urutake Urutake Hime

Para presentar Kakashi no Dia dos Namorados, Gai decide enfrentar a vergonha e entrar na área mais libidinosa da livraria, atrás da nova obra do escritor favorito do amado. Porém, além do embaraço, o sobrancelhudo vai ter que encarar as insinuações incomodas de Jiraiya. [KakaGai]


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

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Histoire courte
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Capítulo Único

O Dia dos Namorados estava cada vez mais próximo e toda a cidade já estava no clima para esta data tão romântica. As lojas apostavam alto com itens e descontos atraentes em suas vitrines para chamar a atenção de qualquer um que ainda não tivesse adquirido um presente para seus amados. Corações pipocavam de todos os lugares e até parecia ter uma aura “cor-de-rosa” pelo ar enquanto durasse este período do ano. O amor tomava as mais diferentes formas, cores e sabores através dos presentes.


Gai havia decidido qual seria o seu presente para Kakashi e saiu naquele dia determinado a comprá-lo. Estavam para completar um ano de namoro e queria que aquele primeiro Dia dos Namorados fosse especial, então já havia adiantado algumas coisas para que não fosse um mero presente. Ainda assim, estava indo comprar o item mais complicado e com isso sua inquietação chegava nas alturas, seus passos pesados pareciam uma marcha até um confronto inevitável.


O metrô o auxiliou para que chegasse mais rápido ao destino, logo estava em um centro comercial movimentado e continuou com sua marcha até parar diante de uma livraria. Ficou algum tempo parado, encarando as portas de vidro com tanta intensidade que as pessoas que passavam ao redor acabavam se afastando, intimidadas. Maito começou a murmurar algo, como se estivesse repassando um plano e quando decidiu entrar, seus olhos percorreram o local com muita atenção.


A livraria era a maior da região, com dois andares muito bem divididos em sessões para que todos pudessem encontrar o que quisessem, desde livros acadêmicos até quadrinhos. Por sua excelente localização e fluxo de clientes, por vezes aquela livraria acabava recebendo alguns títulos com antecedência, criando promoções e brindes especiais. Este era o motivo para Gai estar ali, pois sabia que o livro que o namorado tanto queria já havia chegado naquele local, obtê-lo em um bom preço e com um brinde seria excelente.


No entanto, mesmo que já soubesse o que tinha que comprar, Maito parecia perambular a esmo dentro da livraria como se estivesse perdido, incapaz de seguir as divisões. Dois vendedores chegaram a se aproximar para ajudá-lo ao perceberem seu comportamento, mas receberam um olhar tão intenso com uma resposta torta que o deixaram por conta própria. Gai não costumava ser rude, mas estava tão tenso naquele momento que, mesmo com uma dispensa educada, sua voz grossa parecia um rugido ameaçador.


— Professor?! — uma voz sobressaltou Gai assim que ele passou perto da sessão de mangás — É você mesmo?


— Lee! — suspirou assim que viu um rapaz parado no corredor com um mangá em mãos, folheando as páginas. Maito tinha uma academia de artes marciais e o jovem em questão era um de seus melhores alunos — Quem diria que nos encontraríamos aqui... O que está fazendo?


— Saiu um novo volume de uma série que eu acompanho. — o garoto explicou brevemente, exibindo a capa onde era possível ver um garoto loiro de olhos azuis com uma bandana amarrada na testa e vestia uma roupa laranja chamativa — É bem interessante, com golpes legais e muita ação... E você, Professor? Veio procurar algum conteúdo didático para as aulas? Acho que as revistas esportivas ficam no andar de baixo...


— Não, não estou aqui por isso. — Gai abriu um ligeiro sorriso, colocando uma das mãos no queixo — Estou em uma missão especial... Uma missão em nome do amor!


— Missão?! Amor?! — Lee ficou empolgado, se aproximando do outro com grande expectativa — Isso parece importante! É o presente do Dia dos Namorados?


— Exatamente! — estufou o peito, soltando uma risada que atraiu os olhares dos clientes mais próximos, censurando a atitude de Maito por ser um ambiente que geralmente imperava o silêncio — Quero surpreender, será o primeiro Dia dos Namorados para mim e Kakashi. Fiquei bem atento nos últimos dois meses para descobrir o que ele mais desejava.


— Que incrível! — os olhos do jovem Lee chegavam a brilhar, admirando seu professor como sempre fez nas aulas — Acabou descobrindo e está aqui para comprar, então? É um livro?


— Bem... Sim. — a empolgação de Gai morreu com a resposta, voltando a ficar tenso — Ele tem pesquisado já faz alguns dias, de olho no preço e na data de lançamento... Fiquei de olho também e descobri que esta livraria estaria disponibilizando os primeiros 50 volumes antecipadamente, com um preço especial e um brinde.


