beta_fisk gapashi [g]

[NÃO ACEITO ADAPTAÇÕES] Jimin era o típico nerd da faculdade, entusiasta de suéteres e amante dos livros. Mas apenas uma coisa o tirava de sua órbita. Essa coisa se chamava Jeon Jungkook, o garoto atlético ladrão do coração das garotas. Decidido a espiar o garoto na academia, Jimin acompanha seu melhor amigo, Taehyung, em sua primeira aula de boxe, esporte que seu crush também pratica. Contrariado entre estudar e paquerar, Jimin nem imagina que em perder a luta contra o desejo por nocaute.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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Eu venho aqui pra espiar

Jimin se esforçava para acompanhar as passadas descompassadas e pulantes de Taehyung. Não estava tão feliz quanto o amigo. Na verdade, estava muito nervoso. Qualquer um podia ouvir as batidas fortes de seu coração. Segurava os livros com força contra o peito. Já estava quase tirando os óculos que desciam pelo nariz constantemente, o deixando mais nervoso. Mas, por que estava assim?


Simples. Estava acompanhando seu melhor amigo para o primeiro dia de aula de boxe dele, mas esse não era o problema. Seu crush da faculdade, Jeon Jungkook, fazia aula de boxe na mesma academia. Bom, crush do loirinho e da faculdade inteira. E não era pra menos. Apesar de mais novo, Jungkook era alto e forte, além de carismático. Seus dentinhos de coelho em seu sorriso, junto com a pinta centralizada em seu queixo encantavam todas as garotas da faculdade e faziam o coração do pequeno Park sambar. Levou os livros com a desculpa de que ia estudar e que lugares com barulho o deixavam concentrado. Tudo mentira, queria mesmo era admirar a beleza de Jeon Jungkook aproveitando que nenhuma mulher estaria babando em cima dele. Afinal, a academia era exclusivamente masculina.


— Não fique tão nervoso, Chim, ninguém lhe fará mal. — Tae sorriu quadrado para o amigo. — Podem te encarar, mas não vão te fazer mal. Você é muito fofo pra isso.


— Seu rabo! — disse e logo deu com os livros no amigo, que riu e gemeu de dor. — Não sou fofo! Não tenho culpa se as meninas me acham mais bonito que você.


— Pois é, ainda bem que você é gay. Assim eu tenho chance no meu ramo… Ai! — exclamou, levando outro golpe de livros.


— Por que você ainda é meu melhor amigo, mesmo? — indagou mais para si do que para o moreno à sua frente, mas o mais novo não percebeu.


— Porque você me ama e quer meu corpo nu. — disse rindo, tirando sarro de tudo aquilo. Jimin apenas lhe empurrou.


— Para de falar merda e entra logo nesse lugar. Não quero ser o primeiro.


— Tá bom, tá bom… — o mais alto concordou, abrindo a porta de entrada de vidro com uma película negra desgastada. O cheiro masculino do local preencheu os novos narizes, deixando um enjoado e outro ainda mais animado. — Vamos! Vou me trocar no vestiário e vou te deixar num banco, esperando por mim. E nem pense em sair de lá, não quero te perder.


— Tudo bem… — respondeu, meio sem prestar atenção, rodando os olhos pelo local. O Kim não deixou de perceber.


— Está procurando quem?


— Ninguém. — ajeitou o óculos, disfarçando. Bem mal disfarçado, mas seu amigo acreditou, então estava tudo certo.


— Certo. Fique aqui. — apontou para o banco que dava visão para o ringue. — Eu só vou colocar uma roupa para fazer a aula e já volto. Entendeu?


— Taehyung, eu não sou uma criança, tá? Não vou sair daqui. — colocou os livros ao seu lado, no banco. Um dedo fino e comprido de Tae apontou para seu rosto.


— Acho bom mesmo, Park Jimin. Acho bom. — falou por fim, deixando o garoto sozinho.


Jimin esperou Taehyung sumir de sua vista para voltar a olhar aos arredores. Continuou observando — ou melhor, procurando — entre os homens que estavam ali. Havia pessoas de todos os tamanhos e cores, idades e cores de cabelo. Tinha até um emo lá dentro, estranho, mas verdade. Entretanto, nada de Jeon Jungkook. O pequeno já estava começando a desanimar, se conformando de que tinha ido no dia errado e de que seu colírio não estaria ali.


Até que o avistou, parado, conversando com alguém perto do saco de areia pendurado no fundo do salão. Prendeu a respiração com todas as forças que tinha. A camiseta branca do boxeador estava grudada ao seu corpo devido ao suor. Jimin podia ver, perfeitamente, a curva que a coluna dele fazia ao chegar na bunda arrebitada. Mordeu o lábio inferior, segurando-o para não cair e todos verem-no babar por outro homem, mais novo que si. Os braços estavam expostos devido ao fato de a blusa não ter mangas, e que braços. Algumas mechas castanhas de seu cabelo grudavam à testa molhada, fechando o pacote perfeito que era seu rosto bem delineado, com seu sorriso aberto e seus olhos pequenos e escuros. Ah, Jimin estava no céu. Era como se todo o arredor tivesse virado nuvens e uma luz angelical adentrasse o recinto escuro. O loiro estava na presença de um anjo que o queria fazer ceder ao pecado da luxúria de todas as formas possíveis. Era uma visão dos céus.


