado café, pois estava tão ansioso para assistir ao filme que acordou cedo e já tinha feito suas atividades do dia.

— Amor, quando terminar de tomar café, vá estender nossas roupas, porque a máquina daqui a pouco vai parar de processar — falou, vendo o moreno acenar com a cabeça ao sair do banheiro rumo à cozinha.

(...)

Tudo estava correndo super bem. Jimin já havia tomado seu café e estendido as roupas, os dois estavam no quarto ajeitando as roupas para irem ao cinema quando escutaram o interfone tocar.

— Eu vou atender — Park disse.

— Ah, eu espero que não me atrapalhem na ida ao cinema. Eu não quero chegar atrasado, eu ‘tô esperando por essa adaptação há muito tempo — disse, colocando as roupas em cima da cama ao lado das do moreno.

— Amor, são seus pais. Eles estão subindo — disse ao azulado, que bufou.

— Não acredito, por que a mãe sempre vem aqui quando eu tenho que sair? Toda a vida é isso. Eu a amo, mas ela parece que adivinha. — Saiu do quarto para atender sua mãe e seu pai.

— Oi, mãe. Tudo bem? — Sorriu, e a progenitora o abraçou, logo sendo seguida pelo marido.

— Tudo sim, seu pai e eu estávamos passando por aqui perto e viemos fazer uma visita. Tudo bem com você?

— Sim. Está tudo ótimo, mãe.

— Cadê o Jimin? — perguntou seu pai.

— Ele está lá dentro, vem já. Aceitam comer algo ou água? — questionou aos seus progenitores.

— Não, estamos só de passagem mesmo. Queríamos só ver vocês, vamos almoçar na casa do seu irmão — respondeu sua mãe.

Ele comemorou internamente porque seus pais não iriam demorar a ficar. Não é que ele não os amasse ou não quisesse vê-los, mas estava muito animado para assistir ao filme e não queria perdê-lo.

Começaram a conversar durante um tempo, e então o contador apareceu na sala.

— Oi, senhor e senhora Min. Desculpa pela demora, eu estava ajeitando umas coisas no quarto. Eu e o Yoon vamos sair já. — Abraçou os sogros que ouviam sua explicação.

— Ah, meu filho! Por isso você está com essa cara amuada. Já estamos indo, Yoongi. Era só ter me falado, não tenho culpa se quando venho de surpresa aqui, você está saindo. — Sorriu para o filho e o abraçou, despedindo-se junto com o esposo.

— Mãe, também não é assim. Eu esperei muito para ver essa adaptação. — Fez um bico nos lábios.

— Você e seu jeito nerd desde novo. Não poderia perder um episódio ou o lançamento de um livro. Não faça essa cara, eu entendo você. Fui eu que te carreguei nove meses na barriga e criei mais de 20 anos em casa. — Sorriu e apertou as bochechas do seu filho. — Vamos, amor. Deixa os meninos irem ao date deles.

— Diga ao meu irmão que estou com saudades e logo vou visitá-lo também. — Retribuiu o sorriso, e o casal se despediu dos pais do mais velho.

Yoongi fechou a porta e olhou o relógio digital que havia no armário da sala.

— Temos que correr, já são 10:40.

— Calma, amor, demora 10 minutos de moto para chegarmos lá. Venha me dar um beijinho. — O azulado o beijou, e correram juntos para o banheiro.

— Amor, nada de se agarrar na hora do banho, sem segundas intenções, estamos com pouco tempo. Vamos só economizar tempo e água — ditou, porém não percebeu o olhar malicioso de Jimin atrás dele.

(...)

— Já são 11h20min! Por que eu tenho que ser tão fraco por você? — dizia enquanto vestia sua roupa, e o seu companheiro gargalhava dando um cheiro em sua bochecha.

Os dois começaram a se arrumar rapidamente. O mais novo vestia uma camisa de manga longa com listras vermelhas e pretas junto com uma jaqueta jeans e uma calça azul do mesmo material. Para finalizar a composição do visual, calçava um vans da cor preta que fazia contraste com seus fios de cabelo negros.

