kesscorrea Kess C.

#OneShot Para muitos a chuva pode ser um problema mas para Baekhyun por mais que ele não lembre, foi sua salvação. (Contém gatilho, tá avisado) Não preciso lembrar que plágio é crime. Crime de Violação aos Direitos Autorais no Art. 184 - Código Penal, que diz: Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. História criada em 24 de Agosto de 2021 Não aceito adaptações


Fanfiction Déconseillé aux moins de 13 ans.

#oneshot #Fanfic #chanbaek #hunhan
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Minha Doce Tempestade

De segunda a sexta o céu parecia estar em luto, chovia sem parar por dias, algumas ruas já não eram tão fáceis de se passar devido a quantidade de água que caía sem parar. Mas isso não impedia que as pessoas ficassem em casa fazendo com que Baekhyun saísse mais uma vez, porém pela última vez na semana para trabalhar. O caminho para a lanchonete que tinha aberto junto com seus amigos era distante de sua casa mas mesmo assim Baek ia andando apesar da chuva, não seria vantajoso pegar um ônibus ou táxi para ir logo ali, ele pensava, mesmo estando quase encharcado apesar do guarda-chuva que devia o proteger. O caminho foi o de sempre, Baekhyun foi pela principal aproveitando as marquises das lojas, passou uma casa de embalagens para comprar guardanapos e em seguida já estava na lanchonete.


- Bom dia.


- Com essa chuva só é bom dia se eu achar mil reais correndo por essas águas - Um dos clientes regulares falou lendo um jornal.


- Eu não tenho nada a reclamar, prefiro essa chuva do que aquele sol escaldante, nem meu ar condicionado tava dando conta - Sehun fala no balcão arrumando os copos.


- Você fala isso porque tem quem te esquente no final do dia.


- Querido Baekhyun, homem é o que não falta no mundo.


Baek faz uma careta e vai para a cozinha começar seu trabalho. Sexta-feira costuma ser um dia mais movimentado normalmente e mesmo com essa chuva as pessoas não deixam de vir. Depois do horário de almoço Baek troca de turno com Jongin e vai servir os clientes e anotar pedidos. Assim foi o dia do loiro, apenas mais um dia normal e monótono na vida dele. Como de costume às sextas, Baek fica para organizar os materiais e fazer o levantamento do que precisa ser comprado para que no final de semana os meninos se encarreguem disso.


Luzes apagadas e portas trancadas, Baekhyun parte para sua casa. A chuva milagrosamente dá uma trégua e devido o horário Baek pega um atalho para sua casa, passando por alguns becos e ruas residenciais. Normalmente ele não pega esse caminho mas sempre que está muito tarde, chegar logo em casa é sempre a melhor opção e como Baekhyun conhece a rota melhor que ninguém não se sente ameaçado de transitar por ali, além de que carros não passam por essas ruas já que algumas são sem saída e uma moto é facilmente ouvida com a chuva branda. Foi o que o loiro pensou, é o que ele sempre pensa, mas naquela noite esse foi seu último pensamento.


Quando o loiro acordou seus olhos semi cerrados contemplavam na parede branca uma faixa de cores, um arco-íris dando vida a extensão branca. Seus olhos piscam lentamente e ele se mexe percebendo que está em uma cama, na sua cama, mas algo está diferente. Ele se mexe um pouco tentando lembrar como foi parar em seu quarto olhando atordoado em volta e se deparando com um homem ao seu lado, deitado sob a mesma cama, com a mesma coberta que ele e agora pode sentir seu braço o envolvendo o impedindo de se levantar. O loiro então respira fundo tentando lembrar o que aconteceu, ele se lembra de ter saído do trabalho tarde no dia anterior e ter ido para casa, mas porque não se lembra de mais nada? E por que tem um homem deitado ao seu lado o abraçando sem roupa?


Sem. Roupa?????


Baek tenta agora com mais energia sair do aperto do maior mas isso faz com que o pior aconteça, os olhos castanhos que antes estavam fechados agora o encara e Baekhyun fica estático sem saber o que fazer.


- Bom dia.


- B-bom dia (?)


O homem suspira cansado e o olha por uns segundos.


- Você não se lembra de nada, não é?


- Do que eu deveria me lembrar? - Baekhyun pergunta confuso.


O braço que antes segurava Baek o solta se esticando e pegando algo balançando no ar. Sua cueca.


- De bastante coisa eu acho.


O loiro arregala os olhos e pega a peça a escondendo embaixo do edredom.


- Eu vou tomar um banho, espera um pouco que eu faço o café da manhã - O homem fala se espreguiçando e se senta na cama coçando os olhos depois se levanta saindo do pequeno quarto. - Vê se não sai, se você desmaiar vai fazer um estrago.


Ele fala e sai deixando Baekhyun para trás olhando para a parede para não olhar o corpo nu que passeava pelo seu quarto a alguns segundos.


-Que merda aconteceu?


Baek se questiona e depois de garantir que o outro estava no banheiro ele fecha a porta do quarto e se veste colocando uma cueca mas ao se olhar no espelho do guarda-roupa para pegar uma calça para subitamente vendo as marcas em seu corpo, marcas vermelhas de chupões, mordidas, marcas de mãos em sua bunda deixando um pequeno relevo, sua virilha também tinha marcas vermelhas e seu pau estava sensível ao toque. Ele olha em volta e acha a prova de suas suspeitas, uma camisinha usada jogada perto da cama além de seu lubrificante pela metade. Ele se olha novamente incrédulo do que vê e onde suas conclusões chegam, não é possível que isso tenha acontecido, ele não se lembra de nada.