— Jimin, você está bem? — a voz de Taehyung estragou todo o momento. — Parece que teve um derrame com a boca aberta desse jeito. Está até babando!


— Eu, eu… Eu estava pensando! — se recompôs, passando a mão discretamente pela boca. Havia babado mesmo, que vergonha. — Estava raciocinando sobre aquele exercício de logaritmo que o professor passou e…


— Ah, cale a boca, nerd! Cálculo agora não. — exclamou com o rosto enrugado. — Agora, estuda aí que eu colo de você depois. — soltou, sem prestar muita atenção. Jimin arqueou as sobrancelhas. — Quero dizer, agora eu vou lutar. — reformulou, dando um risinho depois, tentando se safar. Saiu rápido, sem ver o olhar reprovador de Jimin.


— Beleza, galera, vamos começar a aula. — a voz do professor se fez presente no salão. — Bora aquecer e, depois, os veteranos seguem sua programação e os calouros vão sofrer na minha mão.


Jimin viu Taehyung estremecer um pouco, permitindo-se rir um pouco, com pena do amigo que ficaria dolorido no outro dia. Mas, logo seus olhos voltaram a procurar o crush da faculdade. Era involuntário, algo que fazia automaticamente. Assim que encontrou-o, um calafrio correu seu corpo. Os olhos castanhos escuros de Jungkook estavam fixos em si, vidrados. Engoliu em seco, mas não conseguiu desviar o olhar. Uma corrente elétrica se estabeleceu entre eles, como se cada um fosse a chave para ligá-la. Os segundos passaram a correr mais devagar, colocando o mundo em uma câmera lenta da qual Jimin não queria sair. O que aquele homem fazia consigo não era justo para seu psicológico.


— Bora, Jungkook! — o professor lhe chamou a atenção, cortando o contato visual. — Alongando os braços!


O loirinho soltou o ar que não percebeu estar segurando. Amoleceu todo o corpo, vagando os olhos pelo chão. Aquilo fora intenso até demais para ele. Percebeu que tremia assim que pegou um dos livros. Abriu e leu, releu, leu mais uma vez e nada conseguia entender. Sua mente estava cheia com Jungkook e aquele momento que havia acabado de ter. Aquilo podia não significar nada para alguém de fora, mas, para o Park, fora algo gigantesco. O fez até planejar qual seria a profissão de Jungkook e quantos filhos adotariam. A mente de uma pessoa apaixonada era algo perigoso e totalmente fantasiosa.


Após alguns minutos tentando estudar, sem sucesso, tirou o óculos grande e esfregou os olhos. Já não sabia se tinha sido uma boa ideia ter ido. Deixou os livros no banco, direcionando-se para o banheiro. Lavar o rosto com água gelada lhe faria bem. Entrou no vestiário vazio, indo até as pias. Notou que suas bochechas estavam bem vermelhas e quentes. Seu corpo todo borbulhava, na verdade. Levantou as mangas do suéter, abrindo o registro e vendo a água gelada descer. Enfiou as mãos cheinhas, enchendo-as e logo levando ao rosto. Realmente a água gelada lhe trouxe de volta à realidade.


— O que você está fazendo, Jimin? — indagou ao seu reflexo. Riu. — Caindo de amores por alguém que nem te conhece. Chega a ser patético. Mas, aquele olhar… Não! — bateu com as mãos nas bochechas. — Esquece isso. — Jogou mais uma vez água gelada no rosto. Sem toalha alguma, resolveu secar o rosto no suéter mesmo, puxando-o para cima. Começou a andar de volta para o salão, devagar. Mas, sem ver o caminho nunca chegaria lá. Devido à sua imprudência, não enxergou o banco à sua frente, tropeçando vergonhosamente. Soltou um gritinho, já esperando o chão gelado contra seu corpo. Mas, para sua surpresa, mãos firmes seguraram seus braços, ao mesmo tempo que soltou o suéter.


Podia ser qualquer outra pessoa, qualquer outro boxeador, mas Jimin tinha uma sorte de ouro.


— Cuidado que você pode cair. — a voz ressoou até os ouvidos do pequeno Park, estático. — Preste atenção no caminho e não cubra a cara. — riu levemente, os dentinhos de coelho chamando atenção. Perto. Ele estava muito perto. — Sorte a sua que eu entrei aqui.


— Muita sorte mesmo… — soltou, hipnotizado. Jeon arqueou as sobrancelhas, sorrindo. Jimin piscou algumas vezes, pigarreando. Soltou-se das mãos do homem à sua frente, afastando-se e arrumando o suéter. — Muito obrigado. Agora, adeus.


E deu as costas, andando com certa pressa para fora do local. Explicaria para Taehyung depois, mas a vergonha era tão grande que não conseguiria encarar Jungkook por uma semana. Pegou todas as suas coisas e saiu correndo da academia, colocando o óculos afobado. Só parou de correr três quadras depois, quando já estava sem fôlego. Apoiou-se em uma parede.


— Jeon Jungkook ainda vai me matar.

27 Août 2021 00:29:37 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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