O Min, com seus cabelos azuis, vestia uma camisa da sua série favorita, How I Meet Your Mother, que era cinza com mangas pretas. No centro da camisa, havia metade de um trombone colado com metade de um guarda-chuva amarelo. Usava uma calça preta que combinava com seus coturnos da mesma cor. Também tinha uma bolsa do tipo tiracolo de cor marrom para guardar os pertences do casal.

— Vamos logo, amor. — O publicitário saiu apressado do elevador e foi em direção a moto dos dois.

O Park pegou o capacete, colocou na cabeça de seu namorado e o prendeu.

— Coisa mais fofa, meu ursinho.

O mais velho corou de vergonha com o biquinho e o jeito que seu amado falou.

Depois colocou outro capacete em si, e logo estavam em cima da moto indo ao cinema, com Yoongi bem agarradinho na cintura de Jimin.

— Chegamos, Yoon. ‘Tá vendo, o filme começa ao meio-dia, e são 11h40min agora — disse, segurando na cintura do Min enquanto subiam na escada rolante.

— Mas ainda falta comprar os lanches e trocar os dois vale-ingressos. Eu gosto de fazer tudo direitinho, amor — respondeu de forma manhosa o contador, que apenas alisou sua bochecha concordando.

— Tudo bem! Como é que troca esses vales? Eu não lembro mais, faz pouco tempo que voltaram com essas cortesias aqui na cidade.

Enquanto caminhavam em direção a bilheteria do cinema, o azulado explicou que os vales se tratavam de cupons promocionais que davam direito a assistir qualquer filme no cinema, em qualquer sala, porém no horário estipulado pela cortesia. Para usá-los, deveriam mostrá-los ao atendente, que permitiria o uso do vale no sistema, e eles poderiam escolher um filme para assistir totalmente de graça.

— Olá, nós vamos assistir Como eu era antes de você, é a primeira sessão do dia — disse o mais velho.

Mostrou os vales ao atendente, que mexeu no computador e pediu para eles escolherem os lugares. Optaram por ficar nas cadeiras ao lado do corredor.

— Certo. Só mostrarem esses cupons fiscais para a moça quando entrarem para assistir ao filme. Gostariam de combo?

— Amor, você quer pipoca doce e salgada e suco? — perguntou ao contador.

— O que você pedir, eu vou querer. Só não quero aquela manteiga em cima da pipoca.

— Então, duas pipocas médias separadas e dois sucos de laranja. Todas as duas pipocas meio doce e meio salgada.

Pagaram o combo e pegaram a nota fiscal para que pudessem retirá-lo no caixa.

— Você gostaria do poster do filme que vai assistir? E na aquisição de dois ingressos por cliente, você ganha um bloco de notas com o tema da adaptação.

— Claro, eu gostaria muito — o azulado respondeu de maneira entusiasmada, o que fez Jimin e o atendente sorrirem.

Ele agradeceu pelos brindes e foi logo abrindo o papel para poder visualizar a imagem contida nele. Era o Will sentando na cadeira de rodas com a Lou em seu colo.

Tão fofos, Yoongi pensou.

— Olha, amor. Que lindo! — Mostrou o papel ao moreno.

— É muito lindo, amor. Você pode colocar ele lá no cantinho junto com aquele poster: Okay? Okay — disse e começou a sorrir com a cara de emburrado do publicitário.

— É a culpa das estrelas, Jiminnie. Eu já disse não sei quantas vezes a você.

— Disse? Ah, não lembrava. Olha a hora, vamos pegar o combo antes que dê a hora da sessão.

Ele sabia que o contador estava mudando de assunto após mexer consigo, mas não se importava. Amava isso que ele fazia, porque no final sempre estavam os dois sorrindo juntos. Também tinham que se apressar para não chegarem com as luzes da sala já apagadas e a tela ligada.

— Não coloca muita manteiga, Yoon! Isso faz mal, mais tarde está reclamando de refluxo. — Ele tocou a mão do namorado, impedindo-o de colocar mais daquele líquido de cor amarela.

— Eu gosto muito disso com pipoca, Jiminnie. — Fez uma carinha triste.