- Ô DE CASA!


O grito de Sehun faz Baek se assustar mas rapidamente se veste e sai indo para a cozinha/sala ao encontro do amigo.


- Sehun tem um problema.


- Se o seu problema tiver mais de 1.80 de altura, um corpo dos deuses e provavelmente um pica na mesma medida então não é problema, é benção.


- Pera, como você sabe daquele cara?


- Perdeu a memória de novo foi?


- Pela terceira vez - O homem fala saindo do banheiro com apenas uma toalha na cintura e outra secando o cabelo.


- Que droga em, espero que não tenha esquecido como cozinhar porque a minha parte era só comprar as coisas e ser servido hoje. - Sehun empurra as sacolas e vai para o sofá, antes, dando uma olhada de cima a baixo no mais alto que rir sarcástico e vai para o quarto se vestir.


- Sehun dá pra falar o que tá acontecendo? - Baekhyun fala baixo ao se aproximar do amigo.


- Faz o café da manhã que eu tô morrendo de fome e depois a gente conversa.


Baekhyun xinga o amigo jogado no sofá e vai para a cozinha, com o que Sehun trouxe e o que tem em sua cozinha, Baek faz panqueca recheada e legumes cozidos com suco. Quando o mesmo termina e volta sua atenção a volta Sehun e o outro homem estão conversando amigavelmente no sofá o que o faz estranhar mais ainda.


- Tá pronto. - Ele fala colocando os pratos na bancada e os outros dois se juntam a ele. - Já pode começar a falar.


- Aqui - duas embalagens de remédios são dadas à ele - Tem que tomar antes de comer.


Baekhyun olhou para Sehun que balança a cabeça confirmando.


- É melhor tomar antes que eu enfie na sua goela de novo — Sehun resmunga e Baek faz uma ar feia para o amigo.


- Obrigado...


- Chanyeol


- É melhor você fazer uma plaquinha assim não precisa ficar repetindo toda hora.


- E se ele esquece como ler também?


- É, tem isso.


Baekhyun observa os dois conversando e zoando dele, em circunstâncias normais ele já teria respondido a altura mas no momento precisava de respostas.


- As duas princesas podem voltar a falar mal de mim depois, agora podem me contar o que aconteceu e por que eu não tô lembrando de nada nem dele?


- E lá vamos nós - Sehun fala enchendo a boca.
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Sexta-feira à noite.

Baekhyun já estava na metade do caminho para casa mas por causa de um alagamento em uma das ruas que ele teria que passar o loiro voltou um pouco e pegou um caminho alternativo, ele só tinha passado por lá uma vez já que o caminho em questão é um beco sem iluminação e câmeras de segurança, Baek evitava lugares sem vigilância mas não poderia voltar todo o caminho e ir para casa pois poderia voltar a chover a qualquer momento.


Pela passagem estreita e escura Baek apressa o passo para chegar na principal novamente, mas antes que pudesse chegar no final do beco sua cabeça é atingida o fazendo cair de joelhos, sua visão que já era pouco foi para quase zero e as vozes soam embaralhadas. Baekhyun tenta se levantar mas é empurrado para o chão sentindo um peso por cima de seu corpo e alguma coisa que não consegue entender é dita, sua mochila é arrancada de suas costas e a frente agora ele pode ver os pés de duas pessoas que conversam entre si e logo tudo fica escuro de vez, sua consciência é perdida e quando acorda sente seu corpo gelado, sua cabeça lateja e tudo aos seus olhos está embaralhado. Sentindo dor em todo o corpo ele desiste de tentar se levantar e tenta rastejar sem sucesso também.


Ainda estava escuro apesar de já ser quase cinco horas da manhã quando Chanyeol estaciona bem longe de seu apartamento devido às ruas ainda alagadas da chuva que caia, para evitar dores de cabeça deixou seu carro em um lugar livre de inundações já que a rua é íngreme. Ao sair do carro com sua sombrinha em mãos ele olha em volta garantindo que não esqueceria onde estacionou. O beco do outro lado do carro lhe chama atenção por não ter muita visibilidade e ele até pensa em deixar o carro mais a frente mas algo se mexendo naquele mesmo lugar o faz franzir a sobrancelha, a princípio ele achou que era um cachorro ou um gato que foi pego pela chuva mas ao se aproximar alguns passos com a lanterna de seu celular ligada vê uma pessoa jogada no chão com as roupas rasgadas e coberto de lama. Chanyeol olha em volta procurando alguém por perto mas com o horário ninguém estaria andando por ali então o castanho liga para a emergência e em seguida tira Baek do chão o colocando sentado no banco de trás de seu carro para sair da chuva. Chanyeol o envolve com seu casaco e na sua mala ao lado do rapaz ele pega uma toalha para tentar limpá-lo um pouco, vendo que o outro estava desacordado ele procura documentos em seus bolsos mas não acha nada então volta ao beco achando em meio a lama algumas coisas jogadas no chão, e entre elas uma carteira e uma mochila.


- Byun Baekhyun - Ele lê no crachá que Baek usa na lanchonete.


Chany procura por algo mais que pudesse o ajudar mas para ao ouvir as sirenes ecoando cada vez mais perto então volta para o carro verificando mais uma vez Baek. Baekhyun tem os primeiros socorros feitos na ambulância e depois é levado para o hospital mais próximo, Chanyeol os seguia em seu carro, e ao chegar no hospital Baek foi levado imediatamente.


- Você é parente do paciente?


- Não, eu o achei, assim...


- Ele tinha algum documento com ele?