— Oh, então não poderia perder a oportunidade. — concluiu, mas estranhou a repentina mudança no professor — Tem algum problema? Os volumes já foram vendidos?


— Não sei... Não fui até a sessão ainda.


— Por que não?


O olhar confuso e cheio de expectativas de Lee não o ajudavam a dizer o problema, fazendo com que soltasse um suspiro profundo. Maito sequer esperava ser visto naquele dia, quanto mais esbarrar com um de seus queridos alunos, então não pretendia compartilhar seu empasse. Pensou em como contornar a situação e achou melhor dar uma resposta mais profunda, com um ar maduro que raramente surgia em seu entorno.


— Às vezes é difícil se envolver com os gostos das pessoas que amamos... Principalmente quando são opostos. Talvez você seja muito jovem para entender, Lee.


— Bem, acho que entendo. — o garoto suavizou a expressão e sorriu, mostrando tranquilidade com o tema — Gaara e eu também somos diferentes, mas consegui acertar nos presentes com ele até agora. Dessa vez comprei um suporte de vidro e montei um Terrário para ele, mesmo que nunca tenha ligado muito para plantas. Pesquisei sobre as suculentas e cactos, a terra e areia certas para usar, escolhi pequenos detalhes para decorar... No fim, foi divertido me envolver com algo novo para fazê-lo feliz. — o sorriso largo e as bochechas coradas tomaram seu rosto, a ternura na voz de Lee demonstrava todo o seu carinho pelo namorado — Estou ansioso para entregar a ele e ver sua reação.


— Lee... — Gai já estava com os olhos lacrimejantes, emocionado com a dedicação alheia e ergueu o braço, exibindo o polegar para cima em um sinal de aprovação — Como esperado do meu melhor aluno! Deixe a força do amor te guiar dessa forma e nunca vai errar! The power of love, yeah!!


— Obrigado, Professor! — os olhos do garoto também começaram a lacrimejar, satisfeito por ter a aprovação de Maito — Suas palavras me deixam ainda mais animado para entregar a ele. Você também deve estar ansioso para entregar seu presente ao Sr. Hatake, não é?


— Sim, de fato. — concordou, já sentindo uma grande ansiedade só para conseguir comprar o presente.


— Professor, você está bem? — não conseguia deixar de reparar naquela tensão incomum, preocupado — Tem algum problema? Se o senhor quiser, posso acompanhá-lo até a sessão para comprar o livro.


— Não! — a resposta de Gai veio de forma tão repentina e alta que foi imediatamente censurado por um dos funcionários que passava por perto — Desculpe, desculpe... Não precisa vir comigo, Lee. Na verdade, você nem iria poder entrar lá de qualquer forma.


— Não poderia? — surpreso, Rock Lee franziu as sobrancelhas — Por quê? A única sessão que eu não teria permissão pra entrar aqui é... — antes de completar a frase, ligou os pontos e seu rosto começou a ficar vermelho — Professor, não me diga que...


Ao perceber que seu aluno já havia descoberto, Gai também ficou corado e levou uma das mãos na bochecha, balançando a cabeça de modo afirmativo. Lee engoliu em seco e lentamente virou o rosto para trás, estreitando os olhos para os fundos da livraria onde havia uma sessão limitada para alguns clientes, cuja entrada era coberta por uma cortina preta e uma pequena plaquinha escrito “Eróticos” delatava seu conteúdo, o motivo do acesso restrito.


Maito acabou olhando na mesma direção e ficaram em silêncio por alguns minutos, encarando a sessão como se fosse um local perigoso. Uma caixa de Pandora, um campo minado, um buraco negro, outra dimensão, aquele “Gemidão do Zap” escondido num vídeo comum, só pra te pegar desprevenido... Qualquer comparativo que pudesse levantar certa cautela quando encarado de frente, como naquele momento, logo fez professor e aluno voltarem a se encarar.


— Eh... Tem certeza de que o livro está ali?


— Tenho. — um suspiro pesado abandonou os lábios de Gai, colocando as mãos na cintura — Desde que conheci Kakashi, ele tem um verdadeiro fascínio por esse tipo de leitura... Aliás, o livro que ele tanto quer é uma nova obra de seu autor favorito, Kakashi o acompanha a anos! Sei que ele ficaria muito feliz e eu faria qualquer coisa para isso acontecer.


— Professor... — Lee voltou a ficar admirado e, com um sorriso largo, ofereceu ao outro a mesma pose de “Nice Guy” que ganhou antes — O poder do amor vai ajudá-lo a cumprir essa missão, tenho certeza! Confio em você!


— Leeeeeeeeeeeee...


Gai abraçou seu aluno com força e energia, comovido ao receber a motivação e confiança dele. Rock Lee dava tapinhas cheios de vigor nas costas largas do professor e quem olhava a cena de fora não entendia bulhufas, sem saber qual era o problema com aqueles dois na sessão de mangás. Chamavam tanta atenção que novamente foram repreendidos por um funcionário, então se afastaram antes que fossem conduzidos para fora do estabelecimento.