— Mas eu amo muito mais você, e isso faz mal a sua saúde e não quero ser viúvo cedo. Vamos, você já colocou muito. — Pegou a sua mão e seguiu para a sala do cinema.

Tudo estava dando certo, afinal estavam sentados na cadeira e a iluminação aos poucos diminuía para dar início a sessão.

— Eu ‘to tão ansioso, amor. Será que esse filme vai ser tão legal quanto o livro? Será que os atores vão conseguir interpretar os personagens? Espero que não tirem a cena da meia, ou deles dançando… — o mais velho falou enquanto passava as recomendações sobre o uso do local.

— Não sei, ursinho. Eles sempre dão umas mudadas do livro para adaptação. Olha, vai começar os trailers — disse, segurando sua mão e acarinhando.

Os dois amavam ver os trailers, porque já pensavam quando iriam novamente ao cinema. Além disso, Yoongi ficava sempre dando beijinhos na bochecha, pescoço ou na boca do Park. Era uma mania fofa que tinha sempre que assistiam algo juntos, a troca de carícias sempre presente.

— Ainda bem que tem poucas pessoas — disse, contando as pessoas no local. — Só há dez pessoas — o Min concluiu.

— Que alívio, senão você ia ficar reclamando, mas também, você discute durante o filme todo — disse, sorrindo.

— Mas é baixinho, Minnie — respondeu com um bico nos lábios e deu um cheirinho na bochecha do moreno.

O filme se iniciou e logo estavam concentrados no desenrolar dos acontecimentos. Os dois já comiam a pipoca e tomavam o suco e vez ou outra trocando carinhos entre si.

— É a parte em que ele vai dar a meia para ela, mas o babaca do Patrick antes vai dar o colar. Que ridículo! — disse ao contador enquanto tomava o suco.

O cinema todo sorria com a cena da personagem principal recebendo o presente do namorado. A expressão facial dela era muito engraçada e causava riso em todos, pois parecia não entender o presente do companheiro.

— Olha a cara dela, Jimin. — Sorriu com a cena do chefe a presenteando, e o mais novo o acompanhava.

— Ela parece você quando eu te dei a camisa de How I Meet Your Mother. Tão fofinho. — Olhou para Yoongi e acariciou suas mãos que estavam na cadeira de cinema.

— Ah! Amor! Eu te amo! Eu sou muito emocionado mesmo. — Beijou os lábios do seu namorado, após a cena terminar com a personagem toda alegre indo calçar as meias que tinha recebido.

— Você também sabe dar um banho como ninguém também — comentou no ouvido do Min, que se arrepiou com o contato após o moreno deixar um beijo em seu pescoço.

— J-Jimin. A cena era para ser engraçada e agora estou excitado — respondeu, encarando o contador e lembrando da cena do Will se despedindo do Patrick dizendo que Lou Clark dava um banho como ninguém.

Voltaram a prestar atenção a tela grande a sua frente e observando a evolução do relacionamento das personagens.

— Eu amo essa música do Ed. Nossa, eu já estou lacrimejando — o azulado disse.

— Ela é linda mesmo.

— Isso! Dancem no meio do salão para todos verem! Eles são tão lindos — falou todo emocionado, como se estivesse incentivando o casal do filme a irem dançar.

Lágrimas já desciam pelos olhos do publicitário, mas era um misto de tristeza com felicidade pelas personagens. O Park puxou Yoongi para que ficasse com a cabeça apoiada em seu ombro enquanto fazia um carinho em seus fios azulados.

Já estava no final da sessão e o momento era impactante.

— Ah, meu pai do céu! — O Min se exaltou na cadeira, colocando a mão no coração.

— O que foi, ursinho? — indagou, preocupado, se ajeitando na cadeira.

— Chegou o momento! Eu não acredito nisso! Toda vida é isso! Pode ser no livro ou no cinema, eu vou me acabar de chorar.

— Ah, Yoongi, quase que você me mata do coração.

— Por que ele tinha que morrer? Se ele a amava, por quê? — Ele já chorava e soluçava.

Devido a problemas como rinite, o choro do azulado era um pouco engraçado, mas muito triste e horrível para quem estava passando por isso. Parecia um burrinho relinchando, pois acabava com o nariz entupido e respirando pela boca o que provocava o som característico do animal. Os murmúrios no cinema aumentaram e algumas pessoas sorriram em meio a uma cena triste.