- Só um momento.


Chanyeol volta para o carro e pega o crachá de Baek e na carteira depois de olhar bem, acha um cartão e uma foto escondida na carteira, sem muita opção ele volta para o hospital entregando o crachá e com o cartão liga para o número ali esperando que algum conhecido do garoto ajudasse.


[- Quem é a merda que tá ligando às 6 da manhã?]


Uma voz rouca atende depois de duas tentativas.


- Hã, desculpe incomodar mas-


[- Incomodar? EU TAVA DORMINDO DESGRAÇA!]


- Desculpa de novo, mas você conhece Byun Baekhyun?


[- Melhor que qualquer um, por que?]


Chanyeol começa a explicar o que aconteceu e com menos de um minuto Sehun já tinha avisado que estava indo, ele então contou tudo o que aconteceu e por telefone Sehun deu as informações básicas de Baek para que ele fosse atendido com segurança enquanto Chanyeol preenchia a ficha do mesmo. Em trinta minutos Sehun e Luhan já haviam chegado no hospital e Baek estava agora sendo levado para um quarto. Os três foram acompanhados até Baek e agora limpo e cuidado podia se ver que seus ferimentos eram muitos.


- Parentes de Byun Baekhyun?


- A família dele mora em outro estado, eu sou o mais próximo dele.


- Certo. Em geral ele está bem, está estável e vai ficar no soro nas próximas horas apenas para observação, à noite ele já deve estar liberado. Ele teve hipotermia, escoriações, também encontramos sinais de estrupo e ingestão de drogas via oral e intravenoso em pontos que dá a entender que foi feito a força. Fizermos os atendimentos básicos e coletamos sangue para tentar descobrir o que foi injetado, como ele não é usuário de drogas e tem um histórico médico bom vai se recuperar rápido mas considerem que perda de memória recente, picos de adrenalina e sintomas de abstinência ou alucinações podem ser normais nessa situação durante a recuperação, enjoos e outros também podem vir a acontecer nos próximos dias mas dependendo da composição química em seu corpo apenas ficar em casa sob cuidados já será o suficiente, com o repouso seu corpo jovem vai lutar contra isso sozinho.


Sehun fica em silêncio processando toda a informação e não consegue controlar suas lágrimas que brotam em seus olhos, Luhan o abraça e Chanyeol agradece o médico que sai os deixando sozinhos.


- Eu sei que talvez esse não seja o momento pra você, mas nós precisamos ir na delegacia, o quanto antes dermos parte nisso melhor vai ser pro Baek.


- Certo. - Sehun fala se recompondo e suspira - Droga Baek você me estressa sabia - Ele fala e pega o celular - Vou ligar pro Jongin, pra ele ir na casa do Baek pegar os documentos e encontrar a gente, bebê você fica aqui com ele?


- Pode ir, eu vou atualizando vocês.


Luhan fala e então os dois partem para dar queixa na delegacia. O processo durou quase o dia todo e a noite Baekhyun foi levado para sua casa após ter alta, ele acordava parecendo estar bem e dormia novamente do nada sem dizer uma palavra.


Chanyeol tinha acabado de chegar de viagem, horas de voo depois ainda teve que fazer desvios devido às várias ruas alagadas, estava cansado e com sono mas isso não o impediu de fazer o certo. A noite depois de garantir que Baek estaria bem ele foi para seu apartamento descansar, Jongin ficaria com Baek durante a noite e os demais assim como Chanyeol foram para casa, o objetivo era dormir mas a preocupação com o loiro tomou conta de seus pensamentos e ela apenas rolava na cama, Sehun faz um grupo para todos ficarem atualizados sobre Byun, parece que Chanyeol não era o único preocupado a final. Depois de desfazer as malas e comer alguma coisa ele finalmente consegue dormir e no outro dia sai para ver como estão as coisas na casa de Baek.


Chanyeol chegou junto com Sehun, dessa vez sem Luhan. Os dois foram para o terceiro andar e Jongin ao abrir a porta poderia matar qualquer um de infarto.


- O que aconteceu com você?


- O Baek não parou a noite toda, eu tive que trancar ele no quarto pra conseguir fazer alguma coisa em paz, traduzindo, eu não dormi. Ele só parou a algumas horas e apagou.


- E ele falou alguma coisa?


- Se você quer saber se ele falou alguma coisa coerente a resposta é absolutamente não, mas parece que ele não lembra de nada também. Eu posso ir pra casa agora? Não aguento mais essa praga.


Sehun e Chanyeol riem do desespero escancarado na cara do outro e confirmam. Jongin então pega suas coisas e vai embora rumo sua casa enquanto Sehun vai verificar Baek e Chanyeol vai para a cozinha, Jongin tinha deixado algumas coisas prontas então ele arrumou o que tinha para o café da manhã.


- Chanyeol me ajuda a levantar esse defunto!


Sehun grita do quarto e o castanho vai até lá vendo a bagunça que está no lugar e Baekhyun deitado na cama em uma posição que parece não ser confortável.


- Ele vomitou, consegue levar ele pro banheiro? Eu vou dar banho nele.


- Aonde que é?


- Por aqui.


Chanyeol é guiado até o banheiro com Baek nos braços. Sehun coloca um banco no box em baixo do chuveiro mas Baek estava tão dopado dos remédios que nem acordava ou se mantinha sentado. Chanyeol então tirou o excesso de roupa e colocou Baek no colo sentando no banco e o segurando, Sehun observava os passos do até pouco tempo estranho e tentava não rir de como Baek reagiria se estivesse lúcido.