Como um cavaleiro pronto para o combate, Maito marchou rumo aos fundos da livraria e foi seguido por seu fiel escudeiro, mesmo que Rock Lee não pudesse acompanhá-lo na sessão. Pararam diante da cortina preta que mais parecia a entrada de uma caverna profunda e escura, guardando segredos lascivos dos olhares curiosos. A mão do jovem repousou sobre o ombro direito de Gai e ditou uma última mensagem:


— Não sei o que o espera ali dentro, Professor... Mas você vai conseguir! Pense no Sr. Hatake e na felicidade dele quando ganhar o livro.


— Sim! — Maito fechou a mão direita e bateu na palma da mão esquerda com uma força considerável, em um gesto para mostrar que estava pronto para o confronto — Obrigado pelo seu apoio, Lee... Não sabia como deveria encarar esse lugar, mas nada irá me impedir de fazer o Kakashi sorrir! Yeah!!

Se fosse um filme, a trilha sonora daquele dialogo seria épica, com direito a tambores rufando para criar o suspense para anteceder sua entrada. Assim que deu o primeiro passo, Rock Lee o soltou e desejou boa sorte, depositando toda a confiança que tinha em seu professor até que desaparecesse de suas vistas. Gai sentia como se tudo estivesse se movendo devagar ao seu redor até o momento em que passou pelas cortinas, se sentindo tão determinado como quando acabava competindo em algum campeonato de artes marciais.


No entanto, não havia nenhum lutador, guerreiro ou monstro que o aguardava do outro lado. O coração acelerado de Maito quase saiu pela boca quando a primeira coisa que encontrou foi um homem, vestido com o uniforme da livraria, abrindo um sorriso em sua direção.


— Seja bem-vindo. Em que posso ajudá-lo?


— Ah... Bom dia. — o cumprimentou depois de se acalmar, sua mente não estava preparada para encontrar outro ser humano naquele lugar — Estou procurando um livro...


— Literatura Erótica fica por aqui, me acompanhe.


O funcionário tomou a frente para guiá-lo e só então Gai percebeu que aquela sessão era um pouco maior do que esperava. Estava disposta de uma maneira bem organizada como o restante da livraria, mas ali se encontrava qualquer tipo de leitura erótica que pudesse pensar. Quadrinhos, Mangás, Novels, Revistas, Livros e até alguns DVD’s. As clássicas revistas Playboy e a G Magazine foi o que conseguiu reconhecer de imediato, dividindo uma prateleira lado a lado.


Ao passarem por um corredor, os olhos de Maito se arregalaram com as capas muito bem desenhadas dos Quadrinhos e Mangás. Sentia-se em uma feira: Banana-da-Terra, Nanica e Maçã para todos os lados, quem vai querer? Laranjas e Pêssegos madurinhos, puro mel. Pepinos, Berinjelas e Chuchus de dar água na boca! Melões e Melancias, com ou sem sementes. Dois por Cinco, Três é Dez!! A quantidade de fetiches era como a quantidade de sabores na clássica Barraca de Pastel, acompanhado daquele delicioso caldo de cana.


— Aqui estamos. — o funcionário arrancou Gai de sua analogia alimentícia com o anúncio, estendendo a mão para as estantes na frente deles — Qual é o título que o senhor está procurando?


— Ah... Seria “Icha Icha na Ilha – Nativas Cativas” de Jiraya. — respondeu com a voz um pouco tremula de vergonha.


— O senhor está com sorte, este livro chegou hoje e em ótimas condições. — o funcionário ignorou o nervosismo alheio e seguiu com seu trabalho.


Caminharam para o canto direito onde um stand promocional havia sido feito para o lançamento, destacando a linda imagem de uma ilha paradisíaca que era famosa não apenas por suas belezas naturais, mas também por eventos libertinos de alto escalão. Na capa, o título foi escrito com uma fonte cursiva e dourada, havia uma silhueta feminina de costas e deitada na praia, nua e admirando a imensidão azul do mar.


Gai estava observando a capa do livro quando começou a ouvir alguns sons estranhos vindo do corredor ao lado, causando um arrepio em sua espinha por ser um riso misturado com grunhidos indecifráveis e soavam de uma maneira muito vulgar. Com isso, o próprio funcionário perdeu a paciência e o deixou ali, indo até o corredor e Maito pode ouvi-lo ralhar com o responsável pelo barulho.


— Sr. Jiraya, o senhor não veio aqui hoje como um consumidor! Será que poderia parar de se distrair com os livros e vir até o stand? Um cliente chegou, interessado na sua obra.