O moreno estava preocupado com o namorado e alisava seus cabelos dizendo que estava tudo bem, para ele se acalmar.

— Eu entendo o porquê de ele fazer isso, porém é tão triste. — E continuava chorando.

Os risos só aumentavam ao mesmo tempo que o mais velho indagava as ações da personagem. De repente, o contador percebeu que estavam achando engraçado a situação do seu companheiro e isso o revoltou.

“Quem eram eles para rir de seu ursinho?”, Jimin pensou.

Agora estavam na cena da Lou lendo a carta do Will, e o homem tinha parado de chorar um pouco, mas logo voltou a derramar lágrimas novamente, emocionado com a cena.

— Parece uma menininha chorando… — disse um rapaz de cabelos castanhos na cadeira da frente, que estava sentado com uns amigos que sorriram junto consigo, com exceção de uma pessoa que estava incrédula com o que o garoto falou. — Parece um jumentinho — continuou, agora imitando o publicitário.

O Min percebeu que aquilo era consigo e começou a tentar engolir o choro, e tal fato fez o Park ficar com raiva.

— Ei, otário, lava tua boca para falar dos outros. Tua mãe nunca te ensinou modos, não? — Jimin se levantou da cadeira e explodiu ao ver que todos gargalhavam pelas piadas feitas pelo adolescente.

Um silêncio tomou conta de todo o local. As pessoas abriam e fechavam a boca vendo a cena que ocorria em meio a sessão.

— Quem manda ele agir assim quando chora? É ficção, isso não é real — respondeu em pé, encarando o homem. — Além disso… — Começou a olhar para os outros colegas e sorriu de novo. — Ele parece um burro relinchando. ‘Tá que isso é triste. — Apontou para a tela. — Mas chorar assim é demais.

Os murmúrios e os sorrisos começaram novamente, e dessa vez nem disfarçavam quem estavam zoando, e o moreno ficou mais irritado.

— As pessoas não tem coração mesmo. Nunca viram ninguém se emocionar, não? — falou. — E quem é você para rir do jeito de uma pessoa chorar? Quem te deu o direito? Se fosse ao contrário, você iria gostar?

Antes do piadista retrucar, uma voz se fez presente na sala do cinema. Era a pessoa que desde o começo das zoações não estava achando graça nenhuma daquelas piadas.

— Jungkook, você é muito idiota. Ontem você perdeu no LOL e chorou tanto que parecia que alguém tinha morrido. Falando de parecer menininha... — Fez aspas no ar ao falar a última palavra. — Se você quer definir um jeito de uma pessoa pelo gênero, então você é uma meninona. Cansei de você e dessas atitudes ridículas quando está com seus amigos. — Assim que terminou de falar pegou sua bolsa e saiu da sala sem olhar para trás.

— Taehyung… — o rapaz disse baixinho, vendo o ruivo se dirigindo à saída. Tinha perdido totalmente as palavras, e o seu impulso foi correr atrás de Taehyung, deixando na sala seus colegas que passaram o final da sessão cochichando sobre os dois rapazes.

O moreno que estava em pé logo sentou, vendo o desenrolar da situação. Os lanterninhas chegaram logo depois para resolverem a discussão, no entanto, o local estava tomado agora somente pela música que passava nos créditos finais.

As primeiras pessoas a saírem da sessão foram do grupo do acastanhado, acompanhado depois do restante do pessoal. Ficou na sala somente o casal de namorados.

Mesmo triste, o azulado não queria perder a trilha sonora do final do filme, e ficou até o fim da adaptação.

O Park acariciava o de cabelos azulados, que apoiava a sua cabeça em seu ombro. Esse se deixou ser acalentado pelo mais novo, que também não soube mais o que falar depois de tudo o que aconteceu.

Assim que não passava mais nada na tela, o mais velho se pronunciou desde o ocorrido.

— Obrigado, Jimin. Mas não deveria ter brigado com eles. Somos adultos — disse, limpando as lágrimas e se preparando para levantar e ir embora. — Até que era mesmo engraçado eu chorando. E eram só adolescentes. — Coçou a nuca, olhando para baixo.