Durante o dia Chanyeol ficou com Baek passando em casa por um momento apenas para pegar algumas coisas essenciais enquanto Sehun o vigiava, Luhan foi ver o namorado de tarde levando comida e de noite os dois foram para casa dessa vez deixando Chanyeol com Baek já que Jongin e Sehun precisavam ir trabalhar no outro dia, como Chanyeol não teria compromissos aceitou tomar conta do loiro que já tinha acordado três vezes para vomitar e com dores, fora o café da manhã , almoço e janta que Sehun o acordou na marra mas logo depois ele cai no sono de novo.


De madrugada, Chanyeol dorme no sofá da sala com a televisão ligada e documentos espalhados na mesa de centro denunciando que ele tinha trabalhado até tarde. Seu sono não costuma ser leve, mas quando Baek bate com a cabeça na bancada Chanyeol acorda imediatamente e vendo o loiro com a mão na cabeça e os olhos inchados indicando que ele acabou de acordar.


- Oi lindo — Baek fala olhando para cima quando Chany se aproxima — Vem sempre aqui?


A frase inesperada fez Chanyeol corar assustado já que é a primeira vez que ouve Baek falar algo sem estar chorando de dor ou sonhando. Ele vai até Baek o levantando e colocando sentado na cadeira e o loiro se deita na bancada fechando os olhos.


- Minha cabeça dói...


- Eu vou pegar seu analgésico.


Chanyeol parte e volta com uma cartela de remédio e pega água na torneira mas Baekhyun se nega a beber então o maior lembra do suco que Sehun fez mais cedo e o oferece e então Baek o bebe junto ao remédio se jogando na bancada de novo resmungando coisas incompreensíveis. Chanyeol se senta ao lado observando Byun, seu rosto estava pálido e a boca ressecada, se ele se aproximasse o suficiente sentiria o cheiro dos incontáveis remédios que o loiro tem que tomar durante o dia. Depois de um tempo assim, quando ele percebe que Baek adormeceu novamente, ele cuidadosamente o pega e leva para o quarto o colocando na cama, Chanyeol tenta se afastar mas Baek o agarra pelo pescoço o impedindo ainda de olhos fechados. Chanyeol tenta se soltar de Baek mas é puxado para ainda mais perto.


- Fica aqui.


Chanyeol tenta se soltar mais uma vez mas desiste com medo de o machucar, ele se deita ao seu lado puxando a coberta para os cobrir, Baek se aninha ao maior escondendo o rosto em seu peito. Chanyeol hesita por um momento mas depois abraça Baek, ambos com as respirações leves, o corpo de Baekhyun estava um pouco quente mesmo com o ar-condicionado ligado mas como o maior já havia medido a temperatura dele antes não se preocupou com esse detalhe. Baek apesar dos olhos fechados tinha os pés e mãos agitados, brincando com o tecido da blusa do maior e suas pernas esticam e encolhem vez ou outra.


- O que foi?


- Frio. Muito.


Baek fala e Chanyeol o junta mais a si fazendo o loiro tremer e olhar para cima, para seu rosto.


- Oi.


- Oi.


- Quem é você?


- Chanyeol.


- Hm... E eu?


- Baekhyun?


- Exato.


Baek o empurra ficando por cima e deita no peito do maior exalando o cheiro de madeira de seu perfume, que apesar de fraco pela rotina do dia ainda é presente. Baek se mexe preso em sua própria mente e no cheiro de Chanyeol, que prende a respiração e fecha os olhos por um momento sentindo o atrito em seu corpo e é forçado a segurar a cintura de Baek o forçando a parar de se mexer, o menor protesta baixo e escorrega mais para cima encaixando o rosto no pescoço de Chanyeol lambendo e mordiscando a pele exposta pegando em um ponto específico que faz o maior arfar. Baek se senta sobre o outro tirando a blusa de seu pijama sem esforço e inclina novamente atacando os lábios de Chanyeol enquanto esfrega sua intimidade contra a do maior sob a roupa, deslizando a mão pela ela pele embaixo da blusa do maior a levantando e causando arrepios por onde seus dígitos passam. Chanyeol aperta as coxas de Baek e o vira na cama ficando por cima do loiro entre suas pernas, tira a blusa que já estava quase sendo arrancada de seu corpo beijando Baek novamente que solta um gemido sôfrego quando Chanyeol dá uma investida demasiado lenta e dura contra sua intimidade com a cintura fazendo o loiro cravar as unhas no braço do outro e agarrando os fios sedosos o fazendo aprofundar mais o beijo. Baek se remexe embaixo do maior arqueado o corpo, buscando por mais, suas respirações se tornam descompassadas e os gemidos de prazer do Byun são ouvidos com clareza pelo outro. Chanyeol só para quando sente o corpo do Baek tencionar e um gemido sôfrego e arrastado sair de sua garganta. Baek havia tido um orgasmo seco e logo depois apagou pelo cansaço. Chanyeol o cobriu e saiu do quarto fechando a porta e indo para o banheiro para achar o que começou.


- Bom dia — Sehun fala entrando no apartamento pela manhã.


-Eu tenho que resolver umas coisas, pode ficar aqui um tempo? Eu já dei banho nele e arrumei algumas coisas.


- Beleza, só não demora muito porque tenho que ir trabalhar de tarde. Ele já acordou?


- Ainda não.


- E de madrugada?


- Ele andou até a cozinha, mas depois apagou de novo. Vou indo.