Gai se surpreendeu, pois não esperava que fosse conhecer o autor favorito de Kakashi. Não demorou para que o funcionário voltasse acompanhado por um homem com os cabelos longos e grisalhos, a idade já havia deixado marcas em seu rosto, mas o sorriso malicioso em seus lábios parecia o de um jovem cheio de disposição. A calça e o sapato social pretos contrastavam com a camisa vermelha cheia de sapos estampados que vestia e estava um pouco sem jeito pela bronca do funcionário.


— Oh, sinto muito... Eu não esperava que viesse um fã assim tão cedo. — o dito Jiraya se pronunciou com um riso frouxo, estendendo a mão para cumprimentar o sobrancelhudo — Como vai, rapaz? Vejo que tem bom gosto, vindo atrás da minha nova obra. Deve estar ansioso para ler, já que descobriu esta pré-venda...


— Estou bem, é um prazer conhecê-lo! — Gai retribuiu o cumprimento — Na verdade, vim buscar um exemplar para dar de presente.


— Oh, é mesmo? — Jiraya estreitou o olhar ao duvidar daquelas palavras e passou o braço repentinamente pelos ombros do outro, trazendo-o mais perto do stand — Tem certeza de que não está sendo tímido? Não precisa ter vergonha, somos todos adultos aqui... E esse tipo de conteúdo faz bem a saúde! — uma risada alta e sem vergonha lhe rasgou a garganta.


— Estou dizendo a verdade! — resmungou, negando com a cabeça. Maito não era um homem de mentiras e não estava sendo tímido, mesmo que a vergonha fosse sua companhia desde que entrou na livraria atrás daquela obra — Nunca ouvi falar sobre os benefícios da literatura erótica para a saúde... — seu comentário era inocente, afinal sempre buscou um estilo de vida saudável e não captou o duplo sentido de Jiraiya.


— Como não? Olhe bem para mim! — soltou Gai, estendendo os braços e estufando o peito para ser admirado — Acredita que já estou na casa dos 50 anos? Esta intensa energia e a minha “pinta de galã” se deve ao constante envolvimento com o erotismo! Os prazeres da carne guiam a minha vida desde a minha adolescência... — Jiraiya se gabava com tamanho orgulho de suas libertinagens que o sobrancelhudo estava genuinamente surpreso — Só tive benefícios e deliciosas conquistas... Bem, claro que levei uns tapas e chutes no meio do caminho, mas são ossos do oficio.


— É realmente impressionante... — conhecer o autor que o namorado tanto admirava estava sendo uma experiência curiosa, mesmo que não estivesse interessado em suas obras ou seu estilo de vida — Imagino que foram essas experiências que o levaram a ser um escritor?


— Exatamente! Lembro-me dos meus primeiros rascunhos, descrevendo o corpo de uma colega de escola. — Jiraiya fechou os olhos e levou uma das mãos ao queixo, puxando as lembranças de sua memória — Estava no auge da minha puberdade e só conseguia pensar no que todo adolescente pensa nessa época... Prestei inúmeras “homenagens” a ela. — voltou a emitir os ruídos desprezíveis em meio as risadinhas infames — De tão inspirado que me sentia, escrevi um primeiro conto e desde então não parei mais, acabando por me tornar um exímio escritor erótico.


— Sei... — Gai arqueou uma sobrancelha, incomodado com aquele barulho — Mas o senhor não começou a carreira de uma maneira muito nobre, usando uma colega assim...


— Ora, e desde quando existe nobreza no erotismo? — Jiraiya debochou, negando com a cabeça enquanto cruzava os braços frente ao corpo — Não estamos discutindo ética e moral aqui, rapaz... Estamos falando sobre anseios primitivos que acompanham a todos, prazeres lascivos necessários para ter momentos de puro êxtase! — exaltava o sexo como algo divino e superior sem nenhum receio, surpreendendo Maito mais uma vez — Jamais entenderei aqueles que dizem que não precisam disso... Só podem ter perdido o juízo, pois não vivo sem!


Gai chegou a abrir a boca para contestá-lo, mas preferiu engolir as palavras. A forma como o escritor colocava as coisas parecia lhe dar o direito de ser devasso com tudo e todos, conforme lhe conviesse e seria perfeitamente justificável por conta de sua carreira. No entanto, o sobrancelhudo sabia que haviam limites a serem respeitados, principalmente se as outras pessoas não se sentissem confortáveis ou dispostas a embarcar nesses momentos de perversão.


— Não são todos que pensam como o senhor... Por exemplo, eu nunca vi o sexo como algo indispensável, prefiro curtir a simplicidade e alegria de viver ao lado de quem amo. — Maito logo lembrou-se da euforia que sentiu a primeira vez que segurou a mão de Kakashi, quando tiveram seu primeiro encontro e como só com um beijo, seu namorado já conseguia levá-lo ao céu — Um toque carinhoso e sem malicia já é o bastante...