— Ninguém pode rir do meu ursinho, só eu — respondeu, passando os polegares na bochecha do Min, secando as lágrimas. — Eles não podem mexer com uma pessoa só porque o jeito que ela se emociona é diferente. Eles não têm o direito, nem te conhecem. — Abraçou o publicitário. — E estou feliz por aquele Taehyung ter dado uma bronca naquele otário. — Sorriu, junto com o namorado, e então se levantaram das poltronas para saírem da sala.

Logo estavam no salão do cinema, e Yoongi foi tirar uma foto com os personagens em tamanho real feito de papelão.

— Amor, vem tirar uma foto minha — pediu ao moreno. — Agora nós dois juntos, vem! — Após ter tirado a foto sozinho, puxou o contador para que pudessem sair juntos na foto. Ali seria uma das muitas recordações que guardava em seu álbum de fotografias e no Instagram.

Passearam pelo shopping, comprando algumas roupas de inverno que precisavam como também sapatos novos. Quando perceberam, já iria dar 17 horas, então resolveram ir para casa.

O tempo, que antes estava quente, se encontrava agora frio. Parecia que a qualquer momento poderia chover. Estavam no estacionamento, e o azulado abraçava seu corpo, fazendo movimentos de vai e vem nos braços como forma de se esquentar.

— Pega minha jaqueta, ursinho — disse, retirando a roupa e entregando ao mais velho.

— Amor, você não vai ficar com frio? Eu não quero que você adoeça — respondeu, recusando o jeans.

— Estou com camisa de manga longa, não vou sentir muito frio. São só dez minutinhos daqui para casa. Eu tenho que proteger meu ursinho polar do frio, pois ele é raro. — Abria a roupa e colocava ela no publicitário. — Porque, pense bem, onde já se viu um animalzinho desse com frio? É só o meu mesmo. — Fechou os botões da jaqueta e deu um beijo na ponta do seu nariz que já estava vermelhinho.

— Como você tem essa capacidade de me deixar sem graça e achar tudo isso fofo? Você é lindo, amor.

— Eu sei.

— Você sabe, e se acha demais. Vou parar de te elogiar. — Gargalhou, vendo o biquinho se formar nos lábios do Park.

Subiram na moto e seguiram rumo ao seu apartamento.

Chegaram em seu lar e resolveram tomar um banho. O mais novo foi o primeiro seguido de Yoongi, que antes foi reenviar um e-mail para um dos seus parceiros de publicidade.

Jimin estava na sala e já havia dobrado as roupas que havia estendido pela manhã, e os dois rapazes já estavam com bermudas de moletom e camisas básicas de cores neutras no apartamento.

— Vamos pedir uma pizza, amor? — Saiu da cozinha com uma garrafa de vinho nas mãos.

— Eu já pedi, ursinho. Imaginei que estaríamos com fome e até já coloquei um vinho para gelar.

— Você é o melhor namorado do mundo — disse, deixando a garrafa na mesa e pulando no sofá em cima do moreno, aconchegando-se para assistirem ao show do Coldplay que o Park era fã.

Passou alguns minutos e o lanche chegou. Abriram a garrafa, colocaram o líquido vermelho nas duas taças e começaram a saborear a pizza de carne de sol acebolada. O sabor adocicado do vinho fazia um contraste perfeito com o salgado da massa temperada. Alimentaram-se, e o publicitário foi colocar a caixa da pizza no lixo e as taças na pia. Enquanto o contador havia dito que ia no banheiro.

Voltaram para a sala e estavam assistindo um canal que passava clipes de música. Estavam juntos no sofá agarradinhos até que começou o MV de Ed Sheeran - Thinking out loud.

— Vamos dançar, ursinho! Eu gosto tanto dessa música, ela é tão linda! — Pegou a mão de Yoongi, e tentaram dançar como o casal do clipe.

Eles eram só sorrisos um para o outro enquanto dançavam. Rodopiavam na sala juntos, como também pisavam no pé alheio. Resolveram por fim juntar os corpos, e o Min ficou com as costas coladas ao peito do Park. Ficaram balançando-se de um lado para o outro, curtindo a música.