Chanyeol sai deixando Sehun com o loiro. Apesar de eles se conhecerem a alguns dias, apenas Sehun poderia dizer que Chanyeol deixou de dizer algo, mas não o questionará já que na falta de tempo para cuidar de Baek, Chanyeol está fazendo um grande favor, mesmo que não seja sua obrigação. Baek depois do café da manhã estava mais consistente, Sehun conseguiu conversar um pouco com ele mas devido a medicação era um pouco difícil o diálogo então os dois ficaram no sofá vendo série apenas durante a manhã. Quando Chanyeol voltou para o apartamento de Byun o encontrou dormindo no sofá junto a Sehun.


- Já é 11:30


Ele fala cutucando Sehun que solta alguns palavrões o fazendo lembrar da primeira vez que ligou para ele, ser acordado com certeza não fazia parte da rotina de Sehun. Chanyeol vai na cozinha e pega o vidro de álcool e coloca perto do nariz de Sehun o fazendo espirrar e acordar.


- Já cheguei.


- Já vi o inferno.


- Quem é? — Baek fala coçando os olhos após despertar.


- Seu salvador. Tô indo, vou voltar só amanhã eu acho, ou mando o Jongin vir.


- Espera, vai me deixar sozinho?


- Ele é um fantasma agora? — Sehun aponta para Chany.


- Não mais...


- Então pronto. Se comporta, fui.


Baek se encolhe no sofá observando Chanyeol que anda por sua casa despreocupado, depois de uns minutos um prato com o almoço é dado ao loiro que come assistindo televisão, Chanyeol se junta a ele comendo silenciosamente e depois de terminar abre o notebook. O silêncio deixa Baek desconfortável, ainda mais com um desconhecido, que permanece encolhido no canto do sofá tentando não olhar para a pessoa na outra ponta do móvel.


- Se quiser perguntar alguma coisa é só falar.


- Hm... Você pode me dizer o que aconteceu? — Baek o olha nos olhos quando é encarado.


- O Sehun não te contou nada?


- Não, ele só falou que eu tinha que descansar e mais umas coisas desnecessárias — Bake revira os olhos.


Chanyeol deixa escapar uma risada e larga o que está fazendo se acomodando no sofá olhando para o loiro novamente que não sabia que o olhava de volta ou desviava o olhar.


- Você lembra do que exatamente?


- Ter saído do trabalho quando a chuva tinha diminuído.


- Mais nada?


- Não.


- Eu te encontrei em um beco, jogado no chão, em meio a lama — Chanyeol fala com calma e pausadamente para observar as expressões de Baek — Você foi espancado e... — Chanyeol respira fundo — estuprado.


Baekhyun fica em silêncio olhando para o maior, a voz do outro a cada palavra foi ficando mais distante, alguns flashes da noite esquecida apareceram em sua mente, como se as palavras de Chanyeol tivessem ligado um interruptor. O coração de Baek acelera quando ele lembra de seu corpo sendo chutado enquanto o mesmo estava sem força, sentiu leves picadas em seu braço e depois de uns minutos tinha apagado, vez ou outra quando recobra a consciência ouve as mesmas vozes mas não sente seu corpo, apenas frio.


As memórias perdidas de Byun o fazem derramar incontáveis lágrimas de uma única vez e seu corpo começa a tremer sem controle. Baekhyun sente como se todas aquelas sensações desagradáveis e o frio intenso da madrugada voltassem. Ele só queria esquecer tudo aqui mas não podia, não mais, mas é o que ele mais quer agora. O maior sem saber o que fazer se aproxima ficando ao seu lado e o puxando para seu colo e lhe abraçando com força e em silêncio.


Após um tempo, Chanyeol se levanta levando o menor para cama e ficando com o mesmo que se agarrava a ele como se sua vida dependesse disso. A tarde acabou passando assim e com ela a noite, os dois acabaram dormindo em algum momento, a presença do meio fez Baek se estabilizar.


Quando Chanyeol já é quase meia noite e o loiro continua apagado, ele com cuidado se levanta indo lavar o rosto e pra parando algo para comer, a ideia de acordar Baek foi deixada de lado depois do que aconteceu, quando ele acordasse Chanyeol faria algo para o mesmo comer. Após terminar de organizar e guardar tudo e avisar ao Sehun sobre o que aconteceu de tarde ele volta para o quarto se ajoelhado em frente a cama e tirando alguns fios loiros que o impediam de ver o rosto do outro. Em sua cabeça passa diversas coisas mas ele não conseguia focar em nada, apenas no rosto sereno a sua frente, sereno e pálido, Chanyeol volta a se deitar na cama e Baekhyun se agarra a ele como um imã novamente. O maior acaricia seus fios respirando com calma, transmitindo calor e tranquilidade para Baek que depois de um tempo abre os olhos despertando de seu sono, percebendo em que situação estava, mas diferente do habitual continuou junto ao maior. Baek tentou lembrar o que aconteceu antes de dormir, mas quando lembrou de sua conversa na sala sentiu um tremor em todo o corpo e um aperto indescritível no peito, Baek ameaçou chorar mas logo essa vontade passou.


- Tudo bem — Chanyeol fala acariciando seus fios novamente. Baek olha para o rosto de quem o conforta vendo seus olhos fechados, expressão indecifrável nas Baek classificou como plena e serena.


O cheiro de Chanyeol o fez lembrar de um sonho, sua voz e seus toques, é como se ele tivesse voltado aquele bom sonho novamente. Uma das mãos de Baek se move sozinha para o rosto à frente tocando na pele quente e macia. Chanyeol abre os olhos encarando os olhos brilhantes à sua frente, sentindo sua mão curiosa percorrer seu rosto em silêncio.