— Há! — Jiraiya revirou os olhos, como se estivesse ouvindo algo monótono e deu dois toques no braço direito do outro — Não pensei que você fosse do tipo romântico, está desperdiçando seu tempo na academia desse jeito. Com toda essa força, tenho certeza que muitas mulheres ficariam loucas com a sua “pegada”. — piscou, insinuando uma possível popularidade de Gai baseando-se em sua estrutura física e, antes que o sobrancelhudo pudesse contestá-lo, pegou um dos exemplares do livro e uma caneta que já estava no stand — Agora, vamos ao que interessa! Qual é o seu nome?


— Meu nome é Maito Gai, mas já disse que o livro não é para mim. — ao perceber que o livro seria autografado, voltou a insistir no primeiro equivoco do escritor — Por favor, coloque em nome de “Hatake Kakashi”.


— Hm? Kakashi? — Jiraiya pareceu se lembrar de algo com aquele nome — Se não me engano, este rapaz já me acompanha a um bom tempo nas redes sociais, já li alguns de seus comentários e resenhas a respeito do meu best-seller. Ele esconde o rosto com uma máscara, certo? — com o gesto afirmativo de Gai, abriu um sorriso — Sim, eu me lembro... Achei suspeito quando vi um mascarado na fila de autógrafos na minha última palestra, mas ele demonstrou ser um fã realmente dedicado. Então veio comprar minha obra para ele? Você certamente o conhece bem, é um ótimo presente de aniversário...


— Ele cuida dos seus livros autografados como se fossem um tesouro. — Maito tinha ciência do carinho que o namorado tinha por aqueles livros e, quando assistiu a palestra e conseguiu os autógrafos, ficou falando disso por dias seguidos — Não é um presente de aniversário e sim um presente de Dia dos Namorados.


Seu aviso fez com que o escritor interrompesse a sua dedicatória e arregalasse os olhos, encarando-o como se estivesse esperando algum sinal de equívoco no que havia acabado de ouvir. Porém, Gai apenas ergueu uma das sobrancelhas, sem entender o que havia causado tamanho espanto no outro. O silêncio se prolongou enquanto Jiraiya voltava a escrever e, assim que terminou a dedicatória, fechou o livro e estendeu o objeto na direção do sobrancelhudo.


— Você é realmente um homem peculiar, Maito. — o escritor comentou assim que o livro saiu de suas mãos — Vindo até aqui para comprar um livro erótico para ele... Não acha estranho que o seu namorado goste tanto assim dos meus livros? Quero dizer... Os meus conteúdos são totalmente heteros, com partes bem picantes e explicitas, para criar uma imersão na leitura. Sendo tão fã das minhas obras, eu jamais imaginaria que...


— Não questiono os gostos do Kakashi, assim como ele não questiona os meus. — cortou Jiraiya antes que ele fosse ainda mais indelicado em suas insinuações — Só quero vê-lo feliz, por isso vim até aqui. Agradeço a sua atenção e o autografo, mas é melhor eu ir agora.


— Ah, claro... Espero que o seu namorado goste do presente. Aqui, não esqueça do brinde!


O escritor pegou uma sacola pequena que estava pendurada ao lado do stand e entregou para Gai, que agradeceu novamente e se virou para sair, sentindo-se sufocado naquele lugar. O funcionário que o guiou pela sessão se despediu dele antes que passasse pela cortina preta e, assim que se viu longe da sessão adulta da livraria, deixou um longo e pesado suspiro escapar de seus lábios. Se a tensão que sentiu inicialmente era por vergonha, agora sentia-se tenso por irritação.


Na fila do caixa, o sobrancelhudo acabou se lembrando das palavras do escritor e isso começou a atormentá-lo, mesmo que não quisesse dar corda para a lógica furada daquele velho tarado. Sabia que Kakashi já havia se envolvido com mulheres e sua excitação ao longo das leituras aos livros de Jiraiya eram perceptíveis, mas Maito nunca havia encarado isso de uma maneira negativa antes. Inquieto, Gai saiu da livraria e acabou voltando correndo para casa, a fim de se livrar da semente da dúvida plantada em sua cabeça.


≼ ✤ ≽


O grande dia havia chegado e, como era de se esperar, os casais dominavam as ruas, restaurantes, shoppings, parques e qualquer outro lugar público ou privado para celebrar o Dia dos Namorados. A troca de beijos, abraços e carinhos eram constantes, até os mais reservados acabavam entrelaçando os dedos das mãos enquanto caminhavam com um sorriso escancarado no rosto, plenos de todos os sentimentos que carregavam em seus corações.