O mais velho cantava baixinho a canção, aproveitando a sensação do abraço tão acolhedor do seu amado, que depositava pequenos beijinhos em seu pescoço e ombro, logo depois começando a cantar junto a ele.

Nas estrofes finais, o moreno colocou na frente do azulado uma caixinha da cor preta, e continuou cantando.

— J-Jimin, o q-que é isso? — Seus lábios tremeram e seus olhos queriam lacrimejar imaginando o que seria aquilo.

— Abra, meu ursinho, e veja!

— Eu ‘tô nervoso, amor. — As mãos tremiam. — Park Jimin, se for uma pegadinha, você vai ficar sem sexo durante um mês. E não é só a minha bundinha, eu também não vou comer a sua.

— A pessoa tenta ser romântico e ganha isso, né. — O Min abriu a caixa após a fala do namorado. — Casa comigo, Yoongi? Eu te amo muito e quero compartilhar uma vida toda com você — disse em seu ouvido, pois ainda estavam abraçados desde que começaram a dançar.

— Isso é sério? — Virou-se de frente para ele.

— Claro que é, amor. — Com a mão livre tocou o rosto do homem, esperando sua resposta.

— Eu aceito! Eu aceito passar toda a minha vida com você, eu te amo desde os meus 23 anos e quero te amar até os 70 anos ou muito mais tempo que a vida permitir.

O contador beijou seus lábios com todo o carinho do mundo que poderia transmitir naquele momento, e o publicitário retribuía chorando junto com o agora noivo. Estavam felizes por esse momento tão especial que estava acontecendo com eles.

Trocaram as alianças e ambos choravam em meio a sorrisos de felicidades. Diziam eu te amo um para o outro e, quando deram por si, já se beijavam de maneira intensa, mas muito carinhosa.

As mãos passeavam pelos corpos alheios e as roupas já eram tiradas devagar, como se o casal quisesse gravar e beijar cada parte do outro, como se estivessem se conhecendo pela primeira vez.

E era a primeira vez deles, mas agora como noivos.

Foram para o quarto já sem roupas e estavam na cama se amando. O Min adentrava em seu noivo de forma carinhosa, alisando suas pernas e coxas, além de sussurrar em seu ouvido declarações de amor. Esse o beijava e puxava seus fios azulados, descontando todas as sensações que estava sentindo e sussurrando o nome do seu amado e vários “Eu te amo” em seguida.

Os dois chegaram ao ápice juntos chamando o nome do companheiro, e, como sempre, o mais velho encheu o moreno de beijinhos, pois ele sempre ficava manhoso após transarem.

Amaram-se mais uma vez no banheiro, com Jimin sendo o ativo, e tomaram banho depois. Já estavam na cama arrumados com seus pijamas e olhando um para o outro, o silêncio presente fazendo com que o sentimento entre eles ficasse mais visível na troca de olhares.

De repente, o mais novo começou a sorrir.

— O que foi, amor?

— Realmente, era até engraçado você chorando, se eu pensar sem estar com raiva das pessoas.

— Eu disse, seu idiota! Minha rinite piorou, vou ter que ir ao médico — disse, empurrando-o.

— Eu te defendo, e você me xinga, porém não importa, eu te amo mesmo assim, e só eu posso zoar meu ursinho noivo chorão. — Puxou-o para um abraço quando esse fez uma cara emburrada e tentou se desvencilhar dele, mas no final acabou se deixando levar pelos braços do Park e sorriu junto a ele.

— Eu te amo, ursinho. — Depositou um beijo em sua cabeça e passou a fazer um cafuné no azulado com uma das mãos enquanto a outra alisava as costas do publicitário.

— Eu também te amo. — E enfiou a cabeça no pescoço do moreno, sentindo sua respiração e pensando que aquele dia havia sido AQUELE DIA.


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Notas finais: Espero que tenham gostado da leitura 💛 Obrigada a todos que me apoiaram para escrevê-la e obrigada, leitor 💛 por está aqui 💛

6 Octobre 2021 21:25 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

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