- Você quer comer? Tá com fome? — Baek não responde — O que foi?


- Isso me lembra um sonho que eu tive.


- Um sonho? E como foi?


Baek cora ao lembrar dos detalhes fazendo Chanyeol levantar uma sobrancelha.


- Foi bom só.


- E foi comigo?


- Claro que não, eu só te conheci hoje de tarde.


- Só hoje de tarde? Mas eu tenho cuidado de você desde quando te levei pro hospital.


- Mas eu não lembro.


- Tanto esforço pra nada então. — Chanyeol suspira fingindo estar magoado e Baek faz bico abaixando a cabeça. — Não se preocupa, o médico falou que você poderia ter perda de memória.


- Mas pelo visto eu não perdi totalmente a memória.


Chanyeol respira fundo voltando com sua carícia no loiro, ele não sabia o que falar e mesmo que soubesse não iria ter coragem de falar com medo de Baek ter outro choque. Baekhyun estava em silêncio, imerso em sua mente vazia olhando para o peito do maior que se movía conforme ele respirava, ele puxa o cordão para fora da blusa de Chanyeol para ver melhor, o material de couro em três tiras com algumas pedras no seu decorrer e um pingente, uma pena, ou melhor, a metade de uma pena e uma plaquinha retangular escrito 'Minha Doce Tempestade'. Baek morde os baldios tentando lembrar de onde ele havia visto isso pois o cordão era muito familiar para ele, ele então se levanta rápido indo até o guarda-roupa e subindo em um banco para pegar uma caixa que a tempos está esquecida lá em cima. Chanyeol se senta na cama observando o loiro revirar a caixa a procura de algo que logo encontra, Baek ergue um cordão exatamente igual ao de Chanyeol nas mãos e olha para o maior com sua confusão estampada no rosto.


- Quais são as chances...


- De 100% — Chanyeol fala segurando seu pingente em seus dedos.


- Você, como você... Quem é você?


A confusão de Baek faz Chanyeol respirar fundo e bater na cama para Baekhyun se sentar, quando o loiro está ao seu lado ele começa a falar.


- No ensino médio nós estudávamos na mesma escola, eu te observava de longe só. Eu sempre via você andando pra cima e pra baixo sorrindo, mas sempre que você tinha que voltar pra casa, quando estava sozinho seu semblante fechava. No início eu achei que era só curiosidade mas depois de três anos eu tive certeza que não era, eu tentei me aproximar algumas vezes mas eu sempre desistia no meio do caminho, quando eu soube que iria viajar pra fora do país pra fazer faculdade minhas esperanças de foram de vez, mas eu queria pelo menos uma vez tentar, então fiz esses cordões, na verdade eu não esperava que você fosse ficar com isso ou até querer saber quem foi então eu só deixei na sua mesa no último dia de aula e fui viajar. Quando eu te achei seu nome me fez questionar se era realmente você mas já fazia tantos anos que eu nem pensei muito na possibilidade, só que quando eu te vi deitado no quarto do hospital eu tive certeza de que era você, e a ironia foi tanta que eu só queria matar quem tinha feito aquilo com você, mas só quem poderia resolver isso era o Sehun então me disponibilizei pra ficar com você enquanto ele resolvia as coisas. Eu não esperava que você lembrasse de mim, na verdade eu já estava me preparando pra nunca mais te ver de novo, mas aqui estou eu falando mais do que devia.


Chanyeol apoia os cotovelos nas pernas e esfrega o rosto tentando acreditar que realmente se abriu para Baek que o olhava em silêncio e imóvel. Sua cabeça tenta processar tudo o que foi dito. Em sua mão o cordão e um papel que a anos foi deixado para ele e que com muito carinho ele tem guardado pois as palavras daquela pequena carta que foi deixado por alguém a muito tempo foram capazes de fazer Baek seguir em frente, crer que seu futuro seria bom e que um dia ele iria encontrar a pessoa que salvou sua vida.


Baekhyun aperta o cordão com força em suas mãos e sente que vai chorar, empurrando Chanyeol para trás de leve para que o maior levante a cabeça, Baek vai para o seu colo e o beija sem aviso. Para ambos aquilo é como um dejavu e Chanyeol responde ao beijo simples e cheiro de emoção, as lágrimas de Baek caem sobre seu rosto e o loiro o abraça escondendo o rosto em seu pescoço deixando sua lágrimas fluírem colo assim desejam.


- Como você sabia? Como sabia o que eu ia fazer?


- Eu te falei, eu te observei por três anos, era impossível você esconder isso de mim mesmo não sendo próximos.


Baek olha para Chanyeol com o rosto todo molhado de lágrimas e Chany usa suas mãos para tentar secar seu rosto.


- Você me salvou... Duas vezes.


- Disponha — Chanyeol fala com lisonjeio.


- Você, me fez rodar aquela escola toda naquele dia, nem ao menos deixou seu nome na carta — Baek dá um tapa leve no outro do outro.


- Se você soubesse quem eu era seria pior, porque além de te amar em segredo e a distância eu teria talvez a sua correspondência mas estaríamos distantes. Eu tive que ser ignorante por nós dois. Pra você viver sua vida de verdade.


- Acho que o Sehun perdeu o posto de pessoa que me conhece melhor.


- Talvez sim, ou podemos dividir o pódio.