Kakashi e Gai também estavam comemorando desde cedo, de uma maneira única. O mascarado havia conseguido alugar as primeiras horas de um complexo esportivo para praticar alguns exercícios com o namorado, criando pequenas competições entre eles nas modalidades disponíveis, desde uma simples corrida até enfrentar uma escalada em um grande paredão artificial. Ambos gostavam de praticar esportes, inclusive se conheceram através de competições e a rivalidade saudável cresceu para um relacionamento afetuoso e sólido.


Depois de uma manhã atlética, somando vitórias e ralados, almoçaram no melhor restaurante de Lámen da cidade e seguiram para uma pousada de fontes termais, dessa vez reservada por Gai. Sabia que o namorado adorava os banhos quentes daquele lugar e era uma excelente maneira de relaxarem depois dos exercícios, então não se contentaria com um serviço simples. Kakashi se sentiu privilegiado ao entrar no quarto reservado para eles, com direito a um banho termal privativo e um jantar japonês digno de reis.


— Estou ansioso para aproveitar o banho quente, mas... — o mascarado chamou a atenção do namorado, que estava a ponto de tirar as roupas — Antes de irmos, eu quero te dar os seus presentes.


Ambos estavam com mochilas, tanto para carregar as mudas de roupas e seus pertences pessoais quanto para carregarem os presentes. Assim que Kakashi abriu a mochila, tirou dali três pacotes de formatos diferentes e os entregou nas mãos do namorado, aguardando as reações dele. O primeiro pacote, longo e fino, era um Nunchaku novinho e Gai ficou tão animado que começou a experimentar o objeto com alguns golpes, só guardando a arma quando quase acertou um objeto de decoração no quarto.


O segundo pacote era um box especial de vários filmes relacionados as artes marciais, uma das grandes paixões do sobrancelhudo e que certamente seriam usados de exemplos em suas aulas. O último presente era um cronometro moderno, capaz de monitorar a pulsação e os batimentos cardíacos do usuário para que Maito mantivesse o controle durante os exercícios, principalmente quando cismava de correr longas distâncias. Se sentiu tão feliz e emotivo com os presentes que Kakashi teve de consolá-lo por alguns minutos enquanto chorava em seu peito.


Depois de agradecer os presentes com muitos beijos e um abraço apertado, Gai decidiu entregar seus presentes também e os buscou em sua mochila, não demorando a entregar o primeiro nas mãos do namorado. O Hatake abriu o pequeno pacote e se permitiu rir com o que encontrou: máscaras personalizadas com diversos desenhos, desde folhas até fotos dos rostos de seus cachorros. Podiam ser chamativas, mas fez questão de experimentar uma a uma para mostrar a Maito que estavam na medida certa e prometeu que as usaria com frequência.


Recebeu um segundo pacote em mãos e, pelo cheiro, Kakashi logo deduziu do que se tratava: um creme capilar novinho e com um delicioso aroma de ervas. Gai sabia que o namorado dispensava uma atenção especial nos cabelos prateados, sempre usando muitos produtos para mantê-lo em ordem e, de preferência, em pé. O creme não iria agredir o couro cabeludo, ajudaria a manter o penteado estiloso e o cheiro gostoso por mais tempo, então o Hatake adorou o produto e estava ansioso para usar logo depois do banho.


Quando segurou o último presente, Gai se manteve estático por alguns segundos e sua expressão até mesmo se fechou, chamando a atenção do namorado. Aquela hesitação incomum deixou Kakashi curioso e, quando recebeu o presente em mãos, não demorou a perceber que era um livro. Não era algo estranho de se receber, então a atitude inicial do sobrancelhudo fez sua curiosidade aumentar e assim que rasgou o embrulho, ficou impressionado com o que encontrou.


— Oh, o novo livro do Jiraiya!! — a expressão do mascarado se iluminou de tal forma que o próprio Maito acabou sorrindo — Não acredito, eu estava esperando este lançamento há tanto tempo... Tem mais? — percebeu que havia algo dentro do saco de embrulho e virou o conteúdo em sua mão, encontrando um chaveiro personalizado com a imagem da morena da capa do livro, um marca páginas com uma frase de citação e dois adesivos “sugestivos”. — Isso é incrível! Não é costume fazerem brindes neste tipo de livro... Mas são a cara do Jiraiya. — Kakashi analisava a qualidade dos produtos, absorto em cada detalhe e principalmente no livro, dedilhando a capa para sentir o relevo no título. Assim que abriu, deu de cara com a dedicatória e não pode suprimir um riso de satisfação que lhe escapuliu da garganta — Isso é real? Ele realmente assinou este livro?!


— É real, eu estava lá quando ele assinou... — garantiu a veracidade da assinatura — Sabia que você estava querendo muito isso, então estabeleci como missão lhe dar essa obra! — completou com uma pose “Nice Guy” e um sorriso radiante.


— De fato, eu queria muito... E pensar que já está autografado, você teve muita sorte de encontrá-lo em uma pré-venda. — o Hatake releu a dedicatória e começou a folhear algumas páginas — O Jiraiya é incrível! Mal posso esperar para começar a leitura!


Fazer o mascarado feliz era tudo o que Gai queria e atingiu seu objetivo, então também estava feliz. No entanto, vê-lo tão animado com aquele livro o fez lembrar do incomodo que sentiu com as insinuações de Jiraiya e como isso ainda estava, de forma inconsciente, martelando em sua mente. Não queria questioná-lo, não queria estragar o momento, não queria ser um namorado inseguro que surtaria por obras fictícias, então pretendia se manter em silêncio.


— Gai, está me ouvindo?


— Hm?! — o sobrancelhudo se surpreendeu com a pergunta, percebendo que havia se desligado da realidade e Kakashi havia se aproximado, o encarando com um olhar estreito — Desculpe, disse alguma coisa?


— Perguntei sobre o que está te incomodando. — o mascarado ergueu uma das mãos e, com o polegar, pressionou entre as sobrancelhas grossas do amado — Você está com uma expressão tão fechada que as suas sobrancelhas estão formando um V na sua testa. — provocou, rindo com o bico formado nos lábios de Maito — Eu te conheço, o que houve?


— Nada demais... — ainda queria manter seus tolos pensamentos para si mesmo, segurando a mão de Kakashi e beijou o dorso — Não se preocupe comigo, você está tão feliz com o livro...


— Não estou feliz só com isso. Eu adorei cada um dos presentes que me deu... — não menosprezaria nada que viesse de Gai, sabia que todos foram dados de coração e cuidadosamente pensados para alegrá-lo. Havia feito o mesmo na hora de escolher os presentes do namorado — Mas você parecia incomodado antes mesmo de me entregar o livro... Deve ter sido muito difícil para adquiri-lo.


— Nem tanto. — agora Maito começava a se gabar, coçando o queixo de maneira altiva — Depois de um árduo trabalho de pesquisa, pude descobrir exatamente onde seria a pré-venda e nada me impediria de comprar este livro para você. — ergueu um dos punhos para cima, desafiador — Não seriam “melões” e “pepinos” que me intimidariam nesta missão.


— Melões e pepinos? — Kakashi teve que se segurar para não rir da comparação alimentícia do namorado sobre o que encontrou na sessão e decidiu usar a mesma analogia — Ah, eu imagino que deve ter ficado bem vermelho até conseguir comprar o livro, pois você parecia um “tomate” na primeira vez que nós...


— A vergonha não é maior que o meu amor por você! — Maito o cortou antes que completasse a frase, já sentindo o rosto esquentar novamente — Só de ver o seu sorriso, já valeu a pena combater o embaraço, passar por fileiras de conteúdo sexual e ouvir as asneiras daquele depravado.


— Asneiras? — o Hatake ergueu uma sobrancelha, cada vez mais intrigado — Gai, diga de uma vez... O que foi que aconteceu?


Por mais que quisesse evitar o assunto, o sobrancelhudo sabia que não conseguiria ficar calado por muito mais tempo sendo pressionado, ainda que quisesse respeitar a adoração que Kakashi tinha pelo escritor. Alimentar as insinuações tortas de Jiraiya não lhe faziam bem e seu namorado era o único capaz de exterminar esta praga que tentava se alastrar em sua mente nos últimos dias. Puxou o ar para os pulmões com força antes de relatar o que ouviu do escritor durante a aquisição do livro.


— Kakashi... Sei que você ama as obras deste autor e nunca te questionei sobre isso, mesmo que eu não entenda esse seu apreço pelo erotismo. Enquanto conversávamos, Jiraiya comentou sobre a intensidade de suas obras, das descrições detalhadas e focadas nas relações entre homens e mulheres... — Maito estava visivelmente desconfortável, pressionando a nuca com certa força — Disse que era “peculiar” que eu estivesse comprando o livro dele como um presente de Dia dos Namorados... Enfim, basicamente insinuou que era estranho você estar em um relacionamento comigo e ser tão fã das obras dele.


O Hatake ouviu tudo com muita atenção e pode compreender o que estava deixando o namorado tão incomodado, pois ele mesmo se sentiu assim ao ouvir seu relato. Acompanhava Jiraiya há alguns anos e, apesar de admirá-lo como escritor, divergia de suas opiniões e de sua obsessão com o sexo, quase como se fosse algo divino. Com que direito Jiraiya poderia questionar o relacionamento deles se não os conhecia? Ou mesmo questionar seus sentimentos por Maito simplesmente por ser fã de seus livros eróticos?


— Gai, assim como tem pessoas que choram lendo um drama bem construído, que suspiram em uma cena super romântica ou gargalham alto com uma boa comédia, eu me sinto bem lendo um conteúdo mais “picante”... Independentemente de gostar desses livros, isso não significa que eles me excitem mais ou me deixem com vontade de ficar com outras pessoas. — Kakashi havia tirado a máscara e exibia um semblante sério enquanto falava, com as mãos nos ombros do namorado — Digamos que as obras do Jiraiya foram o meu consolo durante o tempo de solteiro e você sabe que foi um período bem longo... Acabei me apegando os livros ao ponto de se tornarem uma válvula de escape sempre que preciso relaxar dos problemas.


— É, você sempre parecia um pouco mais leve depois de ler um pouco... — era fácil de lembrar momentos em que o Hatake recuperava sua disposição depois de ler um ou dois capítulos de seu amado “Icha Icha Paradise” — Eu não queria te questionar sobre isso, você tem o direito de gostar e ler estas obras quantas vezes quiser. Afinal, você nunca reclamou das minhas maratonas de filmes e documentários sobre artes marciais, nem me repreende quando cismo de fazer exercícios e acabo chamando muito a atenção ou quebro alguma coisa... — sabia admitir a sua empolgação exagerada em lugares inoportunos.


— Fale comigo sobre qualquer coisa, mesmo que isso afete diretamente o que eu gosto. Prefiro deixar as coisas claras do que criar algum mal entendido desnecessário entre nós! — Kakashi suspirou, negando com a cabeça — Você é chamativo e muito energético, mas o que pode ser considerado um defeito, vejo como qualidades... Muitas vezes me inspirei na sua força de vontade para fazer alguma coisa, nossa rivalidade inicial me impulsionou a seguir em frente em muitos momentos e eu amo o seu jeito radiante de ser enquanto pratica exercícios e as artes marciais que tanto gosta.


— Kakashi... — Maito se sentiu elevado com aquelas palavras, o coração ficou quentinho e lágrimas vieram aos olhos — Você é o melhor! Obrigado, já me sinto mais tranquilo... Estes livros nunca me incomodaram e não vai ser agora que irão! — envolveu o corpo alheio em um abraço, sentindo-se livre — Pode ler o quanto quiser, nenhum personagem fictício vai ser melhor do que eu.


— É claro que não! — riu e o apertou em seus braços — Você é de carne e osso, posso te sentir, tocar e beijar à vontade... — as mãos do Hatake desceram pelas costas bem trabalhadas do amado lentamente, sorrindo com o arrepio que provocou nele — Nada pode substituir o seu cheiro ou a sua risada, você tem mais personalidade e energia que qualquer personagem e conviver com você é mais empolgante que os enredos do Jiraiya. Quanto a sua excelente descrição erótica... Bem, o máximo que pode acontece é me dar ideias para fazer contigo. A propósito... — Kakashi aproveitou para dar um tapinha no traseiro do namorado — Vamos para a fonte termal, tenho uma ou duas ideias preparadas para você hoje.


A vermelhidão espalhada pelo rosto de Gai fez o mascarado rir outra vez, lhe dando mais dois tapinhas para provocá-lo antes de começar a se despir para poderem seguir ao banho privativo. Enquanto também se livrava de suas roupas, o sobrancelhudo se sentia mais animado, leve e amado, pois Kakashi o entendeu e esclareceu as coisas sem rodeios, varrendo para longe as suas inquietações com palavras firmes. O mascarado estava muito seguro de seu amor por Maito e não permitiria que seus sentimentos fossem colocados em dúvida por uma mera preferência literária.


Sentimentos não podem ser medidos ou quantificados por terceiros! Gai sempre expressou seu amor de maneira vivida, aberta e intensa, todos eram capazes de ver o quanto se derretia pelo namorado. O Hatake era um pouco mais reservado em suas demonstrações de carinho, mas com pequenas atitudes diárias transmitia seu amor e validava o comprometimento que tinha pelo relacionamento deles, sendo o mais saudável e pleno que havia experimentado na vida. Mais importante do que os presentes, era aproveitar o Dia dos Namorados da melhor maneira possível: juntos! Nada nem ninguém poderia arruinar este momento só deles.

3 Août 2021 16:55:08 1 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Urutake Hime Uma garota que escreve desde 2009, com diversas temáticas e fandom diferentes. Nyah: https://fanfiction.com.br/u/30892/ Spirit: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/urutake-hime Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Urutake-Hime

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Verônica Ashcar Verônica Ashcar
AAAAAAAAAAAAAA meu deus Mariana mulher eu tô morta, a cena do Lee foi tão Canon que adotei The Power of Love hahahahaha. Lee e Gai escandalosos hahahahahahaha e chorando . Jiraiya sendo um pau no cu, má só amor venceu. Ameiiiii tô muito feliz por mais esse presente, muito obrigada pelo carinho! 💚💚💚💚💚💚💚💚💚💚
August 03, 2021, 18:14
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