Os dois riem e Chanyeol abraça a cintura de Baek se jogando para trás na cama o deixando mais próximo tendo seu pescoço agarrado novamente. Eles ficam assim por um tempo curtindo a presença um do outro, trocando carícias, depois de um tempo trocando selares, depois beijos e mais beijos, brincando com a língua um do outro, aprofundando o beijo pouco a pouco até ambos estarem imersos um no outro, perdidos em seus próprios prazeres. Chanyeol puxa a blusa de Baek a jogando para qualquer lado e virando o mesmo na cama o ajeitando na cama de solteiro do loiro e ficando por cima deixando o peso de seu corpo em suas pernas sentado sobre Baek que esconde o papel que tinha soltado na cama em baixo do travesseiro, Chanyeol pega o cordão em sua mão coloca no pescoço de Baek deixando um selar em seus lábios e se afastando novamente.


Deitado se deliciando da visão de Chanyeol se despindo em sua frente, de seu corpo grande e musculoso, as pequenas marcas vermelhas em seu pescoço que foram feitas a pouco sem permissão más que Baek sabia que não receberia um não, o loiro solta um pequeno gemido de sua garganta quando o maior se posiciona entre suas pernas tirando o resto de sua roupa e se deitando sobre ele tomando seus lábios. A pele de Chanyeol tocando a sua, seu perfume, sua mão segurando seu pescoço, tudo levava Baek a loucura fazendo seu corpo se mover sozinho sentindo sua intimidade contra a do maior, ambas duras e necessitadas de atenção. A mão do maior desliza pelo corpo de Baek parando sua entrada a acariciando, fazendo o loiro tremer com o toque.


- Não — Baek fala separando beijo — Coloca de uma vez.


- Eu não quero te machucar.


- Eu não vou aguentar se você fizer isso.


Baek enfia a mão no espaço entre a cama e a parede e tira de lá um vidro médio de lubrificante e depois duas camisinhas, ele empurra Chanyeol que se senta sobre os calcanhares e Baek se ajoelha em sua frente, ele dá um pequeno sorriso arteiro e umedece os lábios se inclinando e chupando o pau de Chanyeol sem aviso o deslizando até onde conseguia em sua boca, fazendo um movimento de vai e vem umas três vezes e na quarta colocando a camisinha no maior engolindo seu pau por completo e fazendo Chanyeol urrar de prazer se esforçando para não esticar a boca de Baek. Chanyeol recebe um beijo com gosto de morango devido a camisinha enquanto seu pau é massageado espalhando o lubrificante que Baek havia derramado.


Baekhyun se encaixa em Chanyeol apoiando um dos braços seus ombros colocando o pau do maior em sua entrada e respirando fundo Baek começa a descer, o início foi um pouco dolorido mas com os beijos em peito e seu pau sendo estimulado pelas grandes mãos do Chanyeol, Baekhyun se deixou levar pelo prazer descendo de uma vez só depois que a cabeça já estava dentro, deixando um gemido sôfrego e prazeroso escapar de seus lábios enquanto Chanyeol tranca o maxilar com a respiração pesada sentindo Baek o apertar cada vez mais. A vontade de foder Baekhyun com tudo não deixava a cabeça do maior que segurava as coxas de Baek com força deixando algumas moradias em sua pele evitando os lugares onde havia hematomas e escoriações.


Aos poucos Baek começa a se mexer com a cabeça jogada para trás e os braços no ombro do maior que guiava sua cintura dando impulso para ele subir e o puxando o fazendo sentar com tudo em Chanyeol que deixa gemidos de satisfação sair vez ou outra. Baek acelera seus movimentos conforme o tesão o invade fazendo o pau de Chanyeol ir mais fundo, gemendo cada vez que sente estar chegando mais perto de seu ponto de prazer, até que o atinge com tudo o fazendo curvar para frente, Chanyeol entende o que aquilo significava e sem avisos começa a invadir Baek na mesma intensidade e força que o menor se movimentava antes, acertando sua próstata com tudo, fazendo Baekhyun gemer pedindo para Chanyeol ir mais forte, mais rápido.


- Haa merda


Baek é deitado na cama e Chanyeol o acerta com ainda mais força, o suor em suas peles, o calor de seus corpos e o ar do quarto deixam Baek sem sentido se entregando ao seu prazer, apertando Chanyeol cada vez mais, o fazendo o esticar descontroladamente gemendo por seu nome, lhe dizendo baixarias e coisas lindas ao mesmo tempo. Seu corpo é colocado de lado sem se desconectarem e Chanyeol continua suas investidas beijando Baekhyun, chegando ao seu ápice juntos, sem ar, sem força, sem razão, apenas o prazer.

Chanyeol tira a camisinha e se deita ao lado de Baek o abraçando por trás e ficando assim por um tempo enquanto suas respirações tentam se estabilizar. Quando Baek está um pouco mais são ele se vira para Chanyeol que tem os olhos fechados e a respiração mais leve.


- Por que Minha Doce Tempestade? — Baek pergunta olhando para o próprio cordão completando o do maior.


- Você sempre gostava de andar na chuva, principalmente quando tinha raios no céu.


- Você me seguia mesmo — Baek fala tentando não rir enquanto olhava os pingentes se completando.


- Só queria garantir que você estivesse bem, na medida do possível.


- Então isso explica porque sempre que eu andava na chuva eu ganhava comida. — Chanyeol abre os olhos espantado por o loiro lembrar disso — Eu estranhava mas não podia reclamar já que estava sempre resfriado quando isso acontecia, era bom.


- Era?


- Hm.


Os dois passam o resto da noite em silêncio se acariciando até que ambos caem no sono novamente.
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- O Baek fez sexo e eu não fiquei sabendo por ele, estou magoado, mas o Chanyeol é bem detalhiata então vou perdoar dessa vez.


Sehun fala limpando o prato enquanto Baekhyun sequer se atreveu a pôr algo na boca e Chanyeol estava na metade já que estava falando. Byun Baekhyun durante toda a narração foi de branco para vermelho, depois azul, verde, vermelho de novo e agora está quase ficando roxo de tanta vergonha por estar lembrando de tudo o que aconteceu. Sehun e Chanyeol se olham tentando não rir da reação do loiro que olhava para o nada perdido fazendo caras a cada lembrança, mas para a felicidade dos dois à sua frente ele não teve outro ataque de pânico o que já é muito bom.


- E como eu não tenho marcas do que aconteceu? Antes claro de ontem e fora os machucados — Baek fala sentindo seu rosto esquentar.


- Como você acha que eu chego todo dia no trabalho sem marcas transando igual um coelho com o Luhan?


- Eu prefiro não saber.


- Engraçadinho, coloquei minhas técnicas em ação mas alguns roxos infelizmente não saíram, eu queria tirar todos antes de você ficar bem de novo.


- Que amor.


- Se fode.


Chanyeol olha para Baek com uma sobrancelha erguida e um pequeno sorriso de lado surgindo e Baek arregala os olhos olhando para outro lugar.


- Tá, então o que aconteceu com quem fez isso comigo? Conseguiram encontrar?


- Eu fui ver isso antes de vir aqui e eles tem uma pista, e o que usaram pra te dopar parece ser assunto internacional, uma droga que está sendo rastreada a um tempo pela segurança nacional.


- Olha que lindo, fui vítima de uma droga não catalogada.


- Eu prefiro mais quando você tá maninho e sem essa língua afiada. — Sehun fala lhe apontando uma faca.


- Deixa ele aproveitar enquanto pode, não é como se ele mantivesse essa pose por muito tempo.


Chanyeol se levanta retirando a louça deixando Sehun de boca aberta rindo e Baekhyun de cara fechada vermelho como nunca.


- Baek você vai explodir desse jeito.


- Que eu exploda então.


- Lembrei da última vez que falei isso pro Luhan... Eu explodi, só que foi de outra forma. — Ele se inclina para frente e sussurra — Cuidado com o que você fala perto dessa geladeira duas portas viu.


Baek pisca frenético tentando não olhar para Chanyeol já que se o objetivo era sussurrar, Sehun não o atingiu de modo algum.


Depois disso os três passaram um tempo conversando, Luhan apareceu ao saber que o loiro estava melhor e Jongin acabou não podendo ir para cuidar da lanchonete na ausência dos amigos. Chanyeol e Baek explicaram como se conheceram ao casal que não pararam de fazer perguntas atrás de perguntas. Quando todos estavam de barriga cheia, graças a Chanyeol que fez um maravilhoso almoço para todos, Sehun e Luhan foram trabalhar e Baek como ainda não estava 100% recuperado iria ficar a semana em casa.


- Você não tem que trabalhar ou algo assim? — O loiro pergunta se jogando no sofá.


- Trabalho com monitoramento de recursos, então posso trabalhar em casa e só tenho que ir na empresa uma vez na semana pra entregar os relatórios se não aparecer nada diferente.


- Por isso esses papéis todos então — Ele fala apontando para a pequena pilha na mesa de centro.


- Exato. Eu tinha chegado de viagem após receber minha admissão quando encontrei minha tempestade.


- Essa tempestade deu bastante trabalho no nosso reencontro.


- Mas eu nunca reclamei disso. — Chanyeol deixa um selar e se afasta segurando a mão do loiro — Eu vou cuidar de você, sempre.


- E eu vou cuidar de você, sempre, principalmente se você deixar outra carta sem nome, aí que eu vou cuidar de você mesmo, do seu cadáver no caso. — Baek cerra os olhos fazendo Chanyeol cair numa gargalhada gostosa que acabou fazer Baek rir junto.







(Carta do Chanyeol para Baekhyun no ensino médio)

Oi Baek, eu sei que tem sido difícil, não posso imaginar na realidade o quanto mas vi o quanto que foi difícil para você, dizer que está bem sem estar, ter que fingir ser alguém que não é apenas para evitar perguntas, chorar apenas em dias de tempestade para que ninguém visse suas lágrimas ou ouvisse seus gritos de dor, ou até as vezes que você já tentou se jogar daquela ponte velha, eu vi tudo isso de longe. Mas não pense que eu me diverti vendo isso, pelo contrário, meu peito dói a cada lembrança das vezes que não pude te dar um abraço, te amparar, mas não pude fazer por medo de isso ser sua ruína, então apenas cuidei de você de longe e o amei de longe com todas as minhas forças.


Eu fiz esse pequeno presente para você, para quando você olhar para ele lembrar que tem alguém que cuidou de você em secreto quando você achou que estava sozinho. Provavelmente nunca vamos nos conhecer e eu choro por lembrar disso, queria que fosse diferente, mas pensando bem é melhor assim, você é forte, vai conquistar tudo o que sonha e eu sei que você sonha, seus sonhos estão todos guardados comigo, desde abrir uma lanchonete a cantar, cada sonho que era jogado no lixo ao final de cada dia estão guardados comigo e eu vou cobrar cada um deles quando nos encontramos.


Então vá até aquela ponte e grite o quanto quiser, mas depois siga o caminho contrário a ela, continua caminhando em frente sem olhar para trás até o dia em que nós nos encontremos em algum lugar em algum momento.


Com amor...

25 Août 2021 23:40:19 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Kess C. Apenas uma pessoa comum explorando o mundo da escrita